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sexta-feira, março 23, 2018

CNC - Balanço Semanal de 19 a 23/03/2018


BALANÇO SEMANAL — 19 a 23/03/2018

CNC iniciou, em Patrocínio (MG), as oficinas regionais para o planejamento estratégico da cafeicultura brasileira

 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO — Na quarta-feira, 21 de março, o CNC realizou a primeira oficina regional do planejamento estratégico para a cafeicultura brasileira, no Centro de Excelência do Café do Cerrado Mineiro. A anfitriã dessa etapa foi a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que levou ao encontro oito cooperativas e sete associações afiliadas.

Segundo o presidente executivo do Conselho Nacional do Café, a principal expectativa sobre este planejamento estratégico é alcançar uma participação mais efetiva do setor cooperativo cafeeiro, representado pelo CNC, na formulação, execução e acompanhamento da política nacional e internacional, principalmente trazendo os pequenos produtores para mais próximos da atuação da entidade.

Com a efetiva participação de todos e um melhor direcionamento das ações conforme as orientações de nossa base, entendemos que será possível ter a oportunidade de transformar o Conselho em um centro de inteligência estratégica para a cafeicultura nacional e desenvolver as melhores políticas públicas e privadas no sentido de aprimorar a sustentabilidade em seu tripé ambiental, social e econômico.

Para o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis, a atividade atende ao anseio da base produtora. "Somos o maior país produtor de café do mundo, a cafeicultura distribui riqueza onde está instalada e precisamos valorizar isso. Nós, cafeicultores, buscamos ações que possam garantir a sustentabilidade da cafeicultura e tenho a certeza que esse planejamento do CNC, que contará com a participação efetiva das entidades brasileiras ligadas ao café, trará maior visibilidade a nossa política cafeeira".

É importante salientar, ainda, que a iniciativa tem apoio total da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), através do projeto SomosCoop, uma vez que nossa "entidade mãe" acredita que essa ação fortalecerá a organização setorial das cooperativas cafeeiras, permitindo que a atividade avance em inteligência estratégica no País.

Para saber mais sobre o Movimento SomosCoop, que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil, despertando a consciência das pessoas para a sua importância e gerando orgulho naqueles que abraçam a causa cooperativista, basta acessar o site do projeto: http://somos.coop.br/.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL — Em continuidade às ações desenvolvidas no âmbito do Instituto Pensar Agro, o Conselho Nacional do Café encaminhou, na quinta-feira, 22 de março, uma carta a todos os deputados e senadores manifestando seu posicionamento em relação ao debate sobre a construção de marco legal para o licenciamento ambiental no país.

Entendemos que é urgente a necessidade de readequação e racionalização do licenciamento ambiental para conferir maior eficiência, previsibilidade, agilidade e isenção técnica nas análises, eliminando o excesso de burocracia e a sobreposição de competências institucionais.

Destacamos, também, que precisamos de regras claras, com conceitos e critérios objetivos, que tornem o licenciamento mais rápido e simplificado para todo e qualquer empreendimento ou atividade, em consonância com o disposto na Lei Complementar 140 de 2011, especialmente quanto aos critérios de porte e localização e que assegura o equilíbrio federativo entre União, Estados, municípios e Distrito Federal para o licenciamento ambiental.

Diante deste contexto, solicitamos a todos os parlamentares apoio irrestrito ao texto substitutivo ao PL 3.729/2004, que é de autoria do deputado Mauro Pereira, na Comissão de Finanças e Tributação na Câmara Federal, pois ele melhor atende aos anseios da comunidade brasileira para o aprimoramento do processo de licenciamento ambiental.

CONSELHO DIRETOR

Ainda na quinta-feira, 22, foi realizada a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da nossa associada Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), com a participação de aproximadamente 400 cooperados.

Após aprovação por unanimidade da prestação de contas do exercício de 2017, foi enaltecida a gestão iniciada em 2014, composta pelo coordenador do CNC, Maurício Miarelli (presidente), Carlos Sato (vice-presidente) e Alberto Rocchetti Netto (diretor secretário), que teve como foco principal o atendimento ao cooperado e obteve aprovação de 71% dos associados, conforme pesquisa de satisfação realizada.

Para o ciclo 2018-2022, a direção da Cocapec ficará a cargo de Carlos Sato, diretor presidente; Alberto Rocchetti Netto, diretor vice-presidente; e Saulo de Carvalho Faleiros, diretor secretário. Miarelli deverá assumir, em abril, a presidência do Conselho de Administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão da Alta Mogiana (Sicoob Credicocapec).

Ao tempo em que desejamos pleno êxito a ambos à frente de suas tarefas nas respectivas cooperativas e enaltecemos o trabalho desempenhado até então, colocando-nos à disposição para contribuir sempre que necessário, informamos que Carlos Sato será o representante da Cocapec no Conselho Diretor do CNC juntamente com Maurício Miarelli, que segue como coordenador do Conselho.

FEIRA DO CERRADO

Também na quarta-feira, o presidente executivo do CNC prestigiou o primeiro dia da Feira do Cerrado, em Coromandel (MG), realizada pela nossa associada Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Guaxupé (Cooxupé). Trata-se de uma oportunidade ímpar para que os produtores se atualizem sobre as principais novidades técnicas e mercadológicas, além de poder realizar bons negócios através das ferramentas disponíveis, entre as quais o barter, que possibilita o pagamento por meio de sacas de café.

Na oportunidade, Silas Brasileiro expôs que o CNC iniciou um processo de discussão e diagnóstico para reavaliar a atuação da entidade no âmbito da cafeicultura, visando à sua modernização e ao fortalecimento da relação com os pequenos produtores. Entre outras ações, a reestruturação permitirá que seja alcançado um maior número de cafeicultores para alinhar a conduta de trabalho, de forma que os resultados alcançados estejam dentro dos anseios e, principalmente, da realidade da maior parte dos agricultores do Brasil.

MERCADO — O mercado internacional de café viveu nova semana sem oscilações significativas, consolidando-se nos patamares recentes. Em meio à baixa volatilidade, os futuros devem registrar movimentação mais intensa somente diante do surgimento de algum fator fundamental novo.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento maio/2018 do contrato "C" do café arábica avançou 95 pontos no acumulado semanal, encerrando a sessão de quinta-feira a US$ 1,19 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o vencimento maio do café robusta foi cotado, ontem, a US$ 1.742 por tonelada, aferindo leves perdas de US$ 3.

O dólar operou em terreno positivo no agregado da semana, exercendo certa pressão sobre as commodities. No Brasil, a moeda norte-americana avançou com o mercado local ampliando a busca de proteção e com saídas de recursos estrangeiros, que foram motivados pela sinalização do Copom para um novo corte da taxa Selic em maio. Além disso, operadores também apostam em uma nova redução nos juros básicos do País em junho.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que uma frente fria segue avançando lentamente pela costa da Região Sudeste e mantém a expectativa de fortes chuvas na área, em especial no trecho entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de Minas Gerais. No Estado capixaba, as precipitações devem gerar um acumulado em torno de 50 mm nos próximos cinco dias, enquanto a faixa da Mogiana paulista ao Sul mineiro registrará redução dos volumes de chuva, que deverá ocorrer de maneira mais isolada nos próximos dias.

No mercado doméstico, os preços também pouco oscilaram e os negócios seguem travados, com os agentes retraídos. Os indicadores dos cafés arábica e robusta calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) permaneceram praticamente estáveis em relação à semana passada, cotados, respectivamente, a R$ 429,91/saca (+0,66%) e a R$ 304,42/saca (+0,02%).



Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
Presidente Executivo
CNC - Sede Brasília (DF)
SCN Qd. 01, Bloco C, nº 85, Ed. Brasília Trade Center - Sala 1.101 - CEP: 70711-902
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sexta-feira, março 16, 2018

CNC - Balanço Semanal de 12 a 16/03/2018


BALANÇO SEMANAL — 12 a 16/03/2018

Na abertura da Fenicafé, presidente do CNC destaca importância da Feira para a cafeicultura irrigada nacional


CAFEICULTURA IRRIGADA — Na terça-feira, 13 de março, o presidente do Conselho Nacional do Café, deputado Silas Brasileiro, e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, deslocaram-se a Araguari, no Triângulo Mineiro, para participarem da cerimônia de abertura da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), realizada pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e pela Cooperativa Agrícola Mista de Adamantina (Camda), ambas associadas ao CNC.

Entendemos que a água é o assunto mais importante do século e continuará sendo ao longo das próximas décadas, por ser um elemento vital aos seres humanos e à agropecuária mundial. Nesse sentido, é louvável uma iniciativa como a Fenicafé, que apresenta ao público e aos produtores, anualmente, o que há de mais moderno no sentido do uso racional desse recurso, permitindo que a atividade, em especial a cafeeira, evidencie cada vez mais sua sustentabilidade.

Um exemplo nítido dos resultados que a Fenicafé proporcionou foi a racionalização do emprego da água na cafeicultura. Quando a região do Cerrado Mineiro iniciou a atividade irrigada, gastava-se, em média, três mil litros para cada hectare. Atualmente, esse volume foi reduzido para entre 800 e mil litros graças ao emprego de tecnologia. É uma sustentabilidade ambiental impressionante.

Após passar uma atualização generalizada sobre o cenário da cadeia produtiva, o presidente do CNC finalizou destacando a importância de ciência e tecnologia andarem alinhadas com a política, pois o casamento desses itens é fundamental para que haja avanços no setor.

Nesse sentido, recordamos que através da união desses fatores foi possível criar e implantar o programa Certifica Minas enquanto secretário de Agricultura do Estado. Hoje, esse programa está ampliado, virou referência e representa muito, inclusive financeiramente, para o produtor, não custando praticamente nada a ele.

Participando pela primeira vez do evento, o secretário executivo do Mapa foi elogiado por Silas Brasileiro por sua proatividade no Ministério, demonstrando-se sempre solícito aos pleitos da cafeicultura e, em especial, por, junto com o ministro Blairo Maggi, ter possibilitado a reativação do Departamento do Café.

Em seu pronunciamento, Novacki informou que propôs a nós, do CNC, um plano nacional de desenvolvimento da cafeicultura para que o Brasil amplie sua representatividade no mercado internacional. A intenção é nos reunirmos com os demais segmentos da cadeia produtiva para fazermos um diagnóstico, desde as boas práticas do setor, estudos sobre como melhorar a produtividade, passando pelo uso da tecnologia e da promoção para "atacar" os pontos que necessitem de aprimoramento.

CONSELHO DO AGRO — Como instituição membro do Conselho das Entidades do Setor Agropecuário – Conselho do Agro, o CNC participará da construção de um Plano de Estado para o agronegócio brasileiro voltado aos próximos dez anos. Este projeto, elaborado no âmbito da Cátedra "Luiz de Queiroz", da qual o titular é o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, traçará as estratégias para que o País se concretize como o campeão da segurança alimentar mundial e, consequentemente, da paz.

O escopo da proposta é abrangente, compreendendo a relação extremamente íntima entre o urbano e o rural. O documento será distribuído aos candidatos à Presidência da República que concorrerão às eleições em 2018 como uma proposta de governo baseada no conceito de que o êxito da produção agropecuária é o sucesso da sociedade brasileira como um todo. Isso porque, quando o setor rural é forte, os segmentos à montante (indústria de insumos) e à jusante (indústria de embalagens, de processamento etc.), que são urbanos, também se beneficiam e crescem, gerando renda e empregos.

De acordo com as diretrizes traçadas, o Plano abordará diversos temas estratégicos para o agro, entre os quais tecnologia, comércio internacional, infraestrutura e logística, política de renda, gestão do setor, política industrial, sustentabilidade, agroenergia, associativismo e comunicação. Como presidente do CNC, externo os parabéns ao presidente da CNA, João Martins, por essa brilhante iniciativa de reunir as entidades que representam os diferentes setores da agropecuária brasileira para participarem da construção deste projeto estratégico ao desenvolvimento e ao fortalecimento do setor rural brasileiro.

MERCADO — Em mais uma semana sem novidades no lado dos fundamentos, os futuros do café recuaram nos mercados internacionais, sendo pressionados pela força do dólar.

A moeda norte-americana avançou com a informação de que os pedidos de auxílio-desemprego recuaram na última semana nos Estados Unidos, sinalizando força no mercado de trabalho, principalmente do setor industrial na região de Nova York, atividade cujo índice subiu de 13,1 em fevereiro para 22,5 em março, acima da previsão de 15,0 de analistas.

No Brasil, a divisa seguiu o mesmo caminho e encerrou a quinta-feira a R$ 3,2905, 1,2% acima do registrado no fim da semana passada. Assim, o contrato "C" com vencimento em maio, na Bolsa de Nova York, recuou 140 pontos, negociado a US$ 1,1875 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o contrato do café robusta com vencimento em maio fechou a sessão de ontem a US$ 1.728 por tonelada, com perdas de US$ 52 ante a sexta-feira anterior.

Em relação ao clima, as instabilidades deverão permanecer sobre São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais no fim de semana, conforme aponta a Somar Meteorologia. No sábado, a previsão é de chuva forte e vento com trovoadas no Sul e na Zona da Mata mineiros e na divisa os Estados capixaba e fluminense. Para as demais áreas, a Somar comunica que as precipitações virão de forma mais isolada e com acumulados menores, sinalizando melhorias para os próximos dias.

No mercado interno, as cotações acompanharam a queda internacional, o que retirou os produtores das praças e paralisou os negócios. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 426,73/saca e a R$ 301,40/saca, respectivamente com quedas de 0,8% e 1,3% frente à semana anterior.



Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
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quarta-feira, março 14, 2018

CNC - Balanço Semanal de 05 a 09/03/2018


BALANÇO SEMANAL — 05 a 09/03/2018

CNC debate cenários futuros para a sustentabilidade econômica da cafeicultura brasileira e confirma seminário de estatísticas com diretor executivo da OIC

ESTATÍSTICAS — Na sexta-feira passada, 2 de março, o Conselho Diretor do CNC se reuniu em Ribeirão Preto (SP), oportunidade na qual se definiu o dia 11 de maio para a realização do Seminário de Estatísticas de Café – Aprimoramento Doméstico e Alinhamento Internacional, que contará com a presença do diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, em Brasília (DF).

O encontro é resultado dos contatos iniciados em novembro de 2017 com o principal representante do organismo internacional e tem o objetivo de conhecer a metodologia utilizada pela OIC para estimar os números que tem divulgado sobre o café do Brasil, em especial os relacionados a produção e estoques e buscar, junto às instituições públicas nacionais de pesquisa, um alinhamento da estratégia para que haja convergência dos números (mais informações no Balanço Semanal de 12 a 16/02 - http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=13929).

A reunião do Conselho Diretor também envolveu debate sobre uma série de questões referentes à cafeicultura brasileira, visando a um melhor posicionamento a ser adotado pelo setor para manter sua competitividade e ampliar seu market share, as quais são apresentadas na sequência.

COMPETITIVIDADE — A discussão sobre como o País pode ser mais competitivo na produção de café e ampliar sua participação no mercado internacional gerou a conclusão de que quem "faz a qualidade" é o consumidor, uma vez que há público para todos os tipos e sabores da bebida. Nesse cenário, destacou-se que é importante estar atento à diversidade e compreender que há espaço para todas as qualidades de café.

A questão da diversidade também foi mencionada, havendo consenso que o conceito "one stop shopping" – encontrar no mesmo local uma ampla gama de produtos – é muito valorizado. Para isso, no entanto, é necessário entender as peculiaridades de cada região produtora e as interações entre colheita e pós-colheita e o que isso pode oferecer ao consumidor. Embora o Brasil tenha bancos de germoplasma bastante completos, não se pode ignorar os 'BAGs' de outros países, sendo preciso refletir sobre como a interação e a troca de conhecimentos pode beneficiar a cafeicultura nacional.

Presente no debate, o gerente agrícola de cafés da Nestlé, Pedro Malta, anotou que a diversidade é muito importante porque diminui a complexidade logística da indústria de comprar em origens diferentes. "Se um café suave centro-americano puder ser encontrado no Brasil, certamente a indústria preferirá comprar tudo aqui, ao invés de ter que administrar três ou quatro pontos de compra".

Ele completou que, no que se refere a serviços, a transparência de mercado favorece a realização de negócios no País, sendo oportuno que as instituições apresentem especificações das origens cafeeiras e permitam que os consumidores conheçam com mais intensidade regiões brasileiras ainda pouco conhecidas.

CUSTOS DE PRODUÇÃO — O debate foi voltado a encontrar soluções que reduzam os gastos para cultivar café e, a esse respeito, chegou-se ao entendimento de que investimento em tecnologia é fundamental, envolvendo genética e sistemas de monitoramento das áreas produtivas.

Também foi alertado que o uso da tecnologia requer educação, por isso é importante o aumento do investimento realizado pelas cooperativas em capacitação de produtores, haja vista que a velocidade de disponibilização de novas tecnologias é alta.

Os conselheiros também foram informados que é fundamental saber quem vai usar a tecnologia, garantindo que seja aplicada corretamente, pois a sua má aplicação causa efeito reverso de elevar o custo e reduzir a sustentabilidade.

Outro aspecto apresentado foi que permanece o dilema do médio produtor: ser grande demais para dar conta do serviço com o trabalho familiar e pequeno demais para arcar com investimentos expressivos em tecnologias.

Como uma alternativa de solução a este problema, o representante da Nestlé propôs o processo de diferenciação do café, de forma que se alcance um preço médio levemente superior do que este produtor médio vem experimentando.

Diferente solução exposta foi o uso da tecnologia de comunicação para aproximar o produtor do consumidor final estrangeiro, seguindo uma tendência mundial de comércio através de plataformas similares aos serviços oferecidos por Uber, Airbnb, Hinode, Netflix, Spotify, ifood, entre outras, as quais aproximam os consumidores e seus interesses aos produtos que lhes interessam.

Os conselheiros expuseram, ainda, que o investimento em cafés diferenciados encarece a produção e o volume cultivado é pequeno, que há necessidade de qualificação dos cafeicultores para terem ciência de seus custos e, por fim, o crescente aumento nos gastos, apesar dos ganhos de eficiência do produtor brasileiro, o que resulta em margens muito estreitas.

Sobre esse ponto, entendeu-se que os cafés diferenciados, mesmo "mais caros", servem de mola propulsora aos demais tipos produzidos (não diferenciados), pois trazem notoriedade às origens cafeeiras.

Encerrando este debate, o presidente executivo do CNC recordou de um importante trabalho realizado pelo Conselho, em parceria com CNA e OCB, que evitou o aumento da tarifa de importação sobre importantes ingredientes ativos utilizados na cafeicultura, resultando em um maior encarecimento nos custos.

ESTÍMULO AO CONSUMO — O lançamento de um programa que incentive o crescimento do consumo mundial de café, no âmbito da OIC, foi visto com bons olhos por todos. Há a crença que um projeto nesse sentido, no seio da Organização Internacional, é uma excelente iniciativa, pois há formas inteligentes e efetivas para estimular o consumo que já foram usadas no passado e podem ser atualizadas.

MERCADO PARA ARÁBICAS INFERIORES — Aproveitando a participação de Pedro Malta, os conselheiros levantaram questionamentos sobre o cenário futuro de mercado, buscando saber a posição da indústria se futuramente haverá mercado para os cafés arábicas inferiores ou se o crescimento da demanda será voltado apenas para conilon e cafés gourmets.

O representante da Nestlé alertou que, de fato, o avanço da demanda tende a ser voltado ao robusta e aos arábicas superiores, porém os produtores precisam estar atentos às boas práticas e ao uso correto da tecnologia, a exemplo da introdução do manejo do mato na entrelinha do café no Norte do Espírito Santo para a redução do resíduo de glifosato.Do ponto de vista dos gourmets, Malta informou que há boas perspectivas porque o consumo dos países tende a migrar para cafés de melhor qualidade.

Em contrapartida, ele disse que os arábicas inferiores tendem a valer cada vez menos nessa perspectiva de mercado, sendo importante, portanto, que as regiões trabalhem para reduzir a participação desse tipo de café na produção total. Por fim, alertou que é recomendável que os agricultores adotem estratégias de negócio para maximizar o preço médio recebido e que as lideranças das origens produtoras fiquem atentas a oportunidades e riscos.

MERCADO — Os futuros do café arábica tiveram desempenho negativo nesta semana, principalmente em função do fortalecimento do dólar em nível internacional.

No Brasil, a moeda norte-americana foi cotada ontem a R$ R$ 3,2645, valor mais elevado do último mês, representando alta de 0,4% em relação à última sexta-feira. A valorização da divisa dos Estados Unidos reflete a apreensão dos agentes financeiros com a possibilidade de uma guerra comercial, após o Governo Trump decidir taxar em 25% as importações de aço e em 10% as de alumínio.

Em Nova York, o vencimento maio de 2018 do contrato C encerrou a sessão de quinta-feira a US$ 1,2030 por libra-peso, com desvalorização de 190 pontos ante o fechamento da semana anterior. Em tendência oposta, o contrato maio/2018 do café robusta negociado na ICE Futures Europe ganhou US$ 9 e foi cotado a US$ 1.760 por tonelada.

Ontem, os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon se situaram em R$ 430,98/saca e a R$ 304,69/saca, com decréscimos de, respectivamente, 1,4% e 2,5% na comparação com o fechamento da semana antecedente. O mercado físico nacional operou em ritmo lento nos últimos dias, já que o atual nível de preços não gera interesse de vendas.

Atenciosamente,
Deputado Silas Brasileiro
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sexta-feira, fevereiro 23, 2018

CNC - Balanço Semanal de 19 a 23/02/2018


BALANÇO SEMANAL — 19 a 23/02/2018

Presidente do CNC participa da posse de Tereza Cristina na FPA; na esfera internacional, Conselho solicita ao Governo pagamento integral à OIC
 
 
PRESIDÊNCIA DA FPA — O presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado Silas Brasileiro, participou, na terça-feira, 20 de fevereiro, da cerimônia de posse da nova presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina, que sucede o também deputado Nilson Leitão.

Na oportunidade, enaltecemos o trabalho realizado pelo antigo presidente, que teve atuação destacada ao alcançar avanços e entender a necessidade constante de aprimoramentos e de superar desafios ainda existentes para que o Brasil se transforme em um país com espaço a todos, principalmente a quem produz e o sustenta.

Desejamos, ainda, sucesso extremo à nova presidente Tereza Cristina, a qual possui um compromisso com o agro brasileiro e a vemos como uma liderança nata para garantir segurança saudável alimentar à população, sem restrições de alimentos, e conduzir o segmento que é o motor do crescimento econômico e social do Brasil, tendo sido o responsável pelo país sair da recessão.

No ensejo, o CNC destaca o agro e a sua relevância em diversos nichos, em especial na geração de empregos e renda, bem como na preservação ambiental, por meio de cultivos realizados com investimentos em tecnologia, que refletem o resultado das pesquisas desenvolvidas pelas instituições nacionais.

Silas Brasileiro ressalta que o agro é exemplo para o Brasil, com crescimento constante nas últimas décadas, o que o fez superar os índices de produtividade de setores como serviços e indústria, atingindo o maior percentual de evolução econômica no País.

Nesse sentido e com a visão de gestão que conhecemos da deputada Tereza Cristina, cremos que o segmento tende a avançar ainda mais, com especial atenção à agricultura familiar, consolidando a agropecuária como a força motriz do setor produtivo.

PAGAMENTO À OIC — Frente ao conhecimento que tivemos de dotação insuficiente de recursos na Lei Orçamentária Anual - LOA 2018 para a quitação integral da contribuição do Brasil à Organização Internacional do Café (OIC), no valor de £ 358.924, o CNC manifestou sua preocupação em ofícios encaminhados aos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Henrique de Oliveira.

O valor consignado para o pagamento da anuidade da OIC na LOA 2018 é de R$ 805.135,00, o que equivale a aproximadamente £177.743, ou apenas 49% do valor devido pelo Brasil. Na condição de principal player mundial do café – maior produtor e exportador e segundo maior consumidor –, entendemos que o Brasil não pode se omitir dessa responsabilidade e precisa ter papel ativo no fórum que reúne os governos dos países produtores e consumidores de café e em suas reuniões semestrais, onde estão presentes as principais indústrias e traders que adquirem os cafés nacionais.

A próxima reunião da OIC ocorrerá na Cidade do México, de 9 a 13 de abril deste ano. Entretanto, a plena participação do Brasil no encontro só será viabilizada caso o País efetue a sua contribuição até 30 de março. Após essa data, que marca a decorrência de seis meses posteriores ao vencimento da contribuição, o Brasil terá suspensos os seus direitos a voto e a integrar os comitês especializados da OIC caso não realize o pagamento integral da contribuição.

O CNC reporta que entende as atuais dificuldades econômicas vivenciadas pelo Brasil e reforça que a intenção não é de ingerência, mas a de contribuir para o encontro de soluções que preservem a imagem da cafeicultura brasileira no cenário internacional.

Além disso, sendo brasileiro o diretor executivo da OIC e o Representante Permanente do País junto aos Organismos Internacionais sediados em Londres, embaixador Hermano Telles Ribeiro, o coordenador do grupo dos países produtores de café no fórum, o não pagamento de nossa contribuição anual integral até 30 de março passará a imagem de um setor enfraquecido para os compradores de nossos produtos e também aos demais exportadores.

Nesse sentido, o CNC recorda a importância da cafeicultura para o Brasil, que gera, por meio de nossas cooperativas, renda e qualidade de vida a 330 mil produtores, distribuídos em 1.956 municípios e é responsável pela geração de aproximadamente US$ 6 bilhões ao País. A relevância social da atividade é indiscutível, já que 85% dos cafeicultores são de pequeno porte e, em toda a cadeia produtiva, são gerados 8,4 milhões de empregos.

Diante do exposto, o CNC reforçou junto ao Governo Federal que o valor devido à OIC, de aproximadamente R$ 1,63 milhão (correspondente a cerca de 3,7 mil sacas de café), é um valor irrelevante frente a tantos benefícios que o setor gera à nação. E, por isso, temos reiteradamente defendido, no âmbito internacional, a pujança e eficiência do setor café do Brasil, ressaltando que sempre honramos nossos compromissos internacionais e é exatamente essa a imagem que precisamos preservar garantindo o pagamento da contribuição anual à OIC.

FUNRURAL — Na quarta-feira, 21 de fevereiro, a comissão mista da Medida Provisória 803/17 aprovou o relatório da senadora Simone Tebet, que prorroga de 28 de fevereiro (Lei 13.606/18) para 30 de abril o prazo final de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), o "Refis Rural".

O relatório manteve na MP somente a prorrogação da adesão, não envolvendo os dispositivos que tratam do PRR. Agora, a medida provisória precisa ser analisada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, separadamente. A validade da Medida Provisória se estende até 8 de março.

MERCADO — Os contratos futuros do café registraram alta moderada nesta semana, impulsionados por ganhos técnicos em meio à falta de novidades no lado dos fundamentos. Alguns ainda especulam a respeito da safra 2018 do Brasil, mas o passar do tempo vem trazendo à tona a redução nas projeções de diversas instituições a respeito da colheita nacional.

Na ICE Futures US, o contrato "C" com vencimento em março de 2018 acumulou 165 pontos de valorização, encerrando pregão de ontem a US$ 1,1960 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o vencimento março do café robusta encerrou a sessão de quinta-feira a US$ 1.801 por tonelada, com ganhos de US$ 12.

Conforme a Somar Meteorologia, o clima permanece chuvoso no cinturão produtor. Uma frente fria gera áreas de instabilidade entre a costa do Sudeste e o interior do País e o avanço do sistema pelo litoral da Região provoca chuva fraca e isolada na Mogiana. O serviço meteorológico informa que as precipitações serão um pouco mais intensas, mas de curta duração, no sul de Minas Gerais e passam a ganhar força no Espírito Santo.

Ainda de acordo com a Somar, os maiores índices de chuva ao longo dos próximos cinco dias serão registrados nas áreas central e norte mineiras, com 130 milímetros, e de 70 a 100 mm nos cafezais de conilon do Espírito Santo. Entre São Paulo e o sul de Minas, o acumulado deve chegar a 70 mm, ao passo que o Cerrado Mineiro deverá receber aproximadamente 100 mm em pontos isolados.

O dólar comercial, apesar da queda de ontem, acumulou ganho de 0,85% na semana frente ao real. A divisa norte-americana vinha sendo impulsionada pela possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) apresentasse sinais de aperto monetário maior no futuro, movimento que perdeu força após discurso do seu presidente Patrick Harker, que defendeu apenas duas elevações de juros em 2018.

No mercado físico, os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon subiram 0,2% e 0,4% respectivamente, situados em R$ R$ 435,45/saca e a R$ 319,83/saca. Apesar da evolução moderada, os agentes consultados pela instituição relataram que os players de mercado seguem retraídos e os negócios permanecem lentos.

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quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Fórum “Ferramentas de monitoramento de carbono na agropecuária”



Na próxima terça-feira, 27, a partir das 8 horas, pesquisadores e representantes do setor empresarial e autoridades governamentais reúnem-se no auditório do Sistema Famasul, em Campo Grande (MS), para debater as possibilidades de inclusão de ferramentas de precificação de emissões de carbono no setor agropecuário.

Com foco na futura regulação do setor no País, o evento levará em consideração os avanços das pesquisas em quantificação e sequestro de carbono nos diferentes sistemas de produção, além do programa de descarbonização firmado na COP21, em 2015, na França. 

Políticas para a precificação, Acordo de Paris, inventários nacionais de emissões e panorama internacional estão entre os assuntos a serem discutidos por especialistas dos Ministérios da Fazenda; Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações; Banco Mundial; Embrapa; Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA); WRI Brasil, dentre outros.

Reinaldo Azambuja (governador de Mato Grosso do Sul), Jaime Verruck (Semagro-MS), Maurício Saito (Famasul), André Sanches (CNA), Aloisio Melo (Ministério da Fazenda), Pedro Correa Neto (Mapa), Cleber Oliveira Soares e Eduardo Assad (Embrapa) e Viviane Romeiro (WRI Brasil) são alguns dos nomes confirmados.

O Fórum é realizado pela organização WRI Brasil, Embrapa, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro-MS) e Sistema Famasul, com apoio da Fundação MS, CREA-MS, Reflore-MS, Rede de Fomento ILPF, Abrasel-MS e Sindicato Rural de Campo Grande. 

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