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domingo, agosto 10, 2014

Aécio Neves promete criar Carreira Nacional de Médicos e modernizar o SUS




O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, anunciou hoje (5) que, se for eleito, criará 500 centros especializados em saúde pública no país. O programa de governo de Aécio prevê a criação de 500 grandes unidades regionais, nas quais o atendimento será feito por um médico especializado, que encaminhará o paciente para fazer exames. “E ele já sairá com remédios”, disse o candidato, durante encontro na Associação Médica de Brasília.

Ele explicou que o problema da saúde será tratado de forma “estrutural”. Para Aécio, a atuação de médicos estrangeiros, viabilizada pelo Programa Mais Médicos, é uma solução “paliativa” . “O que nós vamos fazer é criar uma carreira nacional de médicos, para que eles possam se preparar, se qualificar e atender na periferia das grandes cidades, nas cidades mais remotas, porque, como o tempo, eles mudarão de região.”

Perguntado sobre a permanência de médicos cubanos no Brasil, Aécio disse que eles “têm prazo de validade” e ficarão “por três anos”. “O que eu pretendo é que não haja mais necessidade de médicos estrangeiros no Brasil. Ao longo do tempo, as nossas políticas, as nossas ações, permitirão que essas vagas sejam ocupadas por brasileiros. Se houver necessidade, que seja uma solução lateral, não central”, acrescentou Aécio, que defendeu o Revalida, exame para validação do diploma de estrangeiros. Ele destacou que os médicos cubanos devem receber salário igual ao dos demais.

O candidato disse ainda que, em seu governo, as políticas de saúde pública serão debatidas com os profissionais do setor. “Os profissionais da área é que serão responsáveis pela execução das políticas públicas”, afirmou Aécio, dirigindo-se aos médicos presentes na plateia.

O senador mineiro também falou sobre infraestrutura. Nesta semana, ele informou que pretende criar um ministério apenas para tratar da área. Segundo Aécio, as hidrovias e ferrovias devem ser prioridade. Para ele, as ações da gestão atual para as ferrovias, por exemplo, não avançaram o suficiente para atrair investimentos privados. O candidato tucano criticou as obras paradas no país e destacou a necessidade de marcos regulatórios e segurança jurídica para o setor. Além disso, defendeu meritocracia e critérios técnicos nos órgãos públicos e agências reguladoras. (ABr)

Aécio Neves promete a criação de um superministério da Agricultura no primeiro dia do governo


Após anúncio de que criará um ministério da Infraestrutura, durante sabatina no portal G1, na última segunda-feira 4, o presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves, prometeu nesta manhã a representantes do agronegócio a criação de um "superministério da Agricultura no primeiro dia do governo". A declaração foi feita durante sabatina com presidenciáveis na CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). No evento, similar ao promovido pela CNI na semana passada, o tucano foi o segundo candidato a participar, depois de Eduardo Campos (PSB).

Segundo Aécio Neves, o setor da pesca, que hoje tem um ministério exclusivo, será incluído no "superministério". "No meu governo, o ministro da Agricultura não será subordinado ao ministro da Fazenda nem ao presidente do Banco do Brasil, como hoje muitas vezes acontece", afirmou. Aécio detalhou que o ministério da Infraestrutura "vai ser importante para destravar os projetos". O da Agricultura "vai discutir os principais eixos de desenvolvimento do setor no Brasil" e irá "sair definitivamente do balcão de negócios a que está submetido".

Ainda sobre as primeiras ações a serem tomadas num eventual governo, o senador tucano disse que, "a partir do primeiro dia, a política externa é política, é pragmatismo, não é mais ideologia, porque isso não tem nos levado a lugar algum". Como Eduardo Campos, afirmou que será o presidente da República o responsável por definir as prioridades do setor. "Quem definirá as prioridades serei eu, o presidente da República", reforçou. Segundo Aécio, falta hoje "uma política agrícola moderna", que possa garantir renda ao produtor.

Ao relacionar uma série de críticas ao governo atual, lamentou que a gestão do PT não tenha tentado aprovar reformas no País. Segundo ele, foi uma "perda de oportunidade" em um momento que os petistas viviam o otimismo econômico, um presidente com "estratosférico apoio popular", em referência ao ex-presidente Lula, e uma base ampla no Congresso. "Esse é um tripé fundamental para realizar reformas, e o governo não tentou realizar nenhuma delas", disse.

O presidenciável afirmou ainda, ao responder uma pergunta sobre uso da água, que o governo não tem "má-vontade", mas "incapacidade" em propor soluções. Ele defendeu o uso de hidrovias e ressaltou: "vamos usar a água de forma racional e inteligente". Caso vença as eleições, garantiu que seu governo "não será um governo de planos, de PACs, será um governo de seriedades".

Fonte: Brasil247

sábado, agosto 09, 2014

Aécio Neves promete ampliar seguro agrícola para 60% da área plantada em 4 anos


BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, prometeu nesta quarta-feira que, se eleito, vai ampliar a cobertura do seguro agrícola para 60 por cento da área plantada no país e ampliar a capacidade de armazenagem em 50 milhões de toneladas nesse período.


"Apenas 9 por cento da área plantada no Brasil tem seguro rural... o Brasil é a única potência agrícola no mundo que não soube avançar nesse tema", disse o tucano em evento organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com os três principais candidatos à Presidência.

"Eu gosto de metas... Num período de 4 anos, (vamos) chegar a ter 60 por cento da área plantada no Brasil com cobertura do seguro rural", prometeu.

Segundo ele, o governo também falhou ao não incentivar a construção de estruturas de armazenagem suficientes para atender os aumentos de produção do campo brasileiro.

"O Brasil tem que estabelecer uma estratégia de ampliar armazenagem em mais de 50 milhões de toneladas por quatro anos", prometeu o tucano.

Aécio também afirmou que a atual política de reforma agrária está ultrapassada, porque não dá condições de vida a quem ganhou a terra. Ele se comprometeu ainda a levar segurança jurídica ao campo e impedir que terras invadidas sejam desapropriadas.

"No meu governo as fazendas invadidas não serão mais desapropriadas por período de dois anos", disse.

"Não podemos deixar que essa instabilidade gerada por assentamentos maus geridos leve instabilidade ao campo", acrescentou.

O tucano disse que está preocupado também com as demarcações indígenas no país e que cumprirá a Constituição nesse tema e espera aplicar a decisão de súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) adotada na demarcação da reserva Raposa Serra do Sol.

"A Funai vai continuar ter papel (nas demarcações), mas não pode ser a única voz a definir essas questões", disse.

O tucano também prometeu desonerar totalmente as exportações agrícolas caso eleito.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

sexta-feira, agosto 08, 2014

EDITORIAL FOLHA: Refinaria de mentiras

O enfrentamento de governo e oposição em palcos como a campanha eleitoral e as comissões parlamentares de inquérito têm, vez ou outra, a utilidade de balançar as cortinas que ocultam os bastidores de grandes negociatas.


A propaganda política ainda conta com efeitos especiais para tapar as frestas abertas, mas esse recurso nem sempre está à disposição nas CPIs –e o que se vê é um espetáculo mambembe, em que raramente alguém sai nocauteado.

O caso Pasadena não representa exceção à regra, como indica a fraude noticiada pela revista "Veja". Se confirmada a armação comentada por funcionários da Petrobras no vídeo que serve de base à reportagem, chega-se muito perto da total desmoralização das CPIs.

As imagens mostram o chefe do escritório da Petrobras em Brasília e um advogado da empresa. Eles trocam informações sobre formas seguras de fazer chegar perguntas preparadas pelo governo a depoentes na comissão do Senado.

O "gabarito" teria sido contrabandeado pelo senador José Pimentel (PT-CE) à atual presidente da Petrobras, Graça Foster, ao ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli e ao ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró.

No vídeo, afirma-se que as questões combinadas foram obra de Paulo Argenta, assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

A compra da refinaria nos EUA, vale lembrar, subiu à condição de escândalo com ajuda da presidente Dilma Rousseff (PT). Ela, que presidia o conselho da Petrobras à época da malfadada transação bilionária, buscou eximir-se de responsabilidade pelo fiasco atribuindo sua aprovação a um parecer malfeito.

A manobra estimulou a conjectura de que, para além de incompetência da direção da estatal, tenha havido irregularidade e má-fé no prejuízo causado pela aquisição.

Sob pressão, o Congresso criou duas CPIs para o caso, e em ambas o Planalto fez de tudo para manter o controle. Na primeira, no Senado, garantiu sólida maioria –e, mesmo assim, terá sentido a necessidade de manipular depoimentos.

Na CPI mista aberta em seguida, o governo petista instalou como presidente o mesmo condutor da comissão do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB). Para relator elegeu o fiel deputado Marco Maia (PT-RS), garantia de poder sobre pauta e agenda de testemunhos.

Todo esse empenho é decerto proporcional à gravidade ainda mal vislumbrada do escândalo Pasadena e seu potencial de dano nas urnas. O Legislativo, porém, mais uma vez se contenta com encenar uma pantomima subserviente.

quarta-feira, agosto 06, 2014

A FARSA DA CPI PETROBRAS: UMA FACETA PERVERSA DO BOLIVARIANISMO BOTOCUDO



Quando as instituições falham, a democracia não funciona. Simples assim. Quando homens, eleitos pelo povo, que deveriam proteger as instituições se voltam contra elas, é prova de que alguma coisa vai muito mal no sistema político de determinado Estado. Quando a principal mandatária da Nação chega ao cargo pela vontade da maioria dos eleitores e - no decorrer do seu exercício - dá de ombros sobre a gravidade de uma farsa cometida por senadores da República, seus correligionários, no encaminhamento de uma CPI, criada para apurar desvios de conduta de servidores, é prova de que se está perto de uma ruptura institucional.

O Brasil caminha para um desfecho que, se consumado, o déficit democrático será de difícil recuperação a curto e médio prazos. Quando dois senadores da República, os petistas José Pimentel e Delcídio do Amaral, se comprometem ética e moralmente como cúmplices de uma fraude contra as instituições – vazando propositalmente quesitos para que os depoentes da CPI da Petrobras se saíssem bem - é inconteste que o governo brasileiro e seu principal partido de sustentação política chegaram ao nível do esgoto.

Nada mais normal do que, dentro de um processo político com viés democrático, partidos em luta política se utilizem de meios legais e legítimos na defesa de seus objetivos, mesmo que essa luta se trave no interior de uma comissão parlamentar de inquérito. Afinal, a CPI é um espaço também de luta política onde, quase sempre, prevalece a vontade dos agentes com maior poder para o enfrentamento entre os diversos grupos que trafegam no seu interior. Mas que tudo isso se concretize e se direcione com a maior transparência possível e que se fortaleça os seus resultados com a utilização dos meios disponíveis do campo democrático.

Lamentavelmente, os senadores Delcídio do Amaral e José Pimentel, com propósitos à margem de qualquer componente de decoro parlamentar, conseguiram macular uma instituição e desonrar o voto que seus eleitores depositaram nas urnas para fazer deles dignos representantes dos seus Estados. Até mesmo quando se busca o poder pelo poder existe na sua prática um mínimo de compostura dos seus agentes e um limite aceitável no intervencionismo daqueles que desejam levar vantagem em tudo, para enfim tomar de assalto o poder temporal.

As denúncias que chegam as redações da chamada grande imprensa sobre a farsa encomendada pelos partidários do governo para melar a CPI da Petrobras leva-nos a concluir que se está bem próximo de um bolivarianismo botocudo. A fraude cometida nos depoimentos desqualificados de autoridades públicas, que lá deveriam estar para prestar esclarecimentos sobre o mal uso do dinheiro do contribuinte, permite que se especule que tudo que até aqui se tem dito sobre as bandalheiras na Petrobras é a mais pura verdade.

E não dá mais para esconder: o Estado de Direito no Brasil está por um fio. O PT e seus aliados são os maiores responsáveis pelo mal que estão fazendo às gerações futuras. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em Direito e articulista colaborador do Blog do Aluízio Amorim

Fraude na CPI da Petrobras foi coordenada por Assessores do Palácio do Planalto

Editoria de Arte/Folhapress

Ação na CPI da Petrobras foi combinada com assessores do Planalto


ANDRÉIA SADI, NATUZA NERY & GABRIELA GUERREIRO na FOLHA


Assessores do Palácio do Planalto coordenaram a atuação da Petrobras e da liderança do PT no Senado durante as investigações da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para examinar os negócios da estatal.

O encarregado do trabalho foi o número 2 do ministro Ricardo Berzoini, chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Planalto, responsável pela articulação política do governo com o Congresso.

Segundo a Folha apurou, o secretário-executivo do ministério, Luiz Azevedo, ajudou a elaborar o plano de trabalho apresentado pela comissão em maio, que incluía um roteiro para a investigação e sugestões de perguntas.

Azevedo foi o estrategista escalado pelo governo para blindar a presidente Dilma Rousseff e evitar que o trabalho da CPI atingisse a atual diretoria da Petrobras. Seu papel era fazer a interlocução com a empresa estatal e afinar a tática governista na CPI.

Além de Azevedo, o Planalto destacou ainda Paulo Argenta, outro assessor de Berzoini, para evitar que a CPI saísse do controle ou causasse sobressaltos ao governo.

Para a oposição, que não participa da CPI, o roteiro de uma investigação parlamentar deveria ser definido por seus próprios integrantes, sem interferência do governo.

Reportagem publicada pela revista "Veja" nesta semana diz que a presidente da Petrobras, Graça Foster, e ex-diretores da estatal receberam antecipadamente as perguntas que responderiam na CPI.

A empresa afirma que só teve acesso antecipadamente às perguntas apresentadas pela comissão com a divulgação de seu plano de trabalho.

A Folha apurou que o governo também discutiu com assessores do PT no Senado e o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Barrocas, a conveniência da aprovação de requerimentos específicos da comissão.

Os assessores do Planalto pediram que a CPI não votasse vários requerimentos que poderiam criar embaraço para a Petrobras e o governo.

Azevedo e Argenta tiveram acesso antecipado às perguntas que o relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), faria aos executivos sobre contratos suspeitos aprovados pelo conselho da companhia.

A Folha apurou que mais de cem perguntas preparadas para a CPI foram compartilhados pelo PT com o governo. Os participantes da operação ouvidos pela Folha negam ter repassado as perguntas a dirigentes da Petrobras.

Os lotes com as perguntas foram entregues ao Planalto por Marcos Rogério, assessor da liderança do PT na Casa.

O governo argumenta que qualquer parlamentar tem direito de inquirir depoentes e que a bancada oposicionista boicotou os trabalhos da CPI.

A SRI informou que "faz parte das atribuições da Secretaria de Relações Institucionais, portanto dos servidores mencionados, acompanhar as atividades legislativas, inclusive as Comissões Parlamentares de Inquérito."

NOVA CPI
Numa tentativa de abafar o barulho que a oposição tem feito com suas críticas à CPI da Petrobras, o PT articulou a instalação nesta quarta-feira (6) de uma nova CPI para investigar o cartel de empresas acusado de fraudar licitações do Metrô de São Paulo.

Composta por deputados federais e senadores, a comissão tem potencial para criar desgaste para o PSDB, que governa São Paulo há quase duas décadas e é o partido do principal rival de Dilma Rousseff na corrida presidencial, o senador Aécio Neves (MG).

Fonte: Folha.com

terça-feira, agosto 05, 2014

RECORDAR É VIVER: Conflito de Interesses




Em 4 de novembro de 2010, foi publicado na seção Radar on-line da Veja.com


Conflito de interesses?



A C Foster Serviços e Equipamentos presta serviços na área de petróleo e gás para empresas estrangeiras e brasileiras – entre elas, a Petrobras. Pertence a Colin Foster (foto). E daí? Daí que Colin vem a ser marido de Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, uma das pessoas mais próximas de Dilma Rousseff e hoje cotada para alguns cargos relevantes no governo da amiga.
A própria Petrobras informa que no período de 2005 a 2010 foram efetuados 43 processos de compra. O valor total não é alto: 614 000 reais. Mas é um prato cheio para um curto-circuito.

Por Lauro Jardim



Contratos com fornecedores: resposta ao Radar on-line


Leia o post “Conflito de interesses?”, publicado nesta quinta (4/11) no Radar on-line e a resposta da Petrobras encaminhada ao blog.

Pergunta: A C. Foster Serviços e Equipamentos de Petróleo LTDA é fornecedora da Petrobras?

Resposta: A empresa, com CNPJ 31.043.482/0001-90, forneceu componentes eletrônicos para as áreas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações – TIC, Serviços Compartilhados e Exploração e Produção da Petrobras. No período de 2005 a 2010, foram efetuados 43 processos de compra, totalizando R$ 614 mil, sendo 33 inferiores a R$ 10 mil.




Em 14 de novembro de 2010, foi publicado na Folha de São Paulo:




Negócios saltaram em 2007, quando Graça Foster assumiu diretoria da estatal
Engenheira é cotada para assumir cargo no 1º escalão do governo Dilma; Petrobras nega que haja favorecimento


FERNANDA ODILLA

DE BRASÍLIA 



A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal.



Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal.



Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras.



A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.

Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança.

Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras.

Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar.

Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.

O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha.

Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000.

Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).

Sem detalhar as apurações, a Petrobras informou no ofício que durante as entrevistas "surgiram críticas contundentes" a Graça Foster e alguns empregados agregaram "denúncias de irregularidades nos negócios com a C.Foster".

O documento diz ainda que foram encontradas "evidências de que houve prejuízos à Petrobras", mas não revela o tamanho nem os responsáveis por ele.

A Petrobras informou no documento que a "comissão não encontrou provas de má-fé ou intuito de auferir vantagens financeiras".

Em defesa de Graça Foster, a estatal destacou ainda no documento que a engenheira informou ao assumir o cargo que se casou com o dono da C.Foster em 1994, depois de 13 anos de namoro.


TEMPERAMENTO

O ofício diz que "não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa", mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira.

"Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, "o modo com que tratava seus subordinados'", diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil.

Assim como a presidente eleita, a diretora da Petrobras carrega a fama de dura, exigente e agressiva.

Se vingar a ideia de Dilma de "desidratar" a Casa Civil, aumentam as chances de Graça ser nomeada ministra. A avaliação da equipe de transição é a de que a diretora da Petrobras não tem jogo de cintura para chefiar um superministério.

Em 17 de novembro de 2010, foi publicado no Blog Alerta Total:

Ingleses identificam José Dirceu como fonte de ataques a marido maçom de Graça Foster


Através da Maçonaria Inglesa, a Oligarquia Financeira Transnacional terá uma ligação politicamente estreita com o futuro governo Dilma Rousseff. A melhor amiga da Presidenta eleita, Maria da Graça Foster, é casada com Colin Vaughan Foster. Além de já ter faturado 43 contratos com a Petrobrás, empresa da qual Graça é diretora de Energia e Gás, Colin é Grão-Mestre Distrital da Divisão Norte da Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo “Grand Master” é o Príncipe Edward George Nicholas Paul Patrick – primo da Rainha Elisabeth. Quem comanda a Grande Loja Unida da Inglaterra, junto com o príncipe, é Peter Lowndes membro do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS).


No ramo em que opera a empresa de Foster (componentes eletrônicos), as compras da Petrobras somam R$ 10 milhões por ano. Portanto, não chega a ser escandaloso o valor de R$ 614 mil em 43 processos de compra feitos pela Petrobras entre os anos de 2005 e 2010. O problema é que Maria da Graça Foster é cotada para assumir a Casa Civil ou até a presidência da Petrobrás, onde é empregada de carreira. Por isso, seu marido maçom virou alvo do “fogo amigo” do PT na disputa por espaço de poder. Sua empresa C Foster Serviços e Equipamentos, que presta serviços na área de petróleo e gás para empresas estrangeiras e brasileiras, ganhou destaque em notinhas e reportagens plantadas na mídia amestrada pelo esquema de José Dirceu. O controlador do PT não quer Graça forte junto a Dilma. Os maçons ingleses querem, e podem criar problemas para o Zé – que não é membro de irmandade secreta, mas adora agir nas sombras do poder.

Em 2004, quando José Dirceu mandava no governo, a Casa Civil uma recebeu uma “denúncia” contra Graça, na época gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras). Graça foi acusada de favorecer a empresa do marido Colin. Dirceu cobrou explicações oficiais a Dilma Rousseff, então ministra das Minas e Energia de Lula. A Petrobrás informou que a comissão constituída para apurar a demúmcia “não encontrou provas de má-fé ou intuito de auferir vantagens financeiras", e “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”.

Mexer com Graça pode não ser um bom negócio para o cardeal Dirceu. Dilma e ela são amigas desde quando a Presidenta eleita era secretária de Energia do Rio Grande do Sul. As duas cuidaram do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) – negócio que envolveu o poder da British Gás e da Shell. Daí a ponte favorável a Dilma com o braço britânico da Oligarquia Financeira Transnacional – que pode ser ampliado, agora, via lobby do maçom Colin Foster.

Times muito parecidos
As amigas Dilma e Graça têm fama de “duronas”. As duas chegam a ser agressivas no trato com suas equipes de trabalho. Ambas odeiam tentativas de ingerência política em suas decisões. Até os times de futebol delas têm camisa alvinegra: o Atlético Mineiro de Dilma e o Botafogo da Graça...

Bope da Dilma
Na Petrobrás, Graça tem o pesado apelido de “Caveirão”. Não por ser magra, mas por “passar por cima de obstáculos” igual ao famoso carro do Bope (o batalhão de operações especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, astromóvel dos filmes Tropa de Elite). Para evitar ingerências petralhas além das previstas em seu governo, para Dilma Rousseff, pode ser interessante ter um “carro de combate” de sua inteira confiança e amizade na Casa Civil.

Maçom prestigiado
Na Maçonaria, o marido da Graça tem prestígio. No ultimo dia 15 de maio de 2010, na sede do Grande Oriente do Brasil, em Brasília, foram comemorados os 75 anos do Tratado entre a Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente do Brasil. O acordo foi assinado em 6 de maio de 1935, embora as relações formais entre a Maçonaria Inglesa e o GOB datem de janeiro de 1880.

Big Brother
A sessão publica de comemoração contou com a presença dos granadeiros da guarda presidencial e banda do batalhão da guarda presidencial que executou o hino nacional brasileiro. Na cerimônia, Colin mostrou uma jóia de membro efetivo da Loja Morro Velho, de Minas Gerais, confeccionada em ouro e diamantes retirados da mina Morro Velho em Minas Gerais. De Marcos José da Silva, Grão-mestre-geral da mais antiga potência maçônica brasileira, o “brother” Colin recebeu a Medalha Cruz da Perfeição Maçônica.


Em 24 de novembro de 2010, foi publicado na Folha de São Paulo:
Empresa de Colin Foster descumpriu contrato com a ANP e não foi punida
Pena poderia variar de advertência à perda de contrato; mulher de Foster é cotada para cargo próximo a Dilma 

FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA 

empresa do marido de Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras e nome cotado para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, deixou de cumprir contrato com a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e foi poupada de punição.

Mesmo depois de constatar que a C. Foster descumpriu o plano de trabalho inicial para explorar petróleo em Sergipe, a ANP isentou a empresa de punições, justificando que houve "fornecimento tardio" de informações pela Petrobras.

A decisão da ANP foi tomada em novembro de 2007, dois meses depois de Graça, como Maria das Graças Foster é conhecida, assumir diretoria de Gás e Energia da Petrobras.

Na resolução em que poupou a empresa, a ANP diz que a Petrobras forneceu com atraso "informação relevante e restrições ambientais" para a exploração.

De propriedade de Colin Foster, a C. Foster venceu leilão, em 2005, e assinou contrato com a ANP para explorar uma área inativa na Cidade de Pirambu (SE).

Segundo a Petrobras, as informações com os detalhes da área foram encaminhadas à ANP em abril de 2006, 26 dias depois de a agência ter feito a solicitação.

À Folha a ANP não disse quanto tempo a Petrobras demorou nem o prazo que tinha para fornecer os dados.

Mas, no final de 2007, a diretoria da agência isentou de punição a C. Foster, que desistiu da exploração do local por considerar inviável.

A decisão que cita o fornecimento tardio de dados pela Petrobras e que favoreceu a empresa do marido de Graça foi registrada em ata.

A ANP e a Petrobras negam, porém, que a C. Foster tenha sido beneficiada.

As punições para quem não cumpre contratos e licitações podem variar de advertência à perda de contrato, com multas de R$ 10 mil a R$ 1 milhão.

Na semana passada, a Folha revelou que a C. Foster firmou 42 processos de compra com a Petrobras a partir de 2007, ano em que Graça ganhou cargo de direção na estatal. A Petrobras nega ter favorecido a empresa.

A relação de Graça com a empresa de seu marido já provocou indisposição no governo Lula e foi alvo de sindicância na Petrobras -que diz não ter encontrado provas de improbidade.


Em 23 de janeiro de 2012, Reinaldo Azevedo escreveu na sua coluna:



Maria das Graças e seu marido.Ou: A família do petróleo & gás

Em novembro de 2010, reportagem de Fernanda Odilla, da Folha, informava — e não houve contestação — que, desde 2008, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, marido de Maria das Graças, futura presidente da Petrobras, havia assiando 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. À época, ela cotada para o Ministério das Minas e Energia.
Huuummm… Talvez a C.Foster seja mesmo a melhor da área. Também entendo o fato de o casal ter interesse comum em petróleo, gás e coisa e tal. É comum os casais partilharem de certos gostos. O que é incomum — e seria em qualquer país democrático do mundo — é a mulher (ou o marido) presidir a principal empresa do Estado que compra serviços fornecidos pelo cônjuge. Collin e Maria das Graças podem ser dois franciscanos, dois Caxias, mais honestos e retos do que as freiras dos pés descalços. E daí? Isso é diferente da, por exemplo, “Rede Bezerra Coelho”?
Na própria base aliada, fosse outro o partido de Maria das Graças, que não o PT, e já haveria um enorme bochicho. Como é com petistas, sabem como é… A regra é a seguinte: os não-petistas, especialmente se oposicionistas, são sempre culpados ainda que não haja nem indícios contra eles. Já os companheiros são sempre inocentes, até mesmo contra as provas.
Eu olho para esse ar, vamos dizer, severo de Maria das Graças e só consigo pensar em sua dedicação aos derivados de petróleo. Gente que sabe fazer cara de brava sempre leva alguma vantagem sobre os de aparência mansa. Mas e daí? Ela terá de arbitrar, sim — ou algum subordinado dependente de suas graças o fará por ela — questões que dirão respeito aos negócios do marido. Se ele já mudou de ramo, não sei. Mas é claro que seria o caso, né?
A Petrobras até chegou a fazer uma investigação interna para saber se havia alguma incompatibilidade entre a atuação do marido de Maria das Graças e a da própria. Não se encontrou nada. No máximo, constatou-se que ela não era muito querida pela equipe porque parece compartilhar com Dilma certo gosto por, como direi?, dar um esculachos nos subordinados. Braveza de chefe, que deixa a equipe triste ou ressentida, é coisa do mundo da fofoca e de publicações de auto-ajuda. Para mim, é o de menos. Acho que Maria das Graças tem de ser, segundo reza o clichê ainda válido, como a mulher de César: não basta ser honesta; tem também de parecer honesta.
Ora, se o marido dela pode, por que os demais maridos e demais mulheres não podem? Não há de ser porque ela tem esse ar de quem só pensa em derivados de petróleo e gás.
Segue reportagem da Folha de novembro de 2010. Volto para encerrar.
A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras. A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.
Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar. Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.
O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha. Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000. Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
(…)
O ofício diz que “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”, mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira. “Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, “o modo com que tratava seus subordinados’”, diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil.
Encerro
Não sei o regime de união do casal. Sendo um casamento ou uma união estável, na prática, Maria das Graças terá negócios privados com a empresa pública que ela preside. E por que o PT vai adiante? Porque está convencido de que pode tudo.

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