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quarta-feira, janeiro 21, 2004

Chat é aposta da Tortuga para estreitar contato com produtores

Estreitar o relacionamento com os produtores e colocar à sua disposição profissionais para sanar dúvidas, fornecer orientações sobre suplementação mineral, analisar o mercado e dar dicas para aumentar a produtividade. Foram esse os objetivos da Tortuga, maior empresa de alimentação e saúde animal do País ao criar a ferramenta de chat no Canal Tortuga (www.canaltortuga.com.br). Os bate-papos online tiveram início em dezembro de 2003 e quatro profissionais da Tortuga já conversaram com o público sobre relacionamento com clientes, sanidade, suinocultura e pecuária de leite. São seis salas disponíveis conforme os temas das conversas: Avicultura, Eqüinocultura, Nutrição, Sanidade, Suinocultura e Tortuga.
“A repercussão está sendo ótima. Temos desde a participação de produtores que pedem ajuda para resolver problemas de sanidade ou suplementação em seu rebanho até jornalistas discutindo questões atuais como a vaca louca e a crise da Parmalat”, afirma Paulo Henrique Beraldo de Oliveira, do marketing da Tortuga e responsável pelo portal. Segundo ele, internautas de todo o Brasil têm participado dos chats, parabenizando a empresa pela iniciativa inédita. “O chat é uma importante ferramenta de trabalho. Além de fidelizar os clientes oferecendo a eles mais um canal com a Tortuga, temos a possibilidade de fazer novos contatos e oferecer ao internauta um espaço para que ele tire suas dúvidas e agregue conhecimento à sua atividade”, completa Celso Freitas, gerente de marketing da empresa.
E a programação do chat do Canal Tortuga continua. Nesta quarta-feira (21/10), o bate-papo online será com Rodrigo Silva Miguel, coordenador nacional de avicultura da Tortuga. Na pauta está a importância da suplementação para aves, os recentes casos de gripe aviária na Ásia, segurança alimentar, entre outros. Rodrigo esteve recentemente na VIV Europe, na Holanda, representando a Tortuga na mais importante exposição européia de avicultura e suinocultura e possui muitas informações sobre o exigente mercado europeu e como o produto brasileiro está sendo visto.


Bate-papo com Dr. Rodrigo Silva Miguel - Coordenador nacional de Avicultura da Tortuga
Data: 21/01 (4ª feira)
Horário: das 9 às 11h e 14 às 16h

Para participar, acessar www.canaltortuga.com.br



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FRANCESES PODEM INVESTIR NA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA

A exemplo de seus colegas norte-americanos, os produtores rurais franceses poderão vir a comprar terras no Brasil para se dedicar à agropecuária. A expectativa é do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ivan Wedekin, que hoje (19/01) esteve reunido com uma missão empresarial liderada pelo presidente da Assembléia Permanente das Câmaras de Agricultura da França, Luc Guyau. “O grupo ficou impressionado com o crescimento da produção agrícola brasileira, especialmente com o aumento de produtividade”, afirmou Wedekin.
“Viemos saber como funciona a agricultura brasileira para procurar melhorar o relacionamento comercial entre os dois países”, revelou Guyau. “No mercado mundial, eles se complementam e, ao mesmo tempo, concorrem.” Os franceses querem uma relação bilateral mais equilibrada. “Hoje, a balança comercial é favorável ao Brasil, que exporta grãos, como soja, e importa produtos industrializados”, lembrou o presidente da entidade. Até o próximo dia 28, a missão, formada por 10 empreendedores rurais, visitará fazendas e empresas exportadoras agropecuárias da região Sul.
Grandes produtores de bovinos e aves, França e Brasil são concorrentes no mercado mundial de carnes. De acordo com o Guyau, o fundamental nessa área é oferecer um produto saudável aos consumidores. Para ele, isso passa pelo rastreamento e certificação dos animais. A missão também elogiou o programa Fome Zero e a preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, compartilhada por seu colega Jacques Chirac, em reduzir a fome no Brasil e no mundo. Para tanto, enfatizou o presidente da entidade, é preciso aumentar a produção e ter maior acesso a mercados.
Durante a audiência, o secretário de Política Agrícola ressaltou que o governo brasileiro não subsidia a agropecuária. “Temos uma agricultura de mercado, sem subsídios.” Wedekin também destacou a ênfase do governo Lula à inclusão econômica dos produtores familiares. O Brasil, revelou ele, tem 4,5 milhões de propriedades rurais, das quais 49% com menos de 10 hectares. “Esse contingente representa apenas 11% da renda agropecuária. Por isso, o governo está preocupado com a inclusão econômica desse conjunto de agricultores.”


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Fazendeiros Gauchos, pagam até 200 dólares por saco de "supersementes" de soja

As aventuras genéticas dos produtores gaúchos resultaram em um equívoco que seria cômico, não fosse temerário. Nos últimos dois meses, dezenas de agricultores da região de Passo Fundo pagaram caro por uma suposta supersemente de soja, que pensavam produzir oito grãos por vagem - enquanto o normal são três. O detalhe: a planta não passa de montagem gráfica publicitária.
A Mireya RR, uma nova variedade desenvolvida pela multinacional Syngenta anunciada em um rodapé de uma edição do jornal argentino Clarín, em setembro, causou alvoroço entre os sojicultores gaúchos. A foto no jornal, encontrada por agrônomos passo-fundenses em uma viagem de turismo a Buenos Aires, exibe uma vagem de soja alongada, com oito grãos perfeitos.
Uma linha pontilhada corta a imagem na terceira semente com a indicação dos rendimentos até hoje. Uma flecha até o fim da vagem complementa: os rendimentos a partir da Mireya e da Picasa (outro lançamento da Syngenta). No texto do anúncio não havia qualquer referência aos oito grãos, apenas o registro do alto desempenho até 5 mil quilos por hectare em ensaios.
O anúncio foi fotocopiado em preto-e-branco e espalhou-se de mão-em-mão. Mesmo sem orientação técnica confiável, os agricultores encomendaram a semente a um antigo contrabandista uruguaio que forra a região com transgênicos desde 1996.(...)
A Mireya nada tem de milagrosa. Pelo contrário: seu ciclo é muito precoce e ela não é recomendada para o Rio Grande do Sul. Por telefone, o gerente de produtos da Syngenta na Argentina, Estanislao Sestak, afirmou que a supervagem é um desenho publicitário criativo para simbolizar a alta produtividade obtida ao sul da Província de Santa Fé e em Buenos Aires.(...)
Um revendedor, que pede para não ser identificado, calcula haver pelo menos 40 mil quilos de Mireya brotando nos arredores de Passo Fundo. Diz ter vendido 200 sacas a 100 dólares para dezenas de produtores. Sabe-se que alguns clientes repassaram para terceiros por até 200 dólares. Na Argentina, a mesma saca - legal - custa entre 15 e 16 dólares.
-- O desenho até enganava bonito, mas ficamos com o pé atrás. Só que o pessoal quis mesmo assim. É o risco que se assume por ter de trazer de lá - lamenta o comerciante.

Fonte: Zero Hora, Porto Alegre

DISCUSSÃO SOBRE BIOSSEGURANÇA COMEÇA SEXTA-FEIRA NA CÂMARA

A discussão do projeto de Biossegurança (PL 2401/03) pela comissão especial da Câmara dos Deputados que estuda o assunto começará na próxima sexta-feira (23), às 15 horas. A data foi definida nesta terça-feira (20), durante reunião da comissão no plenário 11.
No início da tarde desta terça, o relator do projeto, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), apresentou seu parecer ao texto. Em seguida, os deputados pediram vista coletiva do substitutivo, que faz várias mudanças no projeto original do Poder Executivo.

Princípios do Projeto
A Constituição já permite a manipulação de material genético e a coloca sob tutela do Estado (artigo 225). Aldo Rebelo explica que o substitutivo baseia-se em quatro princípios: absoluta prioridade à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico nacionais; cuidado com a saúde pública; proteção do meio ambiente; e defesa da soberania nacional e alimentar do Brasil. "Trata-se de capacitar o Brasil a competir com as demais nações no campo da biotecnologia e da engenharia genética", explica Rebelo, ressaltando que o aumento da competitividade é "peça-chave" no equilíbrio das contas externas.
O deputado lembra ainda que os avanços científicos e tecnológicos também são importantes para garantir a preservação ambiental. "O substitutivo busca harmonizar a promoção do desenvolvimento científico com a obrigação de preservar a diversidade do patrimônio genético do País, fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa de material genético e de controlar a produção, comercialização e o emprego de técnicas que comportem risco para a vida e o meio ambiente", resume.

Linhas Básicas
As linhas básicas do substitutivo são as seguintes:
01 - Garantidas as normas de segurança internacionalmente aceitas para OGMs, é preciso liberar a pesquisa científica de injustificados constrangimentos burocráticos e da proliferação sem fundamento de dificuldades a ela impostas;
02 - A CTNBio deve ser o órgão responsável e soberano para autorizar e controlar pesquisas com OGMs e suas decisões devem estar vinculadas aos órgãos da administração com atribuições fiscalizatórias;
03 - A análise de risco de OGMs deve ser feita caso a caso;
04 - O uso comercial de OGMs e seus derivados deve ser autorizado pelo Conselho Nacional de Biossegurança - fórum governamental que decidirá unicamente com base no interesse nacional e em critérios de conveniência e oportunidade socioeconômicas (já que a esfera técnica será atribuição da CTNBio);
05 - Todos os setores da administração com atribuições relacionadas a OGMs devem ser amplamente consultados pelo conselho antes de qualquer decisão;
06 - A comercialização de OGMs deve gerar recursos para um fundo de apoio à pesquisa biotecnológica e de engenharia genética, voltada para os produtos típicos da agricultura familiar e da cesta básica dos brasileiros;
07 - Devem ser removidos obstáculos legais a pesquisas com células-tronco;
08 - O consumidor terá direito de saber se um produto tem um OGM ou derivado;
09 - A lei e seus regulamentos devem estipular prazos claros a serem cumpridos pelas autoridades na tramitação de processos relativos a OGMs e derivados;
10 - É preciso eliminar os conflitos e as ambigüidades da legislação, particularmente entre as leis ambientais e a de biossegurança, que levaram o assunto a estacionar na Justiça nos últimos anos;
11 - As decisões já adotadas pela CNTbio serão mantidas.

CTNBio
O substitutivo remete à CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança a responsabilidade para autorizar e controlar pesquisas com OGMs organismos geneticamente modificados e lhe confere autonomia para decidir sobre a importação de transgênicos destinados a pesquisas. Além disso, a CTNBio poderá decidir sobre projetos de pesquisa em OGM em última instância. Caberá ainda à comissão determinar, no caso específico de OGM, que atividades podem causar significativa degradação do meio ambiente, exigindo assim a realização do estudo de impacto ambiental.
Quanto à composição da CTNBio, o relatório propõe uma modificação no item relativo aos representantes de entidades na comissão, esclarecendo que serão indicados pela sociedade civil e pelos ministérios pertinentes ao assunto. Aldo Rebelo propôs também a inclusão dos ministros da Defesa, do Planejamento e da Fazenda na comissão.
O substitutivo sugere a adoção de um rito próprio para a liberação comercial de produtos geneticamente modificados. "Amplia-se o poder da CTNBio, de modo a considerar final seu parecer quando for contrário à liberação. Já nos casos em que o parecer seja favorável, o poder da CTNBio seria limitado: amplia-se nesse caso o poder do CNBS - Conselho Nacional de Biossegurança, que poderá ratificar ou não a decisão favorável da CTNBio", explica.

Cide dos Transgênicos
O relator sugere a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, denominada Cide-OGM, que será cobrada sobre o comércio e a importação de sementes e mudas transgênicas. Os recursos provenientes dessa contribuição serão destinados a um fundo de apoio à pesquisa biotecnológica e de engenharia genética, voltada para os produtos típicos da agricultura familiar e da cesta básica dos brasileiros.

Células-Tronco
O substitutivo remove obstáculos legais a pesquisas com células-tronco. Essas células podem dividir-se por período indefinido e transformar-se em qualquer tipo de tecido mais especializado. Sua manipulação, portanto, gera potencial para o tratamento de diversas doenças, possibilitando, inclusive, a substituição parcial ou total de órgãos e tecidos.

Outras Propostas
O texto de Aldo Rebelo mantém o CQB - Certificado de Qualidade em Biossegurança; retira da categoria de derivados de OGM as substâncias puras, que, mesmo produzidas a partir ou com a participação de transgênicos, não contenham o OGM; e determina que somente estarão enquadrados na Lei dos Agrotóxicos os transgênicos que servem de matéria-prima para a produção desses defensivos.


Fonte: Agência Câmara

GOVERNO DO PARANÁ INTERDITARÁ LAVOURAS COM GLIFOSATO

O governo do Paraná encontrou uma maneira de coibir o plantio de transgênicos, mesmo depois que o STF - Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a lei estadual que proibia o plantio de sementes geneticamente modificadas no Paraná.
A Secretaria da Agricultura do Estado anunciou nesta segunda-feira (19) que todos os produtores que utilizarem na plantação o herbicida glifosato, fabricado pela multinacional Monsanto, terão suas lavouras interditadas e poderão ser obrigados a pagar multa de R$ 19 mil. Esta foi a justificativa para interditar a lavoura de um hectare do agricultor Dorvalino Bonetti, em Pato Branco - primeira área onde foi detectado o uso de tal agrotóxico.
A aplicação do glifosato ainda não está regulamentada no Brasil, apesar da liberação do plantio de sementes geneticamente modificadas. Como a competência de fiscalização do uso de agrotóxicos é dos governos de estado, o diretor da Defesa Sanitária Vegetal da Seab - Secretaria Estadual da Agricultura, Felisberto Queiroz Baptista, avisou que outras lavouras transgênicas podem ser interditadas - inclusive as de produtores que assinaram o termo de compromisso com o Ministério da Agricultura.
O ministério admite que há uma falha regulatória no que diz respeito ao glifosato - uma vez que as lavouras transgênicas só são viáveis com o uso deste tipo de agrotóxico. O ministério diz estar buscando formas de regulamentar o uso de herbicidas à base de glifosato na cultura pós-emergente.
Entretanto, enquanto o impasse não é resolvido, o agricultor que usar o glifosato está sujeito a multa de R$ 19 mil, além da destruição da plantação ou dos grãos que estejam com resíduos acima do permitido em lei. Os agricultores que usarem o herbicida ficam sujeitos até mesmo à pena de dois a quatro anos de reclusão.
Inicialmente, a justificativa usada para a interdição da lavoura de Pato Branco era o fato de o proprietário não ter assinado o termo de compromisso com o Ministério da Agricultura. Na semana passada, o secretário nacional de Defesa Agropecuária do ministério, Maçao Tadano, disse ao jornal Gazeta do Povo que caberia ao governo do estado apenas notificar a União da presença de lavouras sem o termo de compromisso.
Na manhã desta segunda-feira (19), Cláudio Bonetti, filho do agricultor Dorvalino Bonetti, acompanhou uma nova etapa da fiscalização em sua propriedade, no Núcleo Dourado, interior de Pato Branco. Dorvalino foi chamado para presenciar a coleta da amostragem, mas optou por mandar o filho em seu lugar.

Infração
Segundo o termo de interdição expedido pelo governo do estado, Bonetti fica nomeado fiel depositário da semente interditada. Qualquer movimentação do produto sem a autorização formal do órgão responsável vai se constituir em infração, resultando em responsabilidades civil e criminal, além de advertência, multa, apreensão do produto, suspensão ou cassação de registro e proibição ao crédito rural.
O engenheiro agrônomo Rudmar Luiz Pereira dos Santos, responsável pela interdição cautelar da lavoura, diz que existem indícios de que houve aplicação do agrotóxico glifosato na pós-emergência da cultura.
A amostra da soja coletada na propriedade, para verificar a quantidade de resíduos que o agrotóxico deixou na soja, foi enviada para a UFPR - Universidade Federal do Paraná, onde será analisada. O resultado deve sair em uma semana.
Santos afirma que o Sudoeste paranaense, devido a proximidade com Santa Catarina e Rio Grande do Sul, recebe com facilidade as sementes geneticamente modificadas. "A maioria dos agricultores são descendentes e têm parentes no Rio Grande do Sul. Então é fácil ir para lá e trazer a semente do Rio Grande do Sul para o Paraná. Nossa região tem uma grande divisa seca com o estado de Santa Catarina, que possui áreas significativas com cultivo de soja transgênica".


Fonte: Gazeta do Povo/PR

MONSANTO DEIXA DE VENDER SOJA TRANSGÊNICA NA ARGENTINA

A Monsanto deixou de vender, desde o mês passado, sementes de soja na Argentina, o terceiro produtor mundial da oleaginosa, porque não consegue ganhar nada com o negócio. A companhia diz que um gigantesco mercado negro para as sementes transgênicas torna impossível recuperar os investimentos.
Até que isso mude, a Monsanto assegura que não venderá sementes novas e melhoradas de soja, nem empreenderá estudos para desenvolver variedades sob medida para as condições locais. A decisão despertou temores de que os produtores venham a perder os avanços biotecnológicos e novas variedades de sementes, e de que outras empresas abandonem a Argentina.

Fonte: Agência Estado

ESTUDO AFIRMA QUE GENES DA SOJA TRANSGÊNICA "SOBREVIVEM" À DIGESTÃO

Parte dos genes introduzidos na soja transgênica subsiste, tal como o DNA da soja natural, após a digestão no intestino delgado, desaparecendo apenas no intestino grosso, revela estudo publicado na revista "Nature Biotechnology".
Segundo os resultados da pesquisa, é altamente improvável que a transferência de genes alterem as funções digestivas ou constituam um risco para a saúde humana, apontam Trudy Netherwood e seus colegas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.
O consumo de transgênicos suscitou dúvidas sobre o risco de transferência para a flora intestinal dos genes introduzidos nos alimentos, o que supunha que o DNA das plantas pudesse "sobreviver" no interior do tubo digestivo, explicam os pesquisadores.
Por outro lado, a transferência de genes que conferem resistência aos antibióticos poderia aumentar o número de microrganismos patogênicos para o homem, que resistiriam aos medicamentos, acrescentam.
Seqüências de DNA provenientes de células vegetais foram encontradas nos tecidos de frangos e nos linfócitos de vacas alimentadas com milho geneticamente modificados ou milho natural, segundo trabalhos publicados em 2001 na revista "European Food Research and Technology", explicam.
No caso do homem, o estudo mostra que a soja transgênica é totalmente degradada no cólon. Mas, para surpresa dos cientistas, o gene "Epsps" (que confere resistência a um herbicida) subsiste em parte após a passagem dos alimentos pelo intestino delgado de voluntários que aceitaram comer soja geneticamente modificada.
A pesquisa foi feita com 12 pessoas que tinham o aparelho digestivo intacto e outros sete que sofreram a ablação completa do cólon e tinham uma bolsa para recolher de fezes. Estes sete participantes operados tinham genes "Epsps" nas suas fezes, em proporções variáveis.
Três dos sete indivíduos operados já tinham genes ou fragmentos de genes de soja transgênica na sua flora intestinal, embora em pequena quantidade, antes mesmo de começar a experiência, que consistiu em engolir uma grande quantidade de soja geneticamente modificada numa só refeição --hamburgers e batido de leite com soja--, segundo os pesquisadores.
A quantidade de genes "Epsps" encontrados no seio das bactérias do tubo digestivo não aumentou depois daquela refeição, o que levou os cientistas a concluírem que não houve nenhuma nova transferência de genes.

Fonte: Agência Lusa

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