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domingo, março 23, 2014

SABER É VENCER: OS RESPONSÁVEIS PELO ROMBO DA PETROBRAS

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O ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer revelou que a estatal poderia ter economizado US$ 171 milhões (R$ 400 milhões) na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), caso o negócio não tivesse sido levado à Justiça americana. 

Entre 2006 e 2012, a Petrobras desembolsou R$ 1,18 bilhão pela refinaria, que em 2005 fora comprada pela empresa belga Astra Oil por US$ 42,5 milhões.


Ao Jornal Nacional, ele disse que o prejuízo teria sido menor se o desentendimento com a Astra Oil, antiga sócia da Petrobras, tivesse sido resolvido na Câmara Internacional de Arbitragem, instância extrajudicial para conflitos comerciais.



"O Conselho de Administração decidiu por indicação da presidente do conselho, senhora [Dilma] Rousseff, não aceitar a decisão arbitral. Mandou para a Justiça. A Petrobras foi derrotada na Justiça e com isso o ônus aumentou em mais US$ 171 milhões", disse Sauer, que era diretor de Gás e Energia na época da compra, em 2006.



Na época, a presidente Dilma Rousseff era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da estatal. Procurado neste sábado (22), o Palácio do Planalto não quis comentar o caso. 

Assistam VIDEO sobre o rombo na Petrobras nos desgovernos Lula e Dilma, no Jornal Nacional.

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sábado, março 22, 2014

TRIBUNA DA INTERNET: MARCHAS DA FAMÍLIA NO RIO, SÃO PAULO E RECIFE TÊM CONFUSÕES E BENGALADA


No Rio, integrantes da Marcha da Família entraram em confrontos com membros do Movimento Antifascista e PM interveioFoto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo
A Marcha da Família com Deus pela Liberdade acontece em diversos estados. No Rio, terminou em pancadaria a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. O movimento, com cerca de 150 pessoas segundo a Polícia Militar, que apoia uma intervenção das Forças Armadas no país, se encontrou com um grupo de, pelo menos, cinquenta manifestantes que é contra a ditadura militar.

A confusão ocorreu em frente ao Palácio Duque de Caxias, no Centro, quando os dois grupos começaram a se hostilizarem. Pelo menos, 150 policiais do Batalhão de Grandes Eventos interveio. Neste momento, houve correria até a Central do Brasil. Os policiais tentaram identificar as pessoas que participaram do tumulto.
A estação do metrô da Central fechou as portas e os comerciantes fecharam suas lojas com medo de um possível quebra-quebra.
BRIGAS EM SÃO PAULO
Em São Paulo, dois protestos reuniram grupos de ideologias distintas. Enquanto, na praça da República, manifestantes pediam a volta dos militares, jovens reunidos na praça da Sé gritavam contra “fascistas e golpistas”. Os dois grupos estão a cerca de 2 quilômetros de distância um do outro. A Polícia Militar acompanha os dois atos e até o momento o único incidente registrado foi de um fotógrafo que foi agredido por um senhor, que usou uma bengala contra o profissional de imprensa. A PM não soube informar o motivo da agressão.
A Marcha da Família contou com um pouco mais de 500 pessoas. Entre os manifestantes, alguns buscam assinaturas para um abaixo-assinado que tem como objetivo criar o Partido Militar Brasileiro (PMB). A cada 15 minutos, o grupo cantava o Hino Nacional.
No final da tarde, os dois grupos começaram a se deslocar. Da Sé, os manifestantes “antifascistas” começam a seguir em direção ao prédio do Dops, também na região central. Jovens mascarados acompanham o protestos. Alguns deles aos berros de “Não Vai Ter Copa”. Os dois grupos começam a se deslocar. Da Sé, os manifestantes “antifascistas” começam a seguir em direção ao prédio do Dops, também na região central. Jovens mascarados acompanham o protestos. Alguns deles aos berros de não vai ter Copa”.
Já o grupo da Marcha da Família deixou há pouco a Praça da República, e segue pela Avenida São Luiz em direção à Praça da Sé. Eles gritam: Verde e amarelo, sem foice e sem martelo”. Um helicóptero da Polícia Militar acompanha a movimentação no centro nda cidade. Os defensores dos militares gritam: “verde e amarelo, sem foice e sem martelo”.
De cima do carro de som, até então o grito de guerra principal era: “um, dois, três, quatro, cinco mil…queremos os militares no governo do Brasil”. Um homem, que seria simpatizante à causa, foi expulso pelos demais manifestantes porque teria sido confundido com um integrante do PT. A polícia teve de fazer um cordão de isolamento para a saída do rapaz.
Na praça da Sé, a concentração aconteceu em frente à Catedral, onde militantes do PCO e do PCdoB, movimentos sociais, anarquistas e representantes do chamado black blocs entoam gritos de “fascistas e golpistas”. O senador Eduardo Suplicy e o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua, acompanham o ato. Enquanto caminham, os manifestam carregam fotos de presos políticos desaparecidos na ditadura. São cerca de 800 pessoas no ato.
TAMBÉM NO RECIFE
Em Recife, um grupo de cerca de 30 pessoas se concentraram na praça do Derbi, próxima ao Centro, com bandeiras do Brasil e um cartaz improvisado com a frase “meu Brasil é verde e amarelo, sem foice e sem martelo”. Segundo tenente da reserva do Exército, Hildernardo Ferreira de Souza, 50, o país precisa de um “ajuste político”, o que só seria possível com a volta dos militares ao poder.
— Estão todos os partidos corrompidos, envolvidos em esquemas, escândalos, corrupção. A gente não é de nenhum partido, mas quer que o Exército volte, porque respeita o povo brasileiro — disse.
Para Cibele Silveira Alves Gomes, 51, pesquisadora, a iniciativa sugerida pelo ex-militar também é necessária no momento.
— Com certeza tem que dar um jeito, uma arrumada na nossa casa. Justiça não há e a midia está amordaçada. Os políticos roubam, vão presos, mas não devolvem o nosso dinheiro. E a presidente sempre arranja um dinheiro para ajudar Cuba de Fidel Castro ou os ditadores da África — reclamou.
Um momento de tensão aconteceu quando a marcha encontrou com grupos de integralistas e de black-blocs.

Fonte: Tribuna da Internet / O Globo

MERVAL PEREIRA: Dilma fez uma confissão de improbidade administrativa

Do Blog do Merval

Tiro no pé

MERVAL PEREIRA
22.3.2014

Oito anos depois da aquisição de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, que deu um prejuízo bilionário em dólares à Petrobras, dois dos responsáveis pelos relatórios favoráveis à compra, que a presidente Dilma classificou de “técnica e juridicamente falhos”, estão em maus lençóis. 

O ex-diretor da Área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró foi demitido ontem pelo Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora (BR) do cargo de diretor financeiro que ocupava na companhia, subsidiária da Petrobras, numa tentativa de circunscrever a crise a decisões pessoais.

Já o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que elaborou o contrato de compra da refinaria e por isso está sendo investigado, está preso, acusado de participar de uma larga operação de lavagem de dinheiro. 

Mas não apenas eles. A compra da refinaria de Pasadena está sendo questionada por cinco Senadores junto à Procuradoria-Geral da República: Randolfe Rodrigues do Psol, Pedro Simon do PMDB, Ana Amélia do PP, Cristovam Buarque do PD e Rodrigo Rollemberg do PSB querem explicações da própria presidente Dilma, que presidia o Conselho da Petrobrás quando a compra foi autorizada.

Advogados consultados por mim lembram que Conselho de Administração, segundo a lei 6.404 (Lei das S.A.) é órgão da gestão/administração da companhia e, portanto, os Conselheiros são responsáveis, juntamente com a Diretoria Executiva, civil e criminalmente pelas decisões que porventura venham a prejudicar a companhia que dirigem.

O que a Presidente fez, ao revelar que aprovara a compra sem ter as informações completas, em vez de apenas jogar para diretorias específicas a culpa pelo mau negócio pode ser entendido como uma confissão de improbidade administrativa, podendo ser acusada de gestão temerária ou gestão fraudulenta, se comprovado o dolo.

Uma investigação do Ministério Público Federal, como a pedida pelos Senadores, pode apurar atos de improbidade administrativa. O artigo 28 do Estatuto Social da Petrobrás diz que “O Conselho de Administração é o órgão de orientação e direção superior da Petrobrás, competindo-lhe: I – fixar a orientação geral dos negócios da companhia, definindo sua missão, seus objetivos, estratégias e objetivos. III – fiscalizar a gestão dos diretores e fixar-lhes as atribuições, examinando, a qualquer tempo, os livros e papéis da companhia”.

Por outro lado, o artigo 10 da lei 8.429, de 2 de junho de 1992, caracteriza como ato de improbidade administrativa, entre outros, “qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial” contra a administração indireta e outros entes elencados no artigo 1º daquela lei.

No mínimo, os membros do Conselho de Administração podem ser acusados de terem se omitido culposamente, falharem no dever de cuidado, por não cumprirem seus deveres impostos no inciso III, do artigo 28 do Estatuto Social.

Não há nenhum impedimento constitucional para que a presidente Dilma seja investigada pelos procuradores da República, ela só não pode, na vigência de seu mandato, “ser responsabilizada por atos estranhos ao exercício de suas funções”, como manda a Constituição, ou seja, não pode ser processada até o término do mandato, civil ou criminalmente, por estes fatos.

Mesmo que o ex-presidente Lula tenha desmentido oficialmente ter classificado de “tiro no pé” a nota oficial da presidente Dilma sobre o tema, afirmando que não teria autorizado o negócio se estivesse informada da cláusula de recompra, a versão corre pelo PT como rastilho de pólvora.

Os descontentes com a candidatura Dilma ganharam fôlego para pressionar pela volta de Lula, e o círculo mais próximo da presidente está às voltas com um problema que não era dela formalmente. Mas existe a leitura de que a denúncia de que a própria presidente teria aprovado a compra como presidente do Conselho da Petrobrás já fora uma ação de desmonte de sua candidatura, “fogo amigo” com o objetivo de queimá-la.

A impetuosidade de sua reação, escrevendo de próprio punho uma nota oficial e recusando-se a continuar dando apoio à posição oficial da Petrobrás de que o negócio parecia bom com as informações do mercado de petróleo àquela altura, só aumentou o problema, levando-o definitivamente para dentro do Palácio do Planalto.

Jane Duboc - Que Outro Dia Amanheça

MAX ROBERT E JANE DUBOC - TELL ME A BED TIME STORY

sexta-feira, março 21, 2014

AGRISHOW: Durante a FEIRA, motéis funcionam como opção de hospedagem

Feira impulsiona também o setor hoteleiro, que já está preparado para receber hóspedes

Conhecida como a capital brasileira do agronegócio, Ribeirão Preto organiza, anualmente, a Agrishow, considera a maior feira de tecnologia agrícola do mundo, que neste ano ocorre entre os dias 28 de abril e 2 de maio. Esta edição tem como expectativa superar os 150 mil visitantes do ano passado, e para acomodar com conforto os frequentadores, hoteleiros e moteleiros investem, cada vez mais, em serviços de hospedagem com excelência.       

Espaço privativo com garagem individual, refeições na suíte, recepção e cozinha 24h, sauna, hidromassagem e quartos higienizados com altos padrões de qualidade, são algumas das vantagens oferecidas por motéis como o Savana e Village.

Todos os anos os locais acomodam visitantes nacionais e também internacionais, vindos de países como Estados Unidos, México, Portugal, entre outros. Um dos mais requisitados na região é o Savana Motel, que chega a aumentar em 50% sua capacidade de hospedagem em épocas de feiras. O sucesso é devido aos serviços oferecidos como a cozinha internacional 24 horas e quatro suítes com piscina aquecida. Incluso na diária, o café da manhã é servido na própria suíte, e as taxas de serviços, normalmente presentes em hotéis convencionais, não são cobradas. O motel é localizado estrategicamente na Rodovia Anhanguera e está próximo ao aeroporto e ao Novo Shopping.

Para aqueles que procuram aliar conforto e economia, existe a opção hospedagem no Village Motel. O custo para o cliente pode chegar até a metade do preço em comparação com outros tipos de acomodações. A diária de uma das suítes do estabelecimento com café da manhã incluído custa a partir de R$ 250,00.

O proprietário do motel, Rafael Pacca, investe constantemente em qualidade de infraestrutura e atendimento, pois os motéis são excelentes opções para suprir a demanda de hospedagem gerada neste período. “Notamos que a procura aumenta muito quando estas feiras ocorrem, por isso aproveitamos para oferecer pacotes especiais e cardápios diferenciados para agradar a esse perfil de público”, comenta.

CNC: momento do café exige comprometimento com a realidade



BALANÇO SEMANAL — 17 a 21/03/2014

- CNC destaca necessidade de comprometimento com a realidade no atual cenário da cafeicultura brasileira.

COMPROMETIMENTO COM A REALIDADE — A oscilação dos preços no mercado cafeeiro, além de gerar dúvidas aos produtores sobre qual o melhor momento para comercializar, também gera variação de humor e posicionamentos, como observamos em diversas ocasiões nesta semana. Entretanto, na condição de entidade representante do setor, precisamos ser coerentes, não permitir que o lado emocional aflore e trabalhar, de fato, com a realidade e a racionalidade.

Temos plena convicção de que colheremos uma safra aquém da estimada oficialmente pelo Governo através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), haja vista que esses levantamentos foram realizados em períodos anteriores ao veranico ou ao ponto mais alto e impactante do veranico que nossos cafezais vivenciaram neste começo de ano.

O CNC não passará informações para o mercado sem um levantamento seguro, para não perdermos a confiabilidade de nossos números. Pelo fato do Brasil ser um país continental, esperamos obter essa informação em abril, pois não cometeremos a irresponsabilidade de tomar uma região como exemplo e prognosticar o observado nela como uma situação geral, tendo em conta que o veranico teve incidências diferentes no cinturão produtor. O que podemos antecipar é que haverá redução substantiva na colheita, tanto em 2014, quanto em 2015, mas ainda é prematuro quantificá-la.

EFEITO GUARDA-CHUVA — A recente reação observada nos preços, sem dúvida, foi positiva para o setor produtor no Brasil. Ainda que muitos não tenham o café para comercializar, é necessário recordar que há outras modalidades de venda, como o mercado futuro, na qual o cafeicultor pode fechar negócios aproveitando as cotações remunerativas atuais. Por outro lado, o CNC sente-se na obrigação de chamar a atenção para o fato de que os principais beneficiados com essa escalada foram nossos concorrentes, destacadamente a Colômbia, cujo governo economizou mais de 1 bilhão de pesos (cerca de US$ 489 milhões) em subsídio para o setor.

Dessa forma, entendemos como ledo engano a opinião dos que anunciam que faltará café para abastecer o mercado. Isso porque, se podemos dizer que houve algum “benefício” em relação ao veranico, este foi exatamente no sentido de retirar do mercado o excesso de café que estava causando o aviltamento nos preços, estabelecendo, no cenário atual, o equilíbrio entre oferta e demanda, com os estoques sendo utilizados e a estabilidade de preços para o produtor retornando gradativamente.

Lembrando nossa responsabilidade como órgão de classe e a necessidade de trabalharmos com números concretos, informamos que os anúncios, com embasamento regional sendo citados como de âmbito nacional, criam um furor de que o maior produtor mundial de café não terá condição para abastecer o mercado, incentivando, consequentemente, novos plantios nos países concorrentes ou mesmo o ingresso de “aventureiros” na cafeicultura do Brasil, o que, sem dúvida, voltará a nos conduzir para um cenário de excesso de oferta e pressão sobre as cotações em um futuro bastante próximo.

No passado recente, vivemos dois cenários parecidos, quando o CNC teve que intervir para evitar uma iminente situação crítica no aspecto econômico-financeiro aos produtores. No começo dos anos 2000, quando um secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura foi convencido que precisaríamos produzir, de imediato, safras de 60 milhões de sacas para suprir o mercado consumidor, mostramos a ele a inconsequência que um estímulo  nesse sentido traria. Isso porque, nos últimos três anos, com produções médias em torno de 50 milhões de sacas, vimos excedente de café e baixa nos preços praticados, imaginem, então, o que teria acontecido se o Brasil focasse em safras de 60 milhões.

Ainda sobre o prisma de nossa responsabilidade como representantes de um setor, recentemente intervimos junto ao então ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e sua equipe, quando o Brasil estava próximo de cometer um equívoco, que era permitir a importação de 500 mil sacas de café do Vietnã, por meio de uma Análise de Risco de Pragas (ARP). Ao tomarmos ciência, alertamos, de imediato, as consequências que essa aquisição teria, justamente no momento em que experimentamos uma reação de preços, a qual, embora importante, ainda não é suficiente para cobrir o passivo financeiro acumulado ao longo dos últimos anos. Se isso passasse, estaríamos literalmente quebrados.

Por fim, reiteramos a necessidade de nos unirmos para o fortalecimento da cafeicultura brasileira. Para isso, entendemos como primordial a valorização e o fortalecimento dos órgãos, como o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), nossa representação maior e o fórum que abrange, junto ao Congresso e ao Governo Federal, entidades como Abic, Abics, Cecafé, CNA, CNC e OCB, as quais precisam ser reconhecidas e prestigiadas, pois, somente assim, com este amadurecimento, construiremos uma política de renda a todos os elos da cadeia café, cenário desejado por todos os envolvidos com essa atividade que mais gera emprego no País.

MERCADO — A semana foi marcada por correções técnicas nas cotações futuras do café, de forma que o arábica voltou a operar abaixo dos US$ 2 por libra-peso, com significativa queda dos valores negociados no contrato C da ICE Futures US. O mercado climático continua ditando a tendência e a aproximação de chuvas mais generalizadas sobre a Região Sudeste do Brasil pressiona os preços futuros. Porém, como o veranico já causou danos irreversíveis em muitas lavouras cafeeiras, há limite para essa queda. Até a divulgação de dados consistentes sobre a quebra da safra, o mercado deve continuar volátil.

A Somar Meteorologia prevê precipitações no período de 24 a 28 de março em grande parte do cinturão produtor de café, com volumes um pouco maiores sobre o centro e o norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Essa notícia estimula a liquidação de posições compradas no mercado futuro, diante da alta acumulada desde o início do ano, que se aproximou dos 80%.

O último relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), referente à semana encerrada em 11 de março, informa que os fundos de investimentos elevaram o saldo comprado em café arábica, na Bolsa de Nova York, para o maior patamar desde 2010, o que estimulou a realização de lucros observada nesta semana. Com isso, o vencimento maio do contrato C acumulou perdas de 2.425 pontos, encerrando a quinta-feira a US$ 1,7415 por libra-peso.

Na Liffe, também predominou a tendência de desvalorização das cotações futuras do robusta, embora em menor proporção que as do café arábica em NY. O fechamento de ontem do vencimento maio do contrato 409 foi US$ 2.037 por tonelada, representando perdas de US$ 138 desde a sexta-feira passada. Como o ritmo de queda da Bolsa de Londres é menos intenso que o da ICE – graças à retração das vendas vietnamitas –, observa-se estreitamento da arbitragem entre ambas, que passou de US$ 1,08 no início do mês para US$ 0,82, para os vencimentos maio dos respectivos contratos.

Com a queda dos preços, a tendência é que os produtores vietnamitas segurem as vendas com mais força. Embora tenha sido observado um aumento na liquidez da comercialização diante da alta de preços registrada nas últimas semanas, o volume estocado nas propriedades é recorde, estimado em 850 mil toneladas na semana encerrada em 7 de março, de acordo com pesquisa realizada pela Bloomberg.

Seguindo a tendência das bolsas internacionais, os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para café arábica e conilon acumularam queda na semana de 14,2% e 8,6%, respectivamente, encerrando a quinta-feira a R$ 411,42 e R$ 254,37 por saca. A instituição informa que o recuo dos preços tem reduzido significativamente a liquidez do mercado doméstico.

O dólar variou ao redor do patamar de R$2,34, na maior parte da semana. Porém, ontem operou na contramão do desempenho da moeda no exterior, apresentando significativa queda, com fechamento a R$ 2,3267. A valorização do real foi motivada principalmente pela entrada de capital especulativo no Brasil.

Nos últimos dias, além das preocupações com a tensão na Ucrânia e a sinalização de dificuldades na economia chinesa, a atenção dos investidores também se voltou para a continuidade da redução do programa de estímulos à economia norte-americana – agora em US$ 55 bilhões mensais – e a possibilidade de alta da taxa de juros dos Estados Unidos já no primeiro semestre de 2015. Embora as contínuas intervenções do Banco Central do Brasil no mercado de câmbio tenham ajudado a relativa estabilidade do dólar, a antecipação da alta dos juros norte-americanos tem influência negativa no mercado de commodities, ajudando a desvalorizar suas cotações.

Por fim, a Green Coffee Association divulgou, nesta semana, que o estoque de café verde dos Estados Unidos diminuiu 203,2 mil sacas em fevereiro, passando a totalizar 4,83 milhões sacas de 60 kg, menor volume registrado desde março de 2013.


Atenciosamente,
Silas Brasileiro
Presidente Executivo do CNC


Paulo André Colucci Kawasaki
Assessor de comunicação - CNC


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