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quinta-feira, junho 05, 2014

AUGUSTO NUNES: O despertar dos ARTISTAS contra o PT

Do Blog do Augusto Nunes

“Tinham três coisas que a gente fazia quando era garoto que a gente mais se amarrava: andar de skate, ouvir Rock n’Roll e falar mal do governo”, anunciou Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, durante a apresentação do grupo no Rock in Rio 2011.
“Na verdade, os anos foram passando e a gente descobriu que gostava de falar mal de qualquer governo. Fosse ele de esquerda ou de direita. Todos são iguais. Essa aqui é para as oligarquias que ainda parecem dominar o Brasil. Essa aqui é para o Congresso brasileiro, em especial para o José Sarney”.


A fala que precedeu a música Que país é esse? não foi apenas o estopim para o grito contido na garganta de milhões de brasileiros. Ela marcou também o despertar de artistas e intelectuais diante daquela que é, segundo definiu Adélia Prado no programa Roda Viva, uma das épocas mais cinzentas da história brasileira.
“Nós vivemos uma ditadura disfarçada”, lamentou a poeta. “Os poderes da República estão como comida envenenada”.

Em 2013 foi a vez de Lobão, massacrado pela esquerda depois do lançamento do livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca.
“Temos uma presidenta que é uma anta, que fala mal, que pensa mal”, desabafou o cantor na entrevista a esta coluna. “Nós temos que sair desse atoleiro”.

A mesma raiva despejada sobre Lobão foi desferida na última semana contra Roger, vocalista do Ultraje a Rigor, e Ney Matogrosso. Ney entrou no rol dos inimigos da pátria depois de fazer, durante uma entrevista à emissora portuguesa RTP, a pergunta que se fazem todos os brasileiros decentes:
“Se existia tanto dinheiro disponível para gastar na Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”.

Criticado pelo twitter, Roger contra-atacou ao vivo, durante um show no último dia 10:
“Fui atacado porque, segundo a lógica distorcida desses cretinos, eu estaria aceitando dinheiro de um governo que não apoio para tocar hoje aqui, e que isso não seria coerente. Pois bem, quem está me pagando hoje não é um partido que se considera dono do Brasil”.
E terminou com a constatação que tanto os cidadãos quanto o governo — um por ignorância, outro por esperteza — parecem esquecer:
“Quem está me pagando é o povo, do qual eu faço parte”.


Dinho Ouro Preto:



Lobão:





Roger:



Ney Matogrosso:


Adélia Prado:





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