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segunda-feira, dezembro 06, 2004

Efeitos dos transgênicos sobre os animais

Recentes testes e experiências verificaram "efeitos colaterais" do uso de transgênicos. Eles afetam o meio ambiente e dizem respeito ao reino animal.
Criadores de gado nos EUA que apostaram em uma nova ração manipulada tiveram suas surpresas. A produção de leite aumentou, como era a intenção, mas a fecundidade foi afetada e algumas vacas pariram bezerros que apresentavam deformações. Além do mais, aumentaram enfermidades ligadas ao metabolismo e inflamações dos úberes.
Os consumidores que prestam atenção na sua figura devem evitar o leite de vacas alimentadas com rações à base de soja manipulada. O leite que elas produzem tem um conteúdo muito maior de gordura do que o de vacas que receberam rações de soja natural. Esse foi o resultado de uma pesquisa realizada pelo produtor da ração – o que a torna muito confiável. A diferença de teor de gordura foi de 7% a mais!

Anticoncepcional para joaninhas e traças dopadas
Não apenas as pragas têm motivo para temer os transgênicos. Joaninhas do sexo feminino que comeram pulgões de batatas transgênicas puseram menos ovos do que a média de suas companheiras. Isso foi o que verificou uma equipe de pesquisadores escoceses do Crop Research Institute em Dundee. Além disso, sua expectativa de vida ficou reduzida à metade. Com a manipulação genética da batata, porém, os pesquisadores não atingiram totalmente sua meta. Eles só conseguiram diminuir em 50% que as folhas fossem devoradas pelos pulgões.
O que mata as joaninhas pode funcionar como doping para as traças. Nesse meio tempo, algumas espécies de traças não apenas tornaram-se resistentes a muitas toxinas que as plantas transgênicas produzem para matar as pragas. Ao que tudo indica, elas podem digerir a toxina e transformá-las em alimento, informa a publicação Ecology Letters.

Abelhas famintas, salmões gigantes
Mesmo estando famintas, as abelhas sobrevoam as flores de colza transgênica, sem tocá-las. É que seu olfato não consegue cheirar o alvo. O veneno usado para imunizar a colza contra pragas reprime também o odor captado pelas abelhas.
Já os salmões aos quais se acrescentou um gene de peixes do Ártico, para protegê-los do frio, cresceram mais do que se esperava, por razões ainda desconhecidas.

Fonte: Deutsche Welle
Redator(a): Peter Wozny (ns)
http://www.dw-world.de

sexta-feira, dezembro 03, 2004

ACIONISTAS AUMENTAM APOSTA NA SERSIA BRASIL

Prestes a completar um ano sob nova razão social, central cresce em vendas, conquista mercado e passa a representar sua matriz em toda a América Latina
Avanço de comercialização em volume e abrangência geográfica, assinatura de novas parcerias e representatividade mais expressiva junto aos acionistas. Assim a central de genética bovina Sersia Brasil está chegando ao seu primeiro ano de vida. Desde o ano 2000, empresa integra o Grupo Sersia France, formado por uniões de cooperativas de pecuaristas franceses, mas, até dezembro de 2003, ainda era conhecida como Central Yakult. A nova razão social e algumas outras ações refletem a aposta da multinacional francesa no mercado brasileiro. “Estamos terminando 2004 com um avanço de 19% em relação ao ano anterior. Além disso, formamos novas parcerias e intensificamos outras já existentes. Os acionistas franceses estão muito animados com os resultados da filial. Em 2001, quando assumimos os negócios da Yakult, o faturamento anual da empresa era cerca de R$ 2 milhões e, provavelmente, fecharemos este ano com faturamento superior a R$ 7 milhões”, comenta o diretor superintendente da Sersia Brasil, Adriano Rubio.
Tal desempenho impressionou a matriz francesa e rendeu a Sersia Brasil, recentemente, a representação da Sersia France em toda a América Latina. Os novos negócios já tiveram início com a primeira exportação ao Paraguai. Foram mais de mil doses de sêmen de raças bovinas de corte. Também já estão em andamento contatos com Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru. No início de novembro, Adriano Rubio participou de um seminário sobre pecuária, realizado pelo Ministério de Agricultura do Peru, na capital Lima, para apresentar o sistema de seleção de reprodutores da Sersia France e a diversidade de produtos à disposição.
Segundo Rubio, mesmo antes de completar um ano, a Sersia Brasil já tem alcançado metas previstas para três ou quatro anos. “A independência financeira é a prioridade número um, e esta condição pode chegar muito antes do que imaginávamos.” Certo desta possibilidade, Rubio investe na atualização técnica da equipe e na otimização das instalações da central, localizada na cidade de Bragança Paulista (SP).

FONTE DE GENÉTICA
Aos 40 anos de existência, completados em 2004, o grupo Sersia France opera em mais de 60 países, trabalhando com 15 raças bovinas e duas caprinas. A empresa mantém um sofisticado sistema de seleção de touros para inseminação artificial e coloca em teste de progênie, anualmente, cerca de 1.000 reprodutores, por meio das cooperativas que a integram. O faturamento anual da Sersia France gira em torno de 100 milhões de Euros, dos quais cerca de 7 milhões de Euros representam as exportações, sendo o Brasil um dos principais clientes.
O interesse da Sersia France no Brasil segue nos dois sentidos. Além de consumir e distribuir a genética francesa, o maior país da América do Sul também é um potencial fornecedor mundial de sêmen de raças zebuinas. Neste ponto, o carro-chefe da Sersia Brasil é o Progenel, programa exclusivo para seleção de reprodutores Nelore. “Criado há oito anos, o Progenel soma a apurada metodologia de avaliação utilizada pela Sersia France e a nossa principal raça bovina de corte. Esta combinação nos permite gerar touros provados de acordo com as exigências da pecuária atual, baseada em fatores diretamente relacionados à eficiência produtiva e econômica”, acrescenta Rubio.
Hoje, o Progenel dispõe de 40 reprodutores, selecionados a partir de um grupo de 30 mil bezerros. O rebanho base é composto por 80 mil matrizes registradas, distribuídas em 765 fazendas de diversos estados brasileiros. As avaliações, que têm início na desmama dos bezerros e vai até os testes de progênie, são conduzidas por duas conceituadas entidades de pesquisa: Instituto de Zootecnia de Sertãozinho (SP) e Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP). O projeto conta, ainda, com a participação da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e o apoio institucional da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).
“A bateria de touros Progenel é destaque entre nossos produtos e um grande diferencial de nosso trabalho.” A declaração de Rubio é amparada, também, pelos efeitos positivos do programa nas fazendas. É crescente o número de pecuaristas interessados tanto em utilizar tais opções como em inscrever seus animais.

NELORE DE OURO
Mais do que a boa impressão causada aos franceses, o trabalho com a genética Nelore ganhou valor aqui no Brasil. Um bom exemplo é a homenagem que será prestada ao diretor superintendende da central no evento Nelore Fest, que acontece no dia 19 de dezembro, em São Paulo (SP). Rubio receberá o troféu “Nelore de Ouro – O Oscar da Pecuária” na categoria Personalidade Empresarial – Melhoramento Genético. De acordo com a ACNB, entidade organizadora do Nelore Fest, “este prêmio homenageia as personalidades, instituições e empresas que mais se empenharam para o engrandecimento da pecuária e do agronegócio brasileiros”.

PARCERIAS
Seja no setor de pesquisas ou na área comercial, a Sersia Brasil está multiplicando seu potencial de trabalho por meio de parcerias. Além da maior gama de produtos, a empresa também avança no setor de prestação de serviços, ganhando em agilidade e eficiência. O cliente é o principal favorecido, especialmente por conseguir uma relação custo/benefício altamente favorável. Estas ações conjuntas permitem que a central mantenha uma estrutura bastante enxuta, o que se reflete nos preços de produtos e serviços.

LABEL TROPICAL
Este é um projeto de produção de carne bovina com elevado padrão de qualidade abrangendo toda a cadeia produtiva, desde as fazendas até o consumidor final, baseado em raças de origem francesa. Label Tropical é uma referência ao Label Rouge, selo utilizado na França para identificar produtos diferenciados pela alta qualidade. A proposta apresentada por Rubio às entidades de criadores das raças puras Blonde D’Aquitaine, Charolês e Limousin e sintéticas Blonel e Canchim está em execução. A união visa atender exigências mercadológicas por volume, padrão e freqüência, essenciais em qualquer grande negociação.
A Sersia Brasil fez mais do que idealizar o projeto. Com o apoio de sua matriz e do Ministério de Agricultura da França, por duas vezes a empresa levou à França representantes destas associações e de alguns frigoríficos, com o intuito de conhecerem de perto o sistema de seleção genética da Sersia France e a cadeia produtiva de carne bovina daquele país. Na segunda viagem, em outubro, os brasileiros participaram de uma das principais feiras agropecuárias da França e apresentaram um seminário técnico sobre a genética bovina nacional na produção de carne bovina.


Informações
Adriano Rubio – Sersia Brasil
(11) 4481-8820


Romualdo Venâncio
romualdo@verte.com.br
(11) 3672-7177 / 9261-2334

terça-feira, novembro 30, 2004

MMA recorre contra decisão da CTNBio sobre algodão transgênico

O MMA - Ministério do Meio Ambiente recorreu, sexta-feira (26), na CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança contra a decisão de liberar a comercialização de sementes convencionais de algodão com até 1% de contaminação por OGMs - organismos geneticamente modificados. O MMA alega no recurso que a deliberação pode ter graves impactos para a saúde pública, o meio ambiente e ao agronegócio pela inexistência de estudos técnicos científicos que fundamentem a decisão.
A deliberação atendeu o pedido da Abrasem - Associação Brasileira de Sementes e Mudas para que as sementes convencionais de algodão a serem comercializadas na safra 2004/2005 possam conter até 1% de sementes transgênicas. Embora o plantio de algodão transgênico seja ilegal no Brasil, a associação anexou cartas de várias empresas informando que parte de suas sementes estão contaminadas com sementes geneticamente modificadas, e que não possuíam sementes convencionais com 100% de pureza para atender às necessidades da safra atual.
Atualmente existem 50 espécies de algodão, mas apenas quatro são cultivadas por apresentarem fibras de valor comercial. As duas espécies mais importantes são originárias nas Américas do Norte e Sul. Embora nenhuma das duas espécies seja originária do Brasil, o país é considerado um centro de diversificação por possuir variedades silvestres das espécies em larga escala.
O algodão é uma espécie de polinização cruzada, ou seja, polinizada por meio de insetos e pássaros. Estudos mostram que a polinização do algodão chega a 70%, o que possibilita um alto índice de contaminação. Ainda que o percentual de sementes transgênicas admitido pela CTNBio seja de 1%, pelas características da espécie, a contaminação pode ser bem maior, comprometendo o patrimônio genético brasileiro, composto pelas espécies silvestres de origem brasileira, as espécies que compõem os centros de diversificação e variedades crioulas. A contaminação pode ocorrer tanto pela mistura mecânica de sementes como pela polinização, que ocorre mesmo que as populações de algodoeiro estejam a quilômetros de distância.
O MMA considera, ainda, que a CTNBio não efetuou avaliações sobre aspectos como os possíveis riscos dos genes de resistência a antibióticos, que ocorrem em três dos sete tipos de sementes transgênicas que podem estar contaminando o algodão brasileiro. A inexistência de tal estudo pode trazer grandes riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
O Ministério do Meio Ambiente aponta como “flagrantemente ilegal”, o fato da decisão ter sido aprovada por apenas sete dos 13 membros presentes à reunião quando o quorum necessário seria de nove. De acordo com a Lei nº 8974/95, as decisões da CTNBio devem ser tomadas por maioria de dois terços de seus membros. Um outro motivo para a anulação da sentença é que a comissão deliberou sobre o assunto sem dar a devida publicidade. De acordo com a legislação, é atribuição da comissão, antes de iniciar qualquer análise, submeter o assunto a consulta pública prévia, o que somente ocorreu no dia 23 de novembro, cinco dias depois da plenária que aprovou a liberação.
Além disso, a ação do MMA lembra que “a lei 8.974/95/01 estabelece que os pareceres técnicos prévios conclusivos devem ser emitidos caso a caso, sobre atividades, consumo ou qualquer liberação no meio ambiente de OGM, fato que não ocorreu na emissão do parecer favorável”. Segundo o ministério nenhum dos sete casos liberados teve a sua biossegurança avaliada no país, “quer nos aspectos ambientais, quer no que diz respeito à saúde humana e animal, sendo que alguns dos eventos citados possuem genes de resistência a antibiótico”.
O recurso será avaliado pela CTNBio no prazo de 30 dias, da data de sua apresentação.


Fonte: Ascom MMA

quarta-feira, novembro 24, 2004

BASF e Dow AgroSciences anunciam parceria no Sistema de Produção Clearfield

BASF e Dow AgroSciences anunciaram uma parceria para o desenvolvimento do Sistema de Produção CLEARFIELDÒ por meio da produção de novos híbridos tolerantes ao herbicida OnDutyÒ, favorecendo assim, toda a cadeia produtiva do milho. O acordo concede a Dow AgroSciences no Brasil os direitos de comercialização de híbridos contendo o atributo que confere a tolerância ao OndutyÒ.

O acordo é fruto da experiência da BASF em culturas com tolerância a herbicidas e da Dow AgroSciences com suas habilidades no desenvolvimento de híbridos altamente rentáveis. A ampla distribuição desta poderosa linha de produtos beneficiará agricultores, proporcionando um aumento nas opções de produção.
"Estamos empolgados com os avanços desta parceria”, explica José Arana, Diretor da Sementes e Biotecnologia da Dow AgroSciences no Brasil. "Este é um passo significativo rumo ao nosso plano de fornecer uma extensa gama de produtos inovadores para a cultura do milho.
"Este acordo com a Dow AgroSciences ampliará substancialmente a utilização da tecnologia Clearfield® com híbridos de milho geneticamente avançados”, explica Airton Leites, Gerente de Produtos da BASF Agro. “Ao disponibilizarmos esta tecnologia à Dow AgroSciences, podemos fornecer aos agricultores o acesso a híbridos avançados que sejam os melhores para sua região. Este fato, associado a um maior espectro no controle de plantas daninhas ao longo da safra, oferecido pelo herbicida OndutyÒ do Sistema de Produção Clearfield®, será de grande ajuda, possibilitando aos produtores otimizarem seus recursos e expandirem as opções no controle de plantas daninhas”.
A Dow AgroSciences já comercializa soluções em híbridos de milho e girassol nos EUA, canola no Canadá e girassol na Argentina.

Sistema de Produção Clearfield®
O Sistema de Produção Clearfield®, por meio da combinação de dois importantes fatores de produção, sementes tolerantes + herbicidas especificos, proporciona ao agricultor a utilização mais eficiente dos recursos (mão de obra, maquinaria, insumos, água etc.), resultando na melhor opção de controle de plantas daninhas e conseqüentemente, numa maior produtividade.
O Sistema de Produção Clearfield® e o seu logotipo são marcas globais da BASF. Diversas culturas tolerantes como o milho, canola, trigo, arroz, girassol e outras culturas regionais em desenvolvimento, fazem parte do Sistema de Produção Clearfield®.
A vantagem do Sistema de Produção Clearfield® advém da combinação de:

- sementes tolerantes obtidas por métodos tradicionais de melhoramento genético
- uma só aplicação com amplo espectro de controle proporcionado pelos herbicidas que compõem o Sistema de Produção Clearfield®.

Herbicidas como o OnDuty®, fazem parte do Sistema de Produção Clearfield® e pertencem a uma família única de produtos de proteção a culturas desenvolvida pela BASF. Esses herbicidas atuam sob uma enzima encontrada nas plantas. Esta seletividade, associada a baixa dosagem por hectare, torna os herbicidas menos impactantes ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que oferece notável controle contra plantas daninhas.
Os herbicidas do Sistema Clearfield® controlam as plantas daninhas de folhas estreitas e de folhas largas por meio de contato, além de continuarem a controlá-las durante todo o período da safra.
Nesta safra, a Dow AgroSciences lança seu primeiro híbrido 2A120 CL®, tolerante ao herbicida Onduty® e possui outros materiais em sua linha de produção para o próximo ano.
“A característica do herbicida tolerante pode se desenvolver no milho em combinação com outras características de origem da biotecnologia”, explica Arana. Como exemplo, ele informa que a Dow AgroSciences está atualmente desenvolvendo uma nova classe de defensores contra insetos, de amplo espectro (Herculex®), que virá a complementar a oferta das propriedades do Clearfield® em sementes de milho.


Clearfield® e OnDuty® são marcas registradas da BASF.
2A120 CL® e Herculex® são marcas registras da Dow Agroscienses


Divisão de Produtos para Agricultura
Com vendas de 3,176 bilhões de euros em 2003, a Divisão de Produtos para Agricultura da BASF é líder no segmento de produtos para proteção de plantas, e ainda uma forte parceira da indústria agrícola, à qual fornece fungicidas, inseticidas e herbicidas inovadores e bem estabelecidos no mercado. Os agricultores usam esses produtos e serviços para melhorar suas plantações e a qualidade das suas colheitas. Outros usos incluem: saúde ambiental, controle estrutural/urbano de pragas, gramados e plantas ornamentais. A BASF quer rapidamente transformar seu conhecimento em sucesso de mercado. A Divisão de Produtos para Agricultura da BASF visa ser líder mundial em inovações, otimização a produção agrícola, melhorando a nutrição e aumentando assim a qualidade de vida da crescente população. Mais informações podem ser encontradas no endereço eletrônico:
www.basf.de/en/produkte/gesundheit/pflanzen.

BASF. A química da vida.
A BASF emprega cerca de 5000 colaboradores na América do Sul e atingiu vendas totais de €1.8 bilhão* em 2003. Desse total, €1 bilhão representa as vendas da empresa no Brasil. A BASF é a empresa química líder mundial. Nossa meta é crescer de forma rentável, e melhorar ainda mais o valor de nossa empresa. Nós ajudamos nossos clientes a atingir o sucesso por meio de soluções inteligentes e produtos de alta qualidade. O portfólio da BASF abrange desde produtos químicos, plásticos, produtos de performance, para agricultura e química fina, até óleo crú e gás natural. Por meio de novas formas de tecnologia, podemos ativar novas oportunidades de mercado. Conduzimos nossos negócios de acordo com os princípios do desenvolvimento sustentável. Em 2003, a BASF obteve vendas de mais de €33 bilhões (cerca de $42 bilhões) e empregou mais de 87.000 profissionais ao redor do mundo. As ações da empresa são negociadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA), Nova Iorque (BF), Paris (BA) e Zurique (AN). Para mais informações sobre a BASF visite nosso endereço eletrônico: www.basf.com.


* Esse resultado abrange os negócios realizados pelas empresas do Grupo na região, incluindo a Wintershall (empresa situada na Argentina, voltada a produção de óleo cru e gás).


Érica Smith
Assessora de Imprensa
CL-A Comunicações
Tel.: 5511 3082-3977 ramal 28

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA INTENSIFICA FISCALIZAÇÃO DA SOJA NA DIVISA DE SC COM O RS

A fiscalização dos carregamentos da soja na divisa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina começou nesta semana e vai até a segunda quinzena de dezembro. São seis barreiras montadas nas rodovias de Palmitos (BR-158), Chapecó (SC-480), Concórdia e Campos Novos (SC-470), Capão Alto (BR-116) e Araranguá (BR-101). A inspeção está sendo feita por fiscais da Delegacia Federal de Agricultura em SC, em conjunto com técnicos da Secretaria Estadual de Agricultura e policiais rodoviários.
A vistoria da soja nas cargas dos caminhões é uma das providências adotadas para cumprir a Medida Provisória 223/2004. A comercialização de semente transgência ficou proibida, apesar de estar liberado o plantio para uso na própria propriedade. “O estado é o corredor de escoamento do Rio Grande do Sul para outros estados e vamos verificar se os grãos transportados se destinam ao plantio, à ração animal ou ao consumo humano”, explicou o delegado federal de Agricultura em SC, Tarcisio Kock.
Em 2003, 557 produtores catarinenses assinaram o termo de compromisso, responsabilidade e ajustamento de condução para o plantio de soja geneticamente modificada, o que corresponde a uma área entre 8 a 10% de todo o estado. Na safra passada, Santa Catarina plantou 307 mil hectares, com uma produção de 656,7 mil toneladas de soja.
Outra medida a ser tomada a partir de janeiro de 2005 é a coleta de mais de 100 amostras das plantas em lavouras das regiões produtores de soja, localizadas principalmente no planalto norte e oeste do estado.


Fonte: MAPA

AVICULTURA : Merial leva técnicos brasileiros ao Seminário Internacional de Perus, na Alemanha

O mercado brasileiro de produção de peru está em crescimento e verifica-se valorização de preços. Somente no primeiro semestre de 2004, as exportações de carne de peru renderam US$ 96,5 milhões ao País, ou 75% a mais de receita em comparação com o mesmo período de 2003.
Um dos pilares desse crescimento é a alta competência brasileira em manejo, uma importante vantagem competitiva para o País. Técnicos, nutricionistas, veterinários, entre outros profissionais, interagem entre si para o sucesso do processo produtivo; e os resultados em produtividade aparecem.
O bom manejo soma-se à flexibilidade da indústria avícola nacional, que aprendeu a trabalhar para atender as necessidades dos clientes, sem perder o foco no resultado econômico.
Na esteira desse momento positivo para a produção de peru, um grupo de técnicos de grandes empresas, como Sadia, Perdigão e Frangosul, liderado pelo diretor de operações de avicultura Ricardo Pereira, da Merial, empresa líder mundial em pesquisa, desenvolvimento de vacinas e produtos veterinários, acompanhou de perto o Simpósio Internacional de Perus (VI International Symposium on Turkey), em Berlim (Alemanha).
O objetivo principal: aprimorar os conhecimentos técnicos sobre a atividade, a partir do acompanhamento das mais recentes pesquisas relacionadas a perus. No evento foram apresentados 47 trabalhos científicos vindos de 27 diferentes países. Segundo o consultor Alberto Back, do Mercolab (Cascavel/PR), palestrante convidado do simpósio e também participante do grupo brasileiro, a presença no Simpósio possibilitou conhecer ainda melhor o segmento de perus, atualizando-se com as mais recentes informações e tecnologias nos países onde são geradas. “Além da visita ao evento, fiquei particularmente impressionado com a fábrica da Biopharm na República Tcheca, onde são produzidas as vacinas contra coccidiose aviária, distribuídas pela Merial no Brasil. A visita à fábrica de Livacox possibilitou aos componentes do grupo de brasileiros dialogar com cientistas que se dedicaram anos às pesquisas para o desenvolvimento da vacina, hoje uma referência mundial”, completa Back.
Marcos Téo, gerente de produção avícola de perus da Sadia, que também acompanhou o grupo na viagem, ressalta que foi importante conhecer o laboratório de produção da vacina contra coccidiose, comercializada no Brasil pela Merial. “A estrutura apresentada em uma empresa parceira vem reforçar a confiança já depositada em um dos nossos fornecedores de vacina”, disse Téo.
“Não apenas o manejo eficiente, mas a nutrição e estratégias sanitárias competentes formam a base de sustentação diferenciada da avicultura brasileira”, assinala Ricardo Pereira, da Merial. A segurança sanitária da atividade no Brasil é das melhores do mundo e aperfeiçoa-se cada vez mais, graças às parcerias firmadas entre as indústrias avícolas e os fornecedores de produtos para saúde e nutrição animal.
Para Marcos Téo, da Sadia, a participação em seminários do porte do realizado na Alemanha amplia o conhecimento e possibilita melhor avaliação da movimentação da produção mundial, os fatores impactantes e tendências, proporcionando melhor reflexão sobre como estamos posicionados em relação ao mercado. “Além do conhecimento obtido nas palestras, vale ressaltar o contato com técnicos de diferentes países, os quais estão envolvidos com a produção mundial. Essa troca de informações contribui para o desenvolvimento de todos os participantes, por conseqüência, de toda a produção nacional”, finaliza Marcos Téo.
Aos poucos, o brasileiro também familiariza-se com a carne de peru, alimento rico em proteínas e de baixo teor calórico. Atualmente, o consumo per capita no País está em 580 gramas/hab/ano.

Mais informações pelo site: www.merial.com.br


Texto Assessoria de Comunicações: telefone (11) 3675-1818
Jornalista Responsável: Altair Albuquerque (MTb 17.281)

Produtor do Paraná aproveita liminar e acelera plantio de transgênicos

Os produtores paranaenses de soja já estão se aproveitando dos benefícios da liminar obtida na última sexta-feira (19) pela Faep - Federação da Agricultura do Estado do Paraná e passaram a acelerar o plantio de semente geneticamente modificada, autorizado pela juíza da 2.ª Vara Federal. Nos cálculos do presidente da Faep, Ágide Meneguette, uma eventual cassação da liminar não ocorrerá antes de 30 dias, tempo suficiente para que o plantio da safra 2004/2005 de soja esteja todo plantado. Cerca de 86% das 4,95 milhões de toneladas já foram cultivados, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura.
O dirigente rural não quis arriscar uma estimativa sobre o número de produtores que plantará soja transgênica nessa safra, apoiando-se na liminar e no esforço que a federação está liderando em defesa da liberação ampla do plantio. A campanha dos ruralistas ganhou reforço importante nesta terça-feira (23) quando Meneguette entregou em Brasília (DF), ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o documento com 35 mil assinaturas de produtores de 330 municípios paranaenses, pedindo a revisão da Medida Provisória 223, publicada em 21 de outubro.
O abaixo-assinado defende o direito de todos poderem plantar e comercializar a soja transgênica, e não apenas os produtores que assinaram o Termo de Compromisso em 2003. Segundo a Secretaria de Apoio Rural e Cooperativismo, 591 produtores paranaenses assinaram o termo em 2003. O documento também pede que o Paraná não seja declarado área livre de transgênico, conforme pedido oficial encaminhado pela quarta vez ao ministério pelo governador Roberto Requião. Outros três foram negados na safra passada. O terceiro ponto do abaixo-assinado solicita a intervenção do governo federal no Porto de Paranaguá para garantir o embarque de soja transgênica.
De acordo com Meneguette, o ministro se comprometeu a entregar a lista e as reivindicações dos agricultores, pessoalmente, ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Roberto Rodrigues afirmou que a manifestação dos produtores reforça a posição do Ministério da Agricultura. “O abaixo-assinado reforça nossa crença de que o os produtores do Paraná têm um forte interesse em ter uma opção de plantio que não seja apenas a soja convencional”, disse.
A proposta de firmar o abaixo-assinado foi liderada pelo Sindicato Rural de Cascavel (PR), que entre o fim de outubro e o início de novembro buscou apoio junto a entidades rurais de outras regiões do Paraná, inclusive cooperativas e associações de produtores. Segundo o presidente da Faep, a adesão dos produtores foi imediata. “Agricultores do Sudoeste e Oeste do Paraná procuraram espontaneamente suas entidades representativas para assinar o abaixo assinado”, disse Meneguette.

Recurso
O procurador geral do estado, Sérgio Botto, confirmou nesta terça-feira que o recurso do estado tentando cassar a decisão liminar que libera o plantio será apresentado nesta quarta-feira (24), em Porto Alegre (RS), ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região.


Fonte: Gazeta do Povo/PR

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