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sexta-feira, dezembro 19, 2014

Ossami Sakamori: Dilma, lágrima de crocodilo!



Presidente Dilma Rousseff foi diplomada, ontem, no TSE como presidente da República. No noticiário divulgado nas redes de televisão, mostrou Dilma fragilizada. No meio de tantas denúncias sobre a Petrobras e instauração de processos penais contra integrantes dos diretores da Companhia resultado da Operação Lava Jato e o rastro da investigação chegando ao seu nome, imagino que o seu nervo esteja à flor da pele.


O discurso lido no teleprompter, certamente, preparado pelo marqueteiro João Santana, Dilma afirmou que Brasil e Petrobras são maiores que qualquer crise. Disse também com dose de emoção de que terá que fechar todas as portas para a corrupção. Disse ainda que deve punir as pessoas, não destruir as empresas. Foi discurso elaborado pelo marqueteiro João Saldanha para o povo escutar.


O Estadão de hoje traz notícia de que na relação de denunciados pelo Paulo Roberto Costa conta consta nome do ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci e 27 outros políticos, sendo 10 nomes do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Os nomes do PSB e do PSDB já divulgados anteriormente, é do Eduardo Campos e do Sérgio Guerra, respectivamente. Curiosamente, ambos nomes da oposição não tem como fazer suas defesas porque faleceram recentemente.


Se a Dilma pode enganar o povo culpando os outros pela corrupção que ocorreu na Petrobras, não engana a este blogueiro e os leitores deste. Nem tão pouco vai enganar o SEC e Departamento da Justiça americana. A verdade aparecerá, inexoravelmente. 


Dilma Rousseff é chefe da corrupção na Petrobras. Desde 2003 Dilma foi e é responsável direta ou indiretamente pela administração da Petrobras, não respondendo apenas atos praticados entre abril e dezembro de 2010, quando ela se afastou da presidência do Conselho de Administração para se candidatar ao cargo de presidente da República. Dilma foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil do governo Lula. Dilma foi presidente do Conselho de Administração que autorizou a compra superfaturada da refinaria do Pasadena, já apontado pelo TCU e CGU.


Dilma culpa os diretores da Petrobras e dos políticos que davam e dão sustentação ao governo na sua primeira gestão como presidente da República pelos malfeitos. Todos os diretores da Petrobras envolvidos passou pelo crivo da Dilma como ministra de Minas e Energia ou como chefe da Casa Civil do governo Lula para serem nomeados. Todos os nomes envolvidos, Antonio Palocci e 27 outros políticos denunciados pela Operação Lava jato deram sustentação ao primeiro mandato entre 2011 e 2014.


A realidade é que uma "facção criminosa" tomou conta do Palácio do Planalto para ladroagem do dinheiro público nos diversos órgãos públicos e empresas estatais, entre os quais a Petrobras. Dilma é responsável direta ou indiretamente com a ladroagem que ela abominou em discurso da diplomação. Isto faz parte da manobra, já conhecida, aplicada pelo seu antecessor Luís Inácio Lula da Silva, a de negar até debaixo d'água de que "não sabia de nada".


A estratégia da Dilma, orientada por seu antecessor Lula e pelo marqueteiro João Saldanha, de se excluir da responsabilidade das ladroagens não pega mais. Se o Judiciário brasileiro não incluir Dilma na condição de réu, certamente o Departamento de Justiça americana a condenará como responsável pela corrupção. Não adianta, Dilma fazer fita na televisão com vozes embargadas pregando prisão para os corruptos e corruptores. 


Todos os rastros da ladroagem leva à porta do Palácio do Planalto. Os ratos que estão mendigando os ministérios, os parlamentares da base aliada, vão abandoná-la no primeiro momento quando verem os seus nomes denunciados no STF. A saída para nós vai ser o pedido de "impeachment" no decorrer do ano de 2015, conforme o andamento dos processos da Operação Lava Jato. A situação política da Dilma é insustentável.




Dilma, lágrima de crocodilo! Eu, éin?


quinta-feira, dezembro 18, 2014

GUILHERME FIUZA: O Brasil tem quatro anos para virar a Argentina



Por GUILHERME FIUZA na REVISTA ÉPOCA


Uma grande empreiteira pagou R$ 886 mil a uma empresa de José Dirceu e obteve, em seguida, um contrato com a Petrobras no valor de R$ 4,7 bilhões, para realização de serviços na Refinaria Abreu e Lima. Para quem não lembra, essa é a famosa obra que multiplicou seu valor original pelo menos três vezes e passou dos R$ 40 bilhões. A reportagem de ÉPOCA que mostra a triangulação camuflada sob uma "consultoria" de Dirceu ajuda a entender por que essa refinaria ficou 200% mais cara que ela mesma. Há um outro sócio fundamental dessa transação: o eleitor de Dilma Rousseff.

Essa triangulação, descoberta pela Polícia Federal na blitz conhecida como "Dia do Juízo Final", se deu entre 2010 e 2011. Exatamente quando Dilma ascendia à Presidência. E Dirceu já era réu no processo do mensalão. As cartas já estavam na mesa, e os anos seguintes apenas as revelaram: Dirceu condenado, e o petrolão descoberto. Quando foi às urnas em outubro passado, o eleitor brasileiro já sabia de tudo: que cardeais petistas haviam plantado uma diretoria na Petrobras para roubar a empresa em benefício da sustentação de seu projeto de poder. Exatamente a mesma tecnologia do mensalão, também tramado de dentro do Palácio do Planalto. Quem votou pela reeleição de Dilma, mesmo que alegue esquerdismo, progressismo, coitadismo ou cinismo, é sócio político do esquema.

A pergunta é: o que será do Brasil nos próximos quatro anos? Algumas vozes respeitáveis têm oferecido um ombro amigo ao governo popular - não para que ele chore suas lágrimas de crocodilo, mas para que não caia de podre. É a tese de que o impeachment é pior para o país do que carregar por quatro anos um governo na UTI. Tudo bem. Só falta combinar com os russos. O segundo mandato de Dilma Rousseff nascerá desmoralizado no país e no exterior. Nesse cenário, como investir no Brasil? Como respeitar as instituições? Como concordar e se submeter às regras do jogo, se o juiz se vendeu na cara de todo mundo?

O mais ortodoxo dos contribuintes, aquele que jamais cogitou sonegar impostos, está revoltado com cada centavo que paga ao Fisco. Caiu a máscara social do PT - e agora todos já sabem que a trilionária arrecadação da União está a serviço de uma indústria de privatização da política. Daí os níveis de investimentos irrisórios, a estagnação da infraestrutura, o desperdício de uma década de bons ventos econômicos sem avançar um milímetro nos sistemas de saúde e educação - enquanto o sistema de corrupção cresceu admiravelmente (o mensalão é troco diante do petrolão), e o bom pagador de impostos não tem mais dúvidas: estão me fazendo de otário.

Traduzindo: o contrato republicano foi rasgado. Se o brasileiro não fosse essa doçura, o primeiro governista que falasse na volta da CPMF seria crucificado em praça pública. Por meio de um dublê de bobo da corte e ministro da Fazenda, o governo assegurou que estava tudo bem com as contas públicas - até avisar, passada a eleição, que daria o golpe na Lei de Responsabilidade Fiscal. A tropa companheira marchou sobre o Congresso e incinerou, ao vivo, o principal compromisso com a saúde financeira nacional. E isso aí: torramos o dinheiro do contribuinte e mudaremos a meta na marra, para legalizar o rombo.

O projeto parasitário do PT está empobrecendo democraticamente ricos e pobres. E sempre indesejável a metáfora do câncer, mas não há descrição mais precisa dessa autópsia: um projeto de poder que plantou células degenerativas a cada movimento no organismo estatal. Como será o embate do respeitável Joaquim Levy com toda a teia de artifícios montada para gerar a famosa contabilidade criativa? Haja quimioterapia.

Seria até esperançoso imaginar que, agora, haverá 100% de esforço e sacrifício em prol do tratamento rigoroso. Só que não... O ponto a que chegou o plano petista não tem volta. A única chance de Dilma, Lula & Cia. é ajeitar as aparências e dobrar a aposta. Do contrário, a mitologia acaba e, aí sim, todos eles pagarão muito caro pelo que fizeram ao Brasil.

Ou o país leva às últimas consequências a investigação do petrolão - se for séria, ela levará a uma inevitável faxina no Palácio - ou pode ir fazendo as malas para a Argentina.

MERVAL PEREIRA: Petrolāo repete mensalão



Por Merval Pereira em O GLOBO - 18/12

A estratégia de reagir a uma crise com a proposta de convocação de uma Assembleia Constituinte para a reforma política ou de um plebiscito, e até mesmo a frase "não deixar pedra sobre pedra" na apuração de um escândalo, muito usada pela presidente Dilma na campanha deste ano, fazem parte de um roteiro previamente organizado a partir do escândalo do mensalão por Bernardo Kucinski, escritor premiado e jornalista tarimbado, que teve papel central no primeiro governo Lula criando uma correspondência diária com o presidente por meio da análise do noticiário dos jornais que enviava logo pela manhã, por volta das 8h.

Lula, que confessou que não lia jornais para não ficar com azia, lia aquelas cartas, que ele chamava de "ácidas", e também criticava. Certa vez, na campanha de 1989, Lula disse que Kucinski era tão ácido que, se passasse uma toalha no seu suor e depois espremesse, dava para tirar vinagre.

Mas a confiança no autor, apesar de alguns mal-entendidos, transformou as cartas em instrumento importante de ação presidencial, mesmo que, com a eleição de Lula em 2003, elas tenham passado a se chamar Cartas Críticas, com cuidados para, na definição do autor, "alertar o presidente, sim, aborrecer o presidente, não". Mas sem abdicar de sua função crítica.

Pois quando estourou a crise do mensalão, em 2005, foi de Kucinski que partiram as sugestões de levar ao debate público questões como a reforma política. Escreveu ele em 9 de junho de 2005: "Há uma convicção crescente entre juristas e analistas políticos de que a raiz do problema da corrupção política está no sistema político. Nesse sentido, outra iniciativa ousada do governo seria a de propor uma reforma política já. Talvez isso ajude a levar o problema para um plano superior e genérico".

Em outra ocasião, diante do fato de que a crise do mensalão crescia, ele sugere a Lula: "Só resta ao presidente aprofundar a linha de conduta de 'não deixar pedra sobre pedra' no combate à corrupção e, se preciso, 'cortar na própria carne' ".

De outra feita, ele diz que "em caso extremo, o governo poderia encampar a proposta de convocação de uma Assembleia Constituinte (...), a razão seria a perda de legitimidade do atual Congresso por causa do mensalão".

Essas cartas estão agora selecionadas em um livro, "Cartas a Lula", em que, divididas por temas, aparecem abordando os principais episódios do primeiro governo, desde o Fome Zero e o Bolsa Família até a transposição do Rio São Francisco, que Kucinski considera um projeto mal aproveitado pelo governo, que não organizou sua narrativa para que tivesse condições de mostrar sua importância para a região.

As cartas fizeram análises de macroeconomia e do cenário internacional, que eram muito utilizadas por Lula em suas viagens. E analisavam detidamente as reações dos principais jornais e revistas em relação a decisões do governo, buscando explicações para comentários de alguns jornalistas ou editoriais. Não há em nenhum momento, nas cartas selecionadas no livro, juízos de valor sobre este ou aquele comentário deste ou daquele jornalista, como se Kucinski estivesse preocupado também em não alimentar o antagonismo entre a chamada mídia e o governo.

Em muitos casos, como no da expulsão do correspondente do "New York Times" no Brasil, Larry Rohter, que fez uma grande reportagem acusando Lula de ser um alcoólatra, Kucinski procura as razões da reportagem muito menos no seu autor do que na política do próprio jornal, que considera representante do establishment americano. É disso que se trata, escreveu Kucinski; Lula tornou-se alvo do Império, e isso deveria deixá-lo orgulhoso. Kucinski se utiliza até mesmo do filósofo americano Noam Chomsky para basear sua opinião de que a reportagem do "New York Times" representava o reconhecimento do governo dos Estados Unidos de que Lula era um líder que precisava ser combatido.

Pelas reações do próprio Lula na ocasião e da presidente Dilma durante a crise de 2013, quando as manifestações populares surpreenderam o governo, e até mesmo na recente campanha presidencial, os conselhos de Kucinski continuam sendo seguidos no Palácio do Planalto, eventualmente adaptados às novas circunstâncias pelo marqueteiro João Santana, também ele originalmente jornalista.

Felipe Moura Brasil: Inspirado em texto deste blog, Bolsonaro protocola PDL contra ‘censura na internet escudada na falácia do crime de ódio’





Recebi na quarta-feira (17) a seguinte mensagem do deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PP-RJ) em referência ao meu post “Software do governo contra crimes de ódio na internet é arma de propaganda e censura“:

“Prezado Felipe, inspirado nesta sua matéria protocolei hoje o Projeto de Decreto Legislativo 1662/2014, que visa sustar os efeitos da Portaria Interministerial de 2 de novembro de 2014 que instituiu a censura na internet escudada na falácia do CRIME DE ÓDIO.

Vejo sim. Bom saber. A oposição, de fato, tem de impedir esse abuso cínico de um governo que – ele próprio – paga militantes virtuais para atacar seus adversários na internet. Na campanha eleitoral, eram pelo menos 2 mil MAVs atuantes, recebendo 2 mil reais cada um. Pelo menos mil continuam em ação e não há motivo algum para crer que eles entrarão no radar do software.

Investigar crime é função da polícia. A função do governo é não cometê-lo, o que tem sido bem difícil para o de Dilma Rousseff, como mostram o Petrolão, a LDO e companhia.

Falei com Bolsonaro para confirmar sua mensagem. O deputado me disse:

“Eu entendo que os agentes do governo vão começar a fazer uma caça na internet. Botam uma palavra-chave como ‘Maria do Rosário’ e vão atrás de quem interessar a eles pegarem.”

Como até o anúncio do lançamento jé embutia a associação de um crime de ódio a seu nome, Bolsonaro não tem dúvidas de que será um dos alvos favoritos do PT.

“Eu só tenho espaço na mídia por causa da internet. Sem a internet, eu estou ferrado”, disse ele, embora mencionando o espaço que conseguiu hoje na Folha para o seu artigo “O grito dos canalhas“, publicado dois dias após o presidente do PT, Rui Falcão (“logo quem!”), o “esculachar” no artigo “O silêncio que leva à barbárie“.

A comparação entre os dois textos é mais uma prova do quão absurdo é igualar Bolsonaro a um petista. Ignorando solenemente a injúria inicial de Rosário, o mesmo Falcão que espalha MAVs pelas redes e preside um partido envolvido nos maiores escândalos de corrupção da história do país afirma que:

- “A sociedade brasileira não pode se calar diante da disseminação do ódio”;
- o deputado “incitou ao estupro”;
- “trata-se de defender o crime e a barbárie”;
- “disparou covardemente ameaças e ofensas contra a deputada”;
- “atacou a honra da presidenta da República”;
- “achincalhou direitos humanos universais mais uma vez”;
- “pediu o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso”;
- “discrimina, induz e incita a discriminação étnica, racial e de gênero”;
- “ameaça veladamente a deputada, incorre em crime e atenta diretamente contra a humanidade”;
- “A gravidade do episódio caracteriza uma situação de perseguição, discriminação odiosa”;
- “É preciso responsabilizar Bolsonaro criminalmente”.

Falcão diz tudo isso, obviamente, com a mesma afetação de bom-mocismo e indignação que ensina aos MAVs, ou seja: aquela que aponta “Olha isso! Olha isso! Que absurdo!”, sem analisar o contexto, o conteúdo efetivo das palavras e por que elas merecem cada uma das acusações disparadas contra seu autor.

De quebra, ainda atribui a “chaga social” dos “mais de 50 mil estupros” registrados no país, “número estarrecedor, mas subestimado, segundo as autoridades”, a “posturas intolerantes, machistas e criminosas de trogloditas”, e não ao seu partido que está há 12 anos no poder literalmente elevando as taxas nacionais de criminalidade, enquanto Bolsonaro luta por penas mais severas para bandidos e estupradores, bem como pela redução da maioridade penal. Mas a culpa é do PT, ele coloca em quem quiser. O ódio é do PT, ele caça quem quiser.

Já demonstrei numerosas vezes neste blog que crimes de estupro nada têm a ver com frases ditas pelos adversários do partido, mas o leitor pode ver a matéria da VEJA.com “Por dentro da mente de um estuprador” se quiser um resumo sobre os diversos perfis desses criminosos que “desprezam a condição humana das vítimas, são capazes de recorrer à violência extrema e sempre voltam a atacar – sem remorsos”. Destaque para o trecho: “estupradores, depois de algum tempo presos, voltam para as ruas e cometem outros abusos. A saída não está, portanto, em práticas ou políticas de tratamento, mas na eficácia das investigações, nas estatísticas criminais e na segurança pública – todas deficientes na maior parte do país.” Pois é.

E o que fez Bolsonaro em seu artigo?

Contextualizou o episódio com Rosário, alegou que o chamam de homofóbico e racista por ser contra o “kit gay” e as cotas, mostrou que o caso “Preta Gil” foi arquivado porque o CQC informou não possuir mais a fita “bruta” do programa, e apontou os verdadeiros motivos pelos quais o PT se incomoda com ele, como a revelação dos crimes de ícones esquerdistas como Carlos Lamarca e dos grupos terroristas de Dilma Rousseff, além de um projeto de nova (ou melhor: verdadeira) Comissão da Verdade para apurar os crimes da esquerda na época da luta armada. Pode-se discordar de determinadas opiniões do deputado, e não resta dúvida de que suas reações intempestivas revelam uma falta de domínio do idioma que dá margem a distorções e ilações, como ele próprio admite, mas não se pode negar que Bolsonaro se atém muito mais aos fatos que Falcão, Rosário, Jandira Feghali e companhia.

Ele ainda falou ao blog sobre o projeto do deputado Carlos Zarattini, do PT de São Paulo, para abrir as urnas a estrangeiros que vivem no Brasil, sendo ou não naturalizados, conforme exposto no meu artigo “Como o PT quer garantir o poder com a Unasul, fachada do Foro de São Paulo, por meio de mais ‘exércitos’ e ‘eleitores’“. Bolsonaro fez uma analogia com as tentativas do presidente Obama de atrair o eleitorado hispânico, inclusive com o fim do embargo americano à ilha dos irmãos Castro, e declarou:

“Eu sou contra esse projeto. Em estados como o Acre, daqui a pouco são os haitianos que vão decidir as eleições. E ainda querem distribuir não sei quantos Bolsa-Família aos estrangeiros em São Paulo. Daqui a pouco São Paulo também vai ter esses xis por cento de eleitores nas mãos do PT.”

É isso aí. Será que o software do governo já detectou este post?

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Sites pagos pelo governo mentem para limpar a imagem de Lula: Veja o caso do triplex no Guarujá



Veja como mentem os sites CHAPA BRANCA, bancados com dinheiro público para defender os PETRALHAS.



O site BRASIL247 (observe que 2+4+7=13) recebeu do governo R$ 220 mil em 2011, R$ 407 mil em 2012 e R$ 1,087 milhão em 2013.












AGORA VEJA A VERDADE:

Mulher de Lula buscou pessoalmente as chaves do triplex no Guarujá


Embora alegue que ainda não decidiu sequer se manterá o imóvel, Dona Marisa integrou grupo de condôminos que retiraram as chaves com OAS, diz jornal



Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, buscou pessoalmente as chaves do triplex na praia de Asturias, no Guarujá. É o que informaram moradores e funcionários do condomínio ao jornal O Globo. A entrega foi feita em 5 de junho pela construtora OAS. Em nota divulgada na sexta-feira passada, o Instituto Lula afirmava que Marisa ainda não havia decidido se manteria o apartamento ou pediria ressarcimento do valor investido no imóvel.

O imóvel foi comprado por meio da Bancoop (a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), acusada de irregularidades e de deixar mais de 3 mil associados sem receber seus apartamentos. O condomínio foi construído pela OAS, uma das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, que investiga pagamento de propina a partidos políticos por meio de contratos com a Petrobras. Segundo reportagem de O Globo, o apartamento foi entregue em dezembro de 2013, mas as obras de acabamento terminaram apenas na semana retrasada.

“Todos pegamos as chaves no dia 5 de junho, inclusive dona Marisa”, afirmou ao jornal Lenir de Almeida Marques, casada com Heitor Gushiken, primo do ex-ministro de Lula Luiz Gushiken, morto no ano passado.

A construção do edifício de Lula só terminou porque a empreiteira OAS foi contratada por João Vaccari Neto, presidente da Bancoop até 2010 e atual tesoureiro do partido, para concluir o projeto, que estava parado assim como a maior parte das obras financiadas pela cooperativa. Para que o empreendimento fosse concluído, cada morador teve que pagar um adicional de 120.000 reais.

Segundo uma imobiliária local ouvida pelo Globo, o apartamento de 297 metros quadrados, à beira-mar, é avaliado entre 1,5 e 1,8 milhão de reais. Ele conta com um elevador privativo que serve os três andares do apartamento. Na declaração de bens do ex-presidente em 2006, quando disputou a reeleição, ele confirmou ter pago naquele ano 47.695,38 reais à Bancoop pelo imóvel. 

Enquanto o imóvel de Lula está pronto para ser habitado, mais de três mil famílias associadas à Bancoop não tiveram a mesma sorte. A cooperativa dos bancários lançou 57 empreendimentos, sendo que 18 foram descontinuados – do restante, 14 ficaram inacabados. A Bancoop foi fundada em 1996 e tinha o ministro das Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini, como diretor técnico, e João Vaccari Neto como diretor do conselho fiscal.

Em 2010, reportagem de VEJA revelou que o Ministério Público quebrou o sigilo da Bancoop e descobriu que seus dirigentes lesaram milhares de associados, ao que tudo indica para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002. Pessoas ligadas ao PT sacaram ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa. Houve, ainda, quebra de sigilo das contas de Vaccari.

Os promotores descobriram que, na gestão do ex-tesoureiro do PT, empresas fantasmas foram criadas para interceptar parte dos 460 milhões de reais captados pela cooperativa ao longo dos anos. Segundo o promotor José Roberto Blat, a cooperativa deu um prejuízo aos 8.000 associados de pelo menos 100 milhões de reais. Quebrada, a cooperativa deixou uma dívida total avaliada em 86 milhões de reais.

Fonte: Veja.com

REINALDO AZEVEDO: Oposição vai à luta. É o caminho! Cada um no seu quadrado





O papel da oposição é opor-se. Cabe ao governo governar. Cada um no seu quadrado, como dizia a molecada até outro dia. Quando um governo quer ser oposição e quando uma oposição quer ser governo, é o eleitor que está sendo traído. Está em curso no Brasil, sim, há muitos anos, um projeto que busca a hegemonia política, segundo as iluminações malignas do teórico comunista Antonio Gramsci, que busca fazer com que um partido tome o lugar da sociedade e se instale como um imperativo categórico, de modo que se torne impossível pensar fora dos parâmetros que ele define.

Muito bem! Esse partido — no caso, o PT — pode ter os delírios que quiser. Cabe a quem se opõe a ele resistir, cumprindo o seu papel, exercendo o mandato que lhe conferiu a sociedade. Sim, meus caros leitores, a oposição também ganha a eleição, também ganha um mandato: passa a ter o privilégio de representar a voz dos descontentes. E só assim a democracia é democracia. Desde, é claro, que todos aceitem jogar as regras do jogo, sem aventuras extralegais.

O PSDB decidiu apresentar ao TSE, nesta quarta, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que, a depender do desdobramento, pode resultar no pedido de cassação do próximo mandato da presidente Dilma Rousseff. Tentativa de golpe? Inconformismo com as regras da democracia? Sabotagem? Não! Apenas o exercício da lei. Se ficarem comprovadas irregularidades, que se siga o que está escrito.

Há uma novidade em curso no Brasil, considerados os últimos 12 anos. Os que se opõem ao lulo-petismo também descobriram as ruas. A exemplo dos ditos movimentos sociais, que são apenas franjas do PT e seus satélites, que pareciam ser a única voz do país até outro dia, não são milhões de pessoas, mas apenas alguns milhares os que ocupam o espaço público. Mas vocalizam descontentamentos de verdadeira legiões.

Numa democracia, respeitados os parâmetros legais, todo pleito é legítimo, inclusive, sim, o pedido para que Dilma seja alvo de um processo de impeachment. Para tanto, terá de ficar evidenciado que ela sabia das lambanças da Petrobras e nada fez para pôr um fim à bandalheira — ou, pior ainda, que foi beneficiária da sem-vergonhice.

A oposição também vai fazer um relatório paralelo à peça de surrealismo explícito de Marco Maia (PT-RS), o relator da CPMI da Petrobras, e deve incluir a responsabilização de Dilma Rousseff. É evidente que o texto não será aprovado, mas os que elegeram o PSDB como o porta-voz de suas esperanças e de suas aflições terão uma satisfação.

Um partido de oposição deve dizer “não” a tudo aquilo que propõe o governo, mesmo quando as alternativas apresentadas são boas para o povo e para o país? A resposta é negativa. Essa é a oposição de padrão petista, que se opôs ao Plano Real, à Lei de Responsabilidade Fiscal, às privatizações, à necessária reforma da Previdência. Uma oposição qualificada age de outra maneira e analisa o mérito do que está sendo proposto.

Ocorre que, quando o PSDB pede a investigação de ilícitos eleitorais ou quando cobra a responsabilidade da presidente Dilma no descalabro da Petrobras, não está apostando no “quanto pior, melhor”. Ao contrário: está exigindo que o Poder cumpra as leis. E, convenham, sempre que os homens públicos são chamados às suas responsabilidades, melhor. Exigir que tudo venha às claras é apostar no “quanto melhor, melhor”.

Deputado do DEM apresenta pedido de indiciamento de Graça Foster





NA FOLHA EM 17/12/2014


O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu à CPI da Petrobras o indiciamento de Graça Foster, presidente da estatal, e de diretores e ex-integrantes da cúpula da companhia.

O parlamentar apresentou o chamado voto em separado, para contrastar com o relatório do deputado Marco Maia (PT-RS), que não determinou nenhum indiciamento.

O documento assinado por Onyx Lorenzoni acusa de terem cometido ilegalidades o ex-presidente José Sérgio Gabrielli; o atual diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza; os ex-diretores Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada.

O deputado oposicionista pede ainda o indiciamento do ex-gerente Pedro Barusco.

Entre os crimes listados no parecer de Lorenzoni há corrupção passiva e ativa, peculato, fraude à licitação e formação de organização criminosa.

A sessão da CPI prevista para ocorrer na manhã desta quarta-feira (17) foi adiada para as 14h30 e deve começar em instantes.

Além do voto em separado de deputado do DEM, outros parlamentares da oposição vão apresentar um relatório paralelo ao de Marco Maia.

Nele, devem propor novas punições, inclusive a agentes públicos como o deputado Luiz Argôlo, do Solidariedade da Bahia; ao ex-deputado André Vargas (PR-sem partido) e ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Os relatórios paralelos da oposição não devem ser votados se a CPI não aprovar o documento oficial, elaborado por Maia.

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