A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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quinta-feira, julho 17, 2014

HERANÇA MALDITA DO PT: A OI sucumbe sob o sonho estatista e megalomaníaco-nacionalista do PT

Termina em pesadelo o sonho da supertele

A trajetória deste projeto é típica do que acontece quando a “mão visível” do Estado atua sem se preocupar com o mercado, apenas movida a interesses políticos e ideológicos

EDITORIAL DO O GLOBO em 17/07/2014



Admita-se que o destino da Oi poderia ter sido outro caso a empresa não viesse a se ligar, de alguma forma, ao grupo português Espírito Santo, hoje atolado em grave crise financeira, capaz de fazer oscilar o mercado europeu. Mas também é preciso reconhecer que o grupo telefônico carrega uma história intrincada, em que se misturam aventureirismo, sonhos estatistas e megalomania nacionalista. Gestado no leilão de privatizações do sistema Telebrás, no segundo governo FH, em 1998, o grupo, batizado de Tele Norte Leste, foi um dos que mais precisaram de apoio direto e indireto do Estado para se viabilizar. Depois renomeada de Telemar, a empresa, após um certo tempo, se estabilizou numa composição acionária com os grupos privados de Carlos Jereissati (La Fonte) e Andrade Gutierrez. Do lado estatal, foi mobilizado o BNDES, sempre presente nesses negócios. Não poderia ter mesmo vida fácil uma empresa que tentaria absorver um rosário de telefônicas de suprema ineficiência, entre as quais se destacava a Telerj.

Na gestão Lula, com o desembarque de estatistas em Brasília e o fortalecimento do braço sindical petista, a CUT, nos bilionários fundos de pensão de empresas públicas, fortaleceu-se o sonho de uma nova “Telebrás”. Desta vez, materializada numa “supertele” em que capitais privados, estatais e paraestatais constituiriam poderosa empresa para fazer frente às teles estrangeiras. O projeto de que resultou a Oi, o nome atual da reformada Telemar, tem origem nas mesmas cabeças que desenvolveram a ideia da criação dos “campeões nacionais” em berçários sustentados pelo contribuinte no BNDES.

Alterada a regulação para permitir à Telemar absorver a Brasil Telecom, a privatizada Tele Centro Sul, a “supertele” ganhou musculatura. Até para se expandir pela América do Sul e África, pensava-se.

Não foi assim. Tornou-se necessário atrair a Portugal Telecom para a Oi. Da Portugal Telecom é sócio o grupo Espírito Santo, velho conhecido dos petistas. Na prática, vendeu-se um pedaço importante da originariamente Telemar à Portugal Telecom, tanto que o principal executivo das duas empresas passou a ser o mesmo. O desfecho seria a fusão das companhias. A esta altura já estava finalizado o sonho nacionalista da supertele.

E veio a assombrosa operação em que a Portugal Telecom, sem os sócios brasileiros e o BNDES serem informados, comprou €847 milhões (R$ 2,5 bilhões) em títulos podres da Rio Forte, empresa quebrada do grupo Espírito Santo. Ou seja, deram dinheiro para o grupo. O final da história ainda é imprevisível, mas a PT terá de registrar pesadas perdas patrimoniais, com reflexos na Oi. E, por decorrência, a empresa que resulta da soma da ex-supertele com os portugueses, a CorpCo, será menor, e nasce bem mais endividada.

A trajetória do projeto da supertele é típica do que acontece quando a “mão visível” do Estado atua sem se preocupar com o mercado, apenas movida a interesses políticos e ideológicos.

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