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quinta-feira, setembro 06, 2018

Dia de Campo da Pecuária Leiteira: qual será o roteiro?


FIQUE POR DENTRO DO
ROTEIRO DO DIA DE CAMPO DO ENCONTRO DA PECUÁRIA LEITEIRA
DA SCOT CONSULTORIA!
Às 7h sairemos de Ribeirão-Preto e chegaremos em Bocaina por volta de 9h.
Você será recepcionado(a) na Fazenda Rio Pardo com um ótimo café da manhã!

Conheceremos as instalações da Fazenda Rio Pardo (Laticínio Almeida Prado), produtora de leite de búfalas em sistema de pastejo rotacionado integrado. Veja só alguns dados técnicos importantes da propriedade:
  • Área total: 194 hectares.
  • Produção: 8,0 mil litros diários.
  • Número de búfalas em lactação: 200 búfalas.
  • Raça dos animais: Murrah.
  • Laticínio com capacidade de beneficiamento de 12 mil litros de leite de búfalas diários.
  • Produtora da marca Búfala Almeida Prado.
VISITAREMOS 4 ESTAÇÕES:
  • Estação 1: Laticínio de Leite de Búfalas Almeida Prado
    Palestrante: Veridiana Almeida Prado (Fazenda Rio Pardo)
  • Estação 2: Manejo do Rebanho
    Palestrante: João Rosseto (Agrodinâmica Consultoria)

  • Estação 3: Manejo da Reprodução
    Palestrante: Ana Paula Roque (CATI Itapetininga)

  • Estação 4: Sala de Ordenha
    Palestrante: Evandro Santos (Fazenda Rio Pardo)

Às 11h30 iremos para Cravinhos e faremos uma pausa para o almoço.
Por volta de 15h daremos início às atividades na Fazenda Cravinhos (Leiteria da Fonte), que possui usina de beneficiamento e produz leite pasteurizado com marca própria, o Leite da Fonte. 
Veja alguns dados da propriedade:
  • Área total: aproximadamente 700 hectares.
  • Área destinada à produção leiteira: 25 hectares.
  • Produção de leite: 1.400 litros diários.
  • Número de vacas em lactação: 54 vacas.
  • Raça dos animais: predominantemente holandesa.
  • Usina de beneficiamento de leite pasteurizado com capacidade de 18,0 mil litros de leite diários.
  • Produção de leite pasteurizado da marca Leiteria da Fonte.
  • Produção de 500 kg, ao mês, de creme de leite industrial para manteiga-ghee (marca própria) e manteiga comum (marca de terceiros).
  • Previsão de início de produção de creme de leite pasteurizado à partir de novembro ou dezembro.
AS ESTAÇÕES DE VISITAS SÃO:
  • Estação 1: Laticínio Leiteria da Fonte
    Palestrante: Elaine Vaz Pereira (Laticínio Leiteria da Fonte)

  • Estação 2Evolução da qualidade do leite na fazenda
    Palestrante: Bruno Henrique de Araújo (Fazenda Cravinhos)

  • Estação 3: Manejo Nutricional
    Palestrante: Ricardo Marostegan (Tortuga)

  • Estação 4: Relação indústria e produtor
    Palestrante: Rogério Bertelli (Laticínio Leiteria da Fonte)
Após as visitas, voltaremos para Ribeirão-Preto por volta de 17h45.
Espero que tenha gostado do roteiro! E se você tem interesse em participar do Dia de Campo do Encontro da Pecuária Leiteira da Scot Consultoria, é só clicar no botão abaixo e se inscrever pelo site ou ligar para (17) 3343-5111.
QUERO ME INSCREVER NO DIA DE CAMPO →
Enviado por Scot Consultoria
Rua Coronel Conrado Caldeira, 578 - 14701-000 - Bebedouro - SP - 17 3342-5111
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sexta-feira, agosto 31, 2018

Café especial: última chamada para inscrições no Cup of Excellence Brazil 2018


Café especial: última chamada para inscrições no Cup of Excellence Brazil 2018

Principal concurso de qualidade do mundo recebe amostras de cerejas descascados até 4 de setembro e de cafés naturais até o dia 11 do mesmo mês

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) comunica que faltam poucos dias para as inscrições no Cup of Excellence Brazil 2018, principal concurso de qualidade do mundo que a entidade realiza como ação do "Brazil. The Coffee Nation" em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

O prazo para os produtores de grãos por via úmida, que são os cerejas descascados e ou despolpados/desmucilados, enviar suas amostras ao Cup of Excellence Brazil 2018 - Categoria Pulped Naturals termina no dia 4 de setembro. Já os produtores de cafés naturais devem encaminhar seus lotes para o Cup of Excellence Brazil 2018 - Categoria Naturals até o dia 11 do mesmo mês. As inscrições devem ser feitas no site da BSCA (http://brazilcoffeenation.com.br/contest-edition/list).

Este ano, a fase internacional será realizada entre 15 e 21 de outubro no Assoxupé Club, em Guaxupé, Sul de Minas Gerais, e terá a cooperativa Cooxupé e a empresa SMC Specialty Coffees como instituições anfitriãs. A auditoria da competição será feita pela Agricert Brasil e a empresa FALCAFÉ será a responsável pelo envio dos lotes campeões aos compradores internacionais.

O concurso conta com duas modalidades de vencedores, a Cup of Excellence Winners e a National Winners, que serão conhecidos em 21 de outubro. Os cafés naturais e cerejas descascados que forem avaliados, na fase internacional, com notas entre 84 e 85,99 pontos serão eleitos "National Winners" e receberão remuneração condizente com a qualidade que possuem no leilão da modalidade. Já os "Cup of Excellence Winners" serão os cafés campeões do concurso, que terão notas iguais ou superiores a 86 pontos e serão ofertados em leilão aos principais compradores mundiais.

Em 2017, foram registrados recordes expressivos nos concursos. A competição destinada aos cafés produzidos por via úmida teve o maior lance por saca da história no Brasil, equivalente a R$ 55.457,60 por cada volume de 60 kg, e o maior preço médio da categoria Pulped Naturals, que correspondeu a R$ 5.431,09 por saca. O leilão dos grãos produzidos por via seca registrou o maior valor pago por um café natural no mundo, de R$ 39.213,40 por saca, além do valor mais alto pago em reais na história do Cup of Excellence - Categoria Naturals: R$ 5.025,58 por saca.

SOBRE O PROJETO SETORIAL
O "Brazil. The Coffee Nation", desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no país. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá até maio de 2020, tendo como mercados-alvo: (i) Alemanha, Austrália, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, Rússia, Taiwan (Formosa) e Turquia para os cafés crus especiais; e (ii) Argentina, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

Mais informações para a imprensa
BSCA – Assessoria de Comunicação
Paulo André Colucci Kawasaki
(61) 98114-6632 / ascom@bsca.com.br
BSCA - Brazil Specialty Coffee Association
Telefones: (35) 3212-4705 / 3212-6302
E-mail: ascom@bsca.com.br

CNC - Balanço Semanal de 27 a 31/08/2018


Balanço Semanal

XXXIII - Agosto 2018
O CNC traz, hoje, informações a respeito da iniciativa de Brasil e Colômbia para enfrentarem o cenário atual de baixos preços do café. Além disso, apresentamos informações a respeito do "Encontro com Presidenciáveis" promovido pelo Conselho do Agro.

Atenciosamente,
 
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo CNC

Brasil e Colômbia

MERCADO

CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
E-mail: imprensa@cncafe.com.br
      

segunda-feira, agosto 27, 2018

Comunicado: Brasil e Colômbia alertam sobre cenário predador no mercado mundial de café


COMUNICADO COLÔMBIA - BRASIL

Brasil e Colômbia alertam sobre cenário predador no mercado mundial de café

Principais países produtores de arábica do mundo estreitam laços contra a crise de preços

Os representantes da produção cafeeira de Brasil e Colômbia se reuniram, hoje, 27 de agosto, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, para debater a crise de preços mundiais do café e o desequilíbrio econômico dentro da cadeia produtiva, que arruína os produtores, bem como as ações a serem adotadas para enfrentar esse cenário.

Na atualidade, os preços internacionais do café estão abaixo dos custos de produção, comprometendo a sustentabilidade econômica e a sobrevivência de 25 milhões de famílias cafeeiras no mundo.

Uma grande preocupação são os fatores externos que afetam negativamente o preço internacional e os produtores, como a especulação financeira de atores alheios à cadeia, que, de forma inconsequente e perversa, pressionam negativamente as cotações do café, forçando movimentos migratórios, motivados pela pobreza, e o nascimento de cultivos ilícitos em alguns países.

Os detentores dos estoques de café possuem maior influência na formação dos preços internacionais. Por isso, é fundamental reequilibrar a balança atual, deslocando os estoques de países consumidores aos países produtores. É necessário o desenvolvimento de políticas internas nos produtores para apoiar o ordenamento da oferta, como o caso do Funcafé no Brasil, que financia o carregamento do estoque para evitar a venda em momentos de preços aviltados.

Também é importante que a formação de estoques nos países produtores seja administrada pelo setor privado em coerência com ferramentas de gestão de risco de mercado.

Outro ponto considerável é a importância de aumentar o consumo nos mercados emergentes e nos países produtores, para o qual se espera contar com o apoio da Organização Internacional do Café (OIC).

A grande preocupação de todos os países produtores é a concentração da indústria e do setor de distribuição, que impõem aos produtores, por exemplo, condições de pagamento abusivas de mais de 200 dias, que massacram qualquer possibilidade de haver sustentabilidade econômica dos produtores. Os programas que algumas empresas multinacionais fazem para promover a sustentabilidade são anulados por suas próprias práticas comerciais. Igualmente as organizações internacionais sem fins lucrativos, que promovem o cultivo de café, têm que assumir a responsabilidade pela absorção dos excedentes que tendem a ser produzidos.

Brasil, Colômbia e os demais países produtores, tal como expressaram no Primeiro Fórum Mundial de Produtores de Café, em Medellín, na Colômbia, em julho de 2017, considerarão todas as ações necessárias para solucionar a crise que compromete a oferta futura de café e esperam que todos os elos da cadeia produtiva atuem em forma conjunta e corresponsável devido à grave situação. As nações cafeeiras voltarão a se reunir em setembro, durante a semana de reuniões da OIC, em Londres, para aprofundar essa discussão.

É prioridade dos produtores comunicar aos consumidores, em nível mundial, a situação atual e a forma como esse cenário do mercado gera um espiral de pobreza nos países cafeeiros.

Abaixo, representantes de entidades que assinam o comunicado.

- Silas Brasileiro, Conselho Nacional do Café (CNC) - Brasil
- Silvio Farnese, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) - Brasil
- Roberto Velez, Federación Nacional de Cafeteros (FNC) - Colômbia
- Juan Esteban Orduz, Federación Nacional de Cafeteros (FNC) - Colômbia
- Aguinaldo José Lima, Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) – Brasil
- Vanusia Nogueira, Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) - Brasil
- Arnaldo Botrel Reis, Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas (Assul) - Brasil
- Carlos Paulino, Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) - Brasil
- Lúcio Dias, Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) - Brasil
- José Marcos Magalhães, Cooperativa dos Cafeicultores do Sul de Minas (Minasul) – Brasil
- Breno Mesquita, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) - Brasil


Obs: imagem editada para preservar os contatos dos participantes.
CNC - Sede Brasília (DF)
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Site Petralha Brasil247, o "Rei das FakeNews", tira do ar página que dizia ser falsa a notícia de que PT faz propaganda irregular na internet



Ao apagar postagem em que dizia ser fakenews a denúncia de que o PT cometeu crime eleitoral, o Site Brasil247 assume que seu post, na verdade, era a verdadeira fakenews.
Confira o post apagado que ainda está disponível no Cache do Google.





Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247.


A notícia sobre a suposta propaganda irregular do PT na Internet publicada hoje pelo jornal O Globo é daquelas que se juntam ao ‘sequestro do Abílio Diniz’, ao ‘Lulinha, dono da Friboi’, ao ‘confisco da poupança que seria feito pelo PT’, ao mensalão, ao triplex, enfim, ao rame-rame fóbico e factualmente desgarrado do nosso jornalismo de araque. 

Choca, impressiona, comove, desalenta, estala e, no fim das contas, deprime. A tática só não é de todo ruim porque a depressão é uma timia social que funciona bem como linha auxiliar do golpe e da bandidagem jornalística brasileira. 

Analisemos a reportagem do jornal O Globo, ponto a ponto. A primeira frase do texto – que assusta – é: 

“O caso foi descoberto a partir de uma sequência de comentários disparados por ‘influenciadores digitais’.” 

Notem a ausência cirúrgica de sujeito: ‘foi descoberto’. Foi descoberto por ‘quem’, cara-pálida? Acrescente-se: a ‘prova’ é ‘uma sequência de comentários disparados por influenciadores digitais’. Risível, para não dizer estarrecedor. 

Outro trecho do péssimo jornalismo especulativo: 

“O que parecia ser apenas mais uma onda do mundo digital pode deflagrar o primeiro caso de suspeita de propaganda eleitoral ilegal na internet neste ano”. 

Reparem a especulação explícita: ‘pode se tornar’. A ‘forçação’ de barra é escandalosa. Não tem qualquer rastro de tecnicalidade jornalística – e estamos apenas no primeiro parágrafo. 

No mesmo parágrafo, mais adiante, a pérola: 

“Os elogios teriam sido pagos”. 

É uma conjunção do bizarro com o especulativo. ‘Elogio pago’ é algo bastante novo para mim. Soa artificial demais. O que se paga são apoios. Mas ‘elogios’? É um sintoma da precariedade técnica do texto. 

Note-se a locução verbal no condicional ‘teriam sido’, sintagma fortemente especulativo e também deselegante do ponto de vista do relato factual – que deveria ser a regra em um contexto de pretensa imputação de culpabilidade. 

Em seguida, ainda neste inacreditável primeiro parágrafo, temos a “operação retórica” para tentar juntar lé com cré (igualmente fracassada) – destaque-se que a matéria é assinada pelos jornalistas Bruno Góes e Maria Lima: 

“Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editada no final do ano passado proibiu propaganda paga nas redes na campanha de 2018. Um ex-ministro do TSE ouvido pelo GLOBO confirmou que pagar por comentários favoráveis a candidatos configura propaganda irregular. A punição é multa de até R$ 30 mil.”  

Notem o absurdo: a tese a respeito da violação de uma lei é da própria reportagem. Ela lança especulações vazias e impressionistas, sempre com o verbo no modo condicional (futuro do pretérito) para em seguida evocar uma resolução do TSE, assim de supetão. Leitores com déficits de leitura (o leitor habitual do jornal O Globo, diga-se) caem como patinhos felizes. 

Eis que chega um primeiro nome concreto na matéria, que supostamente denunciou o crime. E aí, você pensa: puxa, temos um nome. Mas o nome é: @pppholanda. Desculpem, mas eu ri. 

O trecho a seguir é lapidar: 

“Ela participava de um grupo, arregimentado por uma empresa, que recebia dinheiro para postar conteúdos ‘de esquerda’. Mas não concordou com a defesa apenas de candidatos petistas. A usuária disse que o combinado, inicialmente, seria organizar uma ‘ação séria de esquerda, não uma ação partidária’. Após receber orientações para escrever mensagens elogiosas a Gleisi Hoffmann, Luiz Marinho e Wellington Dias, ela resolveu romper com o grupo. O estopim foi o pedido de apoio ao governador do Piauí.” 

Podem rir comigo [tempo para risos]. Agora, respirem e percebam: é só especulação, nada mais. Zero factualidade. Se faculdades de jornalismo quiserem um exemplo de como NÃO fazer uma reportagem, eu entendo que esta matéria dos senhores Bruno Góes e Maria Lima seja a mais adequada como exemplo definitivo. 

Parece mais um texto daqueles sites de fofoquinhas de celebridade. Nem é necessário fazer a análise técnica para expor a incompetência e o mau-caratismo dos missivistas. Neste trecho, ao menos, a evidência de uma tentativa canalha de culpabilizar uma campanha é explicitada. Menos mal. 

A matéria segue com mais nomes ligados ao ‘escândalo’: @exuliane. Parece brincadeira, mas não é. O texto deixa claro que confia apenas em uma fonte, além de não questionar as razões dessas duas entidades cujos nomes são duas arrobas. 

Tudo é muito raso, superficial e destituído dos princípios básicos do jornalismo – que são orientados, basicamente, em investigar razões transversas das fontes. Chama a atenção a editoria de um jornal do tamanho d’O Globo deixar passar um texto nesse estado de indigência técnica e inacabamento. 

O trecho seguinte é mais um soco na paciência franciscana deste pobre linguista: 

"’Uma agência contratou influenciadores para uma ação de esquerda onde havia pautas progressistas como LBGT mulheres. Acontece que virou partidária no meio do caminho. Agora tão caindo matando nos influenciadores’, escreveu a usuária.” 

‘Uma agência’. Esse é o trecho destacado da fala em off de uma das pessoas ouvidas na reportagem. ‘Uma agência’. Não se buscou saber ‘qual’ agência era. E mais uma vez a designação para a fonte foi algo muito singelo: ‘escreveu a usuária’. 

Finalmente, aparece, no quarto parágrafo, o nome concreto de alguma coisa: 

“Contratada pelo PT, a empresa BeConnect prestou oficialmente o serviço de fazer diagnóstico, monitoramento e análises de ambiente de redes sociais. Para atender ao partido, a BeConennect subcontratou a empresa LaJoy, que interagia com os influenciadores digitais.” 

Trecho que não compromete nada nem ninguém, mas que deixa vazar a tática Gestapo dos jornalistas em fazer insinuar a associação anafórica entre a agência não identificada mais acima e esta, plenamente identificada por uma fonte também identificada. A matéria prossegue: 

“Em nota, Joyce Falete, dona da LaJoy, disse que foi contratada "para o mês de junho e julho" pela BeConnected "para dar consultoria sobre quais jovens profissionais tecnológicos e digitais de esquerda eram aptos a construir e sugerir a melhor tática (conteúdo: posts, memes e gifs) de apresentar a proposta para quando chegasse o período eleitoral".” 

A declaração de uma pessoa que apresenta seu nome de batismo para a 
reportagem (sem medo de dizer o que diz e igualmente de se identificar) é meridiana: nada aconteceu. Deveria ser o destaque da matéria e não o trecho auxiliar. Ou melhor: deveria ser a razão olímpica para que se abortasse a matéria e se dispendesse energia em algum assunto mais promissor, para dizer o mínimo. 

A partir daí, a reportagem só desmente o que ela mesmo insinuou de forma desonesta. Talvez, seja a ideia de ‘contraditório’ que os dois jornalistas tinham em mente. O trecho a seguir é mais factual, mas é igualmente redigido com uma extravagante falta de talento: 

“Com base em conversas de influenciadores arrependidos, que postaram o convite para espalhar notícias favoráveis às campanhas petistas, o advogado do PSDB no Piauí, Carlos Yuri, da Coligação “Piauí de Verdade” , protocolou neste domingo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) representação por propaganda irregular feita pela coligação “A Vitória com a Força do Povo” , de Dias. Segundo Yuri, a ação contraria a Resolução 23.555, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta a propaganda na Internet , é proibido fazer propaganda paga a não ser por impulsionamento.” 

‘Influenciadores digitais arrependidos’ se junta a ‘elogios pagos’ como monumento ao pitoresco textual. Uma crônica policial redigida por alunos do ensino fundamental 2 seria muito mais consistente e exuberante que a dicção posta em prática por estes dois jornalistas. 

Detalhe: quem entra na justiça contra o PT é um advogado do PSDB. Se eu ‘desenhar’ mais, essa análise vira uma ilustração. 

Ao final da reportagem, deixa-se o habitual escudo falacioso que serve às canalhices de plantão do nosso jornalismo meia-boca: 

“Procurada, a campanha do PT Nacional disse que não participou da iniciativa. A assessoria do PT não se manifestou.” 

Ao que eu acrescento: nem deveria (se manifestar). Diante de uma aberração jornalística dessas a melhor escolha, realmente, é o silêncio comiserado. 

Veja aqui a reportagem do jornal O Globo citada no artigo de Gustavo Conde.

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