A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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sexta-feira, outubro 08, 2004

Embrapa lança, em novembro, a primeira cultivar de açaí

Mas, desde já, sementes e mudas estão à venda. A expectativa é que, a partir do plantio em terra firme desse material desenvolvido pelos pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental, haja um considerável aumento da produção de frutos de açaí.

O Pará, o maior produtor nacional de açaí, a partir de novembro será também o primeiro a lançar a única cultivar de terra firma dessa fruteira no mundo. Apresentando como principais características alta produtividade, precocidade no início da produção (aos 3 anos, ou seja, um ano a menos) e baixa altura das palmeiras, a cultivar batizada de Pará será lançada pela Embrapa Amazônia Oriental, (Empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) em novembro próximo. Sementes e mudas já estão à venda.
O açaí que tem a cara do Pará tanto que um ditado comumente utilizado pelos paraenses, resume bem o que a polpa desta fruta significa para o Estado: “quem foi ao Pará, parou. Tomou açaí, ficou”. E só em Belém estima-se que haja cerca de três mil pontos de venda de açaí já processado e um consumo diário em torno de 440.000 kg. E a cada dia cresce o interesse de outros Estados brasileiros pelo fruteira nativa da Amazônia. O Rio de Janeiro, por exemplo, consome cerca de 500 toneladas por mês e São Paulo 150. Para outros países seguem aproximadamente mil toneladas mensalmente, principalmente para o Japão, Holanda, Estados Unidos e Itália. Neste caso o açaí segue em forma de mix, um composto que mistura o suco do açaí a outros produtos como guaraná e acerola, dando-lhe uma roupagem de produto natural e saudável.
E, embora a predominância dessa produção seja oriunda de açaizais nativos, estima-se que o Pará tenha hoje 3.500 hectares de açaizeiros cultivados em condições de terra firme, só que originários de sementes que não passam por nenhum critério de seleção e trazem consigo variações em produtividade e em rendimento de polpa. E é neste momento segundo, o pesquisador João Tomé Farias Neto, coordenador do projeto que culminou com a cultivar Pará, que a presença da pesquisa se faz necessária ofertando material genético adaptado às condições ideais para o êxito da cultura.
Mas chegar ao que todos almejavam não foi tão fácil, relembra o pesquisador. As limitações orçamentárias que têm marcado os projetos de pesquisa foi, para João Tomé, um dos pontos restritivos mais importante, felizmente amenizados com o convênio que a Embrapa Amazônia Oriental manteve durante cinco anos com a Jica (Agência de Cooperação Técnica do Japão) e um projeto financiado pelo Funtec (Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia do Governo do Pará).
E o crescimento em termos de produção e de demanda aumenta ainda mais a responsabilidade da pesquisa. Atualmente a produção nacional do açaí está em torno de 123 mil toneladas/fruto/mês, sendo o Pará responsável por mais de 92% do total, movimentando aproximadamente 63 milhões de reais anualmente. Um cenário que vem aumentando em média 10% ao ano, nos últimos 6 anos, principalmente devido ao aumento da área plantada, da ampliação da colheita em áreas nativas e aumento também da produção.
A retração da extração de palmito de açaí, que no final da década de 80 era intensa e desordenada, também tem contribuído para o crescimento da produção de frutos. Hoje é mais rentável investir na polpa do que no palmito. E os pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental acreditam que em breve haverá um aumento ainda maior da produção, motivado, principalmente, pelo manejo correto dos açaizais nativos e a entrada, no mercado, da cultivar Pará.
E um dos que já estão apostando na nova, primeira e única cultivar de açaí, é Jorge Jacob, parceiro da Embrapa e produtor credenciado para produzir as primeiras sementes e mudas que já estão sendo comercializadas. Ele não esconde a satisfação com as 750 árvores/touceiras que já estão em fase de produção em sua propriedade, no município de Santa Izabel, distante cerca de 80 km da capital, Belém.
E entre elas está o redimento de polpa que é bem superior ao material tradicionalmente utilizado. A cultivar Pará apresenta pouca variabilidade em rendimento de polpa, entre 15 e 25%, ao contrário do material que comumente é utilizado que varia de 6 a 25%. A cultivar Pará, segundo o produtor, permite que uma quantidade menor de fruto produza uma quantidade maior de polpa.
Há, na avaliação de Jorge Jacob, uma vantagem adicional importante para o investidor: redução no risco de acidentes de trabalho. E ele explica: “quando a colheita é feita nas palmeiras tradicionais, sempre muito altas, o sobe-e-desce do coletor acaba causando acidentes. Como a cultivar Pará tem um porte bem pequeno, a probabilidade disso acontecer é zero”. O que pode acontecer é que a “peconha”, uma espécie de amarras utilizada nos pés, pelo coletor tradicional de açaí que o ajuda a subir na magra palmeira, com a introdução da cultivar Pará, seja aposentada.
A qualidade do produto, principalmente no aspecto higiene é outra vantagem citada por Jorge Jacob. Nos açaizais nativos, em áreas de várzea, é fundamental que o produtor maneje adequadamente seu plantio para evitar a contaminação do fruto, sobretudo no momento da coleta, quando ele é jogado do alto da palmeira para o chão. No transporte do açaizal para o local de ajuntamento dos cachos também a contaminação pode acontecer. O ato de arrastá-los em áreas alagadas e contaminadas por fezes de animais, pode causar sérios danos ao produto. O plantio, em terra firme, da cultivar Pará, na opinião do produtor, impede que isso aconteça, já que a área é limpa, seca e o produtor pode controlar a entrada de animais.
O pesquisador João Tomé também enumera as vantagens do material que já está sendo comercializado. Ele acredita, por exemplo, que a cultivar Pará permitirá a obtenção de um produto de melhor qualidade e produtividade em terra firme, pois, segundo explicou, o uso de material genético selecionado junto com as boas práticas culturais são o grande diferencial em qualquer plantio. “Eles são essenciais na obtenção de aumento da produtividade e qualidade do produto” e ainda complementa: a cultivar Pará representa, por outro lado, o fiel cumprimento da missão da Embrapa como geradora de tecnologias viáveis sob o ponto de vista socioeconômico e ambiental com enfoque no aproveitamento da biodiversiade amazônica.
A cultivar – A cultivar Para é resultado de dois ciclos de seleção e suas plantas apresentam características altamente desejáveis como precocidade de produção, produtividade de fruto (10 t/ha aos oito anos) e rendimento de polpa. Apresenta bom perfilhamento e outras características de interesse em terra firme"
A cultivar, específica para área de terra firme, permite uma significativa redução no custo de produção, desde a preparação do solo passando pelos tratos culturais até a colheita dos frutos. Outra grande vantagem é que a atividade é considerada uma excelente opção para os agricultores familiares amazônicos, contribuindo assim com a sua inserção no agronegócio regional.
Mudas e sementes já estão à venda, ambass devidamente registradas. As mudas, que têm idade entre 4 e 8 meses e altura em torno de 40 a 60 cm, custam R$ 1,00 a unidade e as sementes, com um poder germinativo de até 45 dias em ambiente úmido, estão sendo vendidadas a R$30,00 o quilo.

Texto: Ruth Rendeiro, jornalista, Reg.Prof. 609-Pa

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