A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT

A MILÍCIA BOLIVARIANA DO PT
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Ofereci meus ombros. Como escada ele subiu. Abri o caminho para ele passar. Na hora da porrada a cara era a minha. Fui seu irmão seu amigo e companheiro... Um dia encontrou comigo. Me deu um beijo. Virou as costas e partiu. Lembrei de Jesus e as 30 moedas"
Poema do mensaleiro João Paulo Cunha que revela a mágoa em relação ao ex-presidente LULArápio.
"Anos atrás recebi do então governador de Brasília Cristovam Buarque o ‘premio manuel bonfim’, atribuído ao meu livro "Chatô, o rei do Brasil". Já pedi à Marília para localizar a placa de prata. Vou devolver. de golpista não quero nada. Nem prêmio".

Escritor Petralha Fernando Morais

“Que pena que nossos gênios estejam tão obtusos. E tão viciados no aparelhamento. O PT corrompeu mais do que a política, corrompeu a inteligência e o caráter. E aos poucos vão mostrando que a volta da Dilma por mais dois anos, com essa gente, vai embrutecer o País e seguir se apropriando do Estado. Pior que não tem juiz Moro para este tipo de roubo: da inteligência e do caráter. Ele não falou em devolver os dez mil que recebeu do prêmio. Na época eram dez mil dólares. Nem o que ele fazia no governo do Quercia".

Senador Cristovam Buarque

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segunda-feira, agosto 27, 2018

Site Petralha Brasil247, o "Rei das FakeNews", tira do ar página que dizia ser falsa a notícia de que PT faz propaganda irregular na internet



Ao apagar postagem em que dizia ser fakenews a denúncia de que o PT cometeu crime eleitoral, o Site Brasil247 assume que seu post, na verdade, era a verdadeira fakenews.
Confira o post apagado que ainda está disponível no Cache do Google.





Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247.


A notícia sobre a suposta propaganda irregular do PT na Internet publicada hoje pelo jornal O Globo é daquelas que se juntam ao ‘sequestro do Abílio Diniz’, ao ‘Lulinha, dono da Friboi’, ao ‘confisco da poupança que seria feito pelo PT’, ao mensalão, ao triplex, enfim, ao rame-rame fóbico e factualmente desgarrado do nosso jornalismo de araque. 

Choca, impressiona, comove, desalenta, estala e, no fim das contas, deprime. A tática só não é de todo ruim porque a depressão é uma timia social que funciona bem como linha auxiliar do golpe e da bandidagem jornalística brasileira. 

Analisemos a reportagem do jornal O Globo, ponto a ponto. A primeira frase do texto – que assusta – é: 

“O caso foi descoberto a partir de uma sequência de comentários disparados por ‘influenciadores digitais’.” 

Notem a ausência cirúrgica de sujeito: ‘foi descoberto’. Foi descoberto por ‘quem’, cara-pálida? Acrescente-se: a ‘prova’ é ‘uma sequência de comentários disparados por influenciadores digitais’. Risível, para não dizer estarrecedor. 

Outro trecho do péssimo jornalismo especulativo: 

“O que parecia ser apenas mais uma onda do mundo digital pode deflagrar o primeiro caso de suspeita de propaganda eleitoral ilegal na internet neste ano”. 

Reparem a especulação explícita: ‘pode se tornar’. A ‘forçação’ de barra é escandalosa. Não tem qualquer rastro de tecnicalidade jornalística – e estamos apenas no primeiro parágrafo. 

No mesmo parágrafo, mais adiante, a pérola: 

“Os elogios teriam sido pagos”. 

É uma conjunção do bizarro com o especulativo. ‘Elogio pago’ é algo bastante novo para mim. Soa artificial demais. O que se paga são apoios. Mas ‘elogios’? É um sintoma da precariedade técnica do texto. 

Note-se a locução verbal no condicional ‘teriam sido’, sintagma fortemente especulativo e também deselegante do ponto de vista do relato factual – que deveria ser a regra em um contexto de pretensa imputação de culpabilidade. 

Em seguida, ainda neste inacreditável primeiro parágrafo, temos a “operação retórica” para tentar juntar lé com cré (igualmente fracassada) – destaque-se que a matéria é assinada pelos jornalistas Bruno Góes e Maria Lima: 

“Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editada no final do ano passado proibiu propaganda paga nas redes na campanha de 2018. Um ex-ministro do TSE ouvido pelo GLOBO confirmou que pagar por comentários favoráveis a candidatos configura propaganda irregular. A punição é multa de até R$ 30 mil.”  

Notem o absurdo: a tese a respeito da violação de uma lei é da própria reportagem. Ela lança especulações vazias e impressionistas, sempre com o verbo no modo condicional (futuro do pretérito) para em seguida evocar uma resolução do TSE, assim de supetão. Leitores com déficits de leitura (o leitor habitual do jornal O Globo, diga-se) caem como patinhos felizes. 

Eis que chega um primeiro nome concreto na matéria, que supostamente denunciou o crime. E aí, você pensa: puxa, temos um nome. Mas o nome é: @pppholanda. Desculpem, mas eu ri. 

O trecho a seguir é lapidar: 

“Ela participava de um grupo, arregimentado por uma empresa, que recebia dinheiro para postar conteúdos ‘de esquerda’. Mas não concordou com a defesa apenas de candidatos petistas. A usuária disse que o combinado, inicialmente, seria organizar uma ‘ação séria de esquerda, não uma ação partidária’. Após receber orientações para escrever mensagens elogiosas a Gleisi Hoffmann, Luiz Marinho e Wellington Dias, ela resolveu romper com o grupo. O estopim foi o pedido de apoio ao governador do Piauí.” 

Podem rir comigo [tempo para risos]. Agora, respirem e percebam: é só especulação, nada mais. Zero factualidade. Se faculdades de jornalismo quiserem um exemplo de como NÃO fazer uma reportagem, eu entendo que esta matéria dos senhores Bruno Góes e Maria Lima seja a mais adequada como exemplo definitivo. 

Parece mais um texto daqueles sites de fofoquinhas de celebridade. Nem é necessário fazer a análise técnica para expor a incompetência e o mau-caratismo dos missivistas. Neste trecho, ao menos, a evidência de uma tentativa canalha de culpabilizar uma campanha é explicitada. Menos mal. 

A matéria segue com mais nomes ligados ao ‘escândalo’: @exuliane. Parece brincadeira, mas não é. O texto deixa claro que confia apenas em uma fonte, além de não questionar as razões dessas duas entidades cujos nomes são duas arrobas. 

Tudo é muito raso, superficial e destituído dos princípios básicos do jornalismo – que são orientados, basicamente, em investigar razões transversas das fontes. Chama a atenção a editoria de um jornal do tamanho d’O Globo deixar passar um texto nesse estado de indigência técnica e inacabamento. 

O trecho seguinte é mais um soco na paciência franciscana deste pobre linguista: 

"’Uma agência contratou influenciadores para uma ação de esquerda onde havia pautas progressistas como LBGT mulheres. Acontece que virou partidária no meio do caminho. Agora tão caindo matando nos influenciadores’, escreveu a usuária.” 

‘Uma agência’. Esse é o trecho destacado da fala em off de uma das pessoas ouvidas na reportagem. ‘Uma agência’. Não se buscou saber ‘qual’ agência era. E mais uma vez a designação para a fonte foi algo muito singelo: ‘escreveu a usuária’. 

Finalmente, aparece, no quarto parágrafo, o nome concreto de alguma coisa: 

“Contratada pelo PT, a empresa BeConnect prestou oficialmente o serviço de fazer diagnóstico, monitoramento e análises de ambiente de redes sociais. Para atender ao partido, a BeConennect subcontratou a empresa LaJoy, que interagia com os influenciadores digitais.” 

Trecho que não compromete nada nem ninguém, mas que deixa vazar a tática Gestapo dos jornalistas em fazer insinuar a associação anafórica entre a agência não identificada mais acima e esta, plenamente identificada por uma fonte também identificada. A matéria prossegue: 

“Em nota, Joyce Falete, dona da LaJoy, disse que foi contratada "para o mês de junho e julho" pela BeConnected "para dar consultoria sobre quais jovens profissionais tecnológicos e digitais de esquerda eram aptos a construir e sugerir a melhor tática (conteúdo: posts, memes e gifs) de apresentar a proposta para quando chegasse o período eleitoral".” 

A declaração de uma pessoa que apresenta seu nome de batismo para a 
reportagem (sem medo de dizer o que diz e igualmente de se identificar) é meridiana: nada aconteceu. Deveria ser o destaque da matéria e não o trecho auxiliar. Ou melhor: deveria ser a razão olímpica para que se abortasse a matéria e se dispendesse energia em algum assunto mais promissor, para dizer o mínimo. 

A partir daí, a reportagem só desmente o que ela mesmo insinuou de forma desonesta. Talvez, seja a ideia de ‘contraditório’ que os dois jornalistas tinham em mente. O trecho a seguir é mais factual, mas é igualmente redigido com uma extravagante falta de talento: 

“Com base em conversas de influenciadores arrependidos, que postaram o convite para espalhar notícias favoráveis às campanhas petistas, o advogado do PSDB no Piauí, Carlos Yuri, da Coligação “Piauí de Verdade” , protocolou neste domingo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI) representação por propaganda irregular feita pela coligação “A Vitória com a Força do Povo” , de Dias. Segundo Yuri, a ação contraria a Resolução 23.555, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta a propaganda na Internet , é proibido fazer propaganda paga a não ser por impulsionamento.” 

‘Influenciadores digitais arrependidos’ se junta a ‘elogios pagos’ como monumento ao pitoresco textual. Uma crônica policial redigida por alunos do ensino fundamental 2 seria muito mais consistente e exuberante que a dicção posta em prática por estes dois jornalistas. 

Detalhe: quem entra na justiça contra o PT é um advogado do PSDB. Se eu ‘desenhar’ mais, essa análise vira uma ilustração. 

Ao final da reportagem, deixa-se o habitual escudo falacioso que serve às canalhices de plantão do nosso jornalismo meia-boca: 

“Procurada, a campanha do PT Nacional disse que não participou da iniciativa. A assessoria do PT não se manifestou.” 

Ao que eu acrescento: nem deveria (se manifestar). Diante de uma aberração jornalística dessas a melhor escolha, realmente, é o silêncio comiserado. 

Veja aqui a reportagem do jornal O Globo citada no artigo de Gustavo Conde.

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