A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

segunda-feira, agosto 11, 2014

EDITORIAL O GLOBO: O ‘Sistema S’ continua uma caixa-preta


Revelação da revista ‘Época’ de que nora do ex-presidente Lula emulher do mensaleiro João Paulo Cunha estão na folha do Sesi recoloca em questão este aparato



O metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva e companheiros que lançaram as fundações da CUT e do PT, no fim da década de 70, lutavam por um programa de reformas modernizantes do meio sindical e das relações trabalhistas. Vociferavam contra o enorme aparato herdado de Getúlio Vargas, de inspiração no fascismo de Mussolini, em que as representações sindicais, de patrões e empregados, eram parte do Estado.

Defendiam o fim da unicidade sindical, para que vários grêmios pudessem se constituir na mesma região e disputar livremente o apoio entre os trabalhadores. Por coerência, eram contrários a todas as contribuições compulsórias, o imposto sindical entre elas. E, não poderia deixar de ser, atacavam o “Sistema S”, outra criação getulista, um conjunto de entidades sustentadas por deduções legais nas folhas de pagamento da indústria, do comércio e atividades rurais.

Os metalúrgicos daquele tempo também criticavam o fato de um enorme volume de recursos subtraídos dos salários transitar por Senai, Sesc, Sesi, entre outras siglas, sem transparência. O chamado Sistema S reúne características que facilitam o desperdício de recursos. Haja vista denúncias de gastos em sedes suntuosas pelo Brasil afora, entre outros desmandos.

Porém, ao chegar ao poder, Lula, seu partido PT e a CUT mudaram de opinião, e todo aquele aparato getulista foi colocado a serviço do projeto de poder petista. No fim do primeiro mandato, Lula oficializou a CUT e demais centrais. Com isso, elas passaram a ter direito a uma parte do butim do imposto sindical — tão criticado no tempo heroico da luta contra a ditadura. E, no primeiro ano do segundo mandato, Lula conseguiu aprovar no Congresso projeto que garantiu espaço para os sindicatos na gestão das entidades do Sistema S. Os bilhões que transitam por Senai e Sesc passaram a ficar ao alcance de decisões dos antigos metalúrgicos aguerridos.

Tornou-se inevitável o “aburguesamento” de líderes, caso do ex-radical Jair Meneguelli, já há onze anos presidente do conselho do Sesi, por nomeação do ainda presidente Lula, antes mesmo desse sistema de cogestão.

A última edição da revista “Época” revelou que a própria família de Lula se beneficia da influência que petistas e cutistas passaram a ter no Sistema S: uma das noras do ex-presidente, Marlene Araújo Lula da Silva, formalmente trabalha no “escritório de representação” do Sesi em São Bernardo do Campo. Em situação semelhante está Márcia Regina Cunha, mulher do mensaleiro petista condenado João Paulo Cunha. Outro ponto comum entre Márcia e Marlene é que não costumam comparecer ao local de trabalho: uma em São Bernardo; a outra, em Brasília. A descoberta recoloca o Sistema S em questão. Não apenas pelo seu aspecto de baixa transparência, mas pelo peso no custo das empresas em comparação com o retorno que dá para a sociedade.

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