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terça-feira, dezembro 18, 2012

É Natal!

Tudo que Lula não quer neste Natal é mais um “amigo oculto”. Já bastam Rosemary, Marcos Valério, Paulo Vieira

 

Jornalista Claudio Humerto

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Mormo - Epidemia em equinos deixa Ceará em alerta

A Secretaria da Saúde do Estado já registrou cinco casos em animais e atenta para o risco da moléstia em humanos

Uma rara doença que atinge equinos tem sido motivo de alerta no Ceará. A causa da preocupação é um surto da mormo em algumas regiões da área metropolitana de Fortaleza, como Caucaia, Aquiraz e Horizonte, o que gerou alerta epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) aos profissionais de saúde. A doença é transmitida pela ingestão de alimentos ou água contaminados e acomete cavalos, burros e mulas. Em outubro deste ano, foram registrados cinco casos no estado. Três em Caucaia, um em Aquiraz e um em Horizonte.

Embora seja uma zoonose, o mormo ainda não foi registrado em nenhum ser humano no Brasil, mas os animais correm sério risco FOTO: HONÓRIO BARBOSA


O último registro da doença, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri) havia sido apontado em 2007. Além do Ceará, o Estado de Minas Gerais, em julho, também contabilizou cinco casos. Nos últimos dez anos, a mormo atingiu equinos em 15 estados do Brasil.

Além dos equinos, a doença, causada pela bactéria "Burkholderia mallei", pode infeccionar outros animais, entre eles, cães, gatos e cabras. A infecção também pode contaminar humanos - embora não haja registros no Brasil - por meio do contato com a pele, mucosas, tecidos ou fluidos corporais de animais infectados. No humanos, os sintomas gerais incluem febre, sudorese, mal-estar, mialgia e cefaleia. Como não existe cura, a moléstia é considerada fatal.

Perigos

Já nos animais, a mormo está associada a úlceras necróticas e nódulos na cavidade nasal, além de pneumonia, abscessos nodulares e deterioração progressiva dos órgãos internos. Os animais com laudo positivo da mormo são submetidos ao sacrifício. Caso exista suspeita no animal, a situação deve ser imediatamente comunicado a Adagri.

"A doença é perigosa porque a única maneira de solucioná-la é sacrificando o animal. Alertar a população contra a mormo é fundamental porque se trata de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida do animal para o humano e é preocupante porque não tem cura", afirma a gerente de Epidemiologia e Análise de Risco da Adagri, Maria Hermeline Ribeiro. A maior atenção, segundo Hermeline, deve ser de pessoas que cuidam de animais, a exemplo de veterinários, tratadores, vaqueiros e profissionais de laboratório.

Para evitar mais casos no Ceará, a Adagri se reuniu com a Diretoria de Sanidade Animal para elaborar um planejamento emergencial, além da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará para ciência e envolvimento de registros de casos de animais e pessoas expostas ao contato mais intenso com animais.

LÍVIA LOPESREPÓRTER
Diário do Nordeste

terça-feira, dezembro 04, 2012

Podres Poderes


FOLHA DE SÃO PAULO 16 de agosto de 2010 - "Faz-tudo" de Lula em SP influencia nomeações

Discreta, assessora emplaca diretores em agências e marido na Infraero
Acompanhar presidente em viagens ao exterior e triar currículos estão entre as tarefas da chefe do gabinete paulistano

RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Praticamente anônima, uma funcionária do governo federal exerce há sete anos considerável influência na gestão Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de Rosemary Nóvoa de Noronha, a "faz-tudo" da Presidência da República em São Paulo.
Rose, como é chamada, é presença constante (e discreta) nas comitivas presidenciais mundo afora. Emplacou diretores em agências reguladoras e o marido numa assessoria especial da Infraero.
Entre suas raras aparições públicas, estão duas fotografias numa revista de celebridades, identificada só pelo nome, sem o cargo que ocupa -um dos mais estratégicos da administração direta federal e que lhe rende R$ 11.179 mensais brutos.
Rose trabalha ao lado do gabinete de vidros blindados onde Lula despacha quando está na capital paulista, no 3º andar do prédio da Previ, na esquina da rua Augusta com a avenida Paulista. Ali funciona a sede paulistana do Banco do Brasil. Chefe do gabinete regional da Presidência da República, Rose secretaria Lula e o acompanha em viagens internacionais.
Rose conheceu Lula nos anos 90, trabalhando com o então presidente nacional do PT, José Dirceu, a quem assessorou por 12 anos. Começou no governo federal em fevereiro de 2003, como assessora especial do gabinete regional. Passou a chefe da unidade em 2005.
Rodou o mundo a serviço do Planalto em pelo menos 17 viagens entre 2005 e 2010 (ao todo, R$ 45 mil em diárias), a países da América Latina, Oriente Médio, África e Europa. Costuma integrar o Escav (escalão avançado), equipe que prepara a chegada de Lula. Rose circula com extrema reserva -a Folha não localizou uma única foto dela nesses eventos.
Um petista graduado de São Paulo conta que ela faz "uma triagem" de currículos de candidatos a cargos de segundo e terceiro escalões.
A discrição começou a ficar comprometida quando Rose apoiou nomeações para diretorias de duas agências reguladoras, tornando-se foco de notas na imprensa.
Em março, o advogado Rubens Carlos Vieira, procurador da Fazenda Nacional e ex-corregedor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), foi indicado por Lula e tomou posse como diretor na área de regulação econômica da Anac.
Seu irmão, Paulo Rodrigues Vieira, também advogado e ex-ouvidor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), foi indicado para uma diretoria da Ana (Agência Nacional de Águas). Ambos contaram com o apoio de Rose.
A nomeação de Paulo foi conturbada. Em dezembro de 2009, o Senado rejeitou, por 26 votos a 5, o nome encaminhado por Lula. Em abril, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recolocou o nome em votação, mesmo após um parecer contrário a um recurso. Num lance incomum no Senado, a nomeação acabou aprovada.
José Cláudio de Noronha, marido de Rose, ocupa um cargo de assessoria especial na administração regional da Infraero em São Paulo.
Em 2006, no escândalo dos gastos com cartões de crédito corporativos, o nome dela estava na lista de 65 servidores que fizeram saques para pagamento de despesas da Presidência. Autorizada por lei, Rose havia sacado R$ 2,1 mil com seu cartão.
O deputado Indio da Costa (DEM-RJ), hoje candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), e o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pediram a convocação de Rose para depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para investigar o uso dos cartões corporativos. Os pedidos foram negados pela comissão.

OUTRO LADO
Procurados pela Folha, José Dirceu e os irmãos Vieira e José Cláudio Noronha não quiseram fazer nenhum comentário sobre ela.
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto chegou a informar que o secretário particular de Lula, Gilberto Carvalho, iria responder às perguntas da reportagem, mas ao longo de três semanas nenhuma resposta foi encaminhada. Rose também não quis falar

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