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segunda-feira, dezembro 04, 2017

CNC - Balanço Semanal de 27/11 a 1º/12/2017


BALANÇO SEMANAL — 27/11 a 1º/12/2017

Jornalistas de MG, ES, SP e DF são os vencedores do Prêmio Café Brasil 2017; cerimônia de premiação ocorrerá no dia 5 de dezembro
 
 
PRÊMIO CAFÉ BRASIL — Sob o tema "A importância das cooperativas na sustentabilidade da cafeicultura brasileira", 57 jornalistas das cinco regiões do País inscreveram suas matérias nas quatro categorias – TV, Impresso, Internet e Rádio – do 1º Prêmio Café Brasil de Jornalismo, realizado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul).

Desse total, foram eleitos vencedores os três primeiros colocados de cada categoria, que receberão a premiação em cerimônia que ocorrerá na próxima terça-feira, 5 de dezembro, às 20h, na Casa do Cooperativismo, sede da OCB, em Brasília (DF). O valor total destinado aos vitoriosos do Prêmio é de R$ 90 mil, sendo R$ 10 mil aos campeões, R$ 7,5 mil aos segundos colocados e R$ 5 mil aos terceiros lugares.

TV
Na categoria TV, os vencedores, em ordem alfabética, foram: Bruno Faustino, da TV Educativa ES, de Vitória (ES), com a matéria "Os segredos do conilon de qualidade do Espírito Santo"; Gabriela Ribeti, da TV Gazeta – afiliada Rede Globo –, também de Vitória (ES), com a reportagem "Cooperativa premia produtores e incentiva a produção de cafés especiais em Itarana"; e Sander Kelsen, da TV Alterosa Sul de Minas – afiliada SBT –, de Varginha (MG), abordando "Parceria no campo: o papel das cooperativas no desenvolvimento das lavouras".

IMPRESSO
A categoria impresso teve como vencedores Flávio Bredariol e Marcos Fidêncio, do Jornal Debate, de Garça (SP), com o conteúdo "Cooperativismo fortalece produtores e fomenta a modernização da cafeicultura no século 21"; Hulda Rode, com a reportagem "A semente que apaixonou o mundo" na Revista RDM Rural, de Brasília (DF); e Marlene Gomes, do Correio Braziliense, também da capital federal, com o conteúdo que destacou que as "Cooperativas são responsáveis por 48% da produção de café do país".

INTERNET
Na categoria dedicada aos conteúdos dos portais virtuais, os vencedores foram: Esther Radaelli, do G1 ES, de Vitória (ES), com a reportagem "Famílias mostram que união é fundamental na produção de cafés de qualidade"; Jhonatas Simião, do portal Notícias Agrícolas, de Campinas (SP), com a matéria "Unidas e com apoio de cooperativas, cafeicultoras brasileiras vendem saca de café por mais de R$ 1 mil e começam a exportar"; e Paulo Palma Beraldo e Mariana Amorim Machado, do site De Olho no Campo, de São Paulo (SP), com seu conteúdo "Aceita um cafezinho?".

RÁDIO
Por fim, a categoria Rádio teve como vencedores André Luiz, da Rádio Rainha da Paz, de Patrocínio (MG), com a matéria "História do café em Patrocínio e a importância do cooperativismo na cafeicultura do Cerrado Mineiro"; Kelly Stein, do Portal Coffeea, de São Paulo (SP), com a reportagem "Qual o papel das cooperativas na sustentabilidade da cafeicultura?"; e Terezinha Jovita, da Rádio Espírito Santo, de Vitória  (ES), com o conteúdo "Como o bom café altera a vida do homem no campo".

Segundo o diretor de comunicação do CNC, Paulo André Kawasaki, que presidiu a banca examinadora do concurso, os 12 premiados foram leais ao tema proposto e desenvolveram conteúdos que evidenciam a importância das cooperativas na sustentabilidade da cafeicultura brasileira.

"Os vencedores captaram a essência proposta pela organização e desenvolveram materiais que citam a relevância do cooperativismo desde a seleção das mudas para plantio até a ponta final na comercialização, evidenciando que esse processo envolve dedicada preservação ambiental, gera milhares de emprego e garante melhor retorno financeiro ao produtor", destaca Kawasaki.

A classificação final dos vencedores será revelada somente na cerimônia de premiação, que também contará, em sua programação, com homenagens a campanhas e projetos de comunicação que destacaram o café e o agronegócio em 2017, além de um coquetel de encerramento.

60 ANOS DE COOXUPÉ — A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), a maior do mundo no setor cafeeiro, celebrou seus 60 anos na segunda-feira, 27 de novembro. Parabenizamos nossa associada por suas seis décadas de relevantes serviços prestados à cafeicultura brasileira, em especial a seus produtores cooperados, possibilitando que cultivem com maior conhecimento técnico, agronômico e ambiental e abrindo mercados para seus produtos, o que lhes permite ter um melhor retorno financeiro com a comercialização das safras.

Atualmente, a Cooxupé possui mais de 14 mil associados e tem atuação em mais de 200 municípios, principalmente do Sul e do Cerrado de Minas Gerais e da Média Mogiana de São Paulo, estrutura que possibilita que 80% de suas atividades sejam voltadas para a exportação de café arábica a mais de 40 países do mundo.

O CNC destaca, ainda, que, mesmo no atual cenário econômico e político do Brasil, a Cooxupé não deixou de crescer, expandindo sua atuação e investindo em tecnologias para manter a excelência, o que lhe garante posicionamento de destaque no fornecimento de café arábica de alta qualidade no mercado global. Reiteramos nossa congratulação à Cooperativa, que é sinônimo dos princípios cooperativistas de trabalhar em união para alcançar melhores resultados a todos os envolvidos no processo.

FUNCAFÉ — Segundo informações atualizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) até a manhã desta sexta-feira, 1º de dezembro, o volume de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) liberado aos agentes financeiros, com data de referência de 30 de novembro, chegou a R$ 3,015 bilhões (clique na tabela abaixo), respondendo por 65,6% do total de R$ 4,598 bilhões solicitados na atual safra cafeeira.

Do montante recebido pelas instituições, R$ 1,344 bilhão foi destinado para a linha de Estocagem; R$ 642,4 milhões para Custeio; R$ 612,7 milhões ao Financiamento para Aquisição de Café (FAC); e R$ 415,8 milhões para as linhas de Capital de Giro, sendo R$ 221,2 milhões para Cooperativas de Produção, R$ 140,1 milhões para Indústrias de Torrefação e R$ 54,6 milhões para o setor de Solúvel.

MERCADO — Após seis fechamentos em território positivo, os contratos futuros do café arábica encerraram em queda na sessão de ontem, reduzindo os ganhos no acumulado da semana. Em Nova York, o vencimento março de 2018 do contrato C encerrou a sessão a US$ 1,2850, com alta de 95 pontos ante a semana anterior. Já na ICE Futures Europe, o contrato janeiro/2018 do café robusta caiu US$ 39, cotado a US$ 1.726 por tonelada.

As perdas de ontem foram puxadas por um movimento de realização de lucros. O dólar também subiu forte no comparativo com o real, refletindo o clima negativo do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que teria reconhecido, nos bastidores, que dificilmente a Reforma da Previdência seja votada na próxima semana. O dólar comercial foi cotado ontem a R$ 3,2716, com alta de 1,21% em relação à última sexta-feira.

No Brasil, as regiões produtoras brasileiras da Região Sudeste receberão fortes chuvas ao longo da próxima semana, segundo a Somar Meteorologia. "A umidade da Amazônia se organiza no Sudeste e provoca chuva forte no Espírito Santo e em Minas Gerais com acumulado que supera os 100 mm nos próximos sete dias". O serviço informa que também choverá na Bahia, em São Paulo e Paraná, mas com acumulado menor, de 15 a 50 milímetros.

No mercado físico nacional, os negócios foram um pouco mais aquecidos até a manhã de ontem, antes do mercado internacional reverter o cenário e apresentar declínio, o que travou a comercialização. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 456,27/saca e a R$ 372,17/saca, com variações, respectivamente, de 0,49% e 0,83% frente ao fechamento da semana antecedente.


Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
Fone / Fax: (61) 3226-2269 / 3342-2610
E-mail: imprensa@cncafe.com.br

Conheça os vencedores do Prêmio Café Brasil de Jornalismo – 2017


Conheça os vencedores do Prêmio Café Brasil de Jornalismo – 2017

Jornalistas de MG, ES, SP e DF são os vencedores do concurso; cerimônia de premiação ocorrerá no dia 5 de dezembro
Sob o tema "A importância das cooperativas na sustentabilidade da cafeicultura brasileira", 57 jornalistas das cinco regiões do País inscreveram suas matérias nas quatro categorias – TV, Impresso, Internet e Rádio – do 1º Prêmio Café Brasil de Jornalismo, realizado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Varginha (Minasul).

Desse total, foram eleitos vencedores os três primeiros colocados de cada categoria, que receberão a premiação em cerimônia que ocorrerá na próxima terça-feira, 5 de dezembro, às 20h, na Casa do Cooperativismo, sede da OCB, em Brasília (DF). O valor total destinado aos vitoriosos do Prêmio é de R$ 90 mil, sendo R$ 10 mil aos campeões, R$ 7,5 mil aos segundos colocados e R$ 5 mil aos terceiros lugares.

TV
Na categoria TV, os vencedores, em ordem alfabética, foram: Bruno Faustino, da TV Educativa ES, de Vitória (ES), com a matéria "Os segredos do conilon de qualidade do Espírito Santo"; Gabriela Ribeti, da TV Gazeta – afiliada Rede Globo –, também de Vitória (ES), com a reportagem "Cooperativa premia produtores e incentiva a produção de cafés especiais em Itarana"; e Sander Kelsen, da TV Alterosa Sul de Minas – afiliada SBT –, de Varginha (MG), abordando "Parceria no campo: o papel das cooperativas no desenvolvimento das lavouras".

IMPRESSO
A categoria impresso teve como vencedores Flávio Bredariol e Marcos Fidêncio, do Jornal Debate, de Garça (SP), com o conteúdo "Cooperativismo fortalece produtores e fomenta a modernização da cafeicultura no século 21"; Hulda Rode, com a reportagem "A semente que apaixonou o mundo" na Revista RDM Rural, de Brasília (DF); e Marlene Gomes, do Correio Braziliense, também da capital federal, com o conteúdo que destacou que as "Cooperativas são responsáveis por 48% da produção de café do país".

INTERNET
Na categoria dedicada aos conteúdos dos portais virtuais, os vencedores foram: Esther Radaelli, do G1 ES, de Vitória (ES), com a reportagem "Famílias mostram que união é fundamental na produção de cafés de qualidade"; Jhonatas Simião, do portal Notícias Agrícolas, de Campinas (SP), com a matéria "Unidas e com apoio de cooperativas, cafeicultoras brasileiras vendem saca de café por mais de R$ 1 mil e começam a exportar"; e Paulo Palma Beraldo e Mariana Amorim Machado, do site De Olho no Campo, de São Paulo (SP), com seu conteúdo "Aceita um cafezinho?".

RÁDIO
Por fim, a categoria Rádio teve como vencedores André Luiz, da Rádio Rainha da Paz, de Patrocínio (MG), com a matéria "História do café em Patrocínio e a importância do cooperativismo na cafeicultura do Cerrado Mineiro"; Kelly Stein, do Portal Coffeea, de São Paulo (SP), com a reportagem "Qual o papel das cooperativas na sustentabilidade da cafeicultura?"; e Terezinha Jovita, da Rádio Espírito Santo, de Vitória  (ES), com o conteúdo "Como o bom café altera a vida do homem no campo".

Segundo o diretor de comunicação do CNC, Paulo André Kawasaki, que presidiu a banca examinadora do concurso, os 12 premiados foram leais ao tema proposto e desenvolveram conteúdos que evidenciam a importância das cooperativas na sustentabilidade da cafeicultura brasileira.

"Os vencedores captaram a essência proposta pela organização e desenvolveram materiais que citam a relevância do cooperativismo desde a seleção das mudas para plantio até a ponta final na comercialização, evidenciando que esse processo envolve dedicada preservação ambiental, gera milhares de emprego e garante melhor retorno financeiro ao produtor", destaca Kawasaki.

A classificação final dos vencedores será revelada somente na cerimônia de premiação, que também contará, em sua programação, com homenagens a campanhas e projetos de comunicação que destacaram o café e o agronegócio em 2017, além de um coquetel de encerramento.
CNC - Sede Brasília (DF)
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FMVZ/Unesp sedia a II Feira de touros melhoradores


Iniciativa busca melhorar os rebanhos bovinos da região.
 
No dia 13 de dezembro, na Fazenda Experimental Lageado, das 8h às 17h, acontece uma feira de touros registrados pelo Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino Brasileiro (Pró-Genética) da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

O objetivo é dar continuidade a transferência de genética superior dos planteis de bovinos para os rebanhos dos pecuaristas da região de Botucatu, pela da aquisição de touros melhoradores puros de origem (PO) com Registro Genealógico Definitivo (RGD), o certificado que atesta a condição de PO e o atendimento dos padrões da raça, tanto em características morfológicas, reprodutivas como em ganho de peso.

Durante a feira serão comercializados touros das raças zebuínas, com idade entre 18 e 42 meses, exame andrológico positivo (que atesta que o animal é fértil e está apto a ser bom reprodutor) e exames sanitários em dia. “Os produtores negociarão livremente com os criadores que estarão lá para comercializar seus produtos. Agentes financiadores estarão presentes para facilitar o crédito para aquisição dos touros”, explica Eric Costa, gerente do escritório técnico regional da ABCZ, em Bauru, e supervisor do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) para São Paulo e sul do Brasil.

Para a professora Cyntia Ludovico Martins, do Departamento de Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, a continuidade da realização do Seminário e da Feira é importante também para a unidade. “O evento abre as portas da nossa Faculdade para a comunidade e o setor produtivo pecuário bovino e permite a troca de informações, experiências e tecnologias entre nossos alunos e os produtores rurais. Trata-se de uma iniciativa de extensão, com reflexos positivos no ensino e na pesquisa”.

Durante a Feira, das 10h às 12h, acontecerá um seminário com palestras sobre o Pró-Genética, manejo de touros e manejo nutricional. A atividade acontecerá no Auditório da Supervisão das Fazendas de Ensino, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), na Fazenda Lageado.

A iniciativa vem ao encontro de uma demanda da Secretaria do Verde do município e das ações da Cati voltadas para uma pecuária de baixo carbono, ou seja, um sistema produtivo mais eficiente e sustentável.

A realização do evento conta com a parceria de Sindicato Rural de Botucatu, Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), FMVZ/Unesp, FCA/Unesp, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Agência Paulista de Tecnologia para o Agronegócio (Apta), Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, Sebrae/SP, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Secretaria do Verde da Prefeitura Municipal de Botucatu, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Nutrir Empresa Júnior de Nutrição de Ruminantes.

Mais informações: ABCZ/Bauru pelo telefone (14) 3214-4800 e e-mail: tecnico138@abcz.org.br e Departamento de Produção Animal da FMVZ pelo telefone (14) 3880-2944/2961 e e-mail: cludovico@fmvz.unesp.br
 
 
 


FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA - UNESP - CÂMPUS DE BOTUCATU/SP
Assessoria de Imprensa 

É época de definir que estratégia usar para a estação de monta



Alessandra Nicacio: o diagnóstico de gestação pode ser feito a partir de 40 dias após a monta ou inseminação






Estamos no período de acasalamento e a primeira decisão a ser tomada é a de definir que estratégia utilizar; se a monta natural ou a inseminação artificial. O fato é que o produtor que quiser melhorar a eficiência de seu rebanho deve ter especial atenção a este momento.
A escolha de que estratégia utilizar deve ser a melhor para a propriedade. O sistema em que o touro permanece com as vacas o ano todo, mesmo sendo ultrapassado, ainda é o muito utilizado, porém não é o mais indicado pelos especialistas. Uma estação de monta sem definição dificulta os controles sanitários, produtivos e reprodutivos do rebanho e pode comprometer os resultados produtivos e econômicos.
O primeiro passo para quem deseja aumentar os índices zootécnicos da propriedade é, então, definir o período da estação de monta e determinar sua duração. Alguns ajustes devem ser feitos no rebanho para iniciar a estação de monta, como o de preparar os animais, tanto as vacas quanto os touros pra se obter melhores resultados.

É também comum, no Brasil, se definir duas estações de monta durante o ano, mas segundo especialistas esta estratégia não é indicada para todos e um dos motivos é porque os nascimentos ocorrem durante um longo período dificultando o manejo, além de incidências de doenças e parasitos nos bezerros que nascem na época das águas. “Concentrar os acasalamentos em um período do ano permite controlar melhor o rebanho, fazer com que os nascimentos ocorram em épocas mais favoráveis, além de se conseguir gerenciar de forma mais objetiva as atividades da fazenda”, diz a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Alessandra Nicácio.

Para todo o Brasil a melhor época de iniciar a estação de monta é no início das chuvas, garante a pesquisadora que é médica-veterinária com pós-doutorado em reprodução animal. “Produtor que adota a monta natural durante todo o ano e que resolver definir um período deve fazer a mudança de forma gradual”, recomenda a pesquisadora. Estamos em plena estação de monta e para quem está iniciando a atividade recomenda-se realizar uma estação de seis meses – de outubro a março e nos anos seguintes reduzir em 15 dias no final, até atingir a duração ideal, de três meses entre outubro e janeiro. O motivo em iniciar o período nas chuvas é porque nessa época o pasto é abundante e de melhor qualidade, o que é desejável para as vacas que precisam de boa nutrição no período pós-parto e de estabelecimento de nova gestação. Já com os nascimentos ocorrendo no período seco, a vantagem é a baixa incidência de doenças como a pneumonia e o ataque de carrapatos, bernes, vermes e moscas nesse período.

Monta Natural e inseminação artificial são técnicas eficientes

A escolha da estratégia depende do objetivo do produtor. Seguindo com cuidado as etapas da estratégia escolhida ambas podem dar bons resultados. Se o objetivo do produtor é produzir bezerros e não necessariamente a melhoria genética do rebanho a monta natural é uma boa opção, aliás, é a mais utilizada pelos pecuaristas. Já a inseminação artificial é para o produtor que pretende melhorar o padrão genético dos animais. Segundo Alessandra a técnica é eficiente e de custo acessível. Para a inseminação uma das dificuldades é detectar o cio das vacas, porém, hoje há meios de indução e sincronização do cio, técnicas essas que passaram a ser importantes na pecuária de corte, principalmente na criação extensiva.

Alessandra destaca a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) como uma técnica eficiente de tratamento hormonal, com ela, segundo a pesquisadora Alessandra, não há necessidade de observar o cio. “Os métodos que promovem a sincronização são seguros e o produtor pode programar a inseminação de vários animais em um único dia”. A pesquisadora diz que esta metodologia é mais onerosa que a monta natural, porém apresenta várias vantagens, como o melhor aproveitamento de mão de obra, concentração de nascimentos em um mesmo período, lotes mais homogêneos, facilidade no diagnóstico de gestação, controle e descarte de vacas, bezerros de melhor potencial, além de indicar que na IATF, esses animais podem ser mais pesados na desmama.

Para Alessandra vale a pena investir na IATF em função dos benefícios que a tecnologia oferece ao rebanho. Além desta outras tecnologias com a finalidade de melhorar a genética do rebanho estão disponíveis como a Transferência de embriões (TE) e a Produção in vitro de embriões (PIV). Hoje o Brasil é o maior produtor mundial de embriões in vitro. Existe a opção de congelar embriões para usar na estação de monta, mas vai depender do objetivo da propriedade sua utilização. “Para a fazenda que trabalha com gado comercial pode não valer a pena investir na PIV, mas para quem produz animais melhoradores, esta é uma boa opção. Com a PIV o produtor pode produzir embriões toda semana chegando a 260 embriões por ano”. 

Cuidados com touros e vacas na estação de monta

Primeiro é bom saber que quando se determina a duração de monta, o rebanho fica mais homogêneo por conta da idade semelhante facilitando a engorda e venda dos animais.
A estação de monta deve iniciar no período das chuvas, como já dissemos, porque é quando as vacas estão bem nutridas e o touro tem que ser de boa qualidade, principalmente na monta natural. É bom lembrar que é importante submeter os touros ao exame andrológico. “Touro subférteis comprometem a fertilidade do rebanho ocasionando perdas de produção”, salienta Alessandra, lembrando a importância da realização de um exame completo nos machos visando manter o potencial reprodutivo da categoria. Aliás, a vida reprodutiva de um touro é de dez a doze anos.
Quanto à vaca no período da monta ela deve estar bem nutrida o que pode garantir sua fertilidade. É aconselhável realizar um exame ginecológico antes da estação de monta nesses animais. Uma boa vaca deve produzir um bezerro por ano, o que significa dizer que é necessário que ela esteja prenhe até o 3° mês após o parto. O descarte, segundo a pesquisadora Alessandra, deve ser feito se ela falhar uma ou duas vezes, ou a critério do médico-veterinário que assiste a fazenda. E as vacas de baixa habilidade materna que abandonam o bezerro e as vacas velhas também devem ser descartadas.

Outras informações relacionadas ao tema podem ser conhecidas no site da Embrapa gado de corte  www.cnpgc.embrapa.br 


Eliana Cezar, jornalista (DRT/15410/SP)
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Gado de Corte
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Campo Grande/MS

quinta-feira, novembro 30, 2017

Café especial do Brasil bate recorde mundial no leilão do CoE Pulped Naturals


Café especial do Brasil bate recorde mundial no leilão do CoE Pulped Naturals

Cada saca produzida pelo campeão Gabriel Nunes foi vendida por R$ 55,5 mil, o maior valor registrado na história mundial do Cup of Excellence

Lance médio do leilão, de R$ 5.431 por saca – US$ 12,75 por libra peso –, também é recorde no Brasil

O café especial produzido pelo produtor Gabriel Alves Nunes (foto à esquerda), na Fazenda Bom Jardim, em Patrocínio (MG), na Denominação de Origem do Cerrado Mineiro, campeão da categoria "Pulped Naturals" do Cup of Excellence – Brazil 2017 bateu o recorde mundial de maior valor pago por um lote no leilão do concurso. Esse café foi dividido em dois lotes: o primeiro recebeu o lance US$ 130,20 por libra peso das empresas Maruyama Coffee, Sarutahiko Coffee (Japão) e Campos Coffee (Austrália), valor que corresponde a *R$ 55.457,60 (US$ 17.222,86) por saca de 60 kg e é o mais caro pago por um campeão do certame. O segundo lote foi negociado por US$ 120 por libra peso, ou *R$ 51.116,17 (US$ 15.873,60) por saca.

Ao final dos negócios, todos os cafés produzidos por via úmida (cerejas descascados e/ou despolpados) ofertados no concurso realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), foram negociados com ágio em relação ao preço de abertura e registraram a movimentação financeira total de * R$ 1.151.092,11 (US$ 357.459,82). O lance médio também foi recorde no Brasil, a US$ 12,75 por libra peso, o que equivale a *R$ 5.431,09 (US$ 1.686,57) por saca. Confira o resultado no site da ACE: http://www.allianceforcoffeeexcellence.org/en/cup-of-excellence/country-programs/brazil-pulped-naturals/2017/auction-results/.

Segundo o produtor campeão, o resultado do leilão é motivo de extrema satisfação e orgulho. "Cultivamos esse café Bourbon a 935 metros de altitude, enquanto outros países produzem a uma altura muito mais elevada, o que propiciava, até então, certa vantagem na obtenção da qualidade. Porém nosso café demonstrou que se pode buscar excelência dentro dessas características, o que nos deixa muito orgulhosos. Não apenas nós, mas toda a região do Cerrado Mineiro, que pela primeira vez venceu o concurso e já bateu o recorde mundial. Ficamos extremamente satisfeitos por podermos representar o café do Brasil dessa maneira", comemora Gabriel Nunes.

Para ele, as ações desenvolvidas pela BSCA são fundamentais para a qualificação dos cafeicultores no Brasil e vêm ao encontro da excelência na produção de grãos especiais. "Fiz um curso de processamento de colheita e farei o curso de Q-Grader da BSCA e do (Coffee Quality Institute) CQI para me aprimorar e ter base para buscar a excelência em todo o processo produtivo, respeitando todos os critérios sustentáveis. Aplicamos esse conhecimento no café que venceu o Cup of Excellence este ano e, agora, colhemos mais esse fruto (recorde no leilão)", celebra.

Nunes festeja o fato de seu café ter quebrado todos os paradigmas, em especial no que se refere à altitude, e destaca que investir em qualidade é um caminho sem volta e recompensador. "Meu pai mexe com café há 30 anos e passei a mexer há quatro anos. Desde que voltei (à fazenda), procurei investir em estrutura e melhoramentos, sempre buscando qualidade, pois sabemos que o café está no mesmo caminho do vinho, com os consumidores cada vez mais exigentes", analisa.

O produtor destaca, ainda, a importância de trabalhar em conjunto com uma equipe profissional na lida com o café. "Temos funcionários dedicados, que tratam com carinho cada lote na fazenda. Há três anos estamos evoluindo e chegamos ao resultado com esse café Bourbon de 935 metros de altitude, evidenciando todo o cuidado desde a produção até a pós-colheita, porque obtivemos valores superiores aos cafés de altitudes mais elevadas, que possuem qualidade excepcional pelas questões fisiológicas envolvidas. No entanto, também temos focado a excelência em qualidade nas outras variedades que produzimos entre 900 e 1.200 metros de altitude na propriedade", revela.

Com vistas na mudança de cenário por parte dos consumidores, o campeão da categoria "Pulped Naturals" do Cup of Excellence informa que investiu em capacitação da equipe da propriedade para modificar a forma de produzir os cafés, almejando agradar aos compradores e aos consumidores finais. "Estamos em busca de melhoria contínua, de nos sobressairmos, tanto que o recurso que receberemos como prêmio do leilão será quase que integralmente investido na propriedade, buscando preservar cada vez mais o meio ambiente e visando a qualificar ainda mais nossos funcionários, investirmos em pós-colheita, melhorarmos nosso laboratório... enfim, estamos na constante busca de termos sustentabilidade ambiental e social para alcançarmos nosso reconhecimento econômico na comercialização", diz.

Os lotes ofertados no leilão foram comprados por empresas de 12 países – Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Bulgária, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Inglaterra, Japão, Nova Zelândia e Taiwan –, de mercados tradicionais e emergentes no consumo de café. "Este é um resultado extraordinário para o esforço que o Brasil e os nossos produtores têm feito visando à melhoria da qualidade e à oferta desses cafés fantásticos ao mundo. Agradecemos, ainda, todo o suporte da equipe do Projeto Café Gourmet, que decidiu realizar um concurso para mostrar a nossa qualidade ao mercado global e demonstrou estar 100% correta", finaliza Vanusia Nogueira, diretora da BSCA.

* Dólar a R$ 3,2202, conforme cotação de 27 de novembro.

BRAZIL. THE COFFEE NATION
O Cup of Excellence – Brazil 2017 é ação integrante do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", que é desenvolvido em parceria por BSCA e Apex-Brasil, e tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.
Mais informações para a imprensa
BSCA – Assessoria de Comunicação
Paulo André Colucci Kawasaki
(61) 98114-6632 / ascom@bsca.com.br
BSCA - Brazil Specialty Coffee Association
Telefones: (35) 3212-4705 / 3212-6302
E-mail: ascom@bsca.com.br


Abics - Desafios do Brasil para manter a liderança mundial no café solúvel


Desafios do Brasil para manter a liderança mundial no café solúvel

Concorrência industrial da Ásia afeta o desempenho de indústrias e produtores brasileiros

O Brasil tem se mantido na liderança mundial de produção e exportação de café solúvel, enfrentando a intensa concorrência de indústrias da Ásia. O Vietnã encabeça a fila dos países que mais crescem em produção e embarques, acompanhado por Malásia, China, Coreia do Sul, Filipinas e Índia. Essas nações aproveitam o excelente crescimento médio de 6% ao ano no consumo de café solúvel no continente asiático, praticamente o dobro do avanço anual mundial de 3,2%, segundo a consultoria LMC.

Por outro lado, no Brasil, as indústrias de solúvel projetam uma queda de 13% nas exportações em 2017, o que significa que 500 mil sacas deixarão de ser enviadas pelas empresas nacionais ao exterior. Com esse desempenho, o setor voltará a registrar os patamares de 2010, quando o País comercializou 3,362 milhões de sacas do produto com o exterior.

Essas perdas, reflexo da escassez de café conilon entre os meses de setembro de 2016 e março de 2017, período em que também os preços da commodity alcançaram níveis recordes acima de R$ 500 por saca, descolando intensamente das cotações internacionais, deixaram oportunidades comerciais para que os concorrentes do Brasil ocupassem de imediato o espaço deixado pelas indústrias nacionais.

Desde julho deste ano, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) vem comunicando que o Brasil perdeu boa parte dos contratos de fornecimento para as indústrias asiáticas e que esses compradores perdidos dificilmente serão recuperados, o que prejudica não apenas o setor industrial, mas, principalmente, o produtor de café conilon no Brasil, fornecedor da matéria prima às indústrias do País.

Em contrapartida ao desempenho brasileiro, o Vietnã se destaca na aquisição do café solúvel nacional no acumulado de janeiro a outubro de 2017, importando 28.264 sacas, volume que implica um substancial crescimento de 3.639% em relação a suas compras do produto do Brasil no mesmo intervalo de 2016.

O país asiático vem adotando agressiva estratégia de conquista de mercados e, não tendo café suficiente para fazer frente a suas exportações de solúvel, adquire de outras origens, mas engendrando uma estratégia criativa. No caso do Brasil, por exemplo, os vietnamitas impõem tarifa de importação de 30% como imposto para a entrada do produto em seu país, no entanto, como irão reexportá-lo, aplicam o regime de "drawback", o que dá isenção de impostos de importação, uma vez que o produto brasileiro será "blendado" ou embalado para ser exportado a outras nações compradoras.

Frente à crescente concorrência que se apresenta, a Abics tem se mobilizado para manter a competitividade das indústrias nacionais no mercado global. Após "ranquear" mercados-alvo em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a Associação também vem mantendo negociações com setores estratégicos do Governo Federal para aproveitar as possibilidades que surgem.

A esse respeito, a Abics monitora a execução do Protocolo de Adesão do Panamá à Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), os acordos entre Mercosul e Egito e Mercosul e União Europeia, além da aproximação do Mercosul com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), pontos que poderão gerar redução da tarifa de importação do produto brasileiro nesses destinos, possibilitando o crescimento do market share do café solúvel do Brasil.

O desempenho das exportações de café solúvel do Brasil e outras informações relacionadas ao cenário mercadológico do setor estão disponíveis na versão completa do Relatório do Café Solúvel do Brasil - Novembro de 2017, que pode ser acessado no site da Abics - http://www.abics.com.br/relatorio-do-cafe-soluvel-do-brasil-novembro-de-2017/.

Mais informações
Miner Mendes
Secretária Executiva da Abics
(11) 3251-2883 / secretaria@abics.com.br
Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel - Abics
Av. Paulista, 1.313, 9º andar - Conjunto 904, São Paulo (SP) - CEP 01311-923
Fone: (11) 3251-2883 / e-mail: secretaria@abics.com.br


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