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terça-feira, julho 15, 2014

FHC para Lula: o Brasil se cansou de ataques infundados

Por Fernando Henrique Cardoso, em 15/07/2014

Lula insiste em dizer que houve corrupção “escondida” no meu governo. Cita comumente dois episódios em sua assertiva: o caso SIVAM e a compra de votos na aprovação da emenda da reeleição, assuntos ocorridos há quase duas décadas, e que foram esmiuçados e devidamente esclarecidos na época. 

Eis o resumo deles:

a)O Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) foi aprovado durante o governo Itamar Franco, em 1993, através do Conselho de Defesa Nacional. Desse Conselho, então Ministro da Fazenda, eu não participava. Em 1994, o governo contratou a empresa norte-americana Raytheon para executá-lo. Em 1995, já no meu governo, gravações de conversas telefônicas, previamente autorizadas pela Justiça, mostravam o suposto envolvimento de um assessor presidencial efetuando tráfico de influência na implantação do SIVAM. Trazido à tona pela Revista Isto É, o caso se tornou notório, causando crise política. Injuriado, o Ministro da Aeronáutica pediu demissão. A investigação do caso foi exaustiva no Executivo, através de Comissão de Sindicância interna da Presidência, Comissão de Inquérito do Itamaraty e Procuradoria Geral da República. Sindicância da Polícia Federal não comprovou a suspeita inicial. O TCU instaurou 16 procedimentos, incluindo 6 auditorias, tendo em dezembro de 1996 considerados “regulares os procedimentos adotados pelo Ministério da Aeronáutica”. No Senado, relatório de avaliação, finalizado em fevereiro de 1996, não apontou irregularidades. Na Câmara dos Deputados, uma CPI se completou sem comprovar nada ligado à corrupção. Os detalhes dessa história foram por mim relatados em meu livro “A Arte da Política (A história que vivi)”, nas páginas 270 a 276. (ver abaixo)

b)A Emenda Constitucional nº 16, que permite a reeleição dos chefes de Executivo no Brasil, foi aprovada pelo Congresso Nacional em 1997. Na Câmara dos Deputados, o primeiro escrutínio se realizou em 28 de janeiro de 1997, mostrando 336 votos a favor, 17 contra, com 6 abstenções; no segundo turno, o resultado foi de 369 a favor, 111 contra, com 5 abstenções. O quorum mínimo para aprovação de PEC, de três quintos, exige 308 votos. Era larga, portanto, a margem de aprovação. Em 13 de maio, antes da votação no Senado, o jornal Folha de S Paulo publicou trechos de gravações indicando que cinco deputados federais do Acre – Ronivon Santiago, João Maia, Zila Bezerra, Osmir Lima e Chicão Brígido – teriam recebido R$ 200 mil cada um para votar a favor da reeleição. Nenhum era do PSDB. Um misterioso “Senhor X”, que mais tarde se soube ser o ex-deputado acreano Narciso Mendes, teria gravado as fitas. A matéria diz que um dos deputados se referiu ao Ministro das Comunicações, Sergio Motta e aos governadores do Acre e do Amazonas (pois a reeleição caberia também para governadores e prefeitos). O Congresso abriu sindicância para apurar os fatos. Em 21 de maio os deputados Ronivon Santiago e João Maia renunciaram aos seus mandatos. A CCJ abriu processo por quebra de decoro parlamentar contra os demais deputados, não encontrando, porém, provas para encaminhar a cassação. Nenhum outro deputado sofreu processo investigatório. Não houve acusação formal ao Ministro Sérgio Mota que, mesmo assim, espontaneamente foi depor na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ninguém mais do governo precisou se manifestar. Em meu livro, já citado, esmiúço essa história entre as páginas 284 a 305. (ver abaixo)

Falando à imprensa no último dia 02 de julho, Lula avançou suas declarações habituais, arrolando outros dois casos para atingir minha honra. O primeiro deles é insignificante: trata-se da revogação, feita por mim, de um Decreto que instituíra uma inoperante comissão de fiscalização pública. Em seu lugar, criamos o Conselho de Ética, que até hoje funciona. Ou seja, meu governo aperfeiçoou o controle da conduta dos funcionários públicos.

O segundo, mais evidenciado, se referia à “pasta rosa”, uma lista de supostas doações de campanha efetuadas pelo Banco Econômico, referente às eleições ocorridas em 1990. O documento foi encontrado após a intervenção federal no Banco, em agosto de 1995, e continha o nome de 49 políticos, supostamente financiados de forma irregular. Entre eles se encontravam ACM, José Sarney, Renan Calheiros, Benito Gama. O presidente do Banco, Ângelo Calmon de Sá, acabou indiciado, por outros motivos, pela Polícia Federal. Em fevereiro de 1996, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pediu o arquivamento do inquérito sobre as doações irregulares por falta de provas.

Tem sido assim há anos, desde quando estourou o escândalo do mensalão. Aliás, em nenhum momento Lula explicou de forma detalhada os acontecimentos que levaram ao maior escândalo de corrupção da história republicana, caracterizando-o, na época, como um simples problema de caixa 2, ocorrido às suas costas. Noutro dia, no exterior, chegou até a dizer que os principais envolvidos nem eram pessoas de sua confiança. Omitiu-se por completo.

Para se defender, Lula ataca. Jamais se explica, sempre acusa. Acostumado a atirar pedras, Lula é incapaz da autocrítica. Quando deveria, de forma rigorosa, abominar a prática da corrupção, ele tenta distrair a opinião pública jogando culpa nos outros. Ora, a grandeza de um líder está em assumir a responsabilidade, por si e por sua equipe, dos possíveis erros cometidos, buscando corrigi-los e superá-los, não em levantar suspeitas sobre outrem com o claro objetivo de se esquivar de seus compromissos éticos e políticos.

Ainda recentemente, quando em viagem para Johanesburgo, ao conversarmos sobre o mensalão, disse-lhe que deveria virar esta página, já julgada pela Suprema Corte. Mas não, Lula insiste em continuar distorcendo fatos para dizer que todos fizeram algo parecido. Eu não caio nessa cilada.

Aproveito para renovar a proposta que lhe fiz naquela ocasião: por que não nos juntamos para corrigir o que de malfeito há na vida política brasileira, em vez de jogar pedras uns nos outros? O Brasil se cansou de ataques infundados. O país percebe que seu futuro depende de decisões honestas e corajosas, entre as quais a de evitar que o debate eleitoral se restrinja a baixarias e falsas acusações.

A COPA DO PT: Petralhas roubam até os ingressos que eram destinados às crianças das escolas públicas


Ingressos sociais abasteciam esquema ilegal no Mundial

O esquema milionário de venda ilegal de ingressos da Copa tinha como uma de suas fontes as 48 mil entradas destinadas a escolas públicas


O esquema milionário de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo tinha como uma de suas fontes as 48 mil entradas repassadas pela Fifa ao governo federal e destinadas a escolas públicas e beneficiados por programas sociais. O grupo também conseguia as entradas - grande parte de camarote - com a Match (sócia da Fifa), jogadores das seleções (incluindo a brasileira), compras avulsas de torcedores e até de operários que participaram das obras de construção das arenas e ganharam as entradas para o Mundial.

A reportagem teve acesso à denúncia encaminhada esta semana pelo Ministério Público, e aceita pela Justiça, e a detalhes do inquérito da operação Jules Rimet. Em uma das gravações interceptadas pela polícia, um cambista ainda não identificado diz a Sergio Antônio de Lima, integrante da quadrilha que está preso desde 1.º de julho: "As escolas aqui (em Fortaleza) ganharam 7.500 ingressos, que vieram para a ‘rua’. Mas vou fazer o maior esforço para vender no menor preço possível", disse.

Na denúncia, o promotor Marcos Kac afirma que os acusados da quadrilha conseguiam entradas "com o fundo governamental dos ingressos destinados a ONGs e escolas". Nas 12 cidades-sede do Mundial, 901 escolas públicas foram escolhidas por meio de sorteio. Dentro das escolas, cada estudante sorteado ganhava um par de ingressos. Para Fortaleza, foram enviados 7.282 ingressos para 146 escolas.

O debate sobre os ingressos sociais gerou uma verdadeira crise entre o governo e a Fifa por meses. Mas a pressão do Palácio do Planalto e principalmente a necessidade de se fazer passar a Lei Geral da Copa fizeram a Fifa ceder e aceitar que parte dos ingressos fosse destinada a projetos sociais. Procurado, o Ministério do Esporte informou que os ingressos não passaram pelo governo: os sorteados pegavam as entradas diretamente nos Centros de Distribuição da Fifa.

Em outra gravação, o franco-argelino Lamine Fofana, um dos líderes da quadrilha, conversa com uma pessoa também ainda não identificada. "Picareta", disse. "Fala aí", respondeu Fofana. "Preciso de camarote super VIP, super ultra, o que você melhor tiver para 12 pessoas em Brasília. Não adianta que não interessa o VIP", pediu, para o jogo entre Brasil e Camarões. "Tem de ser top. Você já sabe por que, né?".

O franco-argelino pergunta: "Isso é para quem?". "Você já sabe quem é", respondeu a outra pessoa. Fofana disse: "Amigo nosso", e nomes não são ditos. Para a polícia, a gravação mostra o nível de poder e influência de Fofana, que transitava nos mais altos meios do mundo do futebol.

SEGUNDA FASE - Nas gravações e trocas de mensagens entre os membros da quadrilha que vendia ingressos de forma irregular, há mais de 10 em que Fofana, um dos líderes do esquema, afirma estar presente ou chegando ao hotel Copacabana Palace, onde está reunida a cúpula da Fifa. Foi também nesse hotel que foi preso, na última segunda-feira, o diretor da empresa Match, Raymond Whelan, acusado de ser também um dos líderes da quadrilha, além de principal fornecedor.

Na quinta, após ser solto e ter sua prisão novamente decretada, Whelan fugiu do hotel pela porta de serviço, acompanhado de seu advogado. A Match é parceira oficial da Fifa que, em nota divulgada neste sábado, disse estar "certa" de que a "inocência" de todos na empresa será provada.

Em uma das gravações, Fofana diz que tem de "pagar o cara da Fifa". A gravação é de 13 de junho. No mesmo dia, mais tarde, Fofana conversou com Whelan. Eles combinam a venda de 24 pacotes, a US$ 25 mil cada. Fofana diz a Whelan que vai conversar com seu cliente e "tentar colocar um preço para ele comprar sua (do diretor da Match) final e tento vender o resto". A Match diz que os ingressos solicitados por Fofana foram oferecidos por Whelan por seu preço de tabela, de US$ 24,7 mil.

O grupo, que atuava há pelo menos quatro Copas, tinha braços em SP, ES, DF, RJ e CE. O delegado Fábio Barucke, responsável pela investigação, tem afirmado que há pelo menos sete integrantes da quadrilha já previamente identificados.

Fonte: Estadão / Exame.com

segunda-feira, julho 14, 2014

REINALDO AZEVEDO: “Ei, Dilma, vai tomate cru” - O povo brasileiro resistiu à máquina bilionária de propaganda e mandou comer tomate cru os que tentaram sequestrar a sua vontade.


Dilma entrega a taça ao capitão alemão, Philipp Lahm (foto: Kamil Krzaczunski/EFE)




Acabou! A melhor seleção da Copa ficou com o título, e essa é, sem dúvida, uma boa notícia para o futebol. A Alemanha mereceu! À diferença do que previram aquelas pessoas com quem Gilberto Carvalho andou dialogando à socapa, “teve Copa”, sim, e o evento, em si, foi um sucesso. A infraestrutura necessária funcionou. O que os brasileiros lucraram objtivamente com isso? Nada! E, pra começo de conversa, vamos parar com essa cascata de sair dizendo por aí que o povo surpreendeu ao receber bem os estrangeiros. Por quê? Quando foi que ele tratou mal os turistas? Tenham paciência! O vexame da equipe em campo só não foi maior do que o do governo petista, que tentou usar o torneio para se promover e para demonizar a oposição e os críticos do oficialismo. Deu-se mal! Dilma Rousseff teve de contar com a boa vontade da Fifa, que a manteve no ar o mínimo possível. Nas raras vezes em que a presidente apareceu no telão, o estádio explodiu numa vaia inequívoca. Cadê os bocas de bagre do puxa-saquismo oficial para acusar a “elite branca carioca”?

Dilma foi hostilizada cinco vezes, com mais intensidade quando entregou a taça para o capitão alemão, Philipp Lahm. Os apupos cederam, então, àquele xingamento que já se tornou um clássico: “Ei, Dilma, vai tomate cru” se fez ouvir com intensidade e clareza e rivalizou com a manifestação da abertura do torneio, no Itaquerão. O jornalismo a soldo, cuja pança é alimentada pelas estatais, inventou a tese de que tudo era coisa da “elite branca de São Paulo”. A quem culpar desta vez?

Nunca antes na história destepaiz um tiro saiu tão espetacularmente pela culatra. E não pensem que Dilma foi vaiada porque o Brasil levou aquele nabo de 7 a 1 da Alemanha. Ainda que Thiago Silva estivesse no lugar de Lahm, aposto que a reação do público teria sido a mesma. A população rejeitou a tentativa do Planalto de se apropriar do espetáculo. Quaisquer que tenham sido os sacrifícios para realizar o torneio no Brasil, eles foram feitos pelo povo brasileiro, não pelo oficialismo. Este, ao contrário, reitero, não cumpriu o que prometeu à população.

O Planalto tentou manipular o espetáculo de todas as maneiras. Se dependesse de Franklin Martins, até a derrota teria servido à exploração vigarista. O país ainda vivia seu luto futebolístico quando se plantou na imprensa a informação de que o governo queria intervir na CBF. O site “Muda Mais”, comandado por Franklin, lançou a tese de que a derrota deveria ser jogada nas costas da confederação – que certamente tem suas responsabilidades. Mas pergunto: devemos atribuir as vitórias de 1994, 2002 e a Copa das Confederações, em 2013, à corrupção da CBF? Ou será que ela só serve de argumento quando o time perde? Lugar de corrupto de qualquer área é a cadeia, claro!, mas vamos parar de conversa mole. Ainda voltarei a esse tema, usando a lógica como instrumento.

O PT sonhou usar a Copa do Mundo para esmagar seus adversários. O partido criou até uma lista negra de jornalistas, da qual, gloriosamente, faço parte. Tive a honra de ser o primeiro. Não obstante, quem não consegue sair às ruas é Dilma Rousseff. Quem não pode dar as caras no estádio é Dilma Rousseff. Quem consegue falar apenas a plateias rigidamente controladas pelo Planalto é Dilma Rousseff.

Para o futebol brasileiro, foi um fim melancólico. Para o petismo, foi um desfecho melancólico. Para os oportunistas, foi um epílogo melancólico. O povo brasileiro, ah, meus caros este é, sim, vitorioso. Resistiu à máquina bilionária de propaganda e mandou comer tomate cru os que tentaram sequestrar a sua vontade. 

Nível do Rio Paraguai deve chegar a 5 metros no final de julho



Pesquisador da Embrapa Pantanal lança alerta sobre a vazante do rio


O pesquisador da Embrapa Pantanal Carlos Roberto Padovani lançou nesta semana o quinto alerta de nível do Rio Paraguai, que fala sobre a baixada das águas na região do Pantanal. De acordo com o alerta, o rio está no período de vazante. O nível deve chegar a 5 metros no final de julho, 4,5 metros por volta da metade de agosto e 4 metros na metade de setembro.

De acordo com o pesquisador, o nível do rio Paraguai estava em 5,28 metros na régua de Ladário no dia 9 deste mês – quase 20 centímetros a menos que o nível máximo registrado este ano, que foi de 5,42 metros no dia 12 do mês passado. A estimativa dos alertas anteriores era de que essa máxima ficaria em torno de 5,5 metros em meados de junho. 

Ainda segundo Padovani, um dos principais motivos da publicação dos alertas sobre a vazante e níveis do Rio Paraguai é para que os ribeirinhos, criadores de gado e arrendatários possam usar essas informações para programar suas atividades na região. 

Para mais dados sobre o nível do Rio Paraguai e outros alertas, acesse a página do Facebook Geohidro-Pantanal, mantida pela Embrapa Pantanal e parceiros:


Abaixo, segue o texto integral do pesquisador Carlos Padovani, publicado na página Geohidro-Pantanal:


QUINTO ALERTA DE NÍVEL DO RIO PARAGUAI EM LADÁRIO PARA 2014

O rio Paraguai, na régua de Ladário, deve alcançar o nível de 5,0 metros em torno de 24 de julho, 4,5 metros em torno de 19 de agosto e 4,0 metros em torno de 13 de setembro de 2014, considerando uma margem de erro de 5 dias para mais ou para menos.

As estimativas foram baseadas na análise gráfica dos níveis do rio Paraguai em Ladário na fase de vazante, totalizando 29 anos para a classe de nível de 5,01 a 5,50 metros. O período analisado foi de 09 de julho até 13 de setembro.

Conforme anunciado no quarto alerta: "Um ou mais alertas ainda serão emitidos sobre a vazante do rio. Uma vez que o rio Paraguai alcance o seu nível máximo ou pico, é importante informar quanto tempo vai demorar e como vai se dar a descida das águas."

O rio Paraguai na data de hoje, 09 de julho de 2014 está com o nível de 5,28 metros em Ladário, depois de ter alcançado seu nível máximo de 5,42 metros no dia 12 de junho, oito centímetros abaixo do nível em torno de 5,50 metros, estimado no segundo e quarto alertas. Sugerimos a leitura do segundo, terceiro e quarto alertas, assim como da Nota Técnica.

As informações dos níveis e suas respectivas datas estimadas na fase de vazante são importantes para que os influenciados ou afetados pela inundação possam programar suas atividades no canal do rio (navegação) e nas suas margens (ribeirinhos), assim como na planície de inundação (pecuária). O turismo também é influenciado pelas inundações.

Como informado no terceiro alerta: "Há uma forte relação entre o nível do rio Paraguai e a área inundada na região da régua de Ladário e rio abaixo até Forte Coimbra. Porém, há também a variação que depende da influência de outras variáveis...". Essas variáveis foram, por exemplo, a quantidade e distribuição das chuvas do mês de maio na região e em outras regiões do Pantanal e a influência de vazantes, corixos e outros rios. Isso significa que o processo dos campos secarem na vazante é diferente de um ano para outro e de um local para outro, mesmo considerando o mesmo nível do rio Paraguai em Ladário.

Os dados de nível dos rios utilizados no monitoramento, análises e estimativas são da Marinha do Brasil, Agência Nacional de Águas (ANA) e Serviço Geológico Brasileiro (CPRM). Veja os links para acesso a essas instituições aqui na Geohidro-Pantanal.


Alerta escrito por Carlos Roberto Padovani
Texto jornalístico: Nicoli Dichoff (DRT 3252/SC)
Foto: Vista aérea das águas do Rio Paraguai
Crédito da imagem: Carlos Roberto Padovani

Nicoli Dichoff
Jornalista - 3252/SC 
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Pantanal/ Corumbá - MS 
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa


PL para inclusão da carne suína na merenda escolar está tramitando na CCJ



O Projeto de Lei 4195/12, de autoria do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), que torna a carne suína obrigatória nos cardápios das refeições fornecidas pelo programa de alimentação escolar nas escolas públicas, está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.

A proposta está com o parecer do relator deputado Vilson Covatti (PP-RS) pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto e do substitutivo da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que também determina a inclusão nos cardápios escolares de fontes de proteína animal variadas, como pescado, carne de aves, bovina ou suína.

Para Hamm, o fornecimento de carne suína nas escolas propiciará melhor qualidade de vida aos estudantes e a garantia de escoamento da produção aos produtores da carne, sendo benéfico para todos.

Ele observa que os suinocultores do país têm condições de fornecer, nos cardápios, no mínimo uma vez por semana, uma carne saudável, em todas as escolas da Unidade da Federação, em âmbitos estadual e municipal. "A genética suína está produzindo uma carne com menor teor de calorias e gordura. A carne suína também tem, em sua propriedade, concentração de ferro, o que é muito saudável para o organismo, conforme recomendação médica", complementa.

O PL já passou pelas Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Educação e Cultura e após a de Constituição e Justiça e de Cidadania, o projeto fica sujeito à apreciação conclusiva pelas Comissões.

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Jornalista responsável – Márcia Godinho Marinho – MTB 10.868

sexta-feira, julho 11, 2014

A COPA DO PT: Lula embriagado pela copa! Puta Merda!


Caro amigo PeTista, é disso que você gosta? Puta merda!


LULA:
“Ai gente ! como tá boa a copa do mundo, gente do céu! A gente não vê mais aqueles programas da tarde que morre gente toda hora e que cai…(ele ia dizer viaduto…) e não vê mais. Puta merda, como era bom ter jogo à uma e ter jogo às quatro. O povo está mais bem humorado… olha a cara de vocês como é que está (aparece foto da Dilma e Gleise, as duas sorrindo). …mais feliz! Puta merda. Porque tem programa que a gente assiste e dá vontade da gente nem sair de casa. Se trancar embaixo do cobertor e ficar lá.”






Excitado com a chegada do Brasil às oitavas de final, anabolizado pelo almoço em que matou a sede, Lula aproveitou o comício em Curitiba para fazer da Copa da Roubalheira um instrumento de caça ao voto. O vídeo registra o trecho em que o palanque ambulante, neste 3 de julho, propõe que a Fifa transforme numa Copa sem Fim o Mundial disputado a cada quatro anos:


“Ai gente, como tá boa a Copa do Mundo, gente do céu! A gente não vê mais aqueles programas da tarde, que morre gente toda hora, não vê mais, puta merda, como era bom ter jogo à uma, ter jogo às quatro, o povo tá mais bem humorado, ó a cara de vocês como é que tá, mais feliz…puta merda, porque tem programa que a gente assiste, dá vontade da gente sair de casa, se trancar embaixo do cobertor e ficar lá”.

O embusteiro vocacional não desconfiou que havia uma Alemanha no meio do caminho. Nem poderia imaginar que o carnaval temporão seria bruscamente interrompido por 7 a 1. Na tarde em que o Brasil disputará com a Argentina ou a Holanda um improvável terceiro lugar, vai ficar trancado em casa, escondido sob o cobertor. E talvez troque palavrões por orações.

Se cumprir a promessa de ver a final no Maracanã, Dilma poderá medir a taxa nacional de felicidade com a reprise da frase que abre o falatório de Lula: “Ai gente, como foi boa a Copa do Mundo, gente do céu!” Estará no lucro se escapar do coro que ouviu no Itaquerão. Mas a vaia será mais estrondosa que a goleada que encerrou o Carnaval temporão no Brasil Maravilha.

Nelson Motta: Fechando a tampa

Nelson Motta, O Globo

Para qualquer brasileiro louco por futebol, era como estar em Nova York no 11 de Setembro, com o espetáculo de horror e grandiosidade da História diante dos nossos olhos, em tempo real. Apesar de tudo, foi um privilégio testemunhar o melhor do pior, sem mortos nem feridos: só humilhados.

Em qualquer clube-empresa, uma derrota dessas derrubaria toda a diretoria e até a presidência, por pressão dos acionistas. Mas os que escolheram a comissão técnica, os arquitetos do fracasso, como o presidente da CBF, José Maria Marin, dizem que o nosso futebol precisa de grandes mudanças, fingindo que não sabem que são eles a raiz dos problemas que nos levaram a essa humilhação histórica. Só falta culparem a imprensa golpista… rsrs.

Se essa sucessão de arrogâncias, negociatas, cinismos e incompetências que resultaram nessa épica derrota do futebol brasileiro — não de um time, mas como um todo — não for motivo para uma CPI suprapartidária, o que seria? Se 70% dos brasileiros exigem mudanças na política e na economia, imaginem no futebol. Mas com a “bancada da bola” investigando, em vez de ser investigada, nem esse, que seria o maior legado da Copa, teremos.

Se, como filosofava Neném Prancha, “pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube”, a escolha do técnico da seleção brasileira deveria ser feita em eleições diretas por todos os brasileiros maiores de 14 anos. E não por um cartola eleito por outros cartolas que dominam federações estaduais como políticos dominam currais e que vivem de vampirizar a paixão popular. Agora o sangue ferveu.

Mas Deus teve compaixão por Neymar e Thiago Silva, poupando-os de sofrer o vexame de corpo presente. E também por Lula, que não foi ao estádio para não ser vaiado e escapou do pior: ser acusado de pé-frio. E por nós, que escapamos de levar uma “zapatada” da Argentina na final no Maracanã. Deus é mesmo brasileiro.

Como sabem os grandes artistas, políticos, empresários e atletas vitoriosos, o sucesso não ensina nada, só infla o ego e subestima os limites, é nos fracassos que se aprendem as lições que levam a conquistas maiores.



Nelson Motta é jornalista

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