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quinta-feira, agosto 11, 2005

A Internet do século XXI: como obter lucro com o site da sua empresa

A Internet no século XXI e as maneiras de tornar o site mais rentável para as empresas será tema de uma palestra beneficente no próximo dia 23 de agosto em Campinas
Beleza, grandes investimentos, efeitos especiais não garantem um site que retorne o capital investido nele para as empresas. “O site é uma ferramenta importante de vendas, mas quase ninguém sabe explorá-lo ao máximo”, afirma Conrado Adolpho, diretor da Publiweb – Marketing e Consultoria Digital, de Campinas. “Os sites têm que ser rentáveis para as empresas”, diz. Para o estrategista e publicitário, o primeiro passo é entender que, antes do produto, as empresas vendem benefícios e que o site é a representação virtual da empresa.
As vendas pela Internet não se restringem às lojas virtuais. “Cores, fotografias escolhidas, os canais de contato, enfim, todos os elementos do site vendem a imagem da empresa para quem o acessa. Se o cliente entra no site e não se identifica com ele, pode nunca mais voltar a acessá-lo. Na Internet, não existe a figura do vendedor, então o site tem que ser um bom vendedor de si próprio”.
De acordo com as estatísticas, poucos sites conseguem satisfazer os clientes na hora das compras virtuais. “Cerca de 60% dos carrinhos de compras virtuais são abandonados porque o internauta se perde, acha complicado e desiste”, explica Conrado.
É por isso, de acordo com Conrado, que é preciso fazer um estudo amplo do público-alvo da empresa, algo que nem sempre é realizado. “Muitas vezes procuramos empresas de tecnologias para construir um site; sobra-lhes o domínio das técnicas web, mas eles não têm conhecimentos na área de vendas e marketing. Por outro lado, muitas empresas especializadas em marketing não têm o know-how para construir sites mais complexos tecnologicamente”, diz o diretor da Publiweb, empresa cuja proposta é justamente unir marketing e tecnologia.
Para Conrado, não se pode mais ficar fora da rede virtual. “Quando o site das Lojas Americanas foi lançado, o faturamento total do site cresceu 10 vezes em apenas 3 anos”, diz. “O e-commerce é uma tendência, pois atinge um número sem fim de pessoas, de qualquer localidade”.
Com clientes cada vez mais exigentes, os sites têm que investir na beleza, mas antes dela precisa estar a credibilidade, palavra de lei da Internet. Além disso, precisa-se levar em conta uma série de quesitos, como usabilidade, “encontrabilidade”, valor agregado. “A Internet trouxe consigo a interatividade, mas não se sabe muito o que fazer com ela. Muitos sites ainda fazem do usuário um ser passivo, como ele é frente à televisão e ao rádio”, explica Conrado.
Para ele, os sites têm que passar informações relevantes para seu público-alvo, e não ser um cartão de visitas, com dados institucionais estáticos. “Como as tecnologias mudam muito rápido, os sites precisam constantemente ser atualizados e reformulados, para acompanhar as novidades. Hoje, por exemplo, vemos a internet se aproximando cada vez mais da televisão, usando vídeos de maneira mais interativa”.

Palestra beneficente
A Internet no século XXI e as maneiras de tornar o site mais rentável para as empresas será tema de uma palestra beneficente no próximo dia 23 de agosto, a partir das 19h30, no Fran’s Café do Cambuí, em Campinas. O palestrante será o diretor da Publiweb, Conrado Adolpho. A entrada para a palestra são dois quilos de alimento não perecível, que serão doados à Feac. As inscrições podem ser feitas através do site www.publiweb.com.br ou pelo telefone (19) 3255-6742.


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Dragagem é tema polêmico em seminário de Gestão Ambiental Portuária

‘Dragagem e Meio Ambiente’ foi tema de polêmica e certo desconforto entre cerca de 300 participantes do Seminário Gestão Ambiental Portuária, promovido pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, que termina hoje, no Hotel Camboa, em Paranaguá. Um dos representantes do setor no Brasil, diretor da Bandeirantes Dragagem, Ricardo Sudaiha, chamou a atenção do público, especialmente dos estudantes, para os “exageros das normas de controle ambiental, que podem inviabilizar investimentos e, consequentemente, empregos”. Segundo ele, portos com cais mais profundos são uma exigência de mercado para atender aos grandes navios: “Um metro a mais de calado significa mais 30 mil toneladas num navio”.
Acusando o mercado mundial de ser cartelizado – segundo ele só existem quatro empresas de dragagem operando - Ricardo Sudaiha fez um alerta quanto à decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de permitir aos portos brasileiros o fretamento de dragas estrangeiras. O engenheiro da área de Operações Portuárias do Porto de Paranaguá, Ogarito Linhares, questionou por que as dragas brasileiras têm capacidade para apenas 5.000 m³ enquanto no mercado internacional já recolhem até 15.000 m³. Linhares lembrou que dragas maiores são capazes de levar mais quantidade de material, baixando o custo do serviço, mesmo quando o despejo do lodo se dá a longa distância. E cobrou uma “solução não empírica” para a dragagem do Porto de Paranaguá.
Ricardo Sudaiha alertou que a nova Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que define as normas e posturas para dragagem, muitas vezes não consideram as condições que tornam a operação viável. E deu vários exemplos de estudos que se arrastam há anos, principalmente por causa das polêmicas em torno do destino (local e distância) a ser dado ao lodo dragado. Citou o caso da Cosipa – cuja dragagem não é feita porque o lodo é cancerígeno; a hidrovia Tocantins-Araguaia, que com dragagem poderia escoar pelos portos da região Norte a soja produzida no Centro-Oeste e no Maranhão; e o caso da dragagem emergencial no porto Rio de Janeiro, para receber o navio de passageiros Queen Mary 2, com um metro a mais de calado do que a profundidade do cais.
O diretor da Bandeirantes disse que Paranaguá deve comemorar, pois possui uma bacia estável, pouco suscetível ao assoreamento. Mas lembrou que nos berços de atracação isso não se repete, principalmente quando a maré baixa, e que o canal de acesso também vem sendo assoreado por movimentação de partículas do banco de areia, que existe desde a construção do canal. Sudaiha criticou a decisão do Terminal da Ponta do Félix, que contratou uma empresa estrangeira “muito competente”, mas que depois de um trabalho frustrado revolveu toda a lama do fundo que acabou sendo levada para Paranaguá, “que perdeu 1,5 metro de profundidade em seis meses”. Em sua opinião, o porto de Paranaguá deveria ter uma área de despejo interna.



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Praga do mexilhão dourado leva Marinha a reforçar controle de águas de lastro de navios

A necessidade de controle do limnoperna fortunei, o mexilhão dourado, uma grande praga de água doce que, vindo na água de lastro dos navios que aportam em Buenos Aires e Montevidéu, se alastrou pelos rios da Prata, Paraguai e Paraná, além do Guaíba, no Rio Grande do Sul, levou a Diretoria de Portos e Costa da Marinha a reforçar, a partir de outubro, as normas de controle das águas de lastro. A proliferação deste tipo de marisco é violenta e ameaça até as turbinas de Itaipu. Por isso, dentro de dois meses, os portos brasileiros vão exigir que os navios troquem as águas de lastro a, no mínimo, 50 milhas da costa, conforme o novo regulamento Norman, da DPC.
A revelação foi feita pelo assessor ambiental da Diretoria de Portos e Costa da Marinha do Brasil, Gilberto Huet de Bacellar Sobrinho, durante o seminário Gestão Ambiental Portuária, que se encerra hoje no Hotel Camboa, em Paranaguá. Huet acrescentou que a salinidade da água do mar e a profundidade do oceano tornam a operação de lastro totalmente segura a 200 milhas da costa, Mas, a 50 milhas já é possível garantir que o mexilhão dourado não sobreviverá em alto mar.

‘Xô mexilhão’
Também presente ao seminário, a consultora ambiental do Terminal da Ponta do Félix, em Antonina, Eliane Beê Boldini, mostrou fotos impressionantes da proliferação do marisco, que se agarra nas hélices e nos cascos de barcos e prolifera rápida e vertiginosamente em ambientes de águas com baixa salinidade e alta incidência de matéria orgânica. Por estar localizado no fundo da baía de Antonina, área de baixa salinidade, além de deflagrar a campanha “Xô Mexilhão”, o Terminal da Ponta do Félix adotou controle mais rigoroso dos navios que atracam no porto, num trabalho de conscientização junto aos comandantes dos navios.
Ela advertiu que até os rios do Pantanal estão contaminados, o que pode trazer riscos de transferência dos mariscos quando do retorno a seus locais de origem dos barcos de pesca e lazer transportados por turistas para o Pantanal. Por enquanto, só os rios da Amazônia estão completamente livres do mexilhão dourado, que é tóxico e impróprio para o consumo humano.

Exemplo europeu
O controle das águas de lastro também é uma grande preocupação dos portos europeus, revelou o Capitão de Portos, Patrick Decrop, de Antuérpia, Bélgica, segundo porto europeu e quarto do mundo, presente ao seminário Gestão Ambiental Portuária. Um complexo industrial-portuário que ocupa área de 14 mil hectares e está ligado por estradas e ferrovias e 14 países europeus, o Porto de Antuérpia recebe tráfego anual de 15 mil a 16 mil navios. Uma das estrelas do evento, o capitão Patrick confessou “ser muito difícil fiscalizar diariamente as águas de lastro dos mais de 50 navios que entram e saem de Antuérpia”, mas disse que as autoridades portuárias européias vão baixar normas mais rigorosas nos próximos meses.
A Organização Marítima Internacional definiu em fevereiro de 2004 normas mais rígidas para a troca de águas de lastro. Em princípio, as normas da OMI devem entrar em vigor um ano depois. Mas, no caso das águas de lastro, o compromisso só se torna obrigatório após a adesão de países que controlem mais de 30% da frota mundial de navios. Assim, a legislação, que será aplicada por etapas, poderá demorar mais de um ano para entrar em vigor. De concreto, a norma será obrigatória a partir de 2014.



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quarta-feira, agosto 03, 2005

Revitalização do Rio Taquari (Pantanal) será discutida na Comissão de Agricultura

Foi aprovado, hoje, pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados o requerimento do Deputado Vander Loubet (PT/MS) que solicita a realização de uma audiência pública para debater a revitalização do rio Taquari, afluente do Rio Paraguai.
O deputado argumentou que o rio, que situa-se na bacia do Alto Paraguai, no Pantanal, vem sofrendo forte assoriamento devido ao desmatamento e ao mau uso do solo, causados pela atividade agropecuária nas áreas de nascentes desde a década de 70. “Em vista disso, alterou-se o regime de vazão do rio no Baixo Taquari, numa área de 11 mil km², que passou a transbordar. Além da perda da navegabilidade, a mudança no padrão das inundações provocou o alagamento de antigas áreas secas”, explica o parlamentar.
Para o deputado Waldemir Moka (PMDB/MS), o assoriamento é a “própria morte do rio Taquari”. Moka disse ainda que os produtores da região sofrem também com processos e altas multas imputados pelo Ibama, que cobra, dos atuais proprietários, danos causados ao longo de mais de 20 anos de exploração da terra.
O deputado Ronaldo Caiado (PFL/GO) presidente da Comissão de Agricultura, lembrou que os produtores rurais brasileiros vêm sistematicamente sofrendo forte pressão por parte de alguns órgãos públicos como o Ibama. “O que se vê é um quadro de terrorismo. Além das multas abusivas cobradas pelo Ibama, outros fatores como denúncias de trabalho escravo no campo e mudanças nos índices de produtividade vão desestimulando os produtores, que não têm ânimo para continuar investindo na atividade”, lamentou o parlamentar.

Assessoria - CAPADR/DECOM

Gestão do Porto de Paranaguá (PR) poderá ser fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União

Uma representação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados vai solicitar ao Tribunal de Contas da União que realize uma “fiscalização complementar de eventuais prejuízos causados por gestão administrativa temerária e pelo descumprimento do Convênio de Delegação dos Portos de Paranguá e Antonina, assinado entre a União Federal e o Governo do Estado do Paraná”.
O pedido foi feito pelo deputado Eduardo Sciarra (PFL/PR), que alega que o processo de investigação realizado em 2004 pelo Tribunal, encerrado em outubro daquele ano, concluiu pela confirmação de diversas irregularidades e pela determinação de providências pelas autoridades federais.
De acordo com o deputado Abelardo Lupion (PFL/PR), “instalou-se o caos no Porto de Paranaguá”. O parlamentar fez duras críticas ao dizer que o Porto “virou quintal do governo do Estado (do Paraná) que desrespeita a lei federal, fazendo politicagem”. Para Lupion, o Porto não está prestando o devido serviço aos produtores rurais do Brasil que o utilizam para o escoamento da safra agrícola.
De acordo com o autor do requerimento, Eduardo Sciarra, “há o entendimento da comunidade portuária que congrega especialistas nos diversos segmentos, que os desmandos na gestão geraram prejuízos tangíveis ao patrimônio público federal, tanto pelo aumento da deterioração patrimonial como pelas perdas de receita”
O pedido de representação foi aprovado por unanimidade na Comissão de Agricultura da Câmara.

Assessoria - CAPADR/DECOM

Marco legal do Cooperativismo entra em discussão na Câmara dos Deputados

Foi aprovado requerimento do deputado Assis Miguel do Couto (PT/PR) que solicita a realização de uma audiência pública em Sessão Conjunta da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados com as Comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Agricultura do Senado Federal para discutir mudanças do marco legal do Cooperativismo.
O deputado Odacyr Zonta (PP/SC) solicitou que a Audiência em questão seja realizada após a discussão nos Estados. De acordo com o parlamentar, todas os Projetos em andamento no Congresso, que visam a atualização da Lei do Cooperativismo (5.764/71), serão agrupados e discutidos nos estados, tendo como ordenadores as Organizações Estaduais do Cooperativismo vinculadas à OCB. Depois disso, será realizado, em outubro, um amplo debate – no Congresso Nacional - sobre uma proposta definitiva para a nova lei, que deverá ser votada ainda este ano, explica o parlamentar. O pedido do Deputado Zonta foi acatado pelo autor do requerimento.

Assessoria - CAPADR/DECOM

Seminário Nacional de Cooperativismo de Trabalho abre discussão sobre a nova lei do cooperativismo na Câmara dos Deputados

Será realizado, ainda neste mês, o Seminário Nacional de Cooperativismo de Trabalho – Desenvolvimento Econômico e Social. O Evento será promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados no próximo dia 9 de agosto. De iniciativa do deputado Odacyr Zonta (PP/SC), o pedido aprovado hoje em reunião ordinária pela Comissão, tem como objetivo discutir a identidade da cooperativa de trabalho e mostrar experiências do Sistema OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras. De acordo com o deputado Zonta, o ramo trabalho necessita de dispositivos que regulem a atividade.
Serão convidados para participarem do evento, entre outros, o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas; a representante Nacional do ramo Trabalho, Rozani Holler; o diretor da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, OCEMG, Geraldo Magela; e a representante da Organização no Estado do Rio Grande do Sul, OCERGS, Dulce Luiza Acosta.
(O Cooperativismo de trabalho está se organizando em todo o país para obter um milhão de assinaturas. A intenção é reverter o acordo firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Advocacia Geral da União (AGU), que impede a participação de cooperativas em licitações públicas desde 2003 por meio de um termo de conciliação. Durante o Seminário Estadual do Cooperativismo de Trabalho, no Hotel City, os integrantes da Direção da Fetrabalho aproveitaram a oportunidade para colher as assinaturas dos mais de 150 participantes do evento, que abordou em palestras os temas : "Situação Atual do Cooperativismo de Trabalho no Brasil"; "Natureza JurídicaXDireitos Fundamentais dos Trabalhadores"; "Ato Cooperativo de Trabalho"; "Critérios para Identificação de Cooperativas de Trabalho". Fonte: http://www.ocergs.com.br/)

Assessoria - CAPADR/DECOM

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