Represente comercial afirma que os EUA vão "lutar até o fim" contra a condenação da OMC a subsídios
O representante comercial dos EUA, Robert Zoellick, disse ontem que o governo George W. Bush vai recorrer "até o fim" para tentar inverter a derrota sofrida para o Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio) na questão dos subsídios aos produtores de algodão.
A derrota fez com que os EUA lançassem ameaças contras outros países em desenvolvimento. Para Zoellick, se outros seguirem o exemplo brasileiro e abrirem processos contra os EUA, isso inviabilizaria as negociações comerciais e colocaria em risco a própria Rodada Doha da OMC de liberalização comercial.
Segundo o tribunal de arbitragem da OMC, os subsídios norte-americanos ao algodão distorcem os preços mundiais. O caso foi levantado pelo governo brasileiro e foi recebido com a primeira grande vitória de um país em desenvolvimento contra os subsídios agrícolas dos ricos.
O Brasil ganhou na maioria das queixas apresentadas, mas a vitória não deverá ter efeitos práticos imediatos. O governo americano vai recorrer, e o processo deve se estender por dois anos. A decisão ainda é provisória, mas, geralmente, o órgão mantém suas posições na decisão final, a ser proferida em junho. Os EUA deverão recorrer se isso acabar ocorrendo.
"Podem estar 100% certos de que iremos recorrer e pressionar até o fim", disse Zoellick, durante sessão do Comitê de Agricultura da Câmara dos EUA. "Vamos lutar pelos interesses agrícolas dos EUA, mesmo se for por meio de disputa judicial."
Durante a audiência na Câmara, representantes da bancada ruralista americana afirmaram que os EUA terão de desistir da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) se o Brasil vencer, em instância final, a disputa.
"Se a decisão prevalecer, será uma perda de tempo trazer a Alca para votação no Congresso", disse o deputado democrata Robert Etheridge (Carolina do Sul) para Zoellick e a secretária Ann Veneman (Agricultura).
Em sua queixa contra os EUA na OMC, o Brasil alegou que os subsídios norte-americanos causam ao Brasil perdas comerciais de US$ 480 milhões.
A decisão da OMC poderá criar jurisprudência contra outros subsídios que os norte-americanos concedem a produtores agrícolas e que afetam as exportações brasileiras e as de outros países.
O deputado Charles Stenholm, democrata do Texas e influente membro da Comissão de Agricultura do Congresso, chegou a afirmar que o processo brasileiro do algodão "trouxe uma nova dimensão às negociações comerciais: o litígio".
Zoellick afirmou aos deputados que seria "um erro" tentar resolver as disputas na área agrícola por meio de litígios e defendeu uma maior negociação.
Derrota retira trunfo dos ricos, afirma Amorim
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) acredita que a decisão da OMC (Organização Mundial do Comércio) a favor do Brasil e contra os subsídios americanos tire dos países ricos "um instrumento que eles queriam usar como barganha na negociação agrícola, o que talvez os faça andar mais rápido" nas concessões a países como o Brasil.
Traduzindo: se, cedo ou tarde, a OMC vai considerar ilegais os subsídios (internos ou à exportação), os países que os adotam talvez considerem melhor derrubá-los de uma vez, claro que em troca de concessões de seus parceiros na OMC.
O ministro lembra um antecedente remoto: durante a Rodada Uruguai, o ciclo de negociações liberalizantes que foi de 1986 a 1993, houve uma disputa similar à do algodão, mas em torno das oleaginosas e entre União Européia e EUA (o Brasil era parte interessada, mecanismo previsto nas regras da época e de agora).
A Europa perdeu e "viu que não podia continuar ficando na negativa absoluta nas negociações agrícolas", rememora o chanceler.
De fato, a Rodada Uruguai marca o momento em que a agricultura, pela primeira vez, entrou nas negociações agrícolas, embora o resultado final tenha sido pobre: um acordo posterior entre UE e EUA limitou muitíssimo a abertura.
Amorim diz que não é o caso de "triunfalismo" em torno da vitória no caso do algodão, mas ele próprio tem dificuldades para contê-lo, porque a decisão de entrar com o pedido de julgamento foi dele, pessoalmente, embora depois aprovada por outros ministros.
O chanceler tem a gentileza de reconhecer que o mérito deve ser estendido ao governo anterior, por conta de um episódio que ele conta agora: quem teve a primeira idéia foi Pedro de Camargo Netto, então secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, no governo Fernando Henrique Cardoso.
Camargo Netto, participante ativo das negociações agrícolas, seja como ruralista, seja como membro do governo, foi a Amorim, então embaixador em Genebra, quando este se recuperava de uma operação.
Pediu sugestões e Amorim recomendou a contratação de um advogado especializado em litígios. "Você pode ter toda a razão do mundo, mas é preciso ver se você tem também um caso", disse à época e rememora agora.
O advogado foi de fato contratado, o norte-americano Scott Andersen, sem falar no economista Daniel Summer, ex-funcionário do governo norte-americano e hoje professor da Universidade da Califórnia em Davis.
Há um segundo motivo para o entusiasmo do chanceler: ele acredita que o caso do algodão seja exemplar na luta do G20 para equiparar justiça social e comércio (G20 é o grupo de países em desenvolvimento, liderado por Brasil e Índia, que luta pela abertura agrícola dos países ricos).
De fato, a derrubada dos subsídios vai beneficiar o Brasil, mas principalmente países africanos como Mali, Chade, Benin e Burkina Faso. Neles, o algodão é responsável pelo emprego de 15 milhões de pessoas, que correm o risco de ficar sem o trabalho.
Fonte: Folha de S. Paulo
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quinta-feira, abril 29, 2004
Rumor de cancelamento de compras no exterior ajuda a derrubar a soja
As perspectivas de que a China adote medidas para desacelerar seu crescimento econômico motivaram forte queda das cotações de algumas das principais commodities agrícolas negociadas no mercado internacional. A notícia soou mais preocupante no mercado de soja, já que a demanda chinesa, em forte elevação nos últimos anos, tem sido um dos principais sustentáculos dos preços externos. E gerou especial temor no Brasil, que tem no país asiático o principal destino das exportações do grão - que encabeça a pauta nacional de exportações.
No pregão de ontem na bolsa de Chicago, a notícia reverteu uma tendência de alta sustentada pela quebra da safra brasileira e as cotações fecharam em forte queda. Os contratos com vencimento em julho caíram 1,46% e encerraram a sessão a US$ 9,80 por bushel. Também influenciaram a queda rumores de que os chineses teriam cancelado navios de soja brasileiros.
Jack Scoville, vice-presidente da divisão de trading da Price Futures Group, de Chicago, disse que as notícias não foram confirmadas. Apesar disso, eventuais cancelamentos poderiam envolver também cargas de soja americanas. Um executivo de uma trading no Brasil disse que alguns clientes chineses já tentam adiar compras anteriormente acertadas para "empurrar" embarques.
Cauteloso, ele evitou relacionar o adiamento a uma tentativa da China de pagar menos pela soja. Mas observou que, "coincidentemente", no momento em que começa a receber cargas contratadas quando a soja estava mais cara do que hoje, a China passa a encontrar problemas sanitários no produto brasileiro. O executivo da trading se referia a dois navios provenientes do Brasil que estariam parados em portos chineses, impedidos de desembarcar. Inicialmente, autoridades locais disseram haver problemas com pesticidas, depois com fungicidas. Já Anderson Galvão, da Céleres, disse ter informações de que os navios estariam em quarentena como prevenção em relação à ferrugem asiática, doença provocada por um fungo.
Para os analistas, a queda nas margens de esmagamento de soja na China e a menor demanda por farelo devido à gripe das aves no país poderiam explicar a expectativa de que o país compre menos soja. Para Galvão, as margens estão sob pressão porque a China expandiu muito o setor de esmagamento, o que elevou a oferta. Ele não descartou que a indústria de soja da China esteja tentando "equacionar" seus problemas de margens derrubando preços da soja no exterior. "A China quer comprar facilidades", alfinetou.
Renato Sayeg, da Tetras Corretora, lembra que relatório da publicação especializada alemã Oil World já previa queda das importações chinesas no segundo trimestre. Até março, as compras totais chinesas somaram 9,44 milhões de toneladas, 24% mais que em igual intervalo de 2003, mas entre abril e junho, segundo a Oil World, as importações ficariam abaixo das 6,63 milhões de toneladas do ano passado.
O "efeito China" também derrubou os preços do açúcar e do algodão. Essas duas commodities são alvo de especulação no mercado nos últimos meses, uma vez que os chineses sinalizam forte interesse por esses produtos. No caso do açúcar, a tão esperada compra da China não ocorreu, mas os rumores de que isso vai acontecer foram suficientes para que os preços se sustentassem durante alguns pregões neste ano. No algodão, o governo chinês chegou a anunciar este ano aumento da cota de importação, provocando forte oscilação nos preços da commodity.
Ontem, os contratos do açúcar fecharam a 6,73 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com recuo de 5,3%. Antônio Augusto Duva, da Henmcorp Commcor, lembra que "outros fundamentos de demanda ainda sustentam os preços do açúcar" no mercado.
Para Fernando Martins, da Fimat Futures, a China exerce pressão tanto nas oscilações de baixa como nas de alta. "Se a moeda chinesa se valorizar com essas medidas econômicas implantadas pelo governo, o poder de compra das indústrias da China será maior para as commodities agrícolas", observou Martins.
Freada da economia chinesa pode prejudicar contas externas do Brasil
Um estudo dos economistas Marco Antonio Franklin e Elisa Pessoa, da Plenus, gestora de recursos, alerta para o fato de que um desaquecimento mais brusco da economia chinesa teria forte impacto sobre as contas externas brasileiras.
O superávit comercial no primeiro trimestre foi de US$ 6,7 bilhões, permitindo projetar um saldo comercial de US$ 30 bilhões para 2004. No entanto, esta receita poderia encolher até US$ 10 bilhões caso os chineses reduzissem suas compras de insumos nacionais, acarretando um retorno dos preços desses produtos aos níveis de 2002.
"Apesar de a China ainda dispor de instrumentos para lidar com o superaquecimento de sua economia e com as pressões inflacionárias, uma desaceleração mais forte do que o esperado pode custar caro à economia brasileira em termos de superávit comercial, fazendo com que o país volte a condição de deficitário em transações correntes", alerta Franklin.
"Isto somado a uma piora na liquidez internacional por conta do aperto monetário americano pode gerar pressões sobre câmbio e juros no Brasil", avalia ele.
A participação da China no comércio exterior brasileiro vem crescendo continuamente nos últimos três anos e tem valorizado os preços das commodities e ampliado o quantum exportado pelo Brasil.
Em 2003, o mercado chinês foi o terceiro principal destino das exportações brasileiras com 6,2% do total, o que corresponde a US$ 4,5 bilhões, com expansão de 80% em relação a 2002. Os principais produtos nacionais exportados para a China são farelo de soja, minério de ferro, aço, óleo de soja e autopeças.
A China importa cerca de 30 milhões de toneladas de soja, ou 15% dos 200 milhões de toneladas negociados no mercado mundial. Deste total, 16 milhões de toneladas são compradas pelo gigante asiático do Brasil. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) programa colocar 31 milhões de toneladas de minério de ferro no mercado chinês em 2004, equivalente a 19% de suas vendas desse minério.
Franklin e Elisa ressaltam em seu trabalho que a melhora das contas externas brasileiras se deu por conta dessa forte expansão do volume de exportações, que impactou também positivamente o preço das commodities, elevando o saldo da conta de comércio.
Em 2003, o preço dos insumos subiu 4,7% e, somente no primeiro trimestre deste ano, teve alta de 7,2%. Portanto, os economistas avaliam que uma redução no ritmo da demanda da China pode provocar um descasamento entre oferta e procura e consequentemente "um colapso" nos preços externos de produtos importantes na pauta de exportações do Brasil.
Setores serão afetados desigualmente
Os setores beneficiados pelas mudanças na Medida Provisória 164 foram divididos em três grandes grupos: o dos que terão alíquota zero da Cofins, mas não do PIS de 1,65%, tanto para os produtos importados, quanto para os nacionais; os que manterão o sistema cumulativo, em que a carga da Cofins é transferida para cada elo da cadeia produtiva; e os que arcarão com a nova Cofins mas receberão benefícios de outra natureza.
A manutenção do sistema cumulativo é vantajosa para os setores cuja cadeia produtiva é curta, já que neste caso a alíquota da Cofins é de 3%, ao passo que no sistema não-cumulativo é de 7,6%. Alguns setores, como a educação, já estavam beneficiados pelas mudanças feitas na medida provisória em sua tramitação na Câmara.
Mas outros ramos da economia em que a presença do setor de serviços é forte mantiveram o sistema cumulativo nesta rodada de negociações. A inclusão da construção civil entre os beneficiados só durará dois anos porque a equipe econômica entendeu que este setor precisa de incentivos imediatos. Foi o mal desempenho da construção civil no ano passado que fez com que a evolução do PIB caísse para abaixo de zero.
Outros setores beneficiados com a alíquota zero foram o de defensivos, fertilizantes, sementes e material genético para agropecuária; hortaliças , frutas e ovos; componentes para fármacos; material de exame clínico e algodão.
As indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus serão beneficiadas com a zeragem da alíquota para os produtos que reexportarem, mas saíram parcialmente perdedoras nas negociações no Congresso. A versão inicial da medida provisória permitia que elas se creditassem do imposto pago, o que agora não será mais possível.
As indústrias que compram bens de capital, nacional ou importados, terão que arcar com a nova Cofins, mas ganharam uma das mais importantes concessões do governo. Poderão se creditar deste valor depois de quatro anos da importação ou compra. Atualmente, a aquisição de bens de capital só permite o crédito depois de dez anos.
Os representantes das cooperativas saíram das reuniões inseguros sobre o resultado final. Não conseguiram evitar a migração para a nova Cofins, mas receberam como contrapartida a isenção da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a manutenção no texto da isenção do Imposto de Renda. O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), comprometeu-se que o governo enviará uma nova medida provisória, sobre as cooperativas, dentro de três meses, caso fique comprovado que as cooperativas terão perdas com o novo sistema.
O benefício para a indústria de aerossol é um exemplo de concessão pontual: elas receberão isenção da Cide sobre o gás butano, produto usado para o spray. Este gás butano era taxado como combustível, o que estava levando os industriais brasileiros a migrarem para a Argentina.
Fonte: Valor Econômico
No pregão de ontem na bolsa de Chicago, a notícia reverteu uma tendência de alta sustentada pela quebra da safra brasileira e as cotações fecharam em forte queda. Os contratos com vencimento em julho caíram 1,46% e encerraram a sessão a US$ 9,80 por bushel. Também influenciaram a queda rumores de que os chineses teriam cancelado navios de soja brasileiros.
Jack Scoville, vice-presidente da divisão de trading da Price Futures Group, de Chicago, disse que as notícias não foram confirmadas. Apesar disso, eventuais cancelamentos poderiam envolver também cargas de soja americanas. Um executivo de uma trading no Brasil disse que alguns clientes chineses já tentam adiar compras anteriormente acertadas para "empurrar" embarques.
Cauteloso, ele evitou relacionar o adiamento a uma tentativa da China de pagar menos pela soja. Mas observou que, "coincidentemente", no momento em que começa a receber cargas contratadas quando a soja estava mais cara do que hoje, a China passa a encontrar problemas sanitários no produto brasileiro. O executivo da trading se referia a dois navios provenientes do Brasil que estariam parados em portos chineses, impedidos de desembarcar. Inicialmente, autoridades locais disseram haver problemas com pesticidas, depois com fungicidas. Já Anderson Galvão, da Céleres, disse ter informações de que os navios estariam em quarentena como prevenção em relação à ferrugem asiática, doença provocada por um fungo.
Para os analistas, a queda nas margens de esmagamento de soja na China e a menor demanda por farelo devido à gripe das aves no país poderiam explicar a expectativa de que o país compre menos soja. Para Galvão, as margens estão sob pressão porque a China expandiu muito o setor de esmagamento, o que elevou a oferta. Ele não descartou que a indústria de soja da China esteja tentando "equacionar" seus problemas de margens derrubando preços da soja no exterior. "A China quer comprar facilidades", alfinetou.
Renato Sayeg, da Tetras Corretora, lembra que relatório da publicação especializada alemã Oil World já previa queda das importações chinesas no segundo trimestre. Até março, as compras totais chinesas somaram 9,44 milhões de toneladas, 24% mais que em igual intervalo de 2003, mas entre abril e junho, segundo a Oil World, as importações ficariam abaixo das 6,63 milhões de toneladas do ano passado.
O "efeito China" também derrubou os preços do açúcar e do algodão. Essas duas commodities são alvo de especulação no mercado nos últimos meses, uma vez que os chineses sinalizam forte interesse por esses produtos. No caso do açúcar, a tão esperada compra da China não ocorreu, mas os rumores de que isso vai acontecer foram suficientes para que os preços se sustentassem durante alguns pregões neste ano. No algodão, o governo chinês chegou a anunciar este ano aumento da cota de importação, provocando forte oscilação nos preços da commodity.
Ontem, os contratos do açúcar fecharam a 6,73 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, com recuo de 5,3%. Antônio Augusto Duva, da Henmcorp Commcor, lembra que "outros fundamentos de demanda ainda sustentam os preços do açúcar" no mercado.
Para Fernando Martins, da Fimat Futures, a China exerce pressão tanto nas oscilações de baixa como nas de alta. "Se a moeda chinesa se valorizar com essas medidas econômicas implantadas pelo governo, o poder de compra das indústrias da China será maior para as commodities agrícolas", observou Martins.
Freada da economia chinesa pode prejudicar contas externas do Brasil
Um estudo dos economistas Marco Antonio Franklin e Elisa Pessoa, da Plenus, gestora de recursos, alerta para o fato de que um desaquecimento mais brusco da economia chinesa teria forte impacto sobre as contas externas brasileiras.
O superávit comercial no primeiro trimestre foi de US$ 6,7 bilhões, permitindo projetar um saldo comercial de US$ 30 bilhões para 2004. No entanto, esta receita poderia encolher até US$ 10 bilhões caso os chineses reduzissem suas compras de insumos nacionais, acarretando um retorno dos preços desses produtos aos níveis de 2002.
"Apesar de a China ainda dispor de instrumentos para lidar com o superaquecimento de sua economia e com as pressões inflacionárias, uma desaceleração mais forte do que o esperado pode custar caro à economia brasileira em termos de superávit comercial, fazendo com que o país volte a condição de deficitário em transações correntes", alerta Franklin.
"Isto somado a uma piora na liquidez internacional por conta do aperto monetário americano pode gerar pressões sobre câmbio e juros no Brasil", avalia ele.
A participação da China no comércio exterior brasileiro vem crescendo continuamente nos últimos três anos e tem valorizado os preços das commodities e ampliado o quantum exportado pelo Brasil.
Em 2003, o mercado chinês foi o terceiro principal destino das exportações brasileiras com 6,2% do total, o que corresponde a US$ 4,5 bilhões, com expansão de 80% em relação a 2002. Os principais produtos nacionais exportados para a China são farelo de soja, minério de ferro, aço, óleo de soja e autopeças.
A China importa cerca de 30 milhões de toneladas de soja, ou 15% dos 200 milhões de toneladas negociados no mercado mundial. Deste total, 16 milhões de toneladas são compradas pelo gigante asiático do Brasil. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) programa colocar 31 milhões de toneladas de minério de ferro no mercado chinês em 2004, equivalente a 19% de suas vendas desse minério.
Franklin e Elisa ressaltam em seu trabalho que a melhora das contas externas brasileiras se deu por conta dessa forte expansão do volume de exportações, que impactou também positivamente o preço das commodities, elevando o saldo da conta de comércio.
Em 2003, o preço dos insumos subiu 4,7% e, somente no primeiro trimestre deste ano, teve alta de 7,2%. Portanto, os economistas avaliam que uma redução no ritmo da demanda da China pode provocar um descasamento entre oferta e procura e consequentemente "um colapso" nos preços externos de produtos importantes na pauta de exportações do Brasil.
Setores serão afetados desigualmente
Os setores beneficiados pelas mudanças na Medida Provisória 164 foram divididos em três grandes grupos: o dos que terão alíquota zero da Cofins, mas não do PIS de 1,65%, tanto para os produtos importados, quanto para os nacionais; os que manterão o sistema cumulativo, em que a carga da Cofins é transferida para cada elo da cadeia produtiva; e os que arcarão com a nova Cofins mas receberão benefícios de outra natureza.
A manutenção do sistema cumulativo é vantajosa para os setores cuja cadeia produtiva é curta, já que neste caso a alíquota da Cofins é de 3%, ao passo que no sistema não-cumulativo é de 7,6%. Alguns setores, como a educação, já estavam beneficiados pelas mudanças feitas na medida provisória em sua tramitação na Câmara.
Mas outros ramos da economia em que a presença do setor de serviços é forte mantiveram o sistema cumulativo nesta rodada de negociações. A inclusão da construção civil entre os beneficiados só durará dois anos porque a equipe econômica entendeu que este setor precisa de incentivos imediatos. Foi o mal desempenho da construção civil no ano passado que fez com que a evolução do PIB caísse para abaixo de zero.
Outros setores beneficiados com a alíquota zero foram o de defensivos, fertilizantes, sementes e material genético para agropecuária; hortaliças , frutas e ovos; componentes para fármacos; material de exame clínico e algodão.
As indústrias instaladas na Zona Franca de Manaus serão beneficiadas com a zeragem da alíquota para os produtos que reexportarem, mas saíram parcialmente perdedoras nas negociações no Congresso. A versão inicial da medida provisória permitia que elas se creditassem do imposto pago, o que agora não será mais possível.
As indústrias que compram bens de capital, nacional ou importados, terão que arcar com a nova Cofins, mas ganharam uma das mais importantes concessões do governo. Poderão se creditar deste valor depois de quatro anos da importação ou compra. Atualmente, a aquisição de bens de capital só permite o crédito depois de dez anos.
Os representantes das cooperativas saíram das reuniões inseguros sobre o resultado final. Não conseguiram evitar a migração para a nova Cofins, mas receberam como contrapartida a isenção da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a manutenção no texto da isenção do Imposto de Renda. O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), comprometeu-se que o governo enviará uma nova medida provisória, sobre as cooperativas, dentro de três meses, caso fique comprovado que as cooperativas terão perdas com o novo sistema.
O benefício para a indústria de aerossol é um exemplo de concessão pontual: elas receberão isenção da Cide sobre o gás butano, produto usado para o spray. Este gás butano era taxado como combustível, o que estava levando os industriais brasileiros a migrarem para a Argentina.
Fonte: Valor Econômico
quarta-feira, abril 28, 2004
Embrapa 31 anos : Pesquisas da Empresa são decisivas para os números recordes da agropecuária
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está fazendo 31 anos. A solenidade comemorativa ao aniversário está marcada para as 20 horas de amanhã, quarta-feira, na sede da empresa, em Brasília (DF).
A Embrapa foi criada em 1973 e substituiu o Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária – DNPEA, do Ministério, que, até então, fazia a pesquisa agrícola do país, junto com universidades e institutos estaduais. A publicação Balanço Social 2003, que está sendo lançada no aniversário, em referência à criação da Embrapa, ressalta o fato de que “Era a primeira vez que se formava uma empresa estatal de pesquisa agrícola, atuando em todo o país, de maneira coordenada, com agilidade administrativa e financeira, e livre dos entraves burocráticos que afetavam a administração direta”.
Hoje, a empresa reúne 37 centros de pesquisa, três Serviços Especiais e 15 escritórios de negócios tecnológicos, distribuídos em quase todos os estados da Federação. Essa estrutura abriga um quadro de pessoal formado por 8.619 empregados, incluindo 2.209 pesquisadores, dos quais 1.257 são doutores.
No início, a Embrapa dedicou-se mais ao aumento da produtividade e à redução dos custos da agropecuária. Eram essas as exigências da agricultura brasileira da década de 1970. No decorrer dos anos, os cuidados com o meio ambiente e a qualidade do produto final ao consumidor passam a ser fortes preocupações da empresa. Necessidades específicas da agroindústria, de nichos de mercado e dos consumidores em geral e a contribuição para a melhoria das condições de saúde e nutrição da população brasileira passam a nortear também o trabalho dos pesquisadores.
Atendendo ao chamado do Governo Federal, a Embrapa, especialmente em 2003, buscou identificar linhas de ação que viabilizassem os sistemas produtivos conduzidos por agricultores familiares e agricultores de baixa renda. Ao mesmo tempo, deu continuidade às pesquisas de ponta, em áreas avançadas do conhecimento, especialmente àquelas no campo da biotecnologia, fundamentais para que a empresa seja hoje considerada referência mundial em tecnologia agropecuária.
“O papel principal da Embrapa é o de disponibilizar tecnologia e conhecimento a todos os agentes da cadeia de produção agropecuária”, resume o diretor-presidente da Empresa, Clayton Campanhola.
Revolução no agronegócio
Em 31 anos, as pesquisas conduzidas pela Embrapa, e instituições parceiras (os órgãos estaduais de pesquisa e as universidades), revolucionaram o agronegócio brasileiro. E são decisivas, por exemplo, para que o país venha alcançando números recordes de produção e produtividade.
Entre 1975, dois anos após a criação da Embrapa, e 2001, a produção brasileira dos cinco principais grãos (trigo, arroz, milho, soja e feijão) cresceu 148% com aumento de pouco mais de 34% na área plantada, e alta de 84% na produtividade. Considerando as últimas cinco safras - no conjunto das lavouras de algodão, arroz, feijão, milho, soja e trigo - as cultivares da Embrapa e as obtidas em parcerias ocuparam uma área equivalente a 44% do total cultivado no País. O desempenho da empresa é observado entre 16 das principais entidades públicas e organizações privadas detentoras de cultivares.
Só no caso da soja, cultura que dá ao Brasil a condição de segunda maior produção mundial, a Embrapa responde pelas variedades presentes em cerca de metade da área plantada. Na safra 2002/2003, foram colhidos 52 milhões de toneladas do grão. As cultivares da Embrapa respondem, ainda, por 41% da área plantada com arroz inundado, 80% com arroz de terra alta, 45% com feijão e 46% com trigo. A estimativa dos impactos econômicos gerados por cultivares da Embrapa em 2003 é de R$5,5 bilhões.
Em 2003, foram licenciadas 463 mil toneladas de sementes, um aumento de 71,4% em relação ao ano anterior. Isso significou, também, um crescimento de 25% nos contratos e a arrecadação de 13,8% a mais de royalties da iniciativa privada.
Trabalhos voltados à melhoria dos níveis de nutrição dos rebanhos e do seu padrão genético, à qualidade das pastagens e ao rastreamento dos animais muito contribuem para que o Brasil se apresente hoje como o maior exportador de carne bovina. O país assumiu, em 2003, o posto de maior exportador também de carne de frango. É, graças às pesquisas da Empresa, pioneiro em clonagem de bovinos.
Esforços governamentais de apoio à fruticultura brasileira puderam contar com a Embrapa. De 1994 a 2003, foram distribuídos mais de cinco milhões de propágulos (materiais de propagação vegetativa) – média anual de 527.625 unidades – de plantas frutíferas de abacaxi, acerola, banana, caju, coco, laranja, manga, pupunha, tangerina e uva, das melhores cultivares, garantindo a obtenção de produtos uniformes e de alta qualidade para atender às demandas do mercado importador de frutas.
Lucro Social
O “Balanço Social 2003” da Embrapa aponta um lucro social de R$ 11,6 bilhões proporcionado pela pesquisa. A avaliação do impacto econômico de tecnologias analisa os benefícios que a pesquisa gera para os produtores e consumidores. Os benefícios estimados são decorrentes dos aumentos de produtividade, da redução dos custos de produção, da expansão da produção em novas áreas e da agregação de valor a produtos, calculados comparativamente a tecnologias usadas anteriormente.
Pela primeira vez, a publicação traz os impactos social e ambiental. O impacto social aponta a criação de novos empregos, devido à adoção de tecnologias. Já a avaliação do impacto ambiental leva em consideração o que de fato foi praticado ou inserido no ambiente e a relação com a modificação e a recuperação dos ecossistemas. Os resultados dessa avaliação foram positivos, sugerindo que as inovações tecnológicas apresentadas são recomendáveis para aplicação no campo.
Serviço
Solenidade comemorativa ao 31º aniversário da Embrapa
20 horas do dia 28 de abril
Auditório da Embrapa Sede Parque Estação Biológica
Final da Avenida W3 Norte – Brasília-DF
Marita Cardillo – 2264 DF - Assessoria de Comunicação Social da Embrapa
Colaboração: Jorge Reti, Clóvis Wetzel e Rose Azevedo
Contatos: Telefone (61) 448.4039 E-mail: marita@sede.embrapa.br
A Embrapa foi criada em 1973 e substituiu o Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária – DNPEA, do Ministério, que, até então, fazia a pesquisa agrícola do país, junto com universidades e institutos estaduais. A publicação Balanço Social 2003, que está sendo lançada no aniversário, em referência à criação da Embrapa, ressalta o fato de que “Era a primeira vez que se formava uma empresa estatal de pesquisa agrícola, atuando em todo o país, de maneira coordenada, com agilidade administrativa e financeira, e livre dos entraves burocráticos que afetavam a administração direta”.
Hoje, a empresa reúne 37 centros de pesquisa, três Serviços Especiais e 15 escritórios de negócios tecnológicos, distribuídos em quase todos os estados da Federação. Essa estrutura abriga um quadro de pessoal formado por 8.619 empregados, incluindo 2.209 pesquisadores, dos quais 1.257 são doutores.
No início, a Embrapa dedicou-se mais ao aumento da produtividade e à redução dos custos da agropecuária. Eram essas as exigências da agricultura brasileira da década de 1970. No decorrer dos anos, os cuidados com o meio ambiente e a qualidade do produto final ao consumidor passam a ser fortes preocupações da empresa. Necessidades específicas da agroindústria, de nichos de mercado e dos consumidores em geral e a contribuição para a melhoria das condições de saúde e nutrição da população brasileira passam a nortear também o trabalho dos pesquisadores.
Atendendo ao chamado do Governo Federal, a Embrapa, especialmente em 2003, buscou identificar linhas de ação que viabilizassem os sistemas produtivos conduzidos por agricultores familiares e agricultores de baixa renda. Ao mesmo tempo, deu continuidade às pesquisas de ponta, em áreas avançadas do conhecimento, especialmente àquelas no campo da biotecnologia, fundamentais para que a empresa seja hoje considerada referência mundial em tecnologia agropecuária.
“O papel principal da Embrapa é o de disponibilizar tecnologia e conhecimento a todos os agentes da cadeia de produção agropecuária”, resume o diretor-presidente da Empresa, Clayton Campanhola.
Revolução no agronegócio
Em 31 anos, as pesquisas conduzidas pela Embrapa, e instituições parceiras (os órgãos estaduais de pesquisa e as universidades), revolucionaram o agronegócio brasileiro. E são decisivas, por exemplo, para que o país venha alcançando números recordes de produção e produtividade.
Entre 1975, dois anos após a criação da Embrapa, e 2001, a produção brasileira dos cinco principais grãos (trigo, arroz, milho, soja e feijão) cresceu 148% com aumento de pouco mais de 34% na área plantada, e alta de 84% na produtividade. Considerando as últimas cinco safras - no conjunto das lavouras de algodão, arroz, feijão, milho, soja e trigo - as cultivares da Embrapa e as obtidas em parcerias ocuparam uma área equivalente a 44% do total cultivado no País. O desempenho da empresa é observado entre 16 das principais entidades públicas e organizações privadas detentoras de cultivares.
Só no caso da soja, cultura que dá ao Brasil a condição de segunda maior produção mundial, a Embrapa responde pelas variedades presentes em cerca de metade da área plantada. Na safra 2002/2003, foram colhidos 52 milhões de toneladas do grão. As cultivares da Embrapa respondem, ainda, por 41% da área plantada com arroz inundado, 80% com arroz de terra alta, 45% com feijão e 46% com trigo. A estimativa dos impactos econômicos gerados por cultivares da Embrapa em 2003 é de R$5,5 bilhões.
Em 2003, foram licenciadas 463 mil toneladas de sementes, um aumento de 71,4% em relação ao ano anterior. Isso significou, também, um crescimento de 25% nos contratos e a arrecadação de 13,8% a mais de royalties da iniciativa privada.
Trabalhos voltados à melhoria dos níveis de nutrição dos rebanhos e do seu padrão genético, à qualidade das pastagens e ao rastreamento dos animais muito contribuem para que o Brasil se apresente hoje como o maior exportador de carne bovina. O país assumiu, em 2003, o posto de maior exportador também de carne de frango. É, graças às pesquisas da Empresa, pioneiro em clonagem de bovinos.
Esforços governamentais de apoio à fruticultura brasileira puderam contar com a Embrapa. De 1994 a 2003, foram distribuídos mais de cinco milhões de propágulos (materiais de propagação vegetativa) – média anual de 527.625 unidades – de plantas frutíferas de abacaxi, acerola, banana, caju, coco, laranja, manga, pupunha, tangerina e uva, das melhores cultivares, garantindo a obtenção de produtos uniformes e de alta qualidade para atender às demandas do mercado importador de frutas.
Lucro Social
O “Balanço Social 2003” da Embrapa aponta um lucro social de R$ 11,6 bilhões proporcionado pela pesquisa. A avaliação do impacto econômico de tecnologias analisa os benefícios que a pesquisa gera para os produtores e consumidores. Os benefícios estimados são decorrentes dos aumentos de produtividade, da redução dos custos de produção, da expansão da produção em novas áreas e da agregação de valor a produtos, calculados comparativamente a tecnologias usadas anteriormente.
Pela primeira vez, a publicação traz os impactos social e ambiental. O impacto social aponta a criação de novos empregos, devido à adoção de tecnologias. Já a avaliação do impacto ambiental leva em consideração o que de fato foi praticado ou inserido no ambiente e a relação com a modificação e a recuperação dos ecossistemas. Os resultados dessa avaliação foram positivos, sugerindo que as inovações tecnológicas apresentadas são recomendáveis para aplicação no campo.
Serviço
Solenidade comemorativa ao 31º aniversário da Embrapa
20 horas do dia 28 de abril
Auditório da Embrapa Sede Parque Estação Biológica
Final da Avenida W3 Norte – Brasília-DF
Marita Cardillo – 2264 DF - Assessoria de Comunicação Social da Embrapa
Colaboração: Jorge Reti, Clóvis Wetzel e Rose Azevedo
Contatos: Telefone (61) 448.4039 E-mail: marita@sede.embrapa.br
Embrapa comemora aniversário com lucro social de R$ 11,6 bilhões
Os impactos econômico, social e ambiental do trabalho realizado no ano passado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estarão disponíveis para a sociedade a partir desta quarta-feira, dia 28, com o lançamento da publicação Balanço Social 2003. O principal resultado é o lucro social de R$ 11,6 bilhões proporcionado pela pesquisa. O lançamento da publicação acontecerá durante a solenidade comemorativa ao 31º aniversário da empresa, às 20h, no auditório de sua sede, em Brasília (DF).
Pela primeira vez, a publicação traz, além do impacto econômico, os impactos social e ambiental. O impacto social aponta a criação de 185.170 novos empregos, devido à adoção de tecnologias geradas pela Embrapa. Já a avaliação do impacto ambiental leva em consideração o que de fato foi praticado ou inserido no ambiente e a relação com a modificação e a recuperação dos ecossistemas. Os resultados desta avaliação foram positivos, sugerindo que as inovações tecnológicas apresentadas são recomendáveis para aplicação no campo.
Outra novidade é que a publicação vem acompanhada de um CD-Rom que traz o detalhamento de todas as 365 ações sociais desenvolvidas pela Embrapa, por intermédio das unidades de pesquisa espalhadas por todo o País. O CD-Rom traz depoimentos de integrantes das comunidades beneficiadas com os projetos da Embrapa, uma galeria de fotos ilustrativas, além de trechos dos programas Dia de Campo na TV, exibidos em 2003, e do programa de rádio "Prosa Rural", lançado no final do ano passado para a região do semi-árido.
De acordo com o diretor-presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, o Balanço Social tem o objetivo de apresentar alguns dos ganhos que a sociedade brasileira obteve com as atividades da Embrapa. "Além do ganho tecnológico, a Embrapa ajuda na geração de empregos, na educação e preservação ambiental, na profissionalização de jovens e adultos, participando assim do esforço nacional de construção de uma sociedade mais justa", afirmou Campanhola.
Com uma tiragem de 3 mil exemplares, o Balanço Social será distribuído gratuitamente para bibliotecas públicas, universidades e órgãos do Governo. O seu conteúdo em breve estará disponível também no site da Embrapa na Internet: www.embrapa.br
Jornalista Rose Azevedo (2978/13/74/DF)
Embrapa Sede
Contatos: (61) 448.4113 – rose.azevedo@embrapa.br
Pela primeira vez, a publicação traz, além do impacto econômico, os impactos social e ambiental. O impacto social aponta a criação de 185.170 novos empregos, devido à adoção de tecnologias geradas pela Embrapa. Já a avaliação do impacto ambiental leva em consideração o que de fato foi praticado ou inserido no ambiente e a relação com a modificação e a recuperação dos ecossistemas. Os resultados desta avaliação foram positivos, sugerindo que as inovações tecnológicas apresentadas são recomendáveis para aplicação no campo.
Outra novidade é que a publicação vem acompanhada de um CD-Rom que traz o detalhamento de todas as 365 ações sociais desenvolvidas pela Embrapa, por intermédio das unidades de pesquisa espalhadas por todo o País. O CD-Rom traz depoimentos de integrantes das comunidades beneficiadas com os projetos da Embrapa, uma galeria de fotos ilustrativas, além de trechos dos programas Dia de Campo na TV, exibidos em 2003, e do programa de rádio "Prosa Rural", lançado no final do ano passado para a região do semi-árido.
De acordo com o diretor-presidente da Embrapa, Clayton Campanhola, o Balanço Social tem o objetivo de apresentar alguns dos ganhos que a sociedade brasileira obteve com as atividades da Embrapa. "Além do ganho tecnológico, a Embrapa ajuda na geração de empregos, na educação e preservação ambiental, na profissionalização de jovens e adultos, participando assim do esforço nacional de construção de uma sociedade mais justa", afirmou Campanhola.
Com uma tiragem de 3 mil exemplares, o Balanço Social será distribuído gratuitamente para bibliotecas públicas, universidades e órgãos do Governo. O seu conteúdo em breve estará disponível também no site da Embrapa na Internet: www.embrapa.br
Jornalista Rose Azevedo (2978/13/74/DF)
Embrapa Sede
Contatos: (61) 448.4113 – rose.azevedo@embrapa.br
AVESUI 2004 Câmara Setorial volta à feira para novas decisões
Representantes da Câmara Setorial de Aves, Suínos, Milho e Sorgo reúnem-se no próximo dia 26 de maio, em Florianópolis (SC), com pauta já definida.
Um ano após ter sido criada na AveSui, a Câmara Setorial de Aves, Suínos, Milho e Sorgo estará presente novamente na Feira da Indústria Latino-Americana de Aves e Suínos – AveSui 2004 -, em Florianópolis (SC), com o objetivo de propor, avaliar, apoiar e acompanhar as ações de integração e desenvolvimento das cadeias envolvidas, bem como unir todos os setores.
Segundo Cláudio Bellaver, Secretário da Câmara Setorial, a AveSui oferece a oportunidade única de reunir os membros de todas organizações que a representam em um ambiente propício às discussões. “Durante a AveSui 2004, no dia 26 de maio, realizaremos um fórum especial para discutir assuntos polêmicos e apontar os principais problemas do setor. Nossa finalidade é encaminhar as questões levantadas aos órgãos competentes e ao governo para que eles viabilizem as devidas soluções”, comentou Bellaver.
As principais questões estarão voltadas à avicultura e à suinocultura; entre elas, destaque para “Atualização sobre a situação da Influenza Aviária e controles sanitários da DAS”, ministrado pelo Dr. Egon Vieira da Silva, Gerente Nacional do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); “Proposta de projeto de pesquisa sobre Influenza Aviária”, apresentada pela Dra. Liana Brentano, da Embrapa Suínos e Aves; e “Posicionamento da cadeia de carnes sobre farinhas e gordura animais”, abordada pela Dra. Flávia de Castro, do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
A Câmara Setorial contará ainda com a participação de demais representantes do MAPA, da Secretária de Política Agrícola (SPA), Secretária de Defesa Agropecuária (SDA), Secretária de Apoio Rural e Cooperativismo (SARC), Companhia Nacional do Abastecimento (CONAB), Embrapa, Ministério da Fazenda (MF), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) , Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), União Brasileira da Avicultura (UBA), Associação Brasileira dos Produtores de Sementes (ABRASEM), Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (ABEF), entre outras organizações.
Câmara Setorial: garantindo a rentabilidade dos produtores - A Câmara Setorial de Aves, Suínos, Milho e Sorgo foi fundada durante a AveSui 2003, pelo Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Amauri Dimarzio. Integrada ao Conselho do Agronegócio (Consagro), a Câmara Setorial visa atender alguns pontos essenciais de trabalho, entre eles: desenvolver as políticas do agronegócio, gerar empregos, promover a segurança alimentar e a inclusão social, expandir a produção agropecuária para o mercado interno, entre outros fatores.
SERVIÇO
AveSui 2004
www.avesui.com
26, 27 e 28 de maio
CentroSul – Florianópolis (SC)
Das 10 às 18 horas
Informações: (15) 262-3133 - Gessulli Agribusiness
XCLUSIVE PRESS
EM PORTO FELIZ/SP - Fone: (15) 262-4142
Coordenação : Gualberto Vita - press@xclusive.com.br - Fone (15) 9711-7966
Atendimento: Iara Soriano - iara@xclusive.com.br - Fone (15) 9113-0375
EM FLORIANÓPOLIS/SC
Atendimento : André Galimelau - andrejornal@hotmail.com - Fone: (48) 9607-3250
Jornalista Responsável : O.P.Gessulli (Mtb 32.517
Um ano após ter sido criada na AveSui, a Câmara Setorial de Aves, Suínos, Milho e Sorgo estará presente novamente na Feira da Indústria Latino-Americana de Aves e Suínos – AveSui 2004 -, em Florianópolis (SC), com o objetivo de propor, avaliar, apoiar e acompanhar as ações de integração e desenvolvimento das cadeias envolvidas, bem como unir todos os setores.
Segundo Cláudio Bellaver, Secretário da Câmara Setorial, a AveSui oferece a oportunidade única de reunir os membros de todas organizações que a representam em um ambiente propício às discussões. “Durante a AveSui 2004, no dia 26 de maio, realizaremos um fórum especial para discutir assuntos polêmicos e apontar os principais problemas do setor. Nossa finalidade é encaminhar as questões levantadas aos órgãos competentes e ao governo para que eles viabilizem as devidas soluções”, comentou Bellaver.
As principais questões estarão voltadas à avicultura e à suinocultura; entre elas, destaque para “Atualização sobre a situação da Influenza Aviária e controles sanitários da DAS”, ministrado pelo Dr. Egon Vieira da Silva, Gerente Nacional do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); “Proposta de projeto de pesquisa sobre Influenza Aviária”, apresentada pela Dra. Liana Brentano, da Embrapa Suínos e Aves; e “Posicionamento da cadeia de carnes sobre farinhas e gordura animais”, abordada pela Dra. Flávia de Castro, do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
A Câmara Setorial contará ainda com a participação de demais representantes do MAPA, da Secretária de Política Agrícola (SPA), Secretária de Defesa Agropecuária (SDA), Secretária de Apoio Rural e Cooperativismo (SARC), Companhia Nacional do Abastecimento (CONAB), Embrapa, Ministério da Fazenda (MF), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) , Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), União Brasileira da Avicultura (UBA), Associação Brasileira dos Produtores de Sementes (ABRASEM), Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (ABEF), entre outras organizações.
Câmara Setorial: garantindo a rentabilidade dos produtores - A Câmara Setorial de Aves, Suínos, Milho e Sorgo foi fundada durante a AveSui 2003, pelo Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Amauri Dimarzio. Integrada ao Conselho do Agronegócio (Consagro), a Câmara Setorial visa atender alguns pontos essenciais de trabalho, entre eles: desenvolver as políticas do agronegócio, gerar empregos, promover a segurança alimentar e a inclusão social, expandir a produção agropecuária para o mercado interno, entre outros fatores.
SERVIÇO
AveSui 2004
www.avesui.com
26, 27 e 28 de maio
CentroSul – Florianópolis (SC)
Das 10 às 18 horas
Informações: (15) 262-3133 - Gessulli Agribusiness
XCLUSIVE PRESS
EM PORTO FELIZ/SP - Fone: (15) 262-4142
Coordenação : Gualberto Vita - press@xclusive.com.br - Fone (15) 9711-7966
Atendimento: Iara Soriano - iara@xclusive.com.br - Fone (15) 9113-0375
EM FLORIANÓPOLIS/SC
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Jornalista Responsável : O.P.Gessulli (Mtb 32.517
Bambu barateia tratamento de esgoto doméstico
Um cilindro de aproximadamente um metro e meio de altura por 0,76 m de diâmetro, com fundo de forma cônica. Dentro, 70 quilos de caule de bambu cortados em pedaços de 6 cm de comprimento. Com esses componentes, pesquisadores do DSA - Departamento de Saneamento e Ambiente da FEC - Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas, coordenados pelos professores Bruno Coraucci Filho e Roberto Feijó de Figueiredo, desenvolveram um dos mais baratos e eficientes métodos para o tratamento de esgoto doméstico. Esse sistema alternativo aos tradicionalmente empregados, denominado de reator anaeróbio com recheio de bambu, pode ser utilizado no tratamento de esgoto de pequenos e médios municípios brasileiros.
De acordo com o doutorando Adriano Luiz Tonetti, da FEC, esse método, combinado com outros sistemas complementares de tratamento – filtros de areia, valas de filtração, escoamento superficial e irrigação de cultura agrícola – possui a capacidade de produzir um efluente que possa ser reutilizado ou que, no caso de ser lançado em um corpo hídrico, não cause danos ao ambiente. Todos esses projetos são desenvolvidos na Estação de Tratamento de Esgotos Graminha, localizada na cidade de Limeira (SP), a 60 quilômetros de Campinas.
Eficiência compatível
Para a realização do estudo e avaliação da eficácia no tratamento do esgoto, uma parte do material que chega à estação é inicialmente desviada para ser processada por meio dos reatores anaeróbios. Esses reatores cilíndricos, que possuem em seu interior os caules de bambu, recebem o esgoto bruto na sua parte inferior que, no percurso até a região superior, entra em contato com microrganismos que aderem à superfície dos pequenos pedaços de bambu. Esses microrganismos acabam utilizando os compostos orgânicos e nutrientes contidos no esgoto, e seu processo metabólico acaba resultando na decomposição do material poluente.
"Trata-se de um sistema que já apresenta uma eficiência bastante compatível com os métodos tradicionais adotados nas estações de tratamento das grandes cidades brasileiras", segundo Saulo Bruno Silveira e Souza, pesquisador que está concluindo o mestrado na FEC.
O sistema proposto pelos pesquisadores da Unicamp possui baixa utilização de equipamentos mecanizados, uma vez que emprega materiais baratos e facilmente encontrados em diversas localidades, propiciando considerável vantagem de um tratamento simples e visivelmente econômico. No caso estudado, entravam no reator 10 litros de esgoto por minuto e o tratamento efetuado apresentou uma eficiência de aproximadamente 70% quanto à remoção de matéria orgânica "que, se lançada num manancial (ou qualquer outro curso d’água), afetaria consideravelmente a vida aquática do rio", observa o doutorando Adriano Luiz Tonetti.
Depois de passar pelo reator de bambu o esgoto, parcialmente tratado, evidentemente mais limpo, vai para um tratamento complementar, onde o líquido é aplicado sobre um filtro de areia. "O efluente que sai desse segundo reator pode ser reutilizado para uma série de outras finalidades, como por exemplo para descarga sanitária, lavagem de calçadas, jardinagem ou qualquer outra atividade doméstica. Não serve, é evidente, como água potável ou para ser utilizada na cozinha, para o preparo de alimentos", ressalva Adriano.
Verificou-se que os resultados obtidos por meio desse processo foram superiores às expectativas: as normas brasileiras determinam que se aplique, no máximo, 100 litros de esgoto por metro quadrado de superfície de areia. No entanto, chegou-se a aplicar três vezes mais volume de esgoto e o resultado obtido foi bastante superior ao definido pela legislação, garante o pesquisador.
Fonte: Jornal da Unicamp
De acordo com o doutorando Adriano Luiz Tonetti, da FEC, esse método, combinado com outros sistemas complementares de tratamento – filtros de areia, valas de filtração, escoamento superficial e irrigação de cultura agrícola – possui a capacidade de produzir um efluente que possa ser reutilizado ou que, no caso de ser lançado em um corpo hídrico, não cause danos ao ambiente. Todos esses projetos são desenvolvidos na Estação de Tratamento de Esgotos Graminha, localizada na cidade de Limeira (SP), a 60 quilômetros de Campinas.
Eficiência compatível
Para a realização do estudo e avaliação da eficácia no tratamento do esgoto, uma parte do material que chega à estação é inicialmente desviada para ser processada por meio dos reatores anaeróbios. Esses reatores cilíndricos, que possuem em seu interior os caules de bambu, recebem o esgoto bruto na sua parte inferior que, no percurso até a região superior, entra em contato com microrganismos que aderem à superfície dos pequenos pedaços de bambu. Esses microrganismos acabam utilizando os compostos orgânicos e nutrientes contidos no esgoto, e seu processo metabólico acaba resultando na decomposição do material poluente.
"Trata-se de um sistema que já apresenta uma eficiência bastante compatível com os métodos tradicionais adotados nas estações de tratamento das grandes cidades brasileiras", segundo Saulo Bruno Silveira e Souza, pesquisador que está concluindo o mestrado na FEC.
O sistema proposto pelos pesquisadores da Unicamp possui baixa utilização de equipamentos mecanizados, uma vez que emprega materiais baratos e facilmente encontrados em diversas localidades, propiciando considerável vantagem de um tratamento simples e visivelmente econômico. No caso estudado, entravam no reator 10 litros de esgoto por minuto e o tratamento efetuado apresentou uma eficiência de aproximadamente 70% quanto à remoção de matéria orgânica "que, se lançada num manancial (ou qualquer outro curso d’água), afetaria consideravelmente a vida aquática do rio", observa o doutorando Adriano Luiz Tonetti.
Depois de passar pelo reator de bambu o esgoto, parcialmente tratado, evidentemente mais limpo, vai para um tratamento complementar, onde o líquido é aplicado sobre um filtro de areia. "O efluente que sai desse segundo reator pode ser reutilizado para uma série de outras finalidades, como por exemplo para descarga sanitária, lavagem de calçadas, jardinagem ou qualquer outra atividade doméstica. Não serve, é evidente, como água potável ou para ser utilizada na cozinha, para o preparo de alimentos", ressalva Adriano.
Verificou-se que os resultados obtidos por meio desse processo foram superiores às expectativas: as normas brasileiras determinam que se aplique, no máximo, 100 litros de esgoto por metro quadrado de superfície de areia. No entanto, chegou-se a aplicar três vezes mais volume de esgoto e o resultado obtido foi bastante superior ao definido pela legislação, garante o pesquisador.
Fonte: Jornal da Unicamp
PRESIDENTE DA ANVISA DECLARA QUE AGÊNCIA É INCOPETENTE PARA FISCALIZAR ROTULAGEM DE TRANSGÊNICOS
A rotulagem de produtos com mais de 1% de transgênicos em sua composição não tem utilidade sob o aspecto da saúde e é de difícil fiscalização, afirmou nesta segunda-feira o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanietária (Anvisa), Claudio Maierovich.
Ele disse que nos EUA pelo menos 200 milhões de pessoas consomem, há dez anos, produtos à base de soja geneticamente modificada sem registro de "qualquer dor de barriga". "A sombra é muito maior do que o monstro", aposta o diretor que esta semana comemora o quinto aniversário da Anvisa.
Rotulagem de alimento com transgênico é obrigatória
Maierovich advertiu que não há menor condição de identificar produtos com ingredientes transgênicos, sem informação espontânea da cadeia produtiva e sem análise laboratorial. Se colocar lado a lado um produto transgênico de um convencional é impossível estabelecer visualmente a diferença. "Não esperem que a vigilância colete produtos nos supermercados para fazer tais análises. Não é nossa prioridade", afirmou o diretor.
Segundo ele, somente em casos excepcionais serão pedidos testes para o laboratório Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (ICQS), da Fiocruz. O exame para constatar presença ou não de transgênico custa entre R$ 250 e R$ 300 por amostra. Normalmente, a análise exige três amostras.
O papel da vigilância sanitária será limitado a checar documentos que permitam rastrear a origem de cada componente do produto ao longo da cadeia produtiva, informou o diretor-presidente da Anvisa. Ele comentou ainda que o rótulo só deveria ser exigido para produtos com mais de 5% de componentes transgênicos. Com o porcentual de 1% se atinge também produtos que sofreram contaminação de transgênico, por exemplo, por problemas no transporte de uma carga.
Maierovich contou que o governo decidiu exigir a rotulagem porque prevaleceu a tese de que o consumidor tem direito de saber o que está ingerindo. Também se considerou que a introdução de culturas transgênicas possa gerar impacto no meio ambiente e até permitir que uma praga incomum torne-se freqüente e provoque uma quebra de safra.
Fonte: No Olhar
Ele disse que nos EUA pelo menos 200 milhões de pessoas consomem, há dez anos, produtos à base de soja geneticamente modificada sem registro de "qualquer dor de barriga". "A sombra é muito maior do que o monstro", aposta o diretor que esta semana comemora o quinto aniversário da Anvisa.
Rotulagem de alimento com transgênico é obrigatória
Maierovich advertiu que não há menor condição de identificar produtos com ingredientes transgênicos, sem informação espontânea da cadeia produtiva e sem análise laboratorial. Se colocar lado a lado um produto transgênico de um convencional é impossível estabelecer visualmente a diferença. "Não esperem que a vigilância colete produtos nos supermercados para fazer tais análises. Não é nossa prioridade", afirmou o diretor.
Segundo ele, somente em casos excepcionais serão pedidos testes para o laboratório Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (ICQS), da Fiocruz. O exame para constatar presença ou não de transgênico custa entre R$ 250 e R$ 300 por amostra. Normalmente, a análise exige três amostras.
O papel da vigilância sanitária será limitado a checar documentos que permitam rastrear a origem de cada componente do produto ao longo da cadeia produtiva, informou o diretor-presidente da Anvisa. Ele comentou ainda que o rótulo só deveria ser exigido para produtos com mais de 5% de componentes transgênicos. Com o porcentual de 1% se atinge também produtos que sofreram contaminação de transgênico, por exemplo, por problemas no transporte de uma carga.
Maierovich contou que o governo decidiu exigir a rotulagem porque prevaleceu a tese de que o consumidor tem direito de saber o que está ingerindo. Também se considerou que a introdução de culturas transgênicas possa gerar impacto no meio ambiente e até permitir que uma praga incomum torne-se freqüente e provoque uma quebra de safra.
Fonte: No Olhar
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