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quarta-feira, dezembro 03, 2014

LUCIANO AYAN: O cinismo de Jandira Feghali. Ou: como socialistas bárbaros fazem simulação de falso entendimento para destruir opositores.







Se no post anterior, eu mostrei o crime de calúnia e difamação praticado pela deputada governista Jandira Feghali, aqui falarei de um outro crime, este moral, que é o da simulação de falso entendimento.

O vídeo abaixo serve para desmascarar Jandira:





Em síntese, o que ocorreu?

Ciente de que os manifestantes gritaram “vai pra Cuba”, ela simulou entender “vagabunda” e fez o draminha de que falei neste post, publicado há 2 horas atrás.

Este é o poder de Jandira, que muitos de seus adversários ainda não descobriram. A altíssima capacidade de fingimento e dissimulação, que lhe dá um poder devastador na Câmara. Foi assim que ela fingiu que Rachel Sheherazade teria praticado “crime de incitação ao ódio”, quando isso jamais aconteceu, apenas para criar um caso político para censurá-la no SBT.

É preciso que algum deputado de oposição a desmascare no Plenário, nos termos adequados, demonstrando o nível de cinismo, fingimento, dissimulação de Jandira, sob o risco de vê-la definir os rumos do que quiser por pura encenação sempre impune.

A violência imperdoável dos seguranças do Senado contra os manifestantes foi causada por um show de fingimento de Jandira. Até quando ela poderá fazer barbáries assim impunemente?


LUCIANO AYAN: O estupro da democracia em quatro atos





O dia 2 de dezembro ficará marcado como um dos mais vergonhosos da história de nossa república, hoje tão maltratada por um partido cada dia mais faceiro ao mostrar o resultado de seu aprendizado com escórias morais como Hugo Chavez e Fidel Castro nas reuniões do Foro de São Paulo.

Ontem, seria votada a Lei do Calote, uma picaretagem inacreditável visando permitir o não cumprimento das obrigações governamentais, impostas pela lei orçamentária. Em suma, Dilma quebrou o Brasil e agora tenta arrumar uma forma de não ser responsabilizada por isso através de maquiagem para transformar déficit em superávit.

Isso motivou manifestantes de várias frentes republicanas a irem para o Congresso protestar. Aí começou uma sequência de aberrações que violaram a democracia. Se o dano é irreparável, a ponto dos brasileiros deixarem de acreditar no processo democrático, não sei. Isso vai depender de nossa motivação em somente aceitar a luta pelo processo democrático, como ontem os republicanos fizeram. Já o governo entrou em campo para estuprar a democracia.

Ato 1:

A votação estava marcada para começar as 18:00 horas. Nesse momento apenas 10 manifestantes ocupavam as galerias. O motivo é que os governistas não usaram as suas “reservas de lugares” e se recusavam a cedê-las para os manifestantes. Em outras palavras, a casa do povo impedia o povo de entrar. Deputados como Esperidião Amim, do PP, cederam as reservas de seus partidos e mais manifestantes conseguiram participar. Desnecessário dizer que o PT não cedeu suas reservas, fazendo com que muitos assentos ficassem vazios.

O problema é que os governistas enrolaram o máximo que puderam, forçando os manifestantes aguardarem mais de 1 hora de meia para poderem entrar, o que acirrou os ânimos.

Ato 2:

A senadora Vanessa Graziottin (PCdoB), da linha auxiliar do governo, foi ao Plenário fazer um discurso extremamente provocativo, misturando sarcasmo e cinismo. Justamente em um dia onde Dilma estava querendo aprovar uma lei para dar um calote desonesto nas contas públicas, por causa de irresponsabilidade extrema, Vanessa subiu ao plenário para dizer que a presidente era “responsável” e “lutava por empregos”.

Obviamente, se tratava de uma provocação hipócrita, com o intuito de ofender todos os republicanos. Como resultado, alguns dos manifestantes gritavam “vai pra Cuba”.

Ato 3:

Especialista em táticas de fingimento, sempre com um cinismo digno dos mais frios psicopatas, a deputada Jandira Feghali, do PCdoB, subiu imediatamente ao Plenário e usou o jogo da simulação de falso entendimento, fingindo estar ofendida e dizendo que os manifestantes disseram a expressão “vagabunda”.

Abusando de sua imunidade parlamentar, Jandira ainda disse que os manifestantes eram “pagos” pela oposição, sem apresentar qualquer prova nesse sentido. Depois de todos esses truques e artimanhas, Jandira exigiu que a Polícia do Senado retirasse os manifestantes.

Ato 4:

Aqui não sabemos se o presidente do Congresso, Renan Calheiros, do PMDB, resolveu queimar sua imagem intencionalmente, ou se caiu no jogo de Jandira Feghali. Vamos apostar na segunda opção.

Sendo assim, a encenação de Jandira deu resultado, e a Polícia do Senado foi lançada feito uma horda de sádicos enlouquecidos sobre manifestantes desarmados. O show de violência foi descomunal, incluindo o uso de armas de choque (que chegaram a fazer uma vítima desmaiar) e uma gravata em uma senhora de 79 anos.

Todo esse horror serviu para desmascarar de forma definitiva o conceito de “participação popular” do PT. Para partidos bolivarianos como esse e suas linhas auxiliares PCdoB e PSOL, a participação popular é desprezada. É por isso que eles jamais falarão nada das incontáveis vítimas de violência dos governos de Cuba e Venezuela.

O Decreto 8243 na verdade é a simulação de “participação popular”, através de coletivos não-eleitos como MST, UNE e CUT, todos mancomunados com o governo petista. É basicamente o lema “todo poder aos sovietes”. Tendo garantido um espaço para estes coletivos não-eleitos, governos totalitários dizem “que o povo está participando”. Mas o povo, para eles, é limitado aos coletivos não-eleitos, que cada vez mais receberão verba estatal para devolver apoio. Sempre foi assim em todos os regimes legitimamente socialistas. Quanto ao povo de verdade? Ontem o governo mostrou como trata a verdadeira participação popular.

Difícil imaginar um momento melhor que esse para exigir do Senado a derrubada definitiva do Decreto 8243.

BLOG DO CORONEL: "Essa é a casa da democracia", protesta Aécio contra a tentativa de deixar o povo fora das galerias na votação do PLN 36.



O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), defendeu nesta terça-feira (2) os brasileiros que foram ao Congresso protestar contra o PLN 36, projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e livra a presidente Dilma Rousseff de cumprir a meta fiscal de 2014.


Após uma tumultuada sessão, que acabou com o manifestantes retirados à força por ordem do presidente Renan Calheiros, Aécio afirmou que a base da presidente Dilma cometeu um grave equívoco ao impedir o acesso do público às galerias da Câmara.


“Esta é a casa do povo. E o PT tem que aprender a conviver novamente com o povo nas galerias. A população brasileira acordou. A verdade é que existe um Brasil diferente, que hoje o PT e seus aliados ainda não perceberam”, afirmou Aécio Neves.


Para Aécio, o erro começou com a tentativa da base governista de votar o projeto longe dos olhos da população. “As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. Elas querem saber e algumas querem vir aqui no Congresso Nacional. Vamos fechar as galerias para atender a uma base que quer votar escondido uma proposta desta gravidade com estas consequências para o país? Não, esta é a casa da democracia”, ressaltou.


Logo no início da sessão, o presidente nacional do PSDB protestou contra a medida, sugerindo que as senhas distribuídas e não usadas por partidos da base do governo fossem disponibilizadas para o público que ficou do lado de fora.


“Eu presidi essa Casa durante dois anos. Quando havia isso, os partidos que pegavam as senhas e não as distribuíam, nós liberávamos a galeria para aqueles que quisessem participar das sessões. Infelizmente, o ato truculento da Mesa do Congresso Nacional acabou prejudicando o próprio governo”, lamentou.


Chantagem
Aécio também criticou o decreto da presidente Dilma que vincula a liberação de R$ 444 milhões em emendas parlamentares à aprovação do PLN 36. “É como se a presidente tivesse colocado um cifrão na testa de cada parlamentar dizendo “vocês valem R$ 700 mil reais cada um”. Isso não engrandece o parlamento”, disse.

BLOG DO CORONEL: O povo e a Oposição unidos impediram que fraude fiscal de Dilma fosse aprovada pelo PT, PMDB e base alugada. Luta continua.


O governo fracassou nesta terça-feira na sua quarta tentativa de votar a proposta que permite o descumprimento da meta fiscal de 2014. Um clima de guerra se instalou na sessão do Congresso, com brigas e xingamentos entre manifestantes, parlamentares e seguranças nas galerias da Casa, o que levou o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) a suspender os trabalhos.


Após dias de rebeldia entre os aliados, os principais partidos da base entraram em acordo para ajudar o Palácio do Planalto a aprovar a medida. Porém, a oposição, com ajuda de um grupo que acompanhava a sessão nas galerias da Câmara e gritava palavras de ordem contra parlamentares da base, conseguiu impedir a análise do projeto.


Após mais de uma hora de confusão, Renan interrompeu os trabalhos e remarcou a sessão para as 10h de hoje. O cancelamento foi uma vitória da oposição. Como faltam ser apreciados os vetos presidenciais, há o risco de a votação da mudança da meta fiscal só ocorrer no dia 9.


Visivelmente ainda irritado, o presidente do Congresso criticou a atuação dos manifestantes e chegou a sugerir que seriam manifestantes "assalariados". Muitos manifestantes aditiram serem ligados ao PSDB. - Suspendemos a sessão. Esse é um caso único na história do Congresso nacional: 26 pessoas, presumivelmente assalariadas, obstruíram os trabalhos do Congresso. Isso demonstra a absoltua responsbailidade que a oposiçao tem com o fato. São 26 pessoas assalariadas que paralisam o Congresso nacional. Que democracia é essa que eles pedem e cobram diariamente? São 26 pessoas instrumentalizadas, provocando o Congresso, tumultuando. Não dá para trabalhar e conduzir uma sessão desta forma - desabafou Renan.— Vinte e seis pessoas instrumentalizadas, provocando o Congresso, tumultuando. Não dá para trabalhar e conduzir a sessão dessa forma — disse Renan.


O plenário da Câmara, onde ocorrem as sessões do Congresso, virou um verdadeiro ringue. Enquanto nas galerias havia enfrentamento entre seguranças, manifestantes e parlamentares da oposição, alguns deputados e senadores trocavam xingamentos no plenário, a poucos metros de Renan, que parecia atônito com o tumulto.

A confusão começou quando ele mandou esvaziar as galerias, por volta das 19h45m. Nesse momento, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra Renan e o PT. — Ditador (para Renan)! O PT roubou! Vai para Cuba! — gritavam os manifestantes nas galerias.


A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e a senadora Vanezza Grazziotim (PCdoB-AM), que estavam discursando, entenderam que foram xingadas de vagabundas. Jandira exigiu providências. — Não ouvi, mas a deputada disse que estavam nos chamando de vagabundas. E a deputada Manoela D´Ávila (PCdoB-RS) contou que havia uma manifestante nos chamado de safadas — disse Vanessa.— Chamar de vagabunda é inadmissível! Minha proposta é que se esvaziem as galerias. Que se respeitem os parlamentares! — disse Jandira.


Os seguranças foram às galerias para retirar os manifestantes, a maioria ligada ao PSDB, e usaram até uma arma que dá choque. Os líderes dos partidos de oposição, então, subiram para proteger os manifestantes, e começou a briga. Os mais exaltados eram os deputados Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder da Minoria no Congresso, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Fernando Francischini (SD-PR) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) — este, o mais irritado, que chegou a empurrar e dar cotoveladas num segurança: — Me solte que eu sou deputado! — gritava. 


Uma idosa de 79 anos, Ruth Gomes de Sá, afirmou ter sido agredida pelos seguranças. — Eles me deram uma gravata! — disse a aposentada, que disse ser ligada ao PSDB. 


Num dos momentos mais tensos , os deputados Felipe Maia (DEM-RN) e Assis Melo (PCdoB-RS) trocaram acusações e empurrões. Assis teve que ser contido por colegas do partido e Maia, pelos correligionários democratas, inclusive seu pai, o senador Agripino Maia (DEM-RN). Outro embate ocorreu entre Domingos Sávio (PSDB-MG) e Amauri Teixeira (PT-BA). — Disse ao Amauri que ele era gordo, mas não era dois! — contou Sávio, que está usando muletas por ter operado um dos joelhos.


Os manifestantes, parte deles convocada pelo deputado Izalci (PSDB-DF), registraram boletim de ocorrência por terem sido agredidos. O governo terá dificuldade para conseguir quorum hoje. — Foi uma vitória nossa (da oposição) — admitiu o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA).


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reagiu. - O senador Renan aceitou que partidos da base, em especial o PT, deixassem as galerias vazias, ao não distribuírem as suas senhas. Esse sim, um acinte, um desrespeito ao Congresso Nacional. Ao impedir o povo brasileiro de participar desta sessão, radicalizou-se o clima. E é uma ilusão porque o povo está participando nas redes sociais, em casa, nas universidades e vai participar cada vez mais. Faltou a meu ver, aqui hoje, respeito à democracia - disse Aécio. (O Globo)

REINALDO AZEVEDO: Quando o “Vai pra Cuba” vira “vagabunda!”




É… Como é mesmo que dizia Camões? Lembrei: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,/ Muda-se o ser, muda-se a confiança:/ Todo o mundo é composto de mudança,/ Tomando sempre novas qualidades”. É, PT…! É, Renan Calheiros…! Já não dá mais para fazer do Congresso a casa da mãe joana, a casa da mãe Dilmona ou o fundo do quintal de interesses menores. Ou melhor: até dá! Mas já não é sem protesto. A que me refiro?

Renan teve de suspender nesta terça a sessão destinada a votar o projeto de lei que dá ao governo um cheque em branco para fazer o que bem quiser com a LDO, a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Pouco importa se vai produzir déficit ou superávit. Trata-se de uma agressão ao Artigo 165 da Constituição e, entendo, de uma agressão à Lei 1.079, que define crime de responsabilidade. Como o governo decidiu ir às compras, na sexta, o Diário Oficial da União publicou um decreto em que Dilma amplia o limite de recursos para emendas individuais dos parlamentares em R$ 748 mil por cabeça, mas só se eles aprovarem a LDO. Coisa igual nunca se viu.

As galerias estavam tomadas por manifestantes contrários ao projeto. Uma confusão, digamos sonora, gerou a balbúrdia. Quando a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) discursava, parte das galerias gritava: “Vai pra Cuba!”. Era, claro!, uma referência ao fato de a parlamentar ser membro do PCdoB, um partido alinhado com o regime cubano e que participou ativamente das hostilidades à blogueira Yoani Sánchez, quando esteve no Brasil. Ocorre que a também comunista do Brasil Jandira Feghali, deputada do Rio, entendeu que Vanessa estava sendo chamada da “vagabunda!”. Ela protestou contra a suposta agressão, e Renan, vermelho como uma bacante, mandou a Polícia Legislativa esvaziar as galerias, suspendendo a sessão por um tempo. Depois de muito empurra-empurra, agarra-agarra, cotovelada pra lá e pra cá, envolvendo manifestantes, parlamentares e policiais, não houve jeito. Renan, então, encerrou a sessão e remarcou a próxima para esta quarta, às 10h.

Referindo-se aos manifestantes, o presidente do Senado afirmou: “Essa obstrução é única em 190 anos do Parlamento: 26 pessoas presumivelmente assalariadas obstruindo os trabalhos do Congresso Nacional”. O também senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) emendou: “Todos nós sabemos que é o pessoal que veio trazido pelo deputado Izalci. Todo mundo conhece, todo mundo sabe quem são. Se são pagas ou não, não sei”. O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), rebateu: “Isso é uma bobagem, é mais um equívoco. A população brasileira acordou. As pessoas estão participando do que está acontecendo no Brasil. E algumas querem vir [ao Congresso]. Nós vamos fechar as galerias?”.

Renan deveria ter mais respeito com a divergência. Quantas vezes aquelas galerias foram ocupados por manifestantes levados por parlamentares de esquerda, disfarçados de movimentos sociais, para defender isso e aquilo? Quando o presidente do Senado concorda com a gritaria, é um caso de direito à manifestação e, quando ele não concorda, de pressão ilegítima?

Foi patético assistir, por exemplo, ao líder do governo na Câmara, o petista Henrique Fontana (RS), a vituperar contra a presença de manifestantes nas galerias. Aos brados, dizia que o Parlamento estava impedido de trabalhar. Justo ele, um homem do PT, cujo partido se notabilizou por lotar a Casa com os ditos movimentos sociais para impor a sua vontade no berro. Ah, sim: ele também sugeria haver constrangimento ilegal. Nem parecia que Fontana era um dos comandantes da tropa que queria estuprar a Constituição!

Quórum para a votação, bem, este havia. Estavam em plenário 370 deputados e 54 senadores. Para que a votação tivesse prosseguimento eram necessários, respectivamente, 257 e 41 (metade mais um de cada uma das Casas). Sim, meus caros, é bem possível que Constituição e moralidade sejam violadas por um Congresso que, então, perderá um pouco mais do que a independência. Estará entregando também a honra. Por isso, os que não querem se confundir que deixem clara a sua posição.

Por Reinaldo Azevedo

Ricardo Noblat: Dilma manda às favas todos os escrúpulos - Sem cerimônia. E sem vergonha




02/12/2014 - Por Ricardo Noblat

Quer saber o que é diálogo no entendimento da presidente Dilma Rousseff?

Em resumo, é o seguinte: eu mando e você obedece. Se obedecer será gratificado. Do contrário, prepare-se para sofrer represália.

Fui claro?

Ninguém foi mais claro do que a própria Dilma.

Na semana passada, os partidos aliados do governo fizeram corpo mole e faltou quórum para que o Congresso votasse o decreto assinado por Dilma que muda a meta fiscal de 2014.

Com esse objetivo, está marcada para esta noite uma nova sessão do Congresso.

O que fez Dilma para “convencer” senadores e deputados a aprovarem o decreto?

Editou outro decreto que condiciona uma nova liberação de R$ 444,7 milhões para pagamento das emendas individuas dos parlamentares ao Orçamento da União à aprovação do decreto que muda a meta fiscal deste ano.

É dando que se recebe, segundo São Francisco de Assis.

Os R$ 444,7 milhões garantem uma fatia de R$ 748 mil para cada um dos 513 deputados e 81 senadores – dinheiro a ser empregado em obras nos redutos eleitorais deles.

Se a meta fiscal não for mudada, adeus o dinheiro das emendas. É o que está dito no novo decreto assinado por Dilma.

Para que os parlamentares não sejam amanhã acusados de trocar o voto por dinheiro, Dilma se reuniu ontem à noite com 23 líderes de partidos (isso mesmo, 23 líderes de partidos) e pediu o empenho deles pela aprovação da nova meta fiscal.

Era a desculpa que queriam os líderes para justificar o voto dos seus liderados. Como recusar um pedido da presidente? E logo agora quando a caneta dela está cheia de tinta para assinar promoções e distribuir cargos?

Verdadeiramente espantosa a sem cerimônia com que Dilma 2, a pragmática, está se impondo à Dilma 1 - a ex-faxineira ética.

Sem cerimônia e sem vergonha.

AÉCIO NEVES DENUNCIA A FALTA DE RESPEITO COM A DEMOCRACIA: O PT impediu o povo brasileiro de participar da sessão, radicalizou-se o clima





Ao impedir o povo brasileiro de participar da sessão, radicalizou-se o clima. E é uma ilusão porque o povo está participando nas redes sociais, em casa, nas universidades e vai participar cada vez mais. Faltou, a meu ver, o respeito à democracia. - Aécio Neves

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