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domingo, abril 05, 2015

Editorial do Estadão: ‘A farsa do PT no campo social’






O Partido dos Trabalhadores (PT) tem sido motivo de profundas e amargas decepções para quem acreditou em seus propósitos iniciais. Criado há 35 anos por um grupo heterogêneo composto por acadêmicos de esquerda, líderes sindicais e católicos identificados com a Teologia da Libertação, levantou a bandeira da justiça social e da moralização da vida pública e se propôs a lutar contra “tudo o que está aí”, para garantir os direitos dos trabalhadores e a inclusão na vida econômica dos miseráveis abandonados na periferia das metrópoles e nos grotões do interior. Depois de mais de 20 anos, ao custo de renegar fundamentos de seu ideário, conquistou o poder e ali permanece até hoje, de braços dados com as lideranças políticas mais retrógradas que antes combatia. Hoje, o PT “ou muda ou acaba”, segundo anátema lançado por um de seus muitos militantes desiludidos, a senadora Marta Suplicy.



Outro contundente depoimento sobre os descaminhos do PT foi prestado por um de seus apoiadores de primeira hora, o dominicano Frei Betto, que no primeiro mandato de Lula, em 2003, coordenou a implantação do programa Fome Zero, logo substituído pelo Bolsa Família. Substituição que, aliás, motivou o afastamento voluntário de Frei Betto do governo, pelas razões que deixa claras na longa entrevista concedida à coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy, publicada no Estado dia 30 de março.

Afirma o religioso dominicano que hoje se assiste ao “começo do fim” do PT. Mas, provável e compreensivelmente levado pela memória afetiva que o liga a líderes e à história do PT e “apesar de todos os pesares”, Frei Betto entende que os 12 anos de governo do PT até agora “foram os melhores de nossa história republicana”. O que não o impede de botar o dedo na ferida, indo diretamente à questão central que provoca sua desilusão com o partido de Lula: “O PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder”. E isso se reflete no fato de que não se concretizou até hoje “nenhuma reforma de estrutura, nenhuma daquelas prometidas nos documentos originais do PT”. E cita: “Nem a (reforma) agrária, nem a tributária, nem a política. E aí poderíamos acrescentar: nem a da educação, nem a urbana. Em suma, o que falta ao governo – e desde 2003 – é planejamento estratégico”. Em outras palavras, um projeto de País.

Para Frei Betto, os governos do PT facilitaram “o acesso dos brasileiros aos bens pessoais, mas não aos bens sociais”. E explica: “Se vamos em um barraco de favela, lá dentro tem TV a cores, micro-ondas, máquina de lavar” e muitos outros bens de consumo. “Porém, essa família continua no barraco, sem saneamento, em um emprego precário, sem acesso à saúde, educação, transporte público e segurança de qualidade. O governo facilitou o acesso dos brasileiros aos bens pessoais, mas não aos bens sociais.”

Essa colocação explicita o espírito das “políticas sociais” dos governos petistas, sempre de caráter pontual, feitas para atingir objetivos de curto prazo e, de preferência, eleitorais.

Foi o que ocorreu com a substituição do Fome Zero pelo Bolsa Família. O primeiro, muito mais complexo e, consequentemente, preso a possibilidades de ampliação mais lentas, não se limitava a proporcionar às pessoas excluídas da vida econômica uma contribuição financeira mensal para a sobrevivência, mas oferecia um conjunto de possibilidades e impunha obrigações, de modo a criar condições para a inserção do beneficiado na atividade produtiva. É o que Frei Betto chama de programa de “caráter emancipatório”. Ao contrário, o Bolsa Família, muito mais facilmente implantável e ampliável, acaba tornando seus beneficiários dependentes financeiros do poder público. Cria e alimenta, em português claro, verdadeiros currais eleitorais.

Essa evidência se confirma com o testemunho de outro desiludido com o PT, o jurista Hélio Bicudo, que relatou em entrevista gravada a um programa de televisão o seguinte episódio: em 2003, numa reunião de membros do governo sobre a implantação do Bolsa Família, questionado sobre os objetivos e benefícios do programa, o então ministro José Dirceu, chefe da Casa Civil, respondeu sem pestanejar:

“Quarenta milhões de votos”.

Dá para entender por que o PT acabou se transformando numa farsa até para muitos antigos e fiéis militantes e apoiadores.

quinta-feira, abril 02, 2015

EMBRAPA: Dia de campo mostra como recuperar pastagem em solos arenosos na bacia do Guariroba




A “recuperação de pastagem em solos arenosos” - com uso de diferentes espécies forrageiras e manejo adequado de pastagem -implantada em Unidade Demonstrativa na Fazenda Crescente, localizada na bacia do Guariroba em Campo Grande, será apresentada em um dia de campo no sábado, 11 de abril, das 8:30 às 12h. A ação é resultado do projeto Água Brasil, uma parceria entre WWF-Brasil, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas.




No local, os produtores rurais e outros visitantes conhecerão três estações: Recuperação e conservação ambiental da bacia do Guariroba; Recuperação de pastagem e a implantação da unidade demonstrativa e Utilização e manejo da pastagem.




A Embrapa é responsável pela orientação técnica do projeto. “Estamos avaliando três processos de recuperação de pastagens e queremos mostrar aos produtores essa primeira etapa da implantação e os resultados de outros trabalhos que temos sobre o assunto”, explica o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Ademir Zimmer.




Ainda para este ano, está previsto outro dia de campo, sobre os resultados obtidos na Unidade Demonstrativa implantada na Estância São Luiz, também na bacia do Guariroba, sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.




De acordo com a analista do WWF-Brasil, Flávia Araujo, o trabalho desenvolvido nessas unidades demonstrativas é uma soma de esforços por um objetivo comum: a conservação. “Por um lado temos o apoio da Embrapa Gado de Corte sobre resultados de viabilidade técnica e econômica da recuperação de pastagem e, por outro, o Água Brasil disponibilizando aos produtores da região informações sobre diferentes formas de condução da recuperação de pastagens degradadas e os benefícios resultantes da escolha de cada modelo", diz.




Programa Água Brasil




Criado em 2010, o Água Brasil visa à preservação da água e dos rios, disseminando práticas sustentáveis, além de promover a conscientização e mudança de atitude da sociedade com relação à conservação ambiental. O Programa - presente em todos os biomas brasileiros, com projetos em sete bacias hidrográficas e cinco cidades - está organizado em quatro eixos de atuação: Projetos Socioambientais, Comunicação e Engajamento, Mitigação de Riscos e Negócios Sustentáveis.




No meio rural, o Água Brasil desenvolve projetos que exploram boas práticas agropecuárias, agroecologia, restauração florestal, extrativismo, produção sustentável, sempre com o objetivo de conservar o solo e a água para garantir a segurança hídrica e alimentar para a comunidade local. De acordo com as características de cada localidade, são implementadas Unidades Demonstrativas que servem como experimento para essas práticas que, depois, servem como modelo para outras regiões do país.




Como chegar: Fazenda Crescente a 17km do autódromo, BR 262, entrar à direita na placa do km 299. Percorrer 7km na CG 264.

Informações com Flávia Araujo - flaviaaraujo@wwf.org.br / (67) 3025-1112

Texto: Kadijah Suleiman e Assessoria de Comunicação WWF-Brasil

General Marco Antonio Felício da Silva: A VERDADE QUE NÃO QUER CALAR! ALERTA À NAÇÃO!





“A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam,Não se importam, não se manifestam”


Enganam-se aqueles que encaram como inativos, na acepção plena da palavra, àqueles que estão hoje na Reserva ou reformados das Forças Armadas, Somos aqueles que, em sua maioria, deram vida ao Exército Ativo, dos anos 50 aos anos 90 e criamos o Exército do presente, entregando-lhe uma Nação sob o império da lei e da ordem.
Dos anos iniciais da década de 60 ao inicio dos anos 80, enfrentamos e vencemos a subversão e as guerrilhas urbana e rural comunistas. Ao mesmo tempo, apoiamos e sustentamos os governos vigentes e contribuímos para a grande transformação social e econômica do País. 

Livramos a Nação da tirania marxista-leninista e entregamos aos governos da chamada “Nova República” a democracia em sua plenitude. 

Apoiamos a negociação com os lídimos representantes da sociedade brasileira de então, o advento da anistia, ampla, geral e irrestrita, permitindo a pacificação da sociedade brasileira com o perdão para todos os contendores, não importando os crimes de motivação política cometidos. A volta à Pátria de todos aqueles que estavam fora do País, face injunções políticas, foi uma conseqüência da referida anistia. 

Não somos mais, pela idade, os soldados profissionais de ontem, mas continuamos como soldados cidadãos, tendo a pele como farda. Somos aqueles que têm a consciência dos seus direitos e deveres políticos, que se interessam e se sentem, ainda, responsáveis pelo destino de sua Nação e têm vivo no coração o juramento solene de, por Ela, se for preciso, dar a própria vida. 

Por tais motivos, ainda temos a capacidade de nos inflamarmos, como o estamos, agora, alertando a Nação para a possibilidade de fratura da sociedade brasileira, por elementos eivados de revanchismo, pleno de viés ideológico, na contramão da conciliação, da paz social e da História. E, assim, o estaremos enquanto necessário. 

Além da criação da malfadada Comissão da Verdade, inconstitucional por ser verdadeiro tribunal de excessão, métodos nazi-fascistas, utilizados intensamente na Alemanha de Hitler, em países da extinta "Cortina de Ferro" e durante a sangrenta "Revolução Cultural", levada a efeito na China Comunista, já estão aqui sendo reproduzidos com a orientação de conhecidos agitadores comunistas, dirigentes do MST, Via-campesina e de outros movimentos ilegais, que têm a bevolência do governo e das autoridades responsáveis pela Segurança Pública. Usam grupos de jovens violentos, provocando terrorismo seletivo e indiscriminado, afrontando a lei vigente, ocorrências inaceitáveis para um regime que se diz democrático. 

Mostramos a nossa união e a nossa força, traduzida por voz uníssona, conduzidos por dezenas de Chefes de outrora, respeitados como tal ainda hoje, e apoiados por milhares de civis. 

Os cabelos brancos, a experiência de vida e o compromisso que temos com a Nação nos dão a moderação proporcional para cada enfrentamento. 

Aos que conosco não se ombreiam, explicitamos com a clareza devida : Temos uma sagrada estrela guia : O respeito à lei e a união da Força ! 

Esta é a verdade que não quer calar ! 

Eles que venham! Por aqui, não passarão!

BLOG DO CORONEL: Dilma pode ser impichada por crime comum, diz ex-ministro da Justiça.




O advogado Miguel Reale Júnior já ocupou todas as posições que um jurista pode almejar. Professor titular de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, foi membro do Conselho Administrativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ministro da Justiça em 2002, durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso. 

Quadro histórico do PSDB, próximo do ex-presidente tucano e do ex-governador de São Paulo Mário Covas (1930-2001), foi um dos principais responsáveis pelo processo de impeachment que levou à renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Filho de um dos mais influentes juristas brasileiros, Reale hoje está indignado com a situação do Brasil.

Foi aos protestos do dia 15 de março defender a renúncia de Dilma Rousseff (PT), mas é contra o impeachment, que, de acordo com ele, não possui bases jurídicas. Abaixo, o advogado fala sobre fatos marcantes da história do País nos quais esteve presente, o atual momento do Brasil e o que pode acontecer a partir dessa ebulição das ruas.

Istoé - O sr. é a favor do impeachment?
Miguel Reale Júnior - O impeachment não é juridicamente viável porque os atos que poderiam justificá-lo ocorreram no mandato anterior. A pena do impeachment é a perda do cargo. Mas acabou o mandato e Dilma foi reeleita para outro. Não existe vaso comunicante. Para se pedir o impeachment, a presidente precisaria ser suspeita de algum malfeito de janeiro até agora. Eu fiz a petição de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor. Ali havia fatos praticados por ele, o recebimento de vantagens ilícitas claras. Impeachment não é golpe, porém precisa estar enquadrado tecnicamente. Eu tenho uma responsabilidade de consciência jurídica, não posso forçar a mão.
Istoé - O impeachment é também um processo político. É possível que o Congresso atropele os argumentos jurídicos para validá-lo?
Miguel Reale Júnior - Aí a Dilma entra com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal e anula tudo. O Collor entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para conseguir alguns direitos de defesa que não estavam sendo considerados no processo. E não é só a atual configuração do Supremo que invalidaria, não. Qualquer STF consideraria ilegal. O Supremo da época do Collor também concedeu mandado de segurança para alguns pontos que ele solicitou. Se existe uma violação da lei ou da Constituição, o sujeito vai ao STF e ganha.
Istoé - Isso quer dizer que a presidente não poderá ser responsabilizada caso seja ligada às denúncias do Petrolão?
Miguel Reale Júnior - O que pode haver, eventualmente, é a apuração de crime comum. O procurador-geral da República disse que não há elementos, mas Dilma prevaricou se sabia do esquema quando era presidente do Conselho de Administração da Petrobras e manteve a diretoria após assumir a presidência da República. Caso seja enquadrada num crime comum, ela será processada perante o Supremo com autorização da Câmara dos Deputados. Se condenada, perderia o mandato como qualquer outro político. Resta examinar se existem elementos mostrando que ela foi omissa ou conivente ao manter a diretoria. A Constituição diz que o presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos às suas funções, porém atos de prevaricação – como o que ocorreu na Petrobras – não seriam estranhos à função.
Istoé -Caso Dilma fosse afastada, a situação melhoraria com o vice Michel Temer?
Miguel Reale Júnior - O Michel tem habilidade e experiência como presidente da Câmara dos Deputados. Está à frente de um partido forte e conta com capacidade de trânsito na oposição. Seria o caso, para que houvesse um grande pacto nacional como ocorreu com o Itamar Franco (vice de Collor). Naquela época, eu fui procurado por um brigadeiro que comandava a zona aérea de São Paulo e manifestou a preocupação das Forças Armadas quanto à governabilidade. Eles não estavam preocupados com o impeachment do Collor, mas com o futuro. O brigadeiro queria saber se havia a possibilidade de o PSDB apoiar o Itamar. Ele me procurou porque eu estava à frente do impeachment e porque eu era próximo dos então senadores Fernando Henrique e Mário Covas. Ambos me garantiram que dariam apoio ao Itamar e eu transmiti isso ao militar. A mesma preocupação que as Forças Armadas tiveram naquele momento é a preocupação que todos nós deveríamos ter agora.
Istoé - Hoje o PSDB daria apoio ao Temer?
Miguel Reale Júnior - O PSDB deve considerar a possibilidade de apoiá-lo. É um caminho que pode não interessar à oposição que queira assumir livremente o poder daqui a quatro anos. Independentemente disso, nós temos que pensar como chegaremos lá se não houver um pacto, pois já estamos em frangalhos. Também tem outro problema extremamente grave. Apesar de as passeatas do dia 15 de março terem sido tranquilas, os ânimos estão acirrados. Amigos se separam por conta de divergências políticas, familiares viram a cara uns para os outros. Esse pacto também vai por um pouco de tranquilidade na sociedade.
Istoé - O sr. foi aos protestos do dia 15 de março?
Miguel Reale Júnior - Fui, sim. Estava em Canela, no interior do Rio Grande do Sul, e participei do ato na cidade. Havia mais de duas mil pessoas. Eu sou favorável à renúncia de Dilma Rousseff pela dificuldade que ela tem de governar. A governabilidade será difícil porque no momento em que ela fala tem panelaço, quando seus ministros falam há panelaço. Por causa disso, a presidente já tem pouco espaço para manobra – e a operação Lava Jato vai trazer mais fatos, ainda vai se estender para outros setores da administração.
Istoé - As manifestações juntaram pessoas favoráveis ao impeachment, à intervenção militar e aqueles que apenas reclamavam da corrupção. Como unir esses interesses?
Miguel Reale Júnior - Os que defendem os quartéis são minoritários e foram rechaçados nas ruas. É um grupo muito pequeno e inexpressivo. Já o impeachment é um processo jurídico e técnico. Se não houver enquadramento, não tem impeachment. Movimentações sem um norte se diluem. Por exemplo, nos protestos da Praça Tahrir, no Egito, a população destronou o ex-ditador Hosni Mubarak, mas não soube construir uma via. Primeiro, o fundamentalismo ganhou. Depois vieram os militares. As redes sociais são capazes de arregimentar contra, mas a rua não apresenta um denominador comum porque é composta de visões díspares. Temos que criar um caminho. Entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação Brasileira de Imprensa devem sair dos seus nichos e participar porque esse processo representa muito do que a sociedade deseja. E os cabeças dos movimentos das ruas têm que trabalhar junto com lideranças políticas para formatar uma proposta.
Istoé - É possível que políticos participem dos protestos? De Paulinho da Força (SD-SP) a Jair Bolsonaro (PP-RJ), quando eles falaram nos carros de som foram vaiados.
Miguel Reale Júnior - Isso é perigoso porque significa uma descrença generalizada da classe política. Alguém precisa exercer o poder, organizar esses anseios. Não estou falando de uma pessoa, um salvador da pátria. Mas de um grupo político que se una à sociedade para constituir a base de um pacto. Se isso não ocorrer, gera-se um processo anárquico.
Istoé - A forma de governo no Brasil afasta os políticos do povo?
Miguel Reale Júnior - Se estivéssemos no parlamentarismo não haveria toda essa comoção que estamos vendo porque o governo teria sido destituído. O parlamentarismo impede que crises se avolumem e prejudiquem a vida do país. É verdade que a população também não acredita no Congresso, mas ela precisa saber que no regime parlamentarista a Câmara pode ser dissolvida.
Istoé - E quanto à reforma política, o sistema eleitoral deve mudar?
Miguel Reale Júnior - O sistema proporcional com lista aberta que temos hoje é horroroso. Com ele vêm gastos de campanha elevadíssimos e ocultos. De qualquer forma, o voto distrital é melhor. Eleição em dois turnos para deputados também pode ser um caminho, melhora bastante. De qualquer modo, Constituinte exclusiva para analisar o tema (como defendeu o governo após os protestos de junho de 2013) é loucura, seria um poder paralelo ao Congresso. Também não precisa fazer plebiscito ou referendo. É pacto, o Congresso já tem poderes para realizar. No entanto, o Tancredo Neves dizia que era mais fácil fazer um boi voar do que conseguir consenso em relação ao sistema eleitoral. É muito difícil.
Istoé - A principal reclamação das ruas está relacionada à corrupção. O pacote de Dilma vai resolver o problema?
Miguel Reale Júnior - A medida repete propostas antigas. E eles se esquecem que o crime de caixa dois já existe, artigo 350 do Código Eleitoral, com pena mínima de dois anos. Há diversos projetos tramitando na Câmara sobre enriquecimento ilícito. Eles não avançaram porque não foram votados pela própria base parlamentar. Vamos deixar de enganar a população brasileira.
Istoé - O sr. foi ministro da Justiça no mandato FHC. Como avalia o desempenho de José Eduardo Cardozo no cargo?
Miguel Reale Júnior - José Eduardo Cardozo tem assumido muito mais um papel de advogado do que de ministro da Justiça, com a distância que deve ter um ministro da Justiça de fatos que estão sendo manifestados. Ele sai em defesa do seu partido, em defesa da presidente. O discurso dele é um discurso repetitivo, cheio de chavões. É o rei do lugar comum.

quarta-feira, abril 01, 2015

Ricardo Noblat: Em cena, o velho Lula de sempre





Com um intervalo de poucas horas entre uma ocasião e outra, Lula, ontem, falou bem e falou mal de Dilma.

Falou bem no discurso que fez para sindicalistas e militantes do PT no Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Falou mal no mesmo lugar ao se reunir um pouco antes com um grupo pequeno de seguidores mais ou menos fiéis.

Foi um deles, autorizado pelo próprio Lula, quem saiu dizendo que ele falara mal de Dilma.

Ingrato, esse Lula!

Falar mal de Dilma logo agora que ela cedeu aos seus apelos e nomeou para o Ministério da Educação e para a Secretaria de Comunicação nomes indicados por ele...

Lula envelheceu. E junto com ele seu discurso e seus truques. Aparentemente, ele não se dá conta disso.

Um truque: defendeu a Petrobras, que está sendo atacada por seus inimigos, inimigos do Brasil.

Ora, foi ele que nomeou diretores da empresa que passaram a roubar tão logo assumiram seus cargos. Nos 12 anos de governos do PT, a Petrobras foi dilapidada e perdeu valor de mercado.

Outro truque: Lula se disse “indignado” com a corrupção. Mas se alguém pensou que ele aproveitaria o momento para admitir erros, quebrou a cara.

Corruptos são os outros. Corruptos são “bandidos que passaram a virar heróis” por terem negociado a delação premiada.

O ataque aos “corruptos” mascara a defesa que ele faz dos seus companheiros suspeitos de envolvimento com a roubalheira na Petrobras.

Lula defendeu a reputação de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras nomeado por ele. Foi cínico para variar:

- Se tem um brasileiro indignado, este sou eu. Quero saber se alguém vai ter coragem de dizer que esse moço esteve envolvido com corrupção. Mas ele conquistou o direito de andar de cabeça erguida – disse, referindo-se a Gabrielli. "Já o bandido pega 40 anos de prisão, vai fazer delação premiada e vira herói. Diz 'ouvi falar', 'eu acho que...' e nem precisa de juiz, a imprensa já condenou."

Mais um truque: creditou em sua própria conta, e também na de Dilma, o esforço de investigação da Polícia Federal, capaz de ir fundo no combate à corrupção.

Ora, a Polícia Federal é um órgão do Estado. Assim como o Ministério Público. Não obedece às ordens do presidente da República. Atua com independência.

Lula sabe disso. Mas não resiste à tentação de manipular os fatos. É de sua natureza.

ALUIZIO AMORIM: O PT E SEUS SEQUAZES JÁ ESTÃO EXCOMUNGADOS. AO POVO BRASILEIRO CABE A TAREFA DE ATIRAR PÁ DE CAL E MANDÁ-LOS PARA O INFERNO.


Está aí um excelente hangout denominado Terça-Livre, com a participação do filósofo, jornalista e escritor Olavo de Carvalho, o jornalista Paulo Eduardo Martins, o presidente da entidade Viva Brasil, professor Bene Barbosa e o deputado federal Jair Bolsonaro.


Vale a pena ver este vídeo para compreender a origem de todos os males que castigam toda a América Latina e sobretudo o Brasil que neste momento vive uma crise dramática em decorrência do ataque comunista por meio do Foro de São Paulo do qual o PT é o dirigente máximo.

Ao ver este vídeo vocês compreenderão que todo o mal que se abate sobre o Brasil, como a roubalheira desvairada na Petrobras e em todo o aparelho estatal, o retorno da inflação que corrói os salários, a insegurança pública elevada ao máximo, e a mentira como política de Estado tem uma única origem: o PT e seus satélites, aquela penca de partidos esquerdistas nanicos e os ditos movimentos sociais e ONGs que parasitam o Estado brasileiro.

Não se trata, portanto, apenas do impeachment da Dilma. Trata-se, antes de tudo, da cassação do registro partidário do PT, sua proscrição, seu banimento da vida política nacional, como de resto a cassação dos registros partidários de todos os partidos de viés comunista revolucionário e totalitário.

Os cidadãos brasileiros têm de atentar para isto, já que esta é a chave que abre a porta da liberdade. Têm de procurar entender o que na realidade está acontecendo neste momento no Brasil. O que a grande mídia escamoteia, que esconde sistematicamente de leitores e telespectadores é revelado de forma nua e crua neste vídeo.

Na verdade o Brasil já vive sob o tacão de uma ditadura comunista disfarçada de democracia. Tanto é que ninguém sabe exatamente o tamanho do rombo nas contas públicas. Ninguém sabe o tamanho do rombo no BNDES e seus empréstimos secretos para Cuba e ditaduras africanas.

Ora, se o Estado não presta contas do que faz com o dinheiro público já se está vivendo sob um regime totalitário. As recentes pesquisas revelam que apenas 7% da população brasileira apoiam o governo do PT e mesmo assim o PT continua no poder! Isto por si só demonstra que a democracia verdadeira já não mais existe no Brasil. Estamos todos submetidos a um regime totalitário operado a partir da estratégia do denominado “socialismo do século XXI”, que dissimula um regime comunista dos mais atrozes que já existiu porquanto dissimula o totalitarismo por meio de eleições aparentemente livres mas que na verdade são manipuladas. Esse socialismo dito do século XXI, ou “bolivarianismo”, se revela como o mais radical e jamais visto na história política universal, já que submete a população a uma engenharia social que opera uma lavagem cerebral que turva a capacidade das pessoas de enxergar a realidade.

Por tudo isso este vídeo deve ser visto por todos e compartilhado ao máximo pelas redes sociais.

terça-feira, março 31, 2015

Ossami Sakamori: Lula e Dilma são simples arrombadores de cofres públicos.



Não aguento mais ouvir falar do Foro de São Paulo respaldando os atos da facção criminosa comandada pela dupla Lula e Dilma. Nada disso é verdadeiro. 

O Foro de São Paulo surgiu em julho de 1990, durante uma visita feita por Fidel Castro a Lula em São Bernardo do Campo à convite do Partido dos Trabalhadores. O Foro de São Paulo foi formalizada quando 48 organizações de esquerda da América Latina e do Caribe. O terrorismo baseado em Foro de São Paulo é vendido pelo sociólogo brasilianista Olavo Carvalho, voluntariamente refugiado nos EEUU, como se fosse seu produto exclusivo. 


O objetivo inicial do Foro de São Paulo, segundo wikipédia, visava debater a conjuntura internacional pós queda do Muro de Berlin em 1989 e elaborar estratégias para fazer face ao "embargo" dos Estados Unidos a Cuba. Também, o objetivo do Foro de São Paulo era aprofundar o debate das propostas de unidade de ação na luta contra "anti-imperialista" e debater os problemas econômicos, políticos, sociais e culturais que a esquerda enfrenta no continente americano. 


O Foro de São Paulo foi criado em 1990, portanto 13 anos antes da posse do Lula na presidência da República Federativa do Brasil. O ideal foi se esvaindo com o tempo. De lá para cá, muitos países que faziam parte do Foro de São Paulo foram abandonando o "anti-imperialismo" e aderindo aos pactos econômicos e militares com os EEUU, como aconteceu com o Chile Peru e Colômbia. Do México, nem se comenta porque faz parte do NAFTA, um tratado comercial que envolve Canadá, EEUU e México.


Neste ano, o Foro de São Paulo vai perder o seu idealizador, o Fidel Castro, que sucumbiu aos encantos do Barack Obama e vai estreitar relações diplomáticas e comerciais com os EEUU. Um dos objetivos principais do Foro era resolver o problema de embargo dos EEUU a Cuba, que na prática, vai terminar no próximo mês, com o reatamento diplomático de ambos países já anunciado.


O sociólogo Olavo de Carvalho com muitos seguidores nas redes sociais no Brasil, com residência permanente nos EEUU, aproveitando-se do clima de instabilidade política no Brasil, vem promovendo suas palestras pelo EEUU a fora, ganhando dinheiro como nunca. No entanto, ele é covarde suficiente para não combater o governo do PT de dentro do território brasileiro. Prefere ele ser brasilianista, na zona de conforto, ao contrário dos que aqui permanecem enfrentando a facção criminosa com a cara e coragem, correndo risco de vida.


Dizer que Lua e Dilma defendem o ideário do Foro de São Paulo é como dizer que Fernandinho Beira Mar ou Marcola do PCC pratica "socialismo" nos enclaves (favelas) que eles dominam. O ideário do Foro de São Paulo é defendido pelo José Mujica, ex-presidente do Uruguai. Comparar a vida espartana e reta do José Mujica com os nossos chefes da facção criminosa do Brasil Lula e Dilma é uma afronta.


Dilma e Lula não defendem ideologia nenhuma. Eles não são nem socialistas e nem comunistas, muito menos defende o ideário do Foro de São Paulo. Até porque o ideário principal do Foro de São Paulo já caiu por terra com o estreitamento de relações diplomáticas e comerciais entre EEUU e Cuba. Dilma e Lula não passam de assaltantes comuns travestidos de políticos. Eles se igualam aos arrombadores de caixa eletrônicas de bancos. 


Dilma e Lula são chefes de uma facção criminosa que assaltam os cofres públicos, não mais em R$ milhões, mas sim em R$ bilhões. Só não quer enxergar o fato quem não quer. Eles são assaltantes de cofres públicos ao estilo Bonnie & Clayde. A Operação Lava Jato que investiga esquema de ladroagem na Petrobras mostra claramente isto. Classificar as ladroagens de cofres públicos da dupla, como parte do ideário do Foro de São Paulo é legitimar o esquema de ladroagem que ambos vem praticando nos últimos 12 anos. Pelo menos Bonnie & Clyde do filme americano tinha charme e encanto.


Quem diz que Lula e Dilma comandam as ladroagens por algum ideário político é uma afronta à inteligência de qualquer ser humano. Não somos antas. As antas são eles. Ou melhor eles são larápios! Lula e Dilma são meros ladrões, bandidos e canalhas que achacam o bolso do contribuinte brasileiro, dia e noite. Não vamos mais aceitar encobrir a ladroagem dos cofres públicos com rótulo de Foro de São Paulo! 


Até quando vamos nos submeter aos assaltos aos nossos bolsos? Até quando Lula e Dilma vão nos fazer passar vergonha perante o mundo, tendo como chefe da nação praticante de crime de ladroagem? Ao invés de tentar achar justificativas para os atos criminosos não devemos dizer basta? As manifestações públicas foram feitos para demonstrar a nossa indignação. Vem pra rua no dia 12 de Abril !






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