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+ LIDAS NA SEMANA

quarta-feira, agosto 09, 2017

7º Simpósio Internacional de Nutrição e Saúde de Peixes em Botucatu

Inscrições abertas. Envio de resumos até 28 de agosto

Estão abertas as inscrições para a sétima edição do Simpósio Internacional de Nutrição e Saúde de Peixes que acontece de 25 a 27 de outubro, no Auditório Paulo Rodolfo Leopoldo, na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu/SP.

Voltado para alunos de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e profissionais vinculados ao setor produtivo, o evento tem palestrantes internacionais como os pesquisadores Delbert M. Gatlin III, da Texas A&M University/EUA; Viviane Verlhac , da DSM Nutritional Products/ Suiça e Helena Peres, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental do Porto/ Portugal.

Também participam como palestrantes, vários pesquisadores de renome no cenário brasileiro, vinculados a instituições como Universidade Federal de Santa Maria/ RS, Universidade Federal de Santa Catarina/ SC Instituto de Química da Unicamp/SP.

A organização do evento é da AquaNutri, grupo cadastrado no CNPq que reúne pesquisadores com ampla experiência na área de nutrição de peixes; Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, câmpus de Botucatu e Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf).

O período para envio de resumos vai até 28 de agosto. São permitidos dois resumos por participante.

Mais informações, programação completa e inscrições em http://fmvz.unesp.br/peixe/



FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA - UNESP - CÂMPUS DE BOTUCATU/SP
Assessoria de Imprensa 

terça-feira, agosto 08, 2017

DEFESANET: PT e grupos Irregulares enviam militantes para a Venezuela

A presidente do Partido dos Trabalhadores no Foro de São Paulo, 17 Julho 2017. Foto - @Gleisi

Grupos de brasileiros ligados ao PT, movimentos irregulares (MST e MTST), e a partidos de esquerda são financiados para irem à Venezuela

O Partido dos Trabalhadores (PT), organizações sindicais de extrema esquerda e movimentos sociais como o MST e MTST, entre outros, estão financiando militantes para seguirem até a Venezuela. A intenção é apoiar e dar suporte, inclusive no reforço das milícias, ao governo de Maduro contra as manifestações pela deposição do presidente. As informações são dos serviços de inteligência do Brasil. (Nota - DefesaNet sempre adotou a terminologia de que estes movimentos são Irregulares, definição de “Guerra Irregular – não convencional” do Prof von der Heydte)

Essas caravanas estão seguindo de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Estados do Nordeste onde estão os principais redutos petistas. A organização do movimento em solidariedade e apoio à revolução bolivariana na Venezuela tem entre seus articuladores o próprio ex-presidente do Brasil e presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, que tem mantido contatos diários com o presidente Maduro.

O pronunciamento da presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann em favor do governo bolivariano na Venezuela e denominando de golpe da direita reacionária as manifestações de rua, que já levaram a mais de 120 mortes nos últimos meses. O pronunciamento foi um chamado geral para que a militância seguisse para a Venezuela.

"Apoio e solidariedade ao governo do PSUV [Partido Socialista Unido da Venezuela], seus aliados e ao presidente Maduro frente à violenta ofensiva da direita", disse a senadora do Brasil na abertura do 23º encontro do Foro de São Paulo. O encontro foi usado para uma ampla articulação para apoiar o governo Maduro e preparar uma ofensiva, inclusive em diversos países, pela revolução socialista. A Bolívia foi o primeiro país a se movimentar neste sentido.


Mensagem do líder do MST João Pedro Stedile, em apoio à Assembleia Constituinte realizada no dia 30 Julho,  publicado na página do movimento, em 28 Julho no Facebook 


O governo de Maduro montou diversas milícias armadas, extremamente violentas (chamados de “Colectivos”), que tem promovido um toque de recolher em Caracas e outros grandes centros do país. Um levante de militares contra o governo foi contido com extrema violência no último final de semana (Ver Comunicado da Fuerza Armada Nacional Bolivariana Link).

Maduro determinou que seus seguidores, os quais estão armados com equipamentos leves, de uso exclusivamente militar, adquiridos numa mega negociação com a Rússia ainda no governo Chaves, e mais recentemente com a China, promovam o fechamento de jornais, rádios e programas de televisão de cunho jornalístico.

As comunicações telefônicas estão sendo vigiadas e na capital há o movimento de recolha de aparelhos de telefones celulares. As milícias, que já contam com a presença de brasileiros de esquerda, promovem verdadeiros ‘arrastões’ na cidade e invadem lojas confiscando os aparelhos. O objetivo é isolar totalmente o país. A internet está sendo cortada, outra tática é restringir ao mínimo a banda tornando difícil o acesso e comunicação, seu uso monitorado pelos milicianos e integrantes do governo.

Portugal tem tentado retirar seus cidadãos que vivem na Venezuela de forma emergencial. Os cidadãos com moedas estrangeiras estão sendo presos e os valores confiscados. As ‘mulas’ que estão levando venezuelanos para outros países estão cobrando em dólares. As polícias foram unificadas sob um só comando e o serviço militar é obrigatório, para todos os adolescentes a partir de 17 anos, sem distinção de sexo. Os padres e pastores estão sendo expulsos do país, assim como os líderes de atividades assistenciais existentes.

Os números do Tribunal de Contas da União (TCU), apontam que 99% dos empréstimos ficaram com cinco grandes empreiteiras brasileiras, todas envolvidas na Lava-Jato, sendo que a Odebrecht ficou com 82% do total. Os países que mais receberam investimentos foram Angola (R$ 14 bilhões), Venezuela (R$ 11 bilhões) entre 2006 e 2014, feitos pelos governos petistas, e sem previsão de pagamento. O dinheiro, em grande parte, envolvia as empresas que são alvos da operação Lava-Jato.

Os empréstimos feitos para outros países são motivo de polêmica desde o início, quando a oposição passou a acusar os petistas de usar recursos brasileiros para contratar trabalhadores estrangeiros, financiar ditadores, dar dinheiro a financiadores de campanha entre outras críticas.

Lula, o homem forte da Venezuela, Diosdado Cabello e Joesley Batista. Ligações que merecem uma investigação. Visita de Diosdado Cabello ao Brasil, em 2015.

Um fato não investigado foram as negociações do grupo JBS com exportações de carnes para a Venezuela. Em 2015, o homem forte do regime bolivariano, Diosdado Cabello, esteve no Brasil sendo recebido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Joesley Batista, que organizou um recepção em sua residência.

O governo brasileiro também estuda fechar ou restringir a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçú. Oficialmente criada, em 2010, para a integração de natureza educativa e cultural, capaz de aproximar os povos da América Latina e do Caribe no governo. Localizada no território internacional da Binacional de Itaipu tem escapado ao controle do governo brasileiro e tem sido usada para a formação de ativistas latino-americanos.

Referência

1 A Guerra Irregular Moderna – Prof Friedrich August Von der Heydte BIBLIEx - 1990

EMBRAPA: Assinatura de contrato dá novo rumo às pesquisas em tuberculose bovina



A Embrapa e a empresa norte-americana Ellie LLC assinaram um contrato que visa o aperfeiçoamento tecnológico e a exploração comercial do kit (Elisa)¸ sigla em inglês para ensaio de imunoadsorção enzimática, para detecção da tuberculose bovina. As duas instituições trabalham juntas, cada uma dentro de sua expertise, desde 2015, na padronização do teste Elisa para disponibilização no mercado.



A empresa de pesquisa brasileira detém a tecnologia de um teste sorológico Elisa baseado em um antígeno quimérico para imunodiagnóstico da tuberculose causada por Mycobacterium bovis, obtido após tentativas iniciadas em 2009, como relatou o imunologista da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) Flábio Ribeiro de Araújo. A Ellie, por sua vez, possui capacidade técnica e infraestrutura adequadas para absorver o conhecimento gerado pelos pesquisadores brasileiros e comercializar os testes, além de produzi-los.



O contrato está elaborado em duas etapas. A primeira relacionada aos processos de aperfeiçoamento, testes industriais e a campo; e a segunda, à produção, propriamente dita, e comercialização do produto, dentro de um plano de negócios.



“Os resultados preliminares da avaliação do teste mostraram-se bastante promissores para o diagnóstico sorológico da tuberculose bovina”, afirma Araújo. O kit em desenvolvimento fornece informações adicionais aos métodos tradicionais de detecção da doença e, segundo o médico-veterinário, em estágios avançados da doença a ferramenta complementará o teste intradérmico, autorizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).



A tuberculose é uma enfermidade de evolução crônica causada pela bactéria M. bovis e acomete bovinos, caprinos, ovinos, suínos, animais silvestres e também humanos, o que a caracteriza como uma zoonose. Um dos maiores problemas no meio rural é a permanência de animais infectados no rebanho transmitindo a doença aos sadios. O novo kit fornecerá informações adicionais, aumentando a cobertura do diagnóstico.



Outras linhas de pesquisa - O veterinário Flábio Araújo trabalha ao lado de outros pesquisadores brasileiros e do Reino Unido na identificação de características do genoma de M. bovis em isolados do Estado do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul, que possibilitem verificar se há semelhanças entre as mesmas em regiões próximas e as possibilidades de correlações ao trânsito de animais. Eles também estudam a participação de animais silvestres na transmissão da tuberculose bovina.



Nesse trabalho, o atual coordenador do portfólio de sanidade animal da Embrapa tem o reforço da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade de Glasgow (Escócia), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro-RS), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi-RS) e Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro-MS). O projeto já dispõe de um banco de amostras cujos genomas estão em sequenciamento. A expectativa é dar apoio ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal do Ministério.





Parte da equipe ainda analisou genomas de M. bovis do Brasil, Argentina e Estados Unidos, e comparou os dados com isolados de diferentes partes do mundo, buscando estabelecer relações filogenéticas entre isolados em escala global. Nessa iniciativa há a parceria da USP, UFMS, Mapa, Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Argentina), Instituto Biológico de São Paulo, Agricultural Research Service (ARS/USDA/EUA) e Biocomplexity Institute of Virginia Tech (Estados Unidos).

Redação e foto: Dalízia Aguiar (MTb 28/03/14/MS), jornalista Embrapa

Núcleo de Comunicação Organizacional - NCO
Embrapa Gado de Corte
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Campo Grande/MS

Telefone: +55 67 3368-2142 / 2144 / 2203



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EMBRAPA: Técnicas em pecuária de cria aprimoram a produção do novilho precoce



Foto: Ériklis Nogueira





Inseminação artificial e estratégias de suplementação diferenciada em bezerros elevaram a prenhez e produziram animais de alto potencial na região do Pantanal em Mato Grosso do Sul. Com o uso dessas técnicas, nasceram bezerros que foram desmamados precocemente, aos 110 dias, e registraram 250 kg aos oito meses de idade, diz o pesquisador Ériklis Nogueira da Embrapa Pantanal. Em condições semelhantes, mas sem essas técnicas, um bezerro cruzado costuma ter cerca de 50 quilos a menos.

Os animais foram obtidos por meio de estratégias produtivas e reprodutivas elaboradas por meio do projeto + Cria, coordenado pela unidade pantaneira de pesquisa da Embrapa dentro do arranjo + Precoce, liderado pela Embrapa Gado de Corte. Os estudos investigam alternativas para aprimorar a produção do novilho precoce desde os primeiros estágios.

“Os objetivos principais do + Cria são aumentar o número de bezerros e sua qualidade”, informa Nogueira. Para isso, a equipe considerou estratégias reprodutivas e de manejo nutricional e sanitário como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IAFT), Transferência de Embriões em Tempo Fixo (TETF), escolha de genética e estratégias de suplementação dos bezerros. Na IATF, os cios das fêmeas são programados e sincronizados para aumentar a eficiência reprodutiva e, na TETF, o embrião é produzido em laboratório e transferido para as receptoras. “Hoje, estamos conseguindo apresentar alternativas reais de aumento de produção e de qualidade dos animais”, afirma o especialista.

IATF + Cio

Até o momento, cerca de 5.000 vacas foram avaliadas no Pantanal e Planalto de MS; mais de 2.500 foram inseminadas por meio do projeto e os bezerros já nasceram, diz Nogueira. Com o apoio de técnicas como a IATF + Cio, que usa bastões marcadores para determinar o grau do cio das fêmeas e aumentar as chances de prenhez na inseminação, as taxas de prenhez subiram em torno de 20%, de acordo com o pesquisador, afirmando que a técnica é simples, aplicada no momento da inseminação. “Nós observamos que, na IATF, as vacas que apresentam cio têm mais chances de chegar à prenhez. Para identificá-las, fazemos uma avaliação com a tinta dos bastões”, conta.

Nogueira descreve o processo dizendo que ele começa com a aplicação da tinta logo acima do início do rabo dos animais, na região sacrocaudal, após a retirada do implante (um dispositivo intravaginal de liberação de progesterona usado na IATF). Cerca de dois dias depois, no momento da inseminação, os animais são avaliados: as vacas de cio fraco mantêm a marcação de tinta bastante visível em função do pequeno volume de montas. Baixa remoção de tinta é um indicativo de cio médio. Nas vacas de cio forte, a tinta desaparece devido ao maior volume de montas. Essas três situações são classificadas com os scores 1, 2 e 3, respectivamente.

“Geralmente, as vacas com score 1 e 2 recebem uma aplicação do hormônio GnRH – um hormônio liberador de gonadotrofinas, que estimulam o funcionamento dos ovários das vacas.” Para Nogueira, o IATF + Cio é uma forma prática de aumentar as taxas de prenhez, já que não exige grandes alterações no manejo dos animais. “A fase de cria é o primeiro passo, importantíssimo, para definir as etapas da produção eficiente. É muito mais fácil atingir as metas de produção do novilho precoce com uma boa matéria-prima, um bezerro de qualidade com bom material genético”, diz.

Progesterona em blocos

Outra alternativa para melhorar as taxas de prenhez ou a precocidade das fêmeas, fazendo com que ovulem mais cedo, é o uso de progesterona oral fornecida no suplemento dos animais, conta o pesquisador. “Esses hormônios têm um efeito reprodutivo e devem ser fornecidos por meio de ração ou sal mineral. Associamos a progesterona com uma forma de suplementação em blocos, que tem melhor estabilidade, menores perdas com chuvas e menor necessidade de fornecimento – o que é uma vantagem para propriedades de pecuária extensiva, como as do Pantanal.”

De acordo com Nogueira, o produto consiste em um bloco de sal proteinado composto por milho, farelo de soja, sal mineral e outras substâncias misturadas com a progesterona de forma homogênea. O estudo avaliou o fornecimento desses blocos a cerca de 1.500 vacas em propriedades localizadas em três cidades de Mato Grosso do Sul. A estimativa é que cada um desses blocos possa ser consumido por até 30 animais.

Os produtos podem ser fornecidos por seis dias aos animais após a inseminação artificial ou depois da transferência de embriões para aumentar as chances de prenhez. O pesquisador afirma que, nesse caso, foi possível registrar um aumento de até 8% nas taxas de prenhez. Ele diz que também é possível usar os blocos para antecipar o cio de novilhas virgens: fornecendo os produtos por 13 dias, a quantidade de novilhas prenhas no início da estação de monta passou de 57% para até 75%. A porcentagem de cio foi de 23% para até 59% em dez dias.

Opções para beneficiar a reprodução

Além do IATF + Cio e do uso da progesterona em blocos, os pesquisadores envolvidos com o projeto + Cria investigam atualmente outras técnicas para aumentar a eficiência reprodutiva dos rebanhos: a otimização da relação touro-vaca pós IATF, aumentando o número de vacas cobertas pelos touros, a aplicação de vacinas contra doenças reprodutivas (visando a diminuir também a perda de bezerros) e a avaliação de sêmen, buscando identificar parâmetros relacionados à fertilidade – dessa forma, é possível que o produtor tenha uma estimativa do resultado que irá obter se usar determinadas partidas de sêmen.

Há também protocolos nutricionais, que envolvem a desmama precoce e a suplementação dos bezerros com níveis diferenciados, de forma a melhorar seu peso. Ainda de acordo com Nogueira, os animais produzidos por meio do + Cria são destinados a outro projeto dentro do mesmo arranjo, o + Engorda. Na iniciativa, a intenção é melhorar o acabamento, o tempo de terminação dos animais e produzir, assim, o novilho precoce.



+ Precoce

O pesquisador Rodrigo Gomes, da Embrapa Gado de Corte, coordena o arranjo + Precoce, que engloba todos esses projetos. Executado desde 2014 pelos pesquisadores das duas unidades, a iniciativa tem como instituições parceiras a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO) e a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Novilho Precoce (ASPNP).

A iniciativa busca alinhar-se aos problemas enfrentados pela cadeia do novilho precoce e para isso atua com quatro grandes estudos: a produção de bezerros de qualidade por meio de sistemas melhorados de cria e otimização de biotécnicas reprodutivas; a melhoria da eficiência da recria e engorda e do acabamento de carcaça com o uso de genética superior; a transferência de tecnologia efetiva para todos os segmentos da cadeia produtiva; e o suporte a iniciativas públicas e privadas de valorização ao novilho precoce, como o Programa Precoce MS.

Para Gomes, “tanto as parcerias quanto as frentes de pesquisa colaboram na obtenção de resultados de maior relevância e que realmente impactarão na cadeia produtiva da carne bovina, seja no bioma Pantanal, seja no Cerrado. São ações passíveis de aprimorar a eficiência produtiva, a qualidade da carcaça e a sustentabilidade”. Ele ressalta ainda que o arranjo estimula a adesão e a adequação, por parte dos produtores, a programas de bonificação pela produção do novilho precoce. Alguns exemplos são os protocolos de produção sustentável e orgânica disponíveis às propriedades pantaneiras e o Programa “Precoce MS”, com incentivos fiscais aos pecuaristas que atendam a determinadas exigências, como métodos produtivos.

No próximo ano, a equipe pretende disponibilizar uma plataforma web que reunirá as informações de vários sistemas de produção do novilho precoce, permitindo ao usuário simular qual será o retorno econômico desses sistemas em sua própria realidade. Gomes explica que a preocupação em facilitar a adoção de tais sistemas – melhorados pelos produtores – inclui análises de aspectos relacionados à área financeira “para que produtores e técnicos tenham segurança e clareza quanto ao impacto econômico. A Plataforma terá alguns sistemas melhorados já para consulta e atualizações anuais a partir de novos sistemas de produção.”



Precoce MS
O programa estadual “Precoce MS” é um caso positivo de incentivo ao alinhamento entre produção e tecnologias para a obtenção de melhores resultados em eficiência, qualidade e sustentabilidade. Após sua recente reformulação, feita com a participação de pesquisadores do arranjo + Precoce, por exemplo, há bonificação para animais produzidos a partir de sistemas com integração lavoura-pecuária (ILP), confinamento e semiconfinamento. “São tecnologias que levam à diminuição na emissão de gases de efeito estufa (GEE), alinhando-se à sustentabilidade. Além disso, pela melhoria nas condições nutricionais, há melhoras no acabamento de carcaça e isso ajuda a produção de uma carne com melhor qualidade e, consequentemente, maiores bonificações”, explica o zooctenista. Saiba como o programa funciona:






Nicoli Dichoff (MTb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 
Telefone: (67) 3234-5879


Dalízia Aguiar (MTb 28/03/14/MS) 
Embrapa Gado de Corte 
Telefone: (67) 3368-2144





Nicoli Dichoff, jornalista
Supervisora do Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

Telefone: +55 (67) 3234-5879 | Fax: +55 (67) 3234-5815

EMBRAPA: Simpósio Repronutri acorrerá no final do mês



Foto: Divulgação
Divulgação - As inscrições para o Simpósio ainda estão abertas
As inscrições para o Simpósio ainda estão abertas
Está chegando o REPRONUTRI!!! O Simpósio será realizado de 31 de agosto a 1º de setembro, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande/MS, e as inscrições já estão abertas e vão até o dia 30 de agosto, podem ser feitas pelo site www.repronutri.com.br, onde o público encontrará também mais informações sobre palestras e outros detalhes do evento.
O Grupo REPRONUTRI discute os sistemas de produção pecuária aliando campo e ciência de modo a despertar visão crítica e construtiva aos modelos vigentes e o futuro desenvolvimento da pesquisa aplicada nascida da vivência dos participantes, contribuindo para o desenvolvimento da pecuária nacional.
Segundo Juliana Corrêa Borges Silva, pesquisadora da Embrapa Pantanal e também coordenadora do evento, o Simpósio que tem como objetivo trazer informações para produtores e técnicos sobre o que há de mais novo em pesquisas de reprodução, produção, nutrição e genética animal no país, está na sua terceira edição e este ano com grande diferencial. “O evento já se consolidou com o público (produtor, profissional do campo, pesquisadores/professores e alunos) e com os patrocinadores. Cada edição sai maior e melhor que a anterior. Prova disso é o aumento na capacidade de inscritos que saiu de 350 para 1200 e o número de patrocinadores de 15 para 21. Grandes empresas nos apoiando e investindo na pesquisa voltada para o setor pecuário. Isso demostra que estamos no caminho certo, porque junto com essas empresas, temos também o patrocínio de duas grandes agropecuárias!”
Juliana explica que durante o Simpósio o “Grupo Repronutri” - formado por representantes de instituições de pesquisa do Estado, Universidades e produtores-  abre espaço não apenas para a apresentação de tecnologias em pesquisas, mas também para os profissionais vinculados a propriedades rurais e empresas mostrarem dados e avanços locais. “Além de buscar uma interação entre pesquisa, público de produtores e técnicos de empresas, abrimos espaço para debates que enriquecem o evento com troca de experiência”, conta.
Apresentações como a da pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Alessandra Corallo Nicacio, que vai tratar sobre o uso da IATF para encurtar a estação de monta; bem como do professor da UFMS, Luis Carlos Itavo, que falará sobre suplementação para aumento de produtividade em gado de corte e leite, e apresentação sobre o cenário atual e perspectivas da pecuária no MS e Brasil, por Eduardo Riedel, secretário de gestão do MS; além do tema, A essência da produção de carne de alta qualidade por Antônio Ricardo Sechis - Beef Passion, e Sistema Leitíssimo, por Juliano Alves de Almeida, entre outros, são apenas alguns dos destaques incluídos na programação mostrando a diversidade de assuntos.
O “3º Simpósio Repronutri - Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo” é uma realização do Grupo Repronutri, juntamente com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP).

Confira a Programação Completa:
31/08/2017 Quinta-feira
08h – 09h - Entrega de material e Abertura
09h10 - “Cenário atual e perspectivas da pecuária no MS e Brasil”, por Eduardo Riedel - SEGOV-MS.
10h - “Transferência Intrafolicular de Oócitos Imaturos (TIFOI) e novos avanços em Biotecnologia da Reprodução”, por Margot Nunes Alves Dode – Embrapa CENARGEN/Brasília – DF.
11h - Espaço Colaboradores
11h20 -  Almoço
13h30 - “Uso de IATF para encurtar a estação de monta”, por Alessandra Corallo Nicacio – Embrapa CNPGC/Campo Grande – MS.
14h20 - “Avanços da IATF em gado de corte”, por José Luiz Moraes Vasconcelos – Unesp/Botucatu – SP.
15h10 - Visitação aos Stands
15h30 - Ressinc 14 e uso da ultrassonografia doppler em programas reprodutivos, por Guilherme Pugliesi – USP/Pirassununga – SP.
16h20 - Dados locais de campo: “Sistema de produção da Fazenda Seriema”, por Rodrigo Zacharias – Miranda/MS.
Produção de leite a pasto – “Sistema Leitíssimo”, por Juliano Alves de Almeida – Fazenda Leite Verde - Jaborandi/BA.
17h20 - Mesa redonda

01/09/2017 Sexta-feira
08h - “Diagnóstico de propriedades e fatores de riscos sanitários”, por Heitor Romero Marques Junior - UCDB/Campo Grande – MS.
08h50 - “Bem-Estar Animal: implicações práticas na produção e reprodução de bovinos”, por Matheus Paranhos da Costa – UNESP/Jaboticabal – SP.
09h40 -  Visitação aos Stands
10h - “Suplementação para aumento de produtividade em gado de corte e leite”, por Luis Carlos Itavo – UFMS/Campo Grande – MS.
10h50 -  Mesa redonda
11h20 -  Almoço
13h30 - “Ferramentas de melhoramento genético aplicadas à bovinocultura moderna”, por Fernando Flores Cardoso – EMBRAPA CPPSUL/Bagé – RS.
14h20 - “Tópicos especiais sobre qualidade de carne bovina”, por Pedro Eduardo de Felício – UNICAMP/Campinas – SP.
15h10 - Visitação aos Stands
15h40 - Dados locais de campo “A essência da produção de carne de alta qualidade”, por Antônio Ricardo Sechis - Beef Passion.
Dados de abates e produção da Associação do Novilho Precoce do Mato Grosso do Sul, por Klauss Machareth - Novilho Precoce - MS.
16h40 - Espaço Colaboradores.
17h30 - Mesa redonda.
18h – Encerramento.

Raquel Brunelli d´Avila (MTB/MS 113)
Embrapa Pantanal
pantanal.imprensa@embrapa.br 
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

sexta-feira, agosto 04, 2017

Embrapa traça perfil produtivo da região pantaneira




Estudos investigam características econômicas e ambientais do Pantanal







A grande diversidade ambiental do bioma pantaneiro permitiu que a região passasse por diversos ciclos econômicos em sua história. Durante palestras, reuniões e visitas realizadas no estado de Mato Grosso em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de Mato Grosso (SENAR/MT), representantes da Embrapa Pantanal discutiram as características ambientais e econômicas do bioma com estudantes, técnicos e produtores rurais.

Localizado no centro-oeste, o Pantanal tem cerca de 140 mil km² em sua porção brasileira e 200 mil km ² de extensão total, segundo o pesquisador José Comastri Filho, da Embrapa Pantanal. Ele é dividido em 11 sub-regiões presentes em sete municípios de MT e 16 cidades do MS. Atualmente, sua produção agropecuária conta com a produção agrícola de subsistência na planície pantaneira, agricultura familiar e commodities do agronegócio na parte alta do bioma. A produção pesqueira chega a 2,5 mil toneladas de peixes anualmente. Já a bovina produz cerca de 3,9 milhões de cabeças na planície, com quase um milhão de bezerros e 234 mil bovinos adultos de descarte por ano.

Economia e história

“O ciclo econômico do ouro foi o primeiro na região. Depois, veio o da cana-de-açúcar, seguido pelo das charqueadas quando a produção de cana deixou de ser atrativa (em função do alto custo e da concorrência com a produção de açúcar de beterraba em países da Europa). A transformação das usinas em grandes fazendas iniciou o ciclo das charqueadas, aproveitando a grande quantidade de gado na região, e depois disso entramos no ciclo da pecuária, que remonta ao século 18 e continua até hoje”, conta o pesquisador.

Para Comastri, a venda de boi magro trouxe um grande potencial econômico ao Pantanal no passado. Os animais eram comercializados para recria e engorda nas pastagens do noroeste paulista e do triângulo mineiro. Hoje, os pecuaristas apostam na produção de bezerros e bezerras de qualidade, afirma, para atender às demandas do novo ciclo – investindo em melhores índices zootécnicos e na diversificação da atividade com o apoio de tecnologias desenvolvidas por instituições como a Embrapa. “Melhoramos a relação touro-vaca, que passou de um touro para dez vacas e chegou a um touro para até 30 vacas, dependendo da qualidade da pastagem, por exemplo”.

Profissionalização da pecuária

Técnicas como o uso da Inseminação artificial em tempo fixo – IATF (que programa a inseminação de vários animais em um mesmo período para otimizar o trabalho) tiveram grande impacto, segundo o pesquisador, no aumento das taxas de natalidade registradas pela Embrapa na região: os índices de vacas prenhas foram de 50% - 55% a 65% - 70%. O objetivo é elevar essas taxas a até 90%. “O uso da IATF tem vários adeptos. A tecnologia busca produzir animais de qualidade com a melhora dos índices de natalidade, favorecendo a vida útil dessas vacas”.

Comastri cita, ainda, outros recursos elaborados recomendados pela instituição que podem beneficiar a produção pecuária local, como a desmama precoce, o uso de genética melhorada e o fornecimento de pastagens – nativas ou cultivadas, dependendo de cada propriedade – de qualidade aos rebanhos. O suporte alimentar, de acordo com o pesquisador, é fundamental para permitir a expressão de uma boa genética no campo e as boas práticas de manejo são um fator importante, neste caso: evitar o desmatamento indiscriminado e ajustar a taxa de lotação das pastagens podem fazer toda a diferença na boa nutrição dos animais. “No geral, o Pantanal é um bioma que tem um índice de produtividade muito bom, muito alto”, finaliza.





Nicoli Dichoff (Mtb 3252/SC) 
Embrapa Pantanal 



Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Corumbá/ MS

CNC - Balanço Semanal de 31/07 a 04/08/2017



BALANÇO SEMANAL — 31/07 a 04/08/2017

MP 793 permite renegociação de passivos do Funrural e reduz alíquota de contribuição ao Fundo

FUNRURAL O Diário Oficial da União (DOU) publicou, na terça-feira, 1º de agosto, a Medida Provisória nº 793, que permite a renegociação dos passivos com o Fundo de Amparo ao Trabalhador Rural (Funrural) e reduz a alíquota da contribuição de 2,3% para 1,5% a partir de 1º de janeiro de 2018.

A MP 793 cria o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), através do qual é possível a renegociação dos débitos de produtores rurais e adquirentes da sua produção junto à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional até 30 de abril.

Pelo conteúdo da Medida, o prazo para a adesão dos interessados ao PRR é até 29 de setembro de 2017 — aderir ao Programa implica na confissão da dívida e na desistência de qualquer recurso administrativo ou judicial contra a cobrança do Funrural — e as condições para liquidação dos débitos envolvem:
(i) entrada de 4% da dívida consolidada, sem descontos de juros e multas, em 4 parcelas (setembro a dezembro/2017);
(ii) parcelamento em 176 parcelas mensais do restante da dívida consolidada, a partir de janeiro de 2018, com descontos de 25% das multas e encargos legais e de 100% nos juros de mora. O valor das parcelas será equivalente a 0,8% da média mensal da receita bruta proveniente da comercialização da produção rural do ano civil imediatamente anterior ao do vencimento; e
(iii) para os produtores rurais, se houver resíduo da dívida após os 176 meses, esse restante poderá ser dividido, sem reduções, em 60 parcelas mensais.

Também de acordo com o texto da MP 793, caso o produtor que optar pela adesão ao PRR deixe de produzir ou não tenha receita bruta em um prazo superior a um ano, o valor da prestação mensal será corrigido, somando-se o saldo da dívida pela quantidade de meses que restam para completar os 176 meses.

— Redução da contribuição para adimplentes
A MP 793 também reduziu, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2018, a alíquota do Funrural de 2,1% para 1,3% sobre a receita bruta de comercialização. Assim, a contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recuou a 1,2%, contra os 2% anteriores. Por outro lado, foi mantida a contribuição de 0,1% para Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) — paga pelo empregador para cobrir custos da Previdência com acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. É válido salientar, ainda, que além do Funrural, existe a taxa de 0,2% para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) a ser recolhida.


O CNC recorda que, para os que se enquadram em cenário de inadimplência, a alíquota também será de 1,5%, entretanto, como o valor das parcelas será equivalente a 0,8% da média mensal da receita bruta proveniente da comercialização da produção rural do ano civil anterior ao do vencimento, o cômputo desses percentuais continuará equivalendo aos atuais 2,3 pontos percentuais.

— Próximos passos (PRS 13/2017)
As discussões a respeito da matéria ainda permanecem e há a possibilidade de alterações no teor da MP 793. Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Resolução do Senado nº 13, de 2017 (PRS 13/2017), que dispõe sobre o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural. O CNC permanecerá monitorando e participando dos debates e trará atualizações caso elas ocorram.

CONSELHO DO AGRO

Na quinta-feira, 3 de agosto, o presidente executivo, deputado Silas Brasileiro, e a assessora técnica do CNC, Silvia Pizzol, participaram da 8ª reunião do Conselho das Entidades do Setor Agropecuário (Conselho do Agro), a qual, entre outros assuntos, debateu "Geopolítica e o Agronegócio" e "Uso e ocupação de solo no Brasil".

— Geopolítica e o Agronegócio: o diretor da Secretaria de Planejamento Diplomático do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Braz Baracuhy, expôs sobre a tendência geopolítica internacional e sua influência no ambiente de negócios do agro. Segundo ele, embora os Estados Unidos ainda sejam a maior potência econômica global, a China vem acumulando muito poder, o que tem criado um ambiente competitivo entre esses dois países.

No Governo Obama, a estratégia norte-americana para minar o crescente poder chinês na região Ásia-Pacífico foi a construção do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP). No entanto, o atual presidente Donald Trump acabou com as chances de prosperidade ao retirar os EUA e vem buscando estratégias para desacelerar o crescimento da influência chinesa, havendo possibilidade de uma guerra comercial.

Baracuhy revelou que a China respondeu às tentativas dos EUA de minar seu poder regional com o projeto "Nova Rota da Seda", que envolverá investimentos na ordem de US$ 70 bilhões em infraestrutura de transportes e telecomunicações, conectando países da Ásia Central, Golfo Pérsico e África até a Europa, um processo de interiorização e urbanização no qual há potencial de ganhos para o agronegócio brasileiro.

Ainda conforme o diplomata, a onda de direita está se rescindindo na Europa, embora sentimentos xenófobos permaneçam. Com o Brexit, o peso da Alemanha, importante parceiro comercial do Brasil, tende a aumentar no continente, o que poderá favorecer o avanço das negociações do Acordo União Europeia-Mercosul. A expectativa do Itamaraty é que essas negociações sejam concluídas até dezembro, na 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que ocorrerá em Buenos Aires, na Argentina.

Braz Baracuhy concluiu apontando que, de maneira geral, há um menor clima de prosperidade mundial, uma vez que as taxas de crescimento do comércio global têm sido inferiores ao crescimento do PIB. Esse fato gera maior ambiente de disputa territorial entre países e impactos nas instituições internacionais, como a OMC, onde está cada vez mais difícil "multilateralizar" acordos, principalmente porque a Organização discute temas como redução dos subsídios agrícolas, que são muito complexos para alcançar consenso neste momento de rearranjo da geopolítica internacional.

— Uso e ocupação de solo: em sua explanação, o Chefe-Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, expôs que o Brasil preserva três vezes mais sua área ambiental do que as outras nações do mundo. Além disso, evidenciou que os brasileiros protegem suas florestas, com elevada biodiversidade, ao passo que a maioria dos demais países possui desertos em suas áreas de preservação.

O pesquisador destacou, também, que, sozinhos, os produtores brasileiros preservam 20,5% do território nacional dentro de suas propriedades. Por isso, julga importante que o Governo Federal conceda maior prazo para que possam aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), até porque as estatísticas do setor evidenciam que os empresários rurais, na totalidade do território do País – respeitando os percentuais estipulados para cada Estado –, protegem área superior àquela determinada pela legislação.

É ciência, dentro desse cenário, que há produtores que preservam mais que outros, por isso Miranda julga necessária a criação de "bolsas de compensação" para possibilitar que alguns agricultores possam adquirir as cotas excedentes de outras propriedades e não tenham que investir ainda mais para preservar a área conservada, que já está em um índice superior ao estipulado pela Lei.

NOVAS OPÇÕES DE DEFENSIVOS — Desde o mês passado, quando tivemos conhecimento da ampliação do envolvimento da FMC Agricultural Solutions na fabricação de insumos para a cadeia produtiva do café, o CNC manifestou sua satisfação junto à empresa e colocou-se à disposição para a discussão de projetos que venham ao encontro das necessidades da produção brasileira.

Entendemos como importante a adesão de novas indústrias nesse setor, haja vista que essa iniciativa permite a fabricação de novos insumos e defensivos para a cafeicultura nacional, potencializando a produtividade das lavouras e o combate a pragas e doenças, além de fomentar a concorrência comercial no mercado, fazendo com que os produtos possuam preços mais acessíveis aos produtores.

MERCADO — Os futuros do café acumularam discreta valorização nesta semana. Na ICE Futures US, a cobertura de posições vendidas dos fundos e o movimento de desvalorização da moeda norte-americana auxiliaram a sustentação das cotações.

Seguindo a tendência externa, no Brasil o dólar comercial foi cotado a R$ 3,1136, com queda de 0,7% em relação ao fechamento da semana anterior. Investidores seguem atentos ao cenário político e à capacidade do Governo de aprovar as reformas necessárias à consolidação da retomada do crescimento econômico.

Na ICE Futures US, o vencimento setembro do Contrato C foi cotado, ontem, a US$ 1,4020 por libra-peso, registrando alta de 235 pontos em relação ao fechamento da semana passada. O vencimento setembro do contrato futuro do robusta, negociado na ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 2.144 por tonelada, acumulando valorização de US$ 15 na comparação com a última sexta-feira.

O clima segue favorável à colheita, que se aproxima da reta final. De acordo com a Somar Meteorologia, a frente fria que avança para a costa da Região Sudeste não deverá causar precipitações nas regiões cafeeiras e também não há potencial para geadas.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informou que, com o encerramento da colheita do café conilon no Espírito Santo, produtores estão atentos ao potencial da próxima safra, cuja primeira florada ocorrerá neste mês. Em algumas regiões da Bahia e de Rondônia, as primeiras flores já começaram a abrir, mas floradas mais significativas somente serão observadas a partir da segunda quinzena de agosto.

Em relação à variedade arábica, a instituição destacou que há expectativas de que a quebra da safra 2017/18 possa ser maior que a esperada. Diante desse cenário, produtores seguem retraídos e a comercialização continua lenta. Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 468,48/saca e a R$ 416,72/saca, respectivamente, com alta de 1% e 0,3% em relação ao fechamento da semana anterior.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
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