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segunda-feira, agosto 20, 2018

PEDRO HENRIQUE ALVES: A ONU a serviço de um criminoso e de um plano ideológico



Por PEDRO HENRIQUE ALVES no INSTITUTO LIBERAL



Todos aqueles que possuem o mínimo de prudência, e capacidade de ir além dos gritos das massas, conseguem perceber que a validade da vida humana é inerente a ela mesma. Esses mesmos ponderados que aqui rogamos para que ainda existam, entendem que os postulados dos “Direitos Humanos” não iniciaram com a ONU; que o cristianismo […]

Todos aqueles que possuem o mínimo de prudência, e capacidade de ir além dos gritos das massas, conseguem perceber que a validade da vida humana é inerente a ela mesma. Esses mesmos ponderados que aqui rogamos para que ainda existam, entendem que os postulados dos “Direitos Humanos” não iniciaram com a ONU; que o cristianismo já pincelava há séculos em suas doutrinas aquilo que hoje vemos mais ou menos sistematizados em tratados. É verdade que na história esses direitos andaram claudicantes e, por vezes, relativizados pelo poder do momento; o século XX que nos diga.
Mas os ditos Direitos Humanos, agora institucionalizados por dezenas — talvez centenas — de instituições da ONU, UNESCO, ONG’s, institutos e demais órgãos duvidosos, não tardaram em abandonar suas manjedouras cristãs adotando os comitês socialistas como suas catequeses humanistas. Quem possui o mínimo conhecimento sobre o pensamento marxista e os desdobramentos de suas teorias, sabe que as pautas defendidas por essas instituições não passam de um servilismo ideológico ao socialismo e suas vertentes culturais. De defesa da dignidade humana não tardam a passar para defesa de governos e queridos.
Se é verdade que conhecendo a árvore qualificamos os frutos por ela gerada; podemos qualificar as intenções dessas instituições de “Direitos Humanos” a partir de suas causas finais.
Sexta-feira (17/08) fomos brindados com a “recomendação” do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que a justiça brasileira, através do TSE, possibilite a disputa eleitoral pelo presidiário Lula. Não entrarei muito na questão jurídica dessa absurdidade, pois no amago da questão está um pedido de um comitê da ONU para que a justiça transgrida uma lei nacional; apenas quero reforçar que se trata de uma recomendação medonha que afronta de maneira debochada a Lei da Ficha limpa que impossibilita a candidatura do presidiário petista.
Também devo esclarecer que o pedido não consegue disfarçar seu apelo ideológico; sob uma máscara de legalidade jurídica banal, unida a uma carteirada de instituição internacional, tentar influenciar o processo criminal de um Estado-Nação independente chega a beirar o desrespeito à soberania jurídica do país.
Como disse Nelson Lehmann da Silva ao comentar o pensamento de Crane Brinton, a característica “comum mais em evidência de todas as grandes revoluções modernas tem sido seu inicial escopo universal, que depois contrasta com seus sucessos meramente locais. Elas começam com uma mensagem para toda a humanidade, mas acabam por adiar tal meta, que então se torna a missão de um povo ou grupo escolhido de iniciados” (SILVA, 2016, p. 54).
O que começou como salvaguarda dos “Direitos Humanos” acaba como couraça dos direitos dos companheiros; aquilo que era defesa da dignidade humana passa a ser tutela ideológica; a instituição guardiã das tábulas da liberdade dos indivíduos, passou a ser tão somente peão de partido. Uma comissão internacional e, porque não dizer: global; está a serviço de um partido e plano ideológico. Não é possível, sendo politicamente sensato e mentalmente razoável, levar a sério uma instituição que se presta a tal vergonha vistosa.
Entenderam ou querem que eu desenhe?
O globalismo não brinca e sequer tem vergonha de seus meios de ação, dizer que não há uma agenda internacional em favor daquilo que damos a alcunha de: “esquerdismo cultural”, é negar o evidente. São esses que se calam e nada fazem frente aos aberrantes desumanismos na Venezuela e Nicarágua; se contentando com cartas e textos vergonhosos de uma suposta “preocupação com a situação política do país”, mas que, bem sabemos, não passa de panos quentes e acovardamentos.
Enfim, esse artigo tem que acabar porque tal recomendação da ONU me parece tão importante quanto uma carta ao Papai Noel; e, sinceramente, a nós que vivemos sob o leviatã de 63 mil assassinatos ao ano, sem nunca termos visto nenhuma efetiva ajuda da ONU para amenizar esse pandemônio, por que deveríamos agora nos importar com as suas recomendações? Quando passávamos pela da maior crise de corrupção que essa nação já viveu não contamos com nenhuma ajuda ou apoio institucional da ONU, tivemos que arregaçar as mangas ir às ruas parar o país sozinhos; pois agora que fiquem com suas ideologias e recomendações enviesadas.

Referência:
SILVA, Nelson Lehmann da. A religião civil do Estado moderno, 2ª Ed, Campinas: Vide Editorial, 2016.


Café especial: Brasil conhece seus campeões de barismo


Café especial: Brasil conhece seus campeões de barismo

Léo Moço venceu a competição nacional de Brewers Cup, Ariel Todeschini da Motta a de Coffee In Good Spirits e Daniel Acosta Busch a de Latte Art e representarão o Brasil nos campeonatos mundiais


Após quatro dias de acirradas disputas e muita emoção, foram conhecidos, no domingo, 19 de agosto, no ambiente turístico da Estância Hidromineral de São Lourenço, no Sul de Minas Gerais, os campeões brasileiros de barismo nas categorias Brewers Cup, Coffee in Good Spirits e Latte Art, competições que integram as atividades do projeto setorial "Brasil. A Nação do Café", desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e que classificam os vencedores para as competições mundiais. As etapas tiveram como anfitriãs as empresas Unique Cafés Especiais e Production Eventos.

O campeonato de Brewers Cup exige que os profissionais elaborem o café por métodos de filtragem manual, empregando suas técnica e habilidade para extrair o melhor da bebida. Quem teve mais eficiência nesse quesito foi Léo Moço, da Café do Moço, de Curitiba (PR), que obteve o título nacional e garantiu sua vaga para a competição mundial da categoria. A segunda colocação ficou com Analice Pereira, da Como em Casa, de Manaus (AM), e o terceiro lugar com Daniel Munari, da Supernova Coffee Roasters, também de Curitiba.

Na disputa de Coffee In Good Spirits, o destaque foi Ariel Todeschini da Motta, da Ponto Gin e da Supernova Coffee Roasters, de Curitiba, que foi quem melhor demonstrou as habilidades de mixologista para valorizar o preparo de bebidas alcoólicas à base de café. O curitibano sagrou-se campeão da categoria e também obteve a vaga para a competição mundial. O segundo colocado foi Gabriel da Cruz Guimarães, da Unique Café Store, de São Lourenço (MG), e o terceiro Murilo Guedes Casado Semeghini, da Octavio Café, de São Paulo (SP).

O também curitibano Daniel Acosta Busch, da Jardins Café, apresentou seu talento ao decorar as xícaras com bebidas à base de leite vaporizado e café espresso e alcançou o título de campeão brasileiro de Latte Art, garantindo sua vaga para o mundial. Emerson do Nascimento, da Coffee Five, do Rio de Janeiro (RJ), conquistou o segundo lugar, seguido por Leonardo Correa Ribeiro, da Unique Café Store, de São Lourenço.

Além dos vencedores dessas categorias, o Brasil conheceu, anteriormente, os campeões brasileiros de Torra, título obtido por Donieverson dos Santos, da Bourbon Specialty Coffees, de Poços de Caldas (MG); de Cup Tasters, que foi Carlos Henrique da Silva, da empresa Mogiana Assessoria em Cafés Especiais, de Pedregulho (SP); e de Baristas, conquista de Thiago Sabino, da torrefação Cafés Especiais do Brasil, do Grupo IL Barista, de São Paulo.

Para a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, os campeonatos de barismo focam aprimorar a capacitação desses profissionais no país para ampliar o processo de educação e aprendizagem sobre os cafés especiais ao consumidor. "Produtores e baristas vêm aumentando sua parceria nesses últimos anos, cada um ciente de seu papel, desafios e responsabilidades, o que é importantíssimo para o desenvolvimento do mercado. Essa união é vital, pois são esses profissionais que extraem bebidas com o máximo de qualidade e apresentam suas características, valorizando o produto diferenciado junto ao consumidor final", destaca.

BRAZIL. THE COFFEE NATION
O projeto setorial é desenvolvido em parceria pela BSCA e Apex-Brasil e tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no país. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2018 até o mesmo mês de 2020, tendo como mercados-alvo: (i) Alemanha, Austrália, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, Rússia, Taiwan (Formosa) e Turquia para os cafés crus especiais; e (ii) Argentina, China e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

Mais informações para a imprensa
BSCA – Assessoria de Comunicação
Paulo André Colucci Kawasaki
(61) 98114-6632 / ascom@bsca.com.br
BSCA - Brazil Specialty Coffee Association
Telefones: (35) 3212-4705 / 3212-6302
E-mail: ascom@bsca.com.br


sexta-feira, agosto 17, 2018

Rodrigo Constantino: PRECISAMOS FALAR SOBRE LULA… E SOBRE OS “ISENTÕES” QUE AINDA DEFENDEM O PT






Por Rodrigo Constantino


Já mostrei em outras oportunidades como certos “isentões”, no fundo, dão sempre um jeito de defender o PT. Um caso clássico é o jornalista Helio Schwartsman. Sempre pairando acima da humanidade, adepto da “razão pura” contra nossas paixões animalescas, Helio tenta posar de moderado, mas vive escorregando para a esquerda, até mesmo a seu extremo.

Ele já declarou ter sido simpático ao projeto petista no “passado”, e pelo visto é difícil retirar o ranço. Helio acha que o PT continua sendo fundamental para nossa democracia, como um partido de esquerda voltado para as massas. É uma visão ingênua e boboca do que sempre foi o projeto petista. Talvez seja doloroso demais ele simplesmente admitir que foi enganado, que bancou o otário apesar de toda a sua “racionalidade”. Mas sem dúvida seria mais honesto.

Em sua coluna de hoje, Helio voltou a “atacar” Lula e essa estratégia nefasta do PT de insistir na narrativa de perseguição política e golpe, mas fez isso no afã de salvar o PT. Diz ele:


Para dar uma aura de decoro à candidatura de um condenado por corrupção, o PT pinta Lula como um perseguido pela Polícia Federal, Ministério Público, Justiça (1ª, 2ª, 3ª e 4ª instâncias), imprensa e empresariado. Até seria verossímil que uma dessas instituições tivesse se voltado contra ele, mas será crível que todas o tenham feito ao mesmo tempo?
Manter o discurso do complô exige negar legitimidade ao Judiciário, um dos três Poderes da República, o que, obviamente, não pode fazer parte do projeto de um partido democrático. Não dá para solapar as bases do Estado que se pretende administrar. Note-se que Lula poderia perfeitamente questionar o resultado de seus julgamentos sem contestar a instituição, mas isso enfraqueceria sua retórica.
E essa é só uma das muitas incoerências em que o PT se lança ao sustentar o insustentável. O efeito colateral mais grave, a meu ver, é que a insistência em Lula impede o partido e a própria esquerda de acertar contas com os graves erros éticos e econômicos cometidos nas gestões petistas e de seguir em frente. Enquanto estiver algemado a Lula, o PT terá grandes dificuldades em atualizar seu projeto de país.


De onde o colunista tirou que o PT tem algum interesse em “acertar contas com os graves erros éticos e econômicos” cometidos? Aliás, só de chamar de “graves erros éticos” o maior esquema de roubalheira e a tentativa escancarada de destruir nossa democracia mostra bem o grau de eufemismo usado pelo “isentão”. Helio ainda não se deu conta de que o PT é uma quadrilha organizada para assaltar o estado? Em que planeta ele vive?

O jornalista fala em “atualizar seu projeto de país”. Como?! Qual “projeto de país” o PT possui? Helio não leu os projetos no site do partido? Não viu as atas do Foro de São Paulo? Não tem conhecimento do apoio aberto que o PT dá ao regime ditatorial venezuelano? Qual seria esse “projeto de país” que o PT teria que atualizar, segundo Helio Schwartsman?

Esses jornalistas que bancam os “imparciais” na imprensa não perceberam ainda que a coisa mudou, que temos agora as redes sociais para expor esse viés ideológico muito mal disfarçado? Helio pode enganar alguns trouxas do establishment, e mostrar como “sinal de virtude” que “até” critica Lula e o PT. Mas para qualquer um que consegue ler nas entrelinhas, o que salta aos olhos é um patético apoio ao PT, como se fosse um partido que devesse ser levado a sério e tivesse utilidade à nossa democracia. Que piada de mau gosto!


CNC: contratações do Funcafé chegam a R$ 4,4 bilhões


Balanço Semanal

XXXI - Agosto 2018
O Balanço Semanal do CNC de hoje traz informações referentes à contratação e à liberação de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) aos agentes financeiros que demonstraram interesse em operar esse capital na safra 2018.

Atenciosamente,
 
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo CNC

CONTRATAÇÕES FUNCAFÉ

MERCADO

CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
E-mail: imprensa@cncafe.com.br
      


Carlos Ramalhete: O lulopetismo e a degeneração da democracia





Artigo de Carlos Ramalhete, via Gazeta do Povo:




Os filósofos gregos de mais de dois mil anos atrás já nos ensinavam que a democracia corre sempre o risco de degenerar em demagogia. A demagogia é a democracia doente.


No Brasil nós já fomos submetidos a doze anos de demagogia petista, durante os quais a abertura de crédito para a compra de besteiras (celulares, roupas de grife) e a distribuição de esmolas estatais fizeram as vezes de ascensão social das classes mais baixas. De que adianta ter uma calça da moda (“uma calça jeans para uma jovem de dezesseis anos custa mais de trezentos reais”, disse famosamente uma orgulhosa beneficiária dos planos petistas) e não ter esgoto, não ter um sistema de saúde minimamente eficiente, não ter a mínima segurança de que não se há de ter a casa invadida e roubada por um viciado?


Os problemas reais do país, que são muitos e graves, foram completamente deixados de lado pelo PT, ou, melhor dizendo, por Lula – Dilma esteve lá apenas como incompetente representante do “sapo barbudo que as elites [teriam] que engolir”, como Brizola, o homem que destruiu o Rio de Janeiro, apodou Lula. Enquanto isso, riquezas incontáveis da nação foram desviadas. A Petrobras já recebeu de volta um bilhão dos muitos desviados, graças à Operação Lava Jato. Mas isso é troco de pinga perto do prejuízo causado pelo PT, por Lula, ao povo brasileiro. As refinarias doadas ao comparsa boliviano Evo Morales, o porto construído em Cuba, tudo isso é desvio de dinheiros públicos que deveriam estar a serviço da população do país, não de um partido demagógico em sua ânsia desesperada por manter-se no poder.


E a demagogia continua, agora na palhaçada armada em torno da entrega do demagógico registro de candidatura do inelegível criminoso condenado Lula. Milhares de militantes engordados por anos com verbas públicas – os assentamentos do MST, afinal, subsistem à base de cestas básicas pagas pela população honesta – juntaram-se para tornar ainda mais demagógico um teatro político desprovido de sentido real, por ser abertamente ilegal. Não há candidatura Lula. A lei da ficha limpa o garante. O pedido de registro é um ato inútil e viciado encenado pelos demagogos do partido e seus paus-mandados, capitaneados pelo demagogo-em-chefe desde sua cela privilegiada na Polícia Federal (quando seu lugar deveria ser uma penitenciária de segurança máxima), onde todo e qualquer militante da cúpula petista que tenha um diploma de direito inscreveu-se como seu advogado apenas para poder levar e trazer as instruções do chefe.


As fartas provas já recolhidas, os depoimentos de inúmeros comparsas, tudo isso já prova mais que definitivamente a culpa de Lula e de todo o partido que ironicamente se diz dos trabalhadores – pois foi uma operação partidária, não uma mera busca de enriquecimento pessoal, que levou a desviar bilhões de dólares da pobre Petrobras, de que já havia sido roubado até o acento.


Fingir que se está registrando uma candidatura quando se sabe que se trata de uma candidatura ilegal, de um pseudocandidato cuja ineligibilidade é “chapada”, é mais uma maneira de tentar arrancar ainda mais dinheiro público. Afinal, vergonhosamente, as candidaturas no Brasil recebem verbas públicas, beneficiando os partidos mais poderosos para impedir a renovação de nosso quadro político. A isso se soma a propaganda – que é a alma do negócio do demagogo – em torno do “pobre Lula, sozinho em sua cela”. É o mesmo truque de Edir Macedo, o dono da Igreja Universal e de diversos políticos; foi preso por estelionato e passou a usar como foto “oficial” uma em que aparece atrás das grades, fingindo ler uma bíblia.


Lula deseja ser o grande eleitor, do fundo de sua cela, onde está justamente para impedir que continue a fazer mal à sociedade por meios políticos. Isso não pode ser tolerado. A demagogia, repito, é a degeneração da democracia. Permitir que se faça uma candidatura de fancaria de um preso condenado por crime comum, inelegível e nem um pouco arrependido do mal que fez, é um ataque direto ao que ainda resta de democracia neste país.


Lula tem que ser afastado dos meios pelos quais comete seus crimes. Sua comunicação contínua com seus comparsas é um crime continuado, que a Polícia Federal deveria ter como impedir. Chega de Lula, chega de demagogia. O Brasil não aguenta mais.

quinta-feira, agosto 16, 2018

Sérgio Alves de Oliveira: O Crime de Constrangimento Ilegal na cara do TSE




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira


A massa humana, de 50 mil pessoas, segundo a Senadora Gleisi Hoffmann, Presidente do PT, ou de 10 mil pessoas, conforme a Polícia Militar do DF, para protocolar o requerimento da candidatura presidencial de LULA DA SILVA, no Tribunal Superior Eleitoral-TSE, em Brasília, no último dia do prazo (15.08.2018), bem demonstra a total insanidade e indigência política dos responsáveis por essa mobilização e da própria massa-de-manobra utilizada par esse fim.


A lei da “ficha limpa”, que paradoxalmente foi iniciativa do próprio PT, não deixa margem para qualquer outra interpretação diferente que não seja a inelegibilidade absoluta de Lula, por estar ele condenado criminalmente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em Segunda Instância (TRF-4).


Mas inconformada com essa vedação legal, a militância política de Lula (PT,CUT,MST, Movimentos Sociais “disso e daquilo” ,etc.), que defende a sua candidatura a qualquer custo, como se ele fosse o “dono” absoluto do cargo de Presidente da República, insiste em desrespeitar a lei e obter o registro da sua candidatura, na “marra”, inclusive fazendo tudo que é tipo de ameaças e outros ilícitos em mobilizações diversas.


Não tenho a menor ideia se o Ministério Público já teria cogitado, ou não, da possibilidade de estar havendo indícios de crime de CONSTRANGIMENTO ILEGAL nessa marcha da multidão militante oriunda de vários pontos do Brasil, rumo a Brasília, e ao próprio TSE, objetivando a simples formalidade legal de protocolar o pedido de registro da candidatura de Lula. Sem dúvida essa atitude ameaçadora poderia configurar forte COAÇÃO sobre as autoridades judiciárias responsáveis pelas eleições que se avizinham. Não haveria necessidade de milhares de pessoas estarem portando o requerimento de registro de uma candidatura. O objetivo parece bastante claro: constranger, ameaçar, coagir, intimidar, mostrar força. 


Mas não estaria o próprio Ministério Público Eleitoral omisso de tomar as providências cabíveis ante as evidências da prática de um crime? O crime de “constrangimento ilegal”, previsto no artigo 146 do Código Penal Brasileiro? Essa multidão na porta do TSE para solicitar o registro da candidatura de Lula não estaria configurando “grave ameaça”, caracterizadora do crime de “constrangimento ilegal”? Afinal de contas, o Ministério Público Eleitoral estaria com “medo” do Lula e sua “trupe”?


Segundo consta no parágrafo primeiro do mesmo artigo 146 do CPB, “as penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando para a execução do crime se reúnem mais de três pessoas”. 


E quando se reunirem , não só três, porém MILHARES de pessoas ,como foi o caso da mobilização pela candidatura de Lula? 


Isso não estaria configurando flagrante“ameaça de guerra”?


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Thiago Kistenmacher: ESTADO TERMINAL - RELATO DE UMA MÉDICA QUE SE TORNOU ELEITORA DE BOLSONARO



Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo Instituto Liberal

Estamos aqui novamente para abordar o tema Bolsonaro. Digo isso porque meu último artigo aqui no Instituto Liberal tratou do mesmo candidato. A propósito, eis um adendo importante: não faço parte de torcida, portanto prefiro fazer análise mantendo certa distância. Dito isso, vamos ao objeto principal do texto.

Ao falar sobre a situação política contemporânea com uma amiga, ela, que é médica e atende no SUS, me disse ter sido agredida por um homem que não aceitava algumas condições inevitáveis dadas as precariedades do sistema público de saúde. Vejamos ao ponto absurdo no qual chegamos: um bárbaro agredindo uma médica que não tem culpa nenhuma por uma saúde pública infectada pelo descaso. Claro que nada aconteceu com o sujeito – e aqui observamos a impunidade, outra moléstia atual.

Algo semelhante ocorreu pouco tempo depois. Mas dessa vez ela foi agredida por uma senhora viciada em drogas e que também não aceitava a ausência de alguns medicamentos. Novamente, nenhuma punição sofrida pela agressora – a epidemia de impunidade novamente se fez presente.

E como se não bastasse isso tudo, não demorou muito tempo para ocorrer algo ainda mais assustador. Sobre o episódio, colo aqui a mensagem que recebi hoje no Whatsapp: “Já tive que me esconder em banheiro de paciente armado querendo me dar um tiro na cara.”

Essa revelação bizarra me lembra aquilo que minha irmã, que estuda medicina em outra cidade, me disse há poucas semanas: “Fiquei sabendo que mataram uma enfermeira.” A razão? Também a questão da demora, da falta de agilidade por causa da carência de recursos etc. Quanto à punição do assassino, não sei dizer o que sucedeu.

Tudo isso aconteceu no SUS que, a despeito de importante de certa forma, jamais terá a qualidade do atendimento privado – aliás, raramente ouvimos falar de agressões ou assassinatos em consultórios particulares. Mas no que tange ao sistema público, ainda de acordo com a minha amiga: “O que mais tem por aí é agressão.”

Sim, até agora pouco falamos de Bolsonaro, que entra em cena a partir da seguinte síntese: através desses episódios relatados, observamos a união de três fatores que não saem da mente dos eleitores do candidato do PSL e que compõem a tríade saúde-desarmamento-segurança. Donde a ideia de que, para muita gente, Bolsonaro seja a única forma de quimioterapia que possa combater o gigante tumor vermelho, efeito colateral de décadas de vício ideológico.

Considerando o que ocorreu com a minha amiga, nota-se primeiramente que, além da saúde estar numa condição deplorável, ninguém tem direito à defesa e, se é agredido, o malfeitor não recebe a devida punição.

Se olharmos por outro ângulo, podemos inferir rapidamente o que pensa uma eleitora como ela: se Bolsonaro entrar talvez haja menos corrupção – e consequente melhora na saúde pública; direito à autodefesa – e com isso menos receio de se vitimada por um desequilibrado armado; e aumento da segurança com a redução da impunidade – caso alguém me agredir, vai parar na cadeia.

Por falar em cadeia, essa mesma amiga trabalhou por algum tempo numa penitenciária e diz ter presenciado início de rebeliões e regalias – que Bolsonaro promete extirpar – e domínio de facções que mandam mais do que o poder público – ela me enviou uma foto de um homem no ambulatório da penitenciária que levou dez estocadas com uma arma feita com uma chapa de ferro e que acabou morrendo. É o caos. A anarquia em termos de poder público. Sendo assim, é compreensível que ela queira votar no único candidato que fale sem travas na língua a respeito da punição de criminosos e não faça discurso bonitinho, não é mesmo? A lógica é pura e simplesmente essa.

Assim, com exceção da saúde pública – que é pauta genérica –, não é por que Bolsonaro discursa em favor da autodefesa e pela punição severa de criminosos que ele tem arrebanhado tantos eleitores? É claro que sim! Desse modo, minha amiga – que está há mil anos luz de ser desinformada– converteu-se em eleitora de Bolsonaro, que não promete medicar a política de forma mágica.

Além do que, depois de eu brincar dizendo que ela votaria no fascista Guilherme Boulos e ela responder que votaria em Bolsonaro, sua frase foi a seguinte: “Gente, sou médica e trabalho no SUS.” – ou seja, ela queria, com tal frase, dizer isso: como é que vou votar na esquerda depois de ver e viver isso tudo?

O Brasil agoniza na educação, na indústria, no desemprego e, claro, na saúde. Bolsonaro surge como uma alternativa ao projeto de poder da esquerda. Claro que seu fenômeno se deve muito a indignação e – atentemos para este próximo termo – ao revanchismo político. Minha amiga, depois de passar por isso tudo, foi também picada por este revanchismo – que entendemos em termos emocionais e mesmo políticos, mas que não significam necessariamente a melhor escolha. Entretanto, a emoção, como sempre, tem sua influência sobre a razão. E o ódio à esquerda inverte o sinal para ligar o louvor a Bolsonaro. Produto relativamente perigoso em termos de Filosofia Política, mas um fato impossível de passar despercebido.

Não é sem razão, portanto, que Bolsonaro seja visto como um socorrista ao qual recorre grande parte daqueles que foram seriamente feridos pela corrupção. Ou ainda como o único cirurgião que parece ter a ousadia de amputar os músculos pútridos que comprometem o corpo público. Enfim, para seus eleitores enfurecidos, Bolsonaro surge como um cirurgião plástico que promete mudar a cara do Brasil.

Consequentemente, por causa da situação de exposição e de precariedade sofrida no trabalho pelos médicos do SUS, minha amiga, por fim, assevera: “A ‘medicada’ vai votar em peso no Bolsonaro.” Dessa forma, é notório que esses médicos vêem o Brasil como um paciente em estado terminal que deve sair da UTI para o PSL e diagnosticaram a esquerda como um tumor maligno que precisa ser tratado com doses cavalares de Bolsonaro.

Nota do autor: Estive recentemente fazendo check-up numa clínica na Barra (RJ) e o urologista puxou conversa sobre política. Começou pelas beiradas, falando mal de todos os candidatos, e passou a falar da violência, dos assaltos que sofreu na Tijuca. Eu já sabia onde ele queria chegar. Perguntei: vai de Bolsonaro? Ele, um tanto tímido, confessou que sim, e quis saber minha opinião. Ora, com a parte mais importante do meu corpo em suas mãos, ele poderia se declarar um petista fanático que eu encontraria um ou dois elogios para fazer a Lula. Felizmente não foi necessário mentir para proteger meus ativos valiosos. Disse que compreendia perfeitamente o fenômeno. Se vai resolver mesmo é outra questão. Mas o “basta!” ao esquerdismo, praga que assola o Brasil há décadas, é algo extremamente legítimo e lógico.

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