As condições de armazenagem, controle e escoamento dos produtos a serem exportados nos portos de Paranaguá e Antonina (Paraná) serão verificados na próxima semana por deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal. Conforme o deputado Leonardo Vilela (PP-GO), a intenção é elaborar um diagnóstico completo tanto da situação em que se encontram os portos do Brasil, como dos fatores que têm tornado o custo de exportação do país um dos mais altos do mundo.
Os parlamentares irão a Paranaguá e Antonina no dia 12, às 9hs30min. De acordo com os deputados Abelardo Lupion (PFL-PR) e Eduardo Sciarra (PFL-PR), autores do requerimento que solicita o levantamento sobre os portos paranaenses, essa será a primeira de uma série de visitas que os deputados da Comissão pretendem realizar aos portos brasileiros.
Deva Rodrigues
Jornalista
Comunicação da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural
AgroBrasil - @gricultura Brasileira Online

+ LIDAS NA SEMANA
-
Na próxima terça-feira, 27, a partir das 8 horas, pesquisadores e representantes do setor empresarial e autoridades governamenta...
-
Preocupados com a qualidade dos produtos de origem animal, principalmente carnes, que chegam a mesa dos consumidores brasileiros, a bancada ...
-
O Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), considerando as inúmeras dificul...
-
Tigresa na voz de Zé Honório e Luíza Britto no palco do Red River
-
O caso da divulgação do vídeo com cenas de sexo da assessora parlamentar do Senado não é o primeiro em Brasília. Em 2004 o caso “ Fabiula ...
-
O escândalo está instalado!!! Finalmente a Darlene de Brasília , também conhecida como Musa do MAPA , revelou, em rede nacional (Band),...
-
Como o Partido Totalitário se envolveu no TERRORISMO BIOLÓGICO contra as lavouras de cacau da Bahia. Clique aqui para ler a primeira ...
-
Do Blog do Josias de Souza 29/03/2014 19:33 Lula ‘tinha contato direto’ com ex-diretor preso Paulo Roberto Costa, o ex-diretor d...
-
O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) reforçou sua posição de parceiro do governo na luta contra a febre ...
segunda-feira, novembro 08, 2004
Seminário sobre Transgênicos na Embrapa Cerrados
A Embrapa Cerrados (Planaltina- DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realizará nos dias 16 e 17 de novembro o II Seminário sobre Transgênicos.
O evento abordará desde as pesquisas desenvolvidas com transgênicos, a questão de biossegurança na produção desses produtos e o programa de soja transgênica na Embrapa Cerrados. Os coordenadores técnicos do Seminário são os pesquisadores Fábio Gelape Faleiro e Solange Rocha, que contam com assessoria do pesquisador Josefino de Freitas Fialho.
A seguir a programação:
16 de novembro
9h30- A pesquisa com transgênicos – Estado da Arte (Fábio Gelape Faleiro)
10h30- A Biossegurança dos transgênicos (Solange Rocha Monteiro de Andrade)
11h30- A comissão interna de biossegurança (CIBio) da Embrapa Cerrados (Solange Rocha Monteiro de Andrade)
17 de novembro
9h- Os transgênicos e a microbiota do solo (Fábio Bueno dos Reis Júnior)
10h- Avaliação da fixação biológica de nitrogênio em soja transgênica (Iêda de Carvalho Mendes)
10h30- O programa de soja transgênica na Embrapa Cerrados (Plínio Itamar de Mello de Souza)
Liliane Castelões
Jornalista- MTb/RJ 16.613
Embrapa Cerrados
BR020, Km 18, Rodovia Brasília/Fortaleza
CEP:73310-970 Planaltina-DF
Telefone: (061) 388-9953
O evento abordará desde as pesquisas desenvolvidas com transgênicos, a questão de biossegurança na produção desses produtos e o programa de soja transgênica na Embrapa Cerrados. Os coordenadores técnicos do Seminário são os pesquisadores Fábio Gelape Faleiro e Solange Rocha, que contam com assessoria do pesquisador Josefino de Freitas Fialho.
A seguir a programação:
16 de novembro
9h30- A pesquisa com transgênicos – Estado da Arte (Fábio Gelape Faleiro)
10h30- A Biossegurança dos transgênicos (Solange Rocha Monteiro de Andrade)
11h30- A comissão interna de biossegurança (CIBio) da Embrapa Cerrados (Solange Rocha Monteiro de Andrade)
17 de novembro
9h- Os transgênicos e a microbiota do solo (Fábio Bueno dos Reis Júnior)
10h- Avaliação da fixação biológica de nitrogênio em soja transgênica (Iêda de Carvalho Mendes)
10h30- O programa de soja transgênica na Embrapa Cerrados (Plínio Itamar de Mello de Souza)
Liliane Castelões
Jornalista- MTb/RJ 16.613
Embrapa Cerrados
BR020, Km 18, Rodovia Brasília/Fortaleza
CEP:73310-970 Planaltina-DF
Telefone: (061) 388-9953
Dia de campo sobre ervas medicinais em São Carlos
Para transferir a tecnologia de cultivo, colheita, processamento e comercialização de espécies de plantas medicinais, será realizado nesta terça-feira (dia 9) um Dia de Campo, promovido pelo Escritório de Negócios de Campinas da Embrapa Transferência de Tecnologia, Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) e Universidade de Campinas - Unicamp (Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA/Unicamp).
As espécies de plantas medicinais a serem demonstradas são o guaco (Mikania laevigata) e erva-baleeira (Cordia curassavica), que se destinam à manipulação farmacêutica que utiliza os princípios ativos e substâncias dessas ervas para produzir medicamentos.
O dia de campo é dirigido a produtores rurais interessados em conhecer culturas alternativas e economicamente viáveis, bem como a profissionais ligados à indústria farmacêutica.
O mercado de plantas medicinais, aromáticas e condimentais vem crescendo 10% ao ano, conforme informa Ana Paula Artimonte Vaz, pesquisadora da
Embrapa Transferência de Tecnologia (Escritório de Campinas). Para incentivar a ampliação deste mercado através da adesão de pequenos produtores ao cultivo de plantas medicinais a Unicamp vem desenvolvendo pesquisas de melhoramento de materiais existentes , bem como de aperfeiçoamento dos sistemas de plantio, cultivo e cuidados na colheita destas plantas. Em parceria com a Embrapa tem trabalhado para difundir seus conhecimentos nesta cultura.
A programação do Dia de Campo se encontra na página eletrônica do Escritório de Negócios de Campinas: www.campinas.snt.embrapa.br
Informações pelo telefone (19) 3232-1955.
Para inscrição no Dia de Campo de São Carlos, telefone (16) 3361-5611.
Vera Scholze Borges MTb 72462
Assessora de imprensa Escritório de Campinas / Embrapa Transferência de Tecnologia
Jorge Reti - MTb 12693
Assessor de imprensa Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP)
As espécies de plantas medicinais a serem demonstradas são o guaco (Mikania laevigata) e erva-baleeira (Cordia curassavica), que se destinam à manipulação farmacêutica que utiliza os princípios ativos e substâncias dessas ervas para produzir medicamentos.
O dia de campo é dirigido a produtores rurais interessados em conhecer culturas alternativas e economicamente viáveis, bem como a profissionais ligados à indústria farmacêutica.
O mercado de plantas medicinais, aromáticas e condimentais vem crescendo 10% ao ano, conforme informa Ana Paula Artimonte Vaz, pesquisadora da
Embrapa Transferência de Tecnologia (Escritório de Campinas). Para incentivar a ampliação deste mercado através da adesão de pequenos produtores ao cultivo de plantas medicinais a Unicamp vem desenvolvendo pesquisas de melhoramento de materiais existentes , bem como de aperfeiçoamento dos sistemas de plantio, cultivo e cuidados na colheita destas plantas. Em parceria com a Embrapa tem trabalhado para difundir seus conhecimentos nesta cultura.
A programação do Dia de Campo se encontra na página eletrônica do Escritório de Negócios de Campinas: www.campinas.snt.embrapa.br
Informações pelo telefone (19) 3232-1955.
Para inscrição no Dia de Campo de São Carlos, telefone (16) 3361-5611.
Vera Scholze Borges MTb 72462
Assessora de imprensa Escritório de Campinas / Embrapa Transferência de Tecnologia
Jorge Reti - MTb 12693
Assessor de imprensa Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos-SP)
NOTA DE ESCLARECIMENTO SEMENTES DE ALGODÃO
A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) informa que poderá haver falta de sementes certificadas e fiscalizadas de algodão no Brasil na próxima safra (2004/2005), o que pode causar enorme impacto na safra 2005.
Recentemente, a imprensa divulgou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), tem fiscalizado e confirmado denúncias de que está ocorrendo o cultivo, de forma ilegal, de algodão geneticamente modificado, muito possivelmente oriundo de contrabando. Essa atitude de piratas e de seus "clientes" fere as legislações de Biossegurança e de Sementes e Mudas.
Devido à complexidade do processo de produção de sementes de algodão, que envolve o uso comum de maquinários para o beneficiamento de pluma e de sementes, é possível que boa parte das sementes legais, certificadas e fiscalizadas, tenha sido prejudicada por essa atividade irregular de cultivo e uso de algodão transgênico, uma vez que as sementes convencionais passam a ter "traços" do algodão geneticamente modificado, cultivado e processado pelos piratas. Embora muitos países já tenham aprovado o uso do algodão transgênico, há que se respeitar o fato de que no Brasil isso ainda não ocorreu.
Enquanto os piratas usam sementes transgênicas de forma proposital, as sementes legais - com traços daquelas - continuam sendo convencionais. O MAPA , na falta de uma regra para o caso, passou a exigir padrão de pureza de 100% (tolerância zero). Essa medida que ocorreu após o processo de produção de sementes ter sido completado ou terminado, o que inviabilizou a disponibilidade de sementes suficientes para atender a necessidade do mercado nacional.
Há algumas semanas, ao tomar conhecimento do problema criado, a Abrasem moveu todos os esforços junto aos órgãos responsáveis (MAPA e CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), para buscar uma solução, afim de evitar o desabastecimento de sementes de algodão para o plantio da safra atual. A Abrasem propõe que sejam permitidos o cultivo e o uso de algodão com pelo menos 99% de pureza, para evitar desabastecimento - no que é apoiada por várias entidades. A escassez de sementes de alta pureza, de cultivares registradas no MAPA, poderá acarretar redução de área plantada e de produtividade, comprometendo a oferta e qualidade da pluma produzida no Brasil, que já conquistou o mercado internacional.
O combate à pirataria e ao uso ilegal de sementes, por meio de uma fiscalização severa, é essencial para consolidar a recuperação da independência do Brasil na produção do algodão. A qualidade da fibra, produtividade, resistência a doenças tropicais e adaptação à colheita mecânica são resultados do enorme investimento em pesquisa e desenvolvimento feito pelas associadas da Abrasem. Como ainda há muito a melhorar, é necessário manter a pesquisa e a criação de novas variedades, para que o país continue competitivo.
...e já se sabe que "piratas e seus clientes" não têm compromisso com a inovação nem com o sucesso de nossa sociedade.
Brasília, 05 de novembro de 2004
ABRASEM
Associação Brasileira de Sementes e Mudas
LVBA Comunicação
Adriane Froldi - (11) 3039-0654 (adriane@lvba.com.br)
Tatiana Weissberg - (11) 3039-0653 (tatiana@lvba.com.br)
Recentemente, a imprensa divulgou que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), tem fiscalizado e confirmado denúncias de que está ocorrendo o cultivo, de forma ilegal, de algodão geneticamente modificado, muito possivelmente oriundo de contrabando. Essa atitude de piratas e de seus "clientes" fere as legislações de Biossegurança e de Sementes e Mudas.
Devido à complexidade do processo de produção de sementes de algodão, que envolve o uso comum de maquinários para o beneficiamento de pluma e de sementes, é possível que boa parte das sementes legais, certificadas e fiscalizadas, tenha sido prejudicada por essa atividade irregular de cultivo e uso de algodão transgênico, uma vez que as sementes convencionais passam a ter "traços" do algodão geneticamente modificado, cultivado e processado pelos piratas. Embora muitos países já tenham aprovado o uso do algodão transgênico, há que se respeitar o fato de que no Brasil isso ainda não ocorreu.
Enquanto os piratas usam sementes transgênicas de forma proposital, as sementes legais - com traços daquelas - continuam sendo convencionais. O MAPA , na falta de uma regra para o caso, passou a exigir padrão de pureza de 100% (tolerância zero). Essa medida que ocorreu após o processo de produção de sementes ter sido completado ou terminado, o que inviabilizou a disponibilidade de sementes suficientes para atender a necessidade do mercado nacional.
Há algumas semanas, ao tomar conhecimento do problema criado, a Abrasem moveu todos os esforços junto aos órgãos responsáveis (MAPA e CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), para buscar uma solução, afim de evitar o desabastecimento de sementes de algodão para o plantio da safra atual. A Abrasem propõe que sejam permitidos o cultivo e o uso de algodão com pelo menos 99% de pureza, para evitar desabastecimento - no que é apoiada por várias entidades. A escassez de sementes de alta pureza, de cultivares registradas no MAPA, poderá acarretar redução de área plantada e de produtividade, comprometendo a oferta e qualidade da pluma produzida no Brasil, que já conquistou o mercado internacional.
O combate à pirataria e ao uso ilegal de sementes, por meio de uma fiscalização severa, é essencial para consolidar a recuperação da independência do Brasil na produção do algodão. A qualidade da fibra, produtividade, resistência a doenças tropicais e adaptação à colheita mecânica são resultados do enorme investimento em pesquisa e desenvolvimento feito pelas associadas da Abrasem. Como ainda há muito a melhorar, é necessário manter a pesquisa e a criação de novas variedades, para que o país continue competitivo.
...e já se sabe que "piratas e seus clientes" não têm compromisso com a inovação nem com o sucesso de nossa sociedade.
Brasília, 05 de novembro de 2004
ABRASEM
Associação Brasileira de Sementes e Mudas
LVBA Comunicação
Adriane Froldi - (11) 3039-0654 (adriane@lvba.com.br)
Tatiana Weissberg - (11) 3039-0653 (tatiana@lvba.com.br)
sexta-feira, novembro 05, 2004
Leonardo Vilela discute empréstimo para o setor leiteiro
A liberação de R$ 200 milhões em Empréstimo do Governo Federal (EGF) para o setor leiteiro é um dos temas que o presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), deputado Leonardo Vilela (PP-GO) pretende discutir no Exporta Brasil, debate que ocorre em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) neste final de semana. O parlamentar pretende enfatizar a necessidade de EGF para o período de safra, tendo como garantia o produto em estoque.
Leonardo Vilela - um dos responsáveis pela mudança no cenário leiteiro de Goiás, estado que atualmente está entre os maiores produtores de leite do Brasil - diz que a exigência da estocagem permitirá retirar do mercado o excedente da oferta, que provoca o aviltamento dos preços. Com isso haverá chance de os pequenos e médios laticínios e cooperativas terem estoques suficientes para assegurar o fechamento de contratos de exportação ou comercialização no mercado doméstico, fazendo negócios com melhores preços.
O Exporta Brasil faz parte da programação do 4º Congresso Internacional do Leite e 4º Workshop sobre políticas públicas para o agronegócio do leite e será realizado neste sábado (6), às 19 horas, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo. O evento é promovido pela Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), governo do estado de Mato Grosso do Sul e Leite Brasil.
Deva Rodrigues
MTB/RS 5297
Telefone (61) 216-6406
(61) 9611 5355
Leonardo Vilela - um dos responsáveis pela mudança no cenário leiteiro de Goiás, estado que atualmente está entre os maiores produtores de leite do Brasil - diz que a exigência da estocagem permitirá retirar do mercado o excedente da oferta, que provoca o aviltamento dos preços. Com isso haverá chance de os pequenos e médios laticínios e cooperativas terem estoques suficientes para assegurar o fechamento de contratos de exportação ou comercialização no mercado doméstico, fazendo negócios com melhores preços.
O Exporta Brasil faz parte da programação do 4º Congresso Internacional do Leite e 4º Workshop sobre políticas públicas para o agronegócio do leite e será realizado neste sábado (6), às 19 horas, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo. O evento é promovido pela Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora-MG), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), governo do estado de Mato Grosso do Sul e Leite Brasil.
Deva Rodrigues
MTB/RS 5297
Telefone (61) 216-6406
(61) 9611 5355
Greenpeace confirma contaminação das variedades do milho mexicano
As primeiras evidências surgiram em 2001, mas até hoje as autoridades dos EUA e as empresas de biotecnologia esforçam-se para escondê-las. A última manobra foi tentar desautorizar uma equipe de especialistas da Universidade da Califórnia, Universidade Nacional Autônoma do México e Universidade Estadual de Ohio contratados para investigar e sugerir medidas para conter a contaminação, por transgênicos, das variedades tradicionais de milho mexicano. Ao invés de publicar os estudos, autoridades norte-americanas têm procurado ocultá-lo do público. As conclusões dos cientistas foram reveladas pelo Geeenpeace.
A produção do estudo esteve a cargo do conselho da Comissão para a Cooperação Ambiental (CEC, na sigla em inglês), uma organização que reúne os países-membros do NAFTA, o acordo de livre comércio que envolve firmado por Canadá, Estados Unidos e México. A demanda veio de grupos ambientalistas e comunidades indígenas mexicanas, preocupadas com o impacto causado pela introdução de variedades transgênicas de milho sobre as variedades locais. O México é a principal fonte de biodiversidade de variedades de milho e seu cultivo faz parte da história e da memória cultural dos indígenas. Para a realização do estudo, a CEC contratou uma equipe independente de pesquisadores que submeteram os resultados ao parecer de outros cientistas.
O relatório da CEC é incisivo no quesito meio ambiente e pede mais investigações sobre os efeitos no sistema rural e na biodiversidade mexicana. "É urgente examinar e avaliar os efeitos diretos e indiretos do cultivo de milho geneticamente modificado na flora e na fauna - muitas muito úteis - que se formam em torno do milho das milpas [sistema de agricultura familiar intensiva do México], de outros sistemas agrícolas mexicanos e na biodiversidade das comunidades naturais vizinhas", afirmam os pesquisadores no item 5 das recomendações com relação à biodiversidade. O documento contesta, portanto, a idéia de que os testes ambientais já realizados nos EUA são suficientes para justificar a liberação imediata do produto.
O milho no México é muito mais do que uma mera atividade econômica. Além de essenciais para o grande número de famílias que ainda praticam a agricultura de subsistência, seu cultivo e sua variedade são importantes culturalmente para o país.
O que mais incomoda as corporações cadadenses e norte-americanas é a sugestão para que todo o milho vendido ao México seja rotulado. A comercialização de sementes de milho transgênico no país é proibida. Entretanto, não há controle algum sobre os grãos que são exportados como alimento. Boa parte acaba, inadvertidamente, sendo plantada em conjunto com as variedades tradicionais. O relatório aponta que até mesmo os grãos oferecidos pela autarquia mexicana encarregada da distribuição de alimentos à população pobre seria alvo de contaminação. Os pesquisadores contratados pelo CEC pedem que todo o milho não-testado que chegue ao México seja rotulado como geneticamente modificado e moído, o que impediria seu uso como semente.
O governo canadense refutou o estudo por meio de seu equivalente ao Ministério do Meio Ambiente, a Enviroment Canada. As críticas são pontuais e não afetam o cerne do documento. São assinadas por Norine Smith, assessora do ministro. "Em geral, consideramos os achados chave do relatório balanceados e consistentes com o nosso entendimento científico, nosso marco regulatório e de acordo com os padrões internacionais", afirma. As autoridades canadenses questionam as recomendações contidas no documento.
O Greenpeace antevê problemas para os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC). "O reconhecimento de riscos ambientais reais trazidos pelo milho transgênico e a conseqüente recomendação para que todo milho vindo dos EUA seja moído significam um claro dano na posição estadunidense contra a Europa na OMC. Não é nenhuma surpresa a tentativa de evitar a publicação do relatório", afirma Doreen Stabinsky, do Greenpeace Internacional. Os EUA (junto com o Canadá e a Argentina) questionam, na OMC, o embargo aos produtos trangênicos imposto pelos países europeus. Para os Washington, esse embargo teria razões mercadológicas enquanto os Europeus afirmam não haver evidências de que as variedades transgênicas não afetem o meio ambiente.
O relatório produzido a pedido da CEC está pronto desde 31 de agosto. Pelo seu conteúdo, Canadá e Estados Unidos estariam tentando retardar sua publicação. De acordo com a CEC, ele foi enviado, em uma versão atualizada - ou seja, depois dos comentários do Canadá e dos Estados Unidos - a autoridades do meio ambiente de México, Estados Unidos e Canadá em 13 de setembro. Normalmente, a publicação do documento deve acontecer 60 dias após o envio. Mas as autoridades dos três países podem decidir livremente sobre se e quando o irão publicar.
Leia mais no site do Greenpeace
A produção do estudo esteve a cargo do conselho da Comissão para a Cooperação Ambiental (CEC, na sigla em inglês), uma organização que reúne os países-membros do NAFTA, o acordo de livre comércio que envolve firmado por Canadá, Estados Unidos e México. A demanda veio de grupos ambientalistas e comunidades indígenas mexicanas, preocupadas com o impacto causado pela introdução de variedades transgênicas de milho sobre as variedades locais. O México é a principal fonte de biodiversidade de variedades de milho e seu cultivo faz parte da história e da memória cultural dos indígenas. Para a realização do estudo, a CEC contratou uma equipe independente de pesquisadores que submeteram os resultados ao parecer de outros cientistas.
O relatório da CEC é incisivo no quesito meio ambiente e pede mais investigações sobre os efeitos no sistema rural e na biodiversidade mexicana. "É urgente examinar e avaliar os efeitos diretos e indiretos do cultivo de milho geneticamente modificado na flora e na fauna - muitas muito úteis - que se formam em torno do milho das milpas [sistema de agricultura familiar intensiva do México], de outros sistemas agrícolas mexicanos e na biodiversidade das comunidades naturais vizinhas", afirmam os pesquisadores no item 5 das recomendações com relação à biodiversidade. O documento contesta, portanto, a idéia de que os testes ambientais já realizados nos EUA são suficientes para justificar a liberação imediata do produto.
O milho no México é muito mais do que uma mera atividade econômica. Além de essenciais para o grande número de famílias que ainda praticam a agricultura de subsistência, seu cultivo e sua variedade são importantes culturalmente para o país.
O que mais incomoda as corporações cadadenses e norte-americanas é a sugestão para que todo o milho vendido ao México seja rotulado. A comercialização de sementes de milho transgênico no país é proibida. Entretanto, não há controle algum sobre os grãos que são exportados como alimento. Boa parte acaba, inadvertidamente, sendo plantada em conjunto com as variedades tradicionais. O relatório aponta que até mesmo os grãos oferecidos pela autarquia mexicana encarregada da distribuição de alimentos à população pobre seria alvo de contaminação. Os pesquisadores contratados pelo CEC pedem que todo o milho não-testado que chegue ao México seja rotulado como geneticamente modificado e moído, o que impediria seu uso como semente.
O governo canadense refutou o estudo por meio de seu equivalente ao Ministério do Meio Ambiente, a Enviroment Canada. As críticas são pontuais e não afetam o cerne do documento. São assinadas por Norine Smith, assessora do ministro. "Em geral, consideramos os achados chave do relatório balanceados e consistentes com o nosso entendimento científico, nosso marco regulatório e de acordo com os padrões internacionais", afirma. As autoridades canadenses questionam as recomendações contidas no documento.
O Greenpeace antevê problemas para os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC). "O reconhecimento de riscos ambientais reais trazidos pelo milho transgênico e a conseqüente recomendação para que todo milho vindo dos EUA seja moído significam um claro dano na posição estadunidense contra a Europa na OMC. Não é nenhuma surpresa a tentativa de evitar a publicação do relatório", afirma Doreen Stabinsky, do Greenpeace Internacional. Os EUA (junto com o Canadá e a Argentina) questionam, na OMC, o embargo aos produtos trangênicos imposto pelos países europeus. Para os Washington, esse embargo teria razões mercadológicas enquanto os Europeus afirmam não haver evidências de que as variedades transgênicas não afetem o meio ambiente.
O relatório produzido a pedido da CEC está pronto desde 31 de agosto. Pelo seu conteúdo, Canadá e Estados Unidos estariam tentando retardar sua publicação. De acordo com a CEC, ele foi enviado, em uma versão atualizada - ou seja, depois dos comentários do Canadá e dos Estados Unidos - a autoridades do meio ambiente de México, Estados Unidos e Canadá em 13 de setembro. Normalmente, a publicação do documento deve acontecer 60 dias após o envio. Mas as autoridades dos três países podem decidir livremente sobre se e quando o irão publicar.
Leia mais no site do Greenpeace
EMBRAPA TERÁ MAIS RECURSOS PARA PESQUISAS NO BRASIL
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Instituto Agronômico de Ultramar (IAO) do Ministério das Relações Exteriores da Itália, e a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) aprovaram novos projetos apresentados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para garantir mais recursos para as atividades de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.
Dois dos projetos aprovados pela Finep estão voltados à sanidade animal, especificamente à prevenção da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o “mal da vaca louca”, e da influenza aviária. Mesmo sem haver registro no Brasil, as doenças preocupam o mundo e podem ameaçar o agronegócio. “Estamos nos antecipando para evitar esses problemas aqui”, diz o diretor-presidente Clayton Campanhola. Serão destinados R$ 3 milhões aos projetos - R$ 1,5 milhão para cada um.
Os projetos terão a duração de três anos e serão conduzidos em um arranjo de parcerias multidisciplinares e interinstitucionais, envolvendo as unidades da Embrapa Gado de Corte, Gado de Leite, Suínos e Aves, Caprinos, Pecuária Sul, Pecuária Sudeste, Recursos Genéticos e Biotecnologia, além da Universidade Federal de Santa Maria (RS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A idéia é formar uma rede de pesquisadores capaz de subsidiar planos para evitar perdas no setor de exportação de carne bovina. O setor deu ao Brasil, em 2003, a primeira colocação no ranking mundial. A diretora Mariza Luz Barbosa, coordenadora do processo de articulação das equipes e parcerias, afirma que “as diferentes unidades da Embrapa podem fazer muito para evitar ou antecipar as ameaças e aproveitar as oportunidades oferecidas ao agronegócio brasileiro”.
Ferrugem da soja
A Finep também aprovou um terceiro projeto orçado em R$ 1,5 milhão destinado ao combate à ferrugem da soja no Brasil. A ferrugem da soja provocou perdas de cerca de 4,5 milhões de toneladas na safra 2003/2004, segundo dados da Embrapa Soja. Associados a essas perdas, o que deixou de ser colhido e os gastos com controle químico somaram US$ 2 bilhões. Antes da safra, foi detectado o surgimento de uma nova raça do fungo P.pachyrhizi, causador da ferrugem, o que provocou quebra de fontes de resistência. Isso inviabilizou o desenvolvimento de cultivares resistentes à ferrugem. Outro problema foi a presença contínua desse fungo na entressafra em lavouras de inverno nos Cerrados.
Lavoura-Pecuária
O quarto projeto aprovado pela Finep, também com um orçamento de R$ 1,5 milhão, auxiliará as ações de transferência de tecnologia voltadas à integração entre lavouras e pecuária na região de Cerrado. A exploração conjunta de ambas as atividades é encarada como uma das melhores formas para aumentar a competitividade do setor, além de diminuir impactos negativos ao meio ambiente. No Brasil, as atividades são normalmente executadas separadamente, com pouca sincronia. Diante dessa realidade, a integração entre lavoura e pecuária tem sido uma alternativa promissora, já que traz vantagens econômicas, sociais e ambientais, possibilitando a oferta de forragem para o período seco do ano e de palhada para o sistema de plantio direto.
Fonte: MAPA
Dois dos projetos aprovados pela Finep estão voltados à sanidade animal, especificamente à prevenção da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o “mal da vaca louca”, e da influenza aviária. Mesmo sem haver registro no Brasil, as doenças preocupam o mundo e podem ameaçar o agronegócio. “Estamos nos antecipando para evitar esses problemas aqui”, diz o diretor-presidente Clayton Campanhola. Serão destinados R$ 3 milhões aos projetos - R$ 1,5 milhão para cada um.
Os projetos terão a duração de três anos e serão conduzidos em um arranjo de parcerias multidisciplinares e interinstitucionais, envolvendo as unidades da Embrapa Gado de Corte, Gado de Leite, Suínos e Aves, Caprinos, Pecuária Sul, Pecuária Sudeste, Recursos Genéticos e Biotecnologia, além da Universidade Federal de Santa Maria (RS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A idéia é formar uma rede de pesquisadores capaz de subsidiar planos para evitar perdas no setor de exportação de carne bovina. O setor deu ao Brasil, em 2003, a primeira colocação no ranking mundial. A diretora Mariza Luz Barbosa, coordenadora do processo de articulação das equipes e parcerias, afirma que “as diferentes unidades da Embrapa podem fazer muito para evitar ou antecipar as ameaças e aproveitar as oportunidades oferecidas ao agronegócio brasileiro”.
Ferrugem da soja
A Finep também aprovou um terceiro projeto orçado em R$ 1,5 milhão destinado ao combate à ferrugem da soja no Brasil. A ferrugem da soja provocou perdas de cerca de 4,5 milhões de toneladas na safra 2003/2004, segundo dados da Embrapa Soja. Associados a essas perdas, o que deixou de ser colhido e os gastos com controle químico somaram US$ 2 bilhões. Antes da safra, foi detectado o surgimento de uma nova raça do fungo P.pachyrhizi, causador da ferrugem, o que provocou quebra de fontes de resistência. Isso inviabilizou o desenvolvimento de cultivares resistentes à ferrugem. Outro problema foi a presença contínua desse fungo na entressafra em lavouras de inverno nos Cerrados.
Lavoura-Pecuária
O quarto projeto aprovado pela Finep, também com um orçamento de R$ 1,5 milhão, auxiliará as ações de transferência de tecnologia voltadas à integração entre lavouras e pecuária na região de Cerrado. A exploração conjunta de ambas as atividades é encarada como uma das melhores formas para aumentar a competitividade do setor, além de diminuir impactos negativos ao meio ambiente. No Brasil, as atividades são normalmente executadas separadamente, com pouca sincronia. Diante dessa realidade, a integração entre lavoura e pecuária tem sido uma alternativa promissora, já que traz vantagens econômicas, sociais e ambientais, possibilitando a oferta de forragem para o período seco do ano e de palhada para o sistema de plantio direto.
Fonte: MAPA
Assinar:
Postagens (Atom)
+ LIDAS NOS ÚLTIMOS 30 DIAS
-
Na próxima terça-feira, 27, a partir das 8 horas, pesquisadores e representantes do setor empresarial e autoridades governamenta...
-
Preocupados com a qualidade dos produtos de origem animal, principalmente carnes, que chegam a mesa dos consumidores brasileiros, a bancada ...
-
O Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), considerando as inúmeras dificul...
-
Como o Partido Totalitário se envolveu no TERRORISMO BIOLÓGICO contra as lavouras de cacau da Bahia. Clique aqui para ler a primeira ...
-
Tigresa na voz de Zé Honório e Luíza Britto no palco do Red River
-
O caso da divulgação do vídeo com cenas de sexo da assessora parlamentar do Senado não é o primeiro em Brasília. Em 2004 o caso “ Fabiula ...
-
O escândalo está instalado!!! Finalmente a Darlene de Brasília , também conhecida como Musa do MAPA , revelou, em rede nacional (Band),...
-
Simpósio expõe os avanços e as perspectivas da pecuária de precisão Evento acontece de 26 a 28 de novembro na Embrapa em Campo G...
-
Por Roberto Barreto de Catende Fabíola parecia uma colheitadeira de última geração. Uma daquelas máquinas fantásticas, cheia de rec...
Arquivo do blog
- ► 2017 (166)
- ► 2014 (1387)