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segunda-feira, novembro 20, 2017

CNC - Balanço Semanal de 13 a 17/11/2017


BALANÇO SEMANAL — 13 a 17/11/2017

Cerimônia de premiação do Prêmio Café Brasil ocorrerá em 5 de dezembro; no mesmo dia, CNC realiza reunião para planejar ações de 2018

 
PRÊMIO CAFÉ BRASIL — A cerimônia de premiação do Prêmio Café Brasil de Jornalismo – 2017 será realizada no dia 5 de dezembro, na Casa do Cooperativismo, a sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF), a partir das 20h. A data foi definida esta semana por Conselho Nacional do Café (CNC), Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul) e OCB, entidades organizadoras do evento.

Com o tema "A Importância das Cooperativas na Sustentabilidade da Cafeicultura Brasileira no Campo", o Prêmio recebeu 57 materiais – inscritos e validados pela banca examinadora –, que são originários das cinco regiões (Sudeste, Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste) do País e estão distribuídos em quatro categorias: TV, Rádio, Impresso e Internet.

O Prêmio Café Brasil de Jornalismo – 2017 é realizado pelo CNC, pela OCB, pela cooperativa Minasul e conta com apoio institucional da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT).

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO CNC — Também no dia 5 de dezembro, o CNC realizará reunião do Conselho Diretor, que terá como objetivo planejar as ações da entidade no ano de 2018.

É fundamental que nossos associados se façam presentes, uma vez que contaremos com a apresentação das propostas de orçamento para a elaboração do planejamento estratégico para o ano que vem.

Dessa forma, é vital que nossos conselheiros diretores analisem os materiais apresentados por essas empresas e façam a definição por conteúdo e valores que melhor se adaptem à definição do planejamento estratégico do CNC.

CAFÉ EM RONDÔNIA

O presidente executivo do CNC, deputado Silas Brasileiro, acompanhou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, em visita ao município de Alta Floresta, em Rondônia, para conferir o potencial do estado como produtor de café. Eles participaram de debates sobre o setor e também visitaram produtores. A missão contou, ainda, com a participação de parlamentares e do presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

Foi interessante e impressionante observar o que vem sendo feito em Rondônia, que ocupa a quinta posição no ranking da produção cafeeira no Brasil, totalizando uma safra de aproximadamente 2 milhões de sacas, com crescimento de 19% frente a 2016 devido ao aumento de produtividade ocorrido pela renovação do parque cafeeiro com a implantação de mudas clonais.

Destacamos, ainda, a importância da Embrapa nesses resultados alcançados em Rondônia, uma vez que a implantação de variedades desenvolvidas pela Empresa é a principal responsável pelo desempenho obtido. Alguns casos, por exemplo, apontam produtividade superior a 200 sacas por hectare.

MERCADO — Em movimento lateral, influenciado pelo comportamento do dólar e previsões de chuvas nas regiões produtoras do Brasil, os futuros do café arábica acumularam discreta queda nesta semana.

O último relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) mostrou que os fundos de investimento que operam na Bolsa de Nova York carregavam, em 7 de novembro, volume recorde de posições vendidas: 49.399 lotes.

No Brasil, o dólar comercial foi cotado ontem a R$ 3,2797, sem variação significativa em relação à última sexta-feira. O câmbio segue influenciado pelo cenário político nacional e expectativas quanto à realização da reforma da previdência.

Em Nova York, o vencimento março de 2018 do contrato C encerrou a sessão de quinta-feira a US$ 1,3015, com desvalorização de 75 pontos ante o fechamento da semana anterior. Na ICE Futures Europe, o contrato janeiro/2018 do café robusta subiu US$ 29 e foi cotado a US$ 1.845 por tonelada.

No que se refere às condições climáticas que afetam o desenvolvimento da safra brasileira, a Climatempo informou que, de hoje a 21 de novembro, três frentes frias avançarão do Sul para o Sudeste do Brasil, estimulando o aumento das precipitações.

A Somar Meteorologia prevê que serão acumulados, até a próxima quarta-feira (22), 70 milímetros no Paraná, em São Paulo e no sul de Minas Gerais e até 50 mm na Zona da Mata e Cerrado Mineiro e, também, no sul do Espírito Santo.

No mercado físico nacional, a liquidez segue baixa, com vendedores retraídos, principalmente de café robusta. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 453,72/saca e a R$ 362,93/saca, com variações, respectivamente, de -0,1% e 2,1% frente ao fechamento da semana anterior.



Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
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sexta-feira, novembro 03, 2017

CNC - Balanço Semanal de 30/10 a 03/11/2017


BALANÇO SEMANAL — 30/10 a 01/11/2017

CNC monitora avanços do georreferenciamento em Minas Gerais e debate situação do endividamento rural

GEOPORTAL DO CAFÉ — Durante a Semana Internacional do Café – SIC, realizada em Belo Horizonte, de 25 a 27 de outubro de 2017, participamos do Workshop Mapeamento e Monitoramento do Parque Cafeeiro do Estado de Minas Gerais. Na oportunidade, conhecemos os detalhes deste projeto viabilizado por um Convênio de Cooperação Técnica e Financeira entre Codemig, Emater-MG, Epamig e Fundação João Pinheiro, com interveniência da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que conta com parceria da Conab e da Embrapa Café.

O projeto está em fase de finalização, com o mapeamento do parque cafeeiro de Minas Gerais, com informações completas dos 451 municípios produtores, estará concluído em março de 2018.

Além da estimativa exata da área cultivada, as instituições envolvidas também estão avançando nos seguintes temas:
(i) Mapeamento da ocorrência de cafés de qualidade superior, com base nas análises de resultados de 14 anos de concursos da Emater-MG;
(ii) Caracterização das paisagens das regiões produtoras de café de Minas Gerais, identificando áreas com maior aptidão;
(iii) Desenvolvimento e aperfeiçoamento de metodologias para estimativa objetiva da produtividade do café;
(iv) Desenvolvimento de metodologia de automação para interpretação de imagens de satélites; e
(v) Identificação de níveis tecnológicos modais para levantamento de custos de produção de café.

Todas as informações geográficas e socioeconômicas da cafeicultura mineira serão disponibilizadas no Geoportal do Café, plataforma tecnológica desenvolvida pela Fundação João Pinheiro e demonstrada durante a SIC.

O CNC avalia que o projeto de mapeamento do parque cafeeiro de Minas Gerais contribuirá sobremaneira para construir maior credibilidade das estatísticas nacionais, pois caracterizará, quantificará e comunicará de forma transparente onde são produzidos 50% dos Cafés do Brasil. O Geoportal será um importante diferencial tecnológico para gerar maior transparência às informações de mercado, principalmente sobre a qualidade e a sustentabilidade da cafeicultura mineira.

ENDIVIDAMENTO — Na terça-feira, 31 de outubro, participamos do seminário Agro em Questão, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O encontro reuniu produtores rurais, parlamentares, entidades de classe, presidentes de Federações, especialistas do governo e instituições financeiras para esclarecer os principais pontos e dificuldades na aplicação da Lei 13.340, de 28 de setembro de 2016, que autoriza a liquidação e a renegociação de dívidas originárias de operações de crédito rural inscritas na Dívida Ativa da União (DAU) até 31 de julho de 2017.

As discussões enfatizaram os percalços enfrentados pelo setor agropecuário nos últimos anos, com drásticos períodos de estiagem seguidos de chuvas torrenciais e produtos comercializados a preços incompatíveis com os altos custos de produção. Tais condições impossibilitaram muitos produtores rurais de quitar seus débitos, mesmo diante de condições diferenciadas como as conferidas pela Lei 13.340/16.

A Lei 13.340/16 foi avaliada como a mais bem sucedida renegociação de débitos rurais com legislação específica já realizada. Mesmo ainda aquém do esperado, até o momento foram liquidadas/repactuadas mais de 132 mil operações ao amparo dos Artigos 1º, 2º e 3º. Por isso, diante das dificuldades que muitos produtores rurais seguem enfrentando nas últimas safras, é fundamental que sejam envidados esforços para prorrogar o prazo para a concessão de descontos para a liquidação de débitos, atualmente estabelecido até 29 de dezembro de 2017.

As medidas propostas para o aperfeiçoamento da Lei 13.340/16 foram:
(i) alcançar maior transparência na apuração do saldo devedor e apresentação de extratos de débito pelos agentes financeiros;
(ii) alteração do enquadramento e do valor de referência para determinação dos rebates;
(iii) inclusão do Art. 4º no Art. 11º sobre operações coletivas e individualização para determinação dos rebates, cuja dificuldade operacional pode ser contornada através de mecanismos legais que preveem tratativa específica para estas situações, e abstém a avaliação individual;
(iv) Programa Especial de Saneamento de Ativos – PESA: compatibilização de parcelas vincendas e outras inscritas em DAU com o intuito de evitar prejuízos aos produtores que possuem parcelas vencidas não inscritas e se comprometem em seguir o prazo de liquidação. Por exemplo, existem inúmeros casos de operações com parcelas vencidas há mais de três anos, assim como débitos do alongamento do Funcafé, que ainda não foram inscritos na DAU.

O CNC defende que seja alcançada uma solução definitiva para a situação do endividamento rural, que se arrasta há décadas, prejudicando o acesso dos produtores ao crédito e impedindo que avancem na atividade agropecuária de forma competitiva.

MERCADO — Nesta semana mais curta, devido ao feriado de Finados no Brasil, os futuros do café apresentaram baixa volatilidade, acumulando queda. Os fundos de investimento que operam em Nova York bateram novo recorde de posições vendidas na terça-feira (24/10), contribuindo para esse cenário baixista.

Outro fator de pressão foi o real desvalorizado ante a moeda norte americana, que encerrou outubro com alta de 3,3%, motivada pelas especulações sobre o aumento dos juros dos Estados Unidos. Ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 3,27, apresentando alta de 0,9% em relação à sexta-feira.

Em Nova York, o contrato C com vencimento em dezembro encerrou a sessão de ontem a US$ 1,2510, com queda de 150 pontos frente ao fechamento da semana anterior. Na ICE Futures Europe, o contrato novembro do café robusta caiu US$ 83, negociado a US$ 1.902 por tonelada.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) emitiu nota com informações sobre o retorno das chuvas às regiões produtoras de café, que vinham enfrentando calor intenso e baixa umidade. O quadro abaixo resume as informações apresentadas.



A Somar Meteorologia prevê que chuvas ocorrerão em todas as áreas produtoras nesta semana, com acumulado entre 30 mm e 70 mm, inclusive no Espírito Santo, Zona da Mata e sul da Bahia. Há possibilidade de ocorrência de granizo nas regiões elevadas.

Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 451,20/saca e a R$ 372,71/saca, com desvalorização de, respectivamente, 0,8% e 0,5% na comparação com o fechamento da semana anterior.

Atenciosamente,
Silas Brasileiro
Presidente Executivo
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segunda-feira, outubro 30, 2017

Embrapa discute raças bovinas crioulas na fronteira com a Bolívia


O objetivo é buscar proximidade genética com as raças localmente adaptadas brasileiras

Foto: Pedro Paulo Horton
Pedro Paulo Horton - O objetivo é buscar proximidade genética com as raças localmente adaptadas brasileiras
O objetivo é buscar proximidade genética com as raças localmente adaptadas brasileiras
Durante uma palestra realizada em Arroyo Concepción, na Bolívia – a cerca de 10 km de Corumbá (MS) – a pesquisadora Raquel Soares, da Embrapa Pantanal, conversou com universitários do país vizinho sobre raças bovinas localmente adaptadas presentes na fronteira. “Queremos ver o que eles conhecem, entender quais são as expectativas e perspectivas para a conservação e uso dessas raças no país deles”, afirma a pesquisadora que busca a existência de rebanhos crioulos entre proprietários rurais, universidades e instituições de pesquisa locais.
O contato com os vizinhos da Bolívia, diz Raquel, é uma forma de procurar ´parentes´ da raça conhecida como bovino Pantaneiro, encontrada no Pantanal brasileiro, nas raças bovinas crioulas presentes em território boliviano. “Tenho notícias por publicações científicas e por conversas com os moradores daqui que existem pelo menos dois tipos de gado crioulo na região: o Yacumeño e o Chiquitano.  Mas não sabemos, ainda, qual é a proximidade desses animais – em termos de perfil genético – do nosso bovino Pantaneiro”.
O Pantaneiro, bovino que passou por quinhentos anos de seleção natural em meio aos extremos ambientais do bioma, desenvolveu uma rusticidade característica da raça. Ele pode pastejar em locais alagados, manter taxas reprodutivas satisfatórias mesmo em períodos com menor disponibilidade de alimentos como a seca, possui baixa exigência nutricional, habilidades maternas e diferenciais para a produção de carne e leite. Porém, existem apenas cerca de 500 animais comprovadamente Pantaneiros no país, atualmente – o que os coloca em risco de extinção e aumenta a urgência da conservação de seu material genético.
“Nos trabalhos que fizemos de genotipagem e comparação entre as raças, vimos que o bovino Pantaneiro tem uma proximidade com o Pilcomayo, que é um gado do Paraguai. Temos uma história que justifica isso: o sul de Mato Grosso do Sul (a região depois da Serra da Bodoquena), que também tinha bovinos Pantaneiros, faz divisa com o Paraguai. O gado de Porto Murtinho, por exemplo, provavelmente tem muita influência dos animais desse país. É de se esperar, portanto, que a nossa fronteira de Corumbá e do Mato Grosso, na região do Pantanal, também tenha alguma interferência genética entre as raças”, diz a pesquisadora.
Encontrar paralelos genéticos entre os animais do Brasil e da Bolívia poderia beneficiar a genética dos animais dos dois países. “A gente pode pensar em aumentar o nosso rebanho – dependendo da proximidade genética com o gado crioulo deles – usando o material genético que eles tiverem disponível. Podemos utilizar fêmeas de raças adaptadas bolivianas e introduzi-las no Brasil para cruzar com os machos Pantaneiros. Assim, teríamos uma raça próxima, com características adaptativas aproximadas da raça brasileira, com uma possível chance de recuperação: em cinco gerações, ela poderia ser absorvida pelo bovino Pantaneiro”.
Os primeiros contatos, como o que foi estabelecido por meio da palestra ministrada aos universitários, representam o início do trabalho de comparação entre as raças bovinas adaptadas. “Queremos analisar a genética desses rebanhos através de genotipagem por DNA e verificar a possibilidade de troca de animais ou embriões para tentar cruzamentos”, diz Raquel. “É interessante também verificar se a alguém na Bolívia tem interesse de desenvolver o trabalho de conservação genética do gado crioulo que eles possuem. Assim, podemos desenvolver trabalhos paralelos, mas que têm uma mesma finalidade, que é a conservação e o uso de raças localmente adaptadas”.
A Embrapa Pantanal mantém desde 1984 um núcleo de conservação in situ desses animais, mantido no campo experimental fazenda Nhumirim, no Pantanal da Nhecolândia. Para a pesquisadora, o trabalho em conjunto com os vizinhos bolivianos fortalece a expansão de uma linha de pesquisa que, hoje, possui abrangência local, principalmente. “Assim, mantemos a diversidade genética e difundimos melhor as informações com as quais trabalhamos”.

Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 

Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

sexta-feira, outubro 27, 2017

CNC - Balanço Semanal de 23 a 27/10/2017


BALANÇO SEMANAL — 23 a 27/10/2017

Conselho do Agro debate política de crédito agrícola e necessidade de modernização do seguro rural;

A pedido do presidente do CNC, colegiado também se manifestará favorável ao teor da Portaria nº 1.129 do Ministério do Trabalho


CONSELHO DO AGRO — O presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado Silas Brasileiro, participou, na quarta-feira, 25 de outubro, da 10ª Reunião do Conselho das Entidades do Setor Agropecuário – Conselho do Agro, realizada na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A pauta do encontro focou em seguro rural, taxa de juros do crédito rural e política de crédito agrícola.

Na oportunidade, o presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Sérgio Agapito Lires Rial, explicou que atualmente o produtor rural não tem capacidade para negociar, uma vez que quando vende sua produção para uma trading, embora não perceba, já estão embutidos os juros.

Em relação especificamente ao Seguro Rural, que onera o produtor, o prêmio pago do seguro agrícola no Brasil é da ordem de 6% a 7% devido ao fato de não existir um mercado competitivo para seguros. Para ele, visando a uma concorrência correta, é necessária uma proposta de um modelo privado de crédito e seguro rural, nos moldes do leilão tecnológico holandês, para que se possa competir de forma linear.

O presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), ministro Alysson Paolinelli, anotou que o crédito rural já foi exemplo na década de 80 e citou a transferência de recursos de crédito de investimentos na década de 60, como o Fundagro e o Funcafé, dentre outros. Ele disse, ainda, que desde o primeiro Plano Econômico o Brasil acabou com o crédito rural e o crédito de comercialização e concluiu que o grande desafio é saber como gerar a concorrência do seguro, mobilizando o setor financeiro.

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, que coordenou a reunião, propôs um trabalho conjunto dos comitês do setor estratégico da CNA e da entidade para que possam olhar o futuro e traçar a melhor política para a agropecuária, de acordo com os interesses da produção. Segundo ele, o que o setor sente é a evolução do sistema financeiro privado, que nos propõe soluções para o financiamento da agropecuária brasileira no futuro, sem a participação governamental.

O presidente executivo do CNC manifestou seu entusiasmo com a construção de uma política futura do agronegócio, conduzida em conjunto pela representação da CNA e da OCB. Silas Brasileiro destacou uma grande conquista proposta pelo Conselho, com apoio da Organização, na Resolução do Banco Central do Brasil n.º 4.603, de 19 de outubro de 2017, a qual dispõe sobre ajustes nas normas de financiamento com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, autorizando a redução do spread bancário nas operações com recursos do Funcafé (até então de 4,5%), já tendo exemplos de alguns agentes financeiros praticando um spread de 2,5% a 4%.

Ao tempo em que recorda que o CNC e as demais entidades do setor são contrários a todo e qualquer tipo de trabalho análogo à escravidão, assim como repudiam trabalho forçado, jornadas exaustivas e condições degradantes, ele propôs que o Conselho do Agro se manifeste oficialmente a respeito da Portaria n.º 1.129 do Ministério do Trabalho, que dispõe sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas à de escravo para fins de concessão de seguro-desemprego.

O presidente do CNC salientou, ainda, que o empecilho do setor é que a legislação trabalhista, datada de 1943, não dá a clareza devida a trabalho análogo à escravidão, degradante e exaustivo, o que causa uma enorme insegurança jurídica ao setor. A sugestão foi acatada unanimemente e, em nome do Fórum, a CNA produzirá minuta de texto que será encaminhada para aprovação dos conselheiros e posteriormente enviada aos órgãos competentes.

Por fim, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, anotou que o setor precisa ser proativo e colocar seu posicionamento junto ao Governo Federal, alertando que a proposta lançada pela CNF, de modelo privado de crédito e seguro rural, vem ao encontro do que tem sido defendido pelo setor do agro brasileiro.

MANEJO INTEGRADO DA BROCA

Também na quarta-feira, o CNC e as demais entidades da cadeia produtiva lançaram, durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte (MG), um vídeo sobre o manejo integrado da broca do café, com o objetivo de auxiliar os produtores no combate à praga.

A iniciativa atende a um pedido da base produtora e do setor industrial, que demonstraram preocupação com um pequeno aumento da incidência da praga nos cafezais este ano.

O material, desenvolvido em parceria com a CNA, o Cecafé, a Abic e a Abics, apresenta as ações a serem adotadas no campo para evitar o ataque da praga, focadas principalmente na correta realização da colheita. Além disso, também são disponibilizadas informações a respeito das condições climáticas mais favoráveis ao aparecimento da praga e o método de controle do ciclo de vida da broca.

Entendemos que, ao possibilitar o correto manejo dessa praga, auxiliamos para que o produtor tenha um menor custo no controle da broca e, consequentemente, evite a depreciação do seu café. Recordamos que a qualidade dos grãos beneficia todos os elos da cadeia produtiva e, com o vídeo, demonstramos que é simples mantê-la em todo o processo. Saiba como fazer o manejo integrado da broca do café: https://youtu.be/Cvd2qLWaAW4.

FUNCAFÉ — De acordo com informações disponibilizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) até a manhã desta sexta-feira, 27, o volume de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira liberado aos agentes financeiros, com data de referência de 20 de outubro, chegou a R$ 2,508 bilhões (clique na tabela abaixo), representando 54,6% do total de R$ 4,598 bilhões solicitados na temporada cafeeira atual.

Do montante recebido pelas instituições, R$ 1,119 bilhão foi destinado para a linha de Estocagem; R$ 553,1 milhões ao Financiamento para Aquisição de Café (FAC); R$ 476,9 milhões para Custeio; e R$ 359 milhões para as linhas de Capital de Giro, sendo R$ 179,6 milhões para Cooperativas de Produção, R$ 124,8 milhões para Indústrias de Torrefação e R$ 54,6 milhões para o setor de Solúvel.

MERCADO — Em uma semana marcada por falta de interesse dos participantes no mercado internacional, os futuros do café registraram leves perdas. Em Nova York, o contrato C com vencimento em dezembro, permanece dentro do intervalo entre US$ 1,2300 e US$ 1,2550, tendo encerrado a sessão de ontem a US$ 1,2455, com queda de 70 pontos ante a sexta-feira passada. Na ICE Futures Europe, o contrato novembro do café robusta caiu US$ 25, negociado a US$ 1.995 por tonelada.

No Brasil, o clima no cinturão produtor vem melhorando, ocorrendo chuvas neste mês, mas alguns participantes entendem que as perdas nos cafezais já estão consumadas em função das elevadas temperaturas e da estiagem que prevaleceram nas semanas antecedentes.

Segundo a Somar Meteorologia, neste fim de semana o risco de temporais diminui na Região Sudeste, mas permanece a previsão para a ocorrência de precipitações em praticamente todos os Estados. O serviço alerta que as instabilidades estarão em Minas Gerais e Espírito Santo, com possibilidade de pancadas de chuva, sem elevados volumes, mas podendo vir acompanhadas por rajadas de vento e trovoadas.

Ainda de acordo com a Somar, o tempo fica firme apenas nas áreas de divisa com a Bahia, com as temperaturas continuando elevadas na parte da tarde devido ao sol que aparece no começo do dia e, por isso, a sensação é de tempo abafado.

Ontem, o dólar comercial manteve sua tendência de avanço em relação ao real, sendo impulsionado pela percepção de que dificilmente o Congresso Nacional aprovará uma agenda econômica com medidas impopulares, como a Reforma a Previdência, em função da proximidade das eleições de 2018. Na semana, a divisa norte-americana evoluiu 2,97%, cotada a R$ 3,2846.

No mercado físico, à medida que as cotações registravam movimento de alta, ocorreram alguns poucos negócios, apesar da baixa liquidez. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 448,51/saca e a R$ 374,61/saca, com variações de 0,5% e -1,1% na comparação com o fechamento da semana antecedente.



Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo


BCSEM lança Campanha Nacional contra Pirataria de Sementes


Objetivo da entidade é informar sobre os danos das sementes piratas tanto para o produtor, quanto para o mercado consumidor

 
A indústria sementeira de hortaliças tem enfrentado, ao longo dos últimos anos, um gravíssimo problema comercial: o crescimento indiscriminado do uso das chamadas sementes F2, também conhecidas comumente como "piratas" – material obtido a partir de sementes "salvas/tiradas" de lavouras que utilizaram híbridos comerciais disponíveis no mercado.

De acordo com o Diretor de Sementes da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), Alécio Schiavon, estas sementes F2 (piratas) não conservam todas as características e atributos da variedade híbrida original, o que impacta diretamente na performance agronômica do material, além de expor o próprio produtor e o ambiente á contaminação por diversas doenças que podem se transmitidas por sementes obtidas sem os cuidados profiláticos necessários.  "Com esta prática, as companhias têm suas variedades comercializadas ilegalmente, inclusive, em alguns casos, com embalagens falsificadas, que imitam as originais, a preços bastante inferiores, já que não possuem os tratamentos e o potencial genético agregados durante o rigoroso processo de produção das sementes híbridas pela indústria", explica Schiavon.

Este problema bastante preocupante para a horticultura brasileira mobilizou todo o setor para o  lançamento da Campanha Nacional de Combate à Pirataria de Sementes de Hortaliças, liderada pela ABCSEM, com o apoio do Ministério da Agricultura. A ação irá divulgar para profissionais do setor e para a sociedade em geral, sobre os malefícios e as implicações jurídicas desta prática que é considerada crime no país, conforme artigo 190, Inciso I, do Decreto 5153/2004, o qual é caracterizado como proibido, e constitui infração de natureza gravíssima.

"Estamos certos de que a articulação conjunta, entre as entidades de classe, os órgãos governamentais e a iniciativa privada, possibilitará abordagens mais abrangentes e efetivas no combate à pirataria de sementes em todas as regiões do Brasil", afirma Steven Udsen, presidente da ABCSEM.

Riscos e Desvantagens das Sementes Piratas
As sementes piratas fazem parte de um comércio clandestino, de concorrência desleal, com sonegação de impostos, que provoca retração na economia e diminuição dos empregos formais na indústria e no campo.

No âmbito agrícola, as consequência desta prática são baixa qualidade dos frutos e queda de produtividade, além do aumento considerável das chances de presença de patógenos (agentes disseminadores de doenças) nestes materiais, ocasionando contaminação e perdas na lavoura. Já no âmbito comercial, o uso de semente piratas acarreta no descrédito do público consumidor, em detrimento da baixa qualidade dos produtos (com alterações no tamanho, formato, sabor, tempo de prateleira, etc.), dificultando a comercialização destas hortaliças junto à varejistas, atacadistas e supermercados, fazendo com que a economia inicial com o baixo custo das sementes, resulte em grande perda de rentabilidade no negócio.


Isabella Monteiro
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EMBRAPA: Pesquisa reúne informações para subsidiar recuperação ambiental no Brasil



Embrapa oferece ferramentas para elaboração de projetos na área

Dados e produtos do “Projeto Especial 8: Soluções Tecnológicas para implantação do Código Florestal” e do projeto Biomas, da Embrapa e parceiros, são usados atualmente como subsídio para estudos e políticas públicas que visam recuperar ambientes degradados e/ou alterados nos biomas brasileiros, diz o pesquisador Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados. Ele foi um dos palestrantes do curso "Coleta, conservação de sementes, produção de mudas e estratégias de restauração ecológica nos Biomas Pantanal e Cerrado", realizado no campus de Aquidauana da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS.
Entre outros assuntos, a capacitação discutiu técnicas, espécies e alternativas de plantios e indução de regeneração natural disponibilizados pelas instituições envolvidas para promover a recuperação e o uso da vegetação nativa dos biomas Pantanal e Cerrado.
A legislação de Proteção da Vegetação Nativa, também conhecida como “Novo Código Florestal”, prevê que cada imóvel rural seja incluído no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Por meio das informações fornecidas, é possível determinar se essa propriedade possui ativos ou passivos ambientais, afirma Felipe.
"Após a inscrição no CAR, o cadastro vai permitir que o produtor entenda se tem um passivo ambiental (gerado por atividades que possam trazer impactos ao meio ambiente) ou um ativo de remanescente de vegetação nativa, chamado de Cotas de Reserva Ambiental. Quando se tem um passivo, o produtor vai ter que propor e executar o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas, o PRADA, depois de julgado e aprovado pelo órgão ambiental do estado".
O pesquisador ressalta que, no PRADA (que faz parte do Plano de Regularização Ambiental do estado de Mato Grosso do Sul), há um Termo de Compromisso acordado com o órgão ambiental que prevê a execução e monitoramento da recuperação em um prazo de 20 anos. Em MS, o responsável por aprovar o projeto é o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul - Imasul. “O produtor entende, muitas vezes, que a legislação que protege a vegetação nativa é uma punição, um problema com o qual ele vai ter que se preocupar sozinho. Ele ainda não viu que isto pode também ser uma solução econômica para o imóvel rural”.
Felipe ressalta que é possível beneficiar ao ambiente e à propriedade simultaneamente, já que, de acordo com a legislação, planos de manejo - principalmente para a Reserva Legal - podem trabalhar com atividades sustentáveis que usem espécies nativas de potencial econômico e que gerem serviços ambientais. "O agricultor não pode ficar isolado para o sucesso desta legislação. Ele tem que ser apoiado pelo conhecimento cientifico, pelos órgãos ambientais e, no final da cadeia, pelos consumidores que precisam valorizar os produtos da sociobiodiversidade".
Alternativas
Em apoio à elaboração desses projetos, a página da Embrapa oferece atualmente uma lista de espécies nativas recomendadas para a recuperação ambiental dos biomas Pantanal (elaborada pela Embrapa Pantanal e parceiros), Mata Atlântica e Cerrado (já disponível na página do Projeto Soluções Tecnológicas para implantação do Código Florestal em https://www.embrapa.br/codigo-florestal/especies-nativas-para-recuperacao).
A lista integrará a ferramenta online WebAmbiente, que tem previsão de lançamento para os próximos meses. “O WebAmbiente faz indicações de acordo com as condições da área descrita pelo produtor que for elaborar o projeto de recuperação”, conta. “O sistema faz algumas perguntas para o usuário identificar qual o potencial que a área tem para se recuperar sozinha ou com a ajuda humana”.
Ao receber dados sobre a área a ser recuperada, como as condições do solo, a presença ou ausência de remanescentes naturais, regenerantes e plantas invasoras, o sistema sugere estratégias de plantio, espécies e ainda oferece um leque de informações de boas práticas agropecuárias personalizado, considerando as condições informadas. O WebAmbiente reúne, até o momento, dados sobre 783 espécies nativas para os diferentes biomas brasileiros. “Estamos tentando trazer alternativas possíveis para o produtor tornar a propriedade inteira sustentável”.
A elaboração do sistema foi possível por meio do trabalho realizado no Projeto Soluções Tecnológicas para implantação do Código Florestal, Projeto Biomas e a parceria de instituições como a Embrapa, Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Serviço Florestal Brasileiro, diversas universidades e instituições de pesquisa do país.  
No Pantanal
A chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pantanal, Catia Urbanetz, destaca algumas alternativas visando a sustentabilidade nas áreas de uso restrito (AUR) do bioma. “A AUR preconizada pelo Código no Pantanal prevê que o produtor pode conservar a vegetação manejando uma determinada carga específica de pastagens nativas, utilizando parte das áreas para pastagens cultivadas e, assim, mantendo a diversidade de paisagens, aspecto importante para a conservação”, diz.
“Dentro da atividade econômica do imóvel rural, ele pode conciliar a pecuária extensiva com o agroecoturismo, mostrando espécies nativas de valor econômico (principalmente para pastagem) e outras, com suas belezas e percepções, para trazer o turista para cá". Conhecer a fauna local também é muito atrativo nesse contexto, afirma Catia, tendo em vista a facilidade com que se pode avistar animais silvestres no Pantanal.
Ela destaca também o sistema de indicadores “Fazenda Pantaneira Sustentável”, desenvolvido pela unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa para avaliar a sustentabilidade nas fazendas de pecuária da região. O FPS pode ser utilizado, ainda, para instrumentar políticas públicas, visando incentivos à conservação e ao desenvolvimento sustentável. "É necessário elaborar políticas públicas que recompensem, de certa forma, as ações que conservam ou recuperam o ambiente", diz a chefe-adjunta, encerrando a entrevista com um questionamento. "O grande desafio é mensurar tudo isso economicamente: quanto vale a conservação na economia do estado e no bolso daquele produtor?".
O curso “Coleta, conservação de sementes, produção de mudas e estratégias de restauração ecológica nos Biomas Pantanal e Cerrado” é uma realização da Embrapa Pantanal, Embrapa Cerrados, Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e John Deere. O Projeto Biomas é fruto de uma parceria entre a Confederação Nacional de Agricultura e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), SEBRAE, Monsanto, John Deere e BNDES.

Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 
Telefone: +55 (67) 3234-5879



Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

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