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segunda-feira, março 23, 2015

Ossami Sakamori: Renuncie Dilma !





Dilma presidente, esta é segundo recado que lhe passo a respeito da sua permanência no cargo máximo da República Federativa do Brasil. 


Sinto dizer, mas você não tem mais condições de permanecer no cargo de presidente, conquistado nas eleições de outubro do ano passado. Olha, Dilma, não adianta vir com conversa de que estou fomentando o terceiro turno das eleições.


Dilma, você ganhou eleições pregando mentiras. Você teve cara de pau de mentir que não haveria aumento de gasolina, de que não haveria arrocho, de que não haveria desemprego, de que não iria mexer nos direitos trabalhistas. Você ganhou eleições ilegitimamente, mentindo.


Pelo amor de Deus, Dilma. Nem bem passou 2 meses do governo, você está fazendo tudo que disse que não iria fazer. Cortou direitos trabalhistas, aumentou o preço da gasolina, aumentou tarifas de energia, está fazendo arrocho com cortes em investimentos, está aumentando os impostos, com arocho os empresários estão mandando embora os seus empregados, em massa. 


Dilma, outra coisa, a inflação que você diz que está dentro da meta, não está mais. O último número da inflação oficial está acima do teto da meta, 6,87%, com tendência de aumento nos próximos meses. A inflação do bolso dos últimos 12 meses está em 25%, com tendência de fechar ano em 30%. Isto é dito pela imprensa puxa saco, imagine se fosse imprensa da oposição. 


Dilma, a sua popularidade despencou para 7% de aprovação pelo IBOPE e 17% pelo Data Folha. Dizem os sociólogos que a sua popularidade está abaixo do índice de aceitação do Fernando Collor, 3 meses antes da cassação do seu mandato como presidente da República. Dilma, sua fotografia está muito feia, tal qual as suas fotos dos últimos dias. Você está com rosto muito cansado. Você está precisando ir para casa, se tratar. 


Dilma, a imprensa noticiou que na cerimônia de assinatura de convênio em Goiânia, o prefeito teve que decretar feriado municipal e cercar o prédio da prefeitura com tapumes para que a população não chegasse perto. Foi determinação do Miguel Rossetto, seu Secretário Geral da Presidência da República. Dilma, até que ponto chegou sua popularidade, não é?


No último evento promovido pelo Miguel Rossetto, no Rio Grande do Sul, foi convocado membros do MST para fazer platéia para ovacionar você, Dilma. Está certo que os participantes receberam já tradicional ajuda de custo e "pão com mortadela". Dilma, você sabe que a despesa foi paga por nós contribuinte, não sabe? Gastar nosso dinheiro para sua promoção pessoal, não dá, não é, Dilma.


Dilma, eu não tinha visto a foto que a imprensa não divulgou sobre o evento do Rio Grande do Sul (vide foto acima). Pelo amor de Deus, Dilma! Você convidou o João Pedro Stédile para cumprimentá-lo no palanque do evento. Dilma, Stédile é o cara que ameaça fazer "guerra" contra os "zelites" nas manifestações de ruas, à mando do Lula. Você está muito ligado com essa turma que quer fazer guerra no País. Que coisa, Dilma!


Desafio você, Dilma, a colocar os membros do MST nas manifestações do próximo dia 12 de Abril. O povo já está acordado, Dilma. Os que vão nas manifestações, incluem crianças e idosos. Se houver qualquer incidente, você será responsabilizado. Tome cuidado, Dilma. Estou de olho aberto, Dilma. Nós estamos atentos ao que vai acontecer no próximo dia 12 de Abril.


Dilma, a notícia de hoje, arrasou você. O Instituto Data Folha acaba de anunciar que 84% dos entrevistados tem certeza de que você sabia das ladroagens da Petrobras reveladas pela Operação Lava Jato investigado pela Polícia Federal. O julgamento político, Dilma, é diferente do julgamento do STF. O STF você pode enrolar, como vem enrolando até aqui, mas o povo você não engana. O povo pode mandar Congresso Nacional cassar o seu mandato.


Diante de tanta notícia ruim contra você, eu só tenho a aconselhar: Renuncie antes que o Congresso Nacional vote o seu impeachment. Faça como Collor fez, renuncie antes! Renuncie Dilma! E vá, viver o restante da sua vida com velho Fidel Castro! Tchau, Dilma!


#RenuncieDILMA




AÉCIO NEVES: "O governo produziu uma crise macroeconômica de grandes proporções e vai esgotando a cada dia a sua credibilidade e a sua capacidade de governança."


Pagando a conta

Por Aécio Neves


O Brasil corre o risco de ter um longo ciclo de três anos (2014-2015-2016) de crescimento médio muito próximo de zero ou até mesmo negativo. Esse desempenho medíocre do país só ocorreu em três momentos da nossa história recente: na Grande Depressão (1929-1931), na crise da dívida (1981-1983) e no Plano Collor (1990-1992). 


Fato é que, desde o início de dezembro de 2014, as projeções de crescimento da economia brasileira passaram a cair todas as semanas. Com a piora do cenário, já se trabalha com um resultado para este ano de uma queda do PIB próxima a 1%. Mas muitos já apostam em uma redução do PIB entre 1,5% e 2%. 


Depois de negar peremptoriamente a necessidade de ajuste durante a campanha eleitoral, o governo manda ao Congresso um conjunto de medidas muito mais duras do que seria necessário se tivesse agido no tempo correto e, por exemplo, controlado o crescimento desenfreado do gasto público. 


Um ajuste fiscal de mais de R$ 100 bilhões, como o prometido, em um contexto de recessão agravado pela crise política e pela crise de corrupção na Petrobras, transforma em grande frustração os compromissos que o atual governo assumiu para ganhar as eleições. Não será, inclusive, um ajuste rápido como se apregoa, mas vários anos de aperto fiscal em uma conjuntura de baixo crescimento. 


A verdade é que o ajuste fiscal deveria ser apenas uma parte de um programa mais amplo de crescimento e de reformas estruturais discutido com a sociedade civil e pactuado pela presidente da República. 


O quadro poderia ser completamente outro se não houvesse uma grave crise de confiança, que afugenta o investimento privado e alcança, agora, segundo indicadores da Fundação Getúlio Vargas, os níveis mais baixos desde o auge da crise financeira mundial de 2009. 


Temos hoje um governo sem qualquer diálogo com a sociedade, que faz o que quer, como quer e quando quer. Sem um plano de desenvolvimento, e eleito com base em promessas que não serão cumpridas, entrega ao país um ajuste rudimentar que terá um custo muito elevado para a sociedade, pois será baseado na redução de direitos dos trabalhadores, cortes do investimento público e aumento de carga tributária. 


A questão que parece ser central agora é que é muito difícil fazer ajustes de fundo, consistentes, em um governo politicamente fraco. Em muitos casos, crises podem virar janelas de oportunidade para se criar um consenso mínimo a favor de uma agenda mais ampla de reformas. Hoje acontece o contrário: o governo produziu uma crise macroeconômica de grandes proporções e vai esgotando a cada dia a sua credibilidade e a sua capacidade de governança. 


Coluna publicada na Folha de São Paulo, por AÉCIO NEVES, presidente do PSDB.

domingo, março 22, 2015

Ossami Sakamori: Dilma, vai pra casa, vai !






Dilma presidente esteve em Eldorado do Sul, no estado do Rio Grande do Sul para encontros com agricultores e representantes de movimentos sociais, na sexta-feira (20). Discursou para platéia montada pelo Secretário Geral da Presidência da República Miguel Rossetto. Claro, a plateia devidamente remunerado com nosso dinheiro.


Disse Dilma presidente para platéia formada pelos membros do MST: "O governo, nos últimos seis anos, tomou todas as medidas possíveis para que a crise não atingisse a população do país. O nosso desequilíbrio é momentâneo, nós juntos aprovando o ajuste saímos disso no curto prazo. Por isso, que é importante aprovar os ajustes".


Pois o ajuste anunciado pela Dilma presidente substitui a Medida Provisória rejeitado pelo Congresso Nacional pelo Projeto de Lei em regime de urgência. Em regime de urgência o ajuste terá que ser aprovado pelo Congresso Nacional em 45 dias. Resta saber se os parlamentares vão ter culhões para rejeitar o aumento de impostos.


O Projeto de Lei aumenta as alíquotas de recolhimento do regime de desoneração da folha de salários de 1% para 2,5% sobretudo para setores industriais e de 2% para 4,5% para os setores de serviços. O texto é rigorosamente igual ao da Medida Provisória rejeitada pelo Congresso Nacional.


A Dilma presidente foi eleita há 6 meses com várias mentiras, entre os quais esta medida que tinha desonerado a folha salarial nos níveis praticado hoje. Como que de repente, o ajuste é anunciado por ela, que nada mais é do que aumento de alíquota de contribuições, nos níveis que onera a folha salarial em volume de arrecadação maior do que antes da desoneração.


Dilma presidente é uma mentira, um engodo, uma idosa, uma doente. O País atravessa momentos difíceis nestes primeiros 2 meses e 21 dias do segundo mandato. A expectativa da economia, antes deste ajuste, é recessão de 2,5% em 2015, desemprego em massa, perspectiva de dólar a R$ 3,50 e inflação ameaçando alcançar 2 dígitos. Impor mais este ajuste sobre a economia combalida é tiro mortal para os empresários que serão onerados em mais este aumento de impostos.


Mais uma vez, a imprensa e articulistas econômicos, quase que unanimemente, concordam com o ajuste proposto pela Dilma presidente. Tanto quanto a Dilma presidente a imprensa brasileira, em sua maioria, é um engodo. Os articulistas econômicos, em sua maioria, são covardes. Certamente o Congresso Nacional deverá aprovar o Projeto de Lei, mantendo a essência do ajuste, porque maioria tem rabo preso com a Dilma presidente.


O aumento de impostos que a Dilma presidente e a imprensa consideram como ajuste necessário, na minha opinião é dispensável. Ohhh! A arrecadação que onera as empresas vai trazer arrecadação extra de cerca de R$ 20 bilhões aos cofres do Tesouro. Bastaria que o Executivo cortasse o orçamento em igual volume, para manter o equilíbrio orçamentário. Os gastos previstos no Orçamento de 2015 é de R$ 1,149 trilhões nos custeios, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. 


Dilma presidente é simplista, tal qual administrador incompetente, em vez de cortar os gastos, quer aumentar a receita. Um esforço fiscal na arrecadação ou na contenção de despesas é fácil manter o Orçamento da União equilibrado. O tamanho dos números já demonstram por si só. Nem é preciso ser economista para avaliar a situação. Além de tudo, o aumento de impostos neste momento agrava ainda mais a recessão, diminuindo a arrecadação de impostos. É um verdadeiro tiro no pé.


O ministro Joaquim Levy pode ser um bom banqueiro, que ganha dinheiro administrando o dinheiro dos outros, mas não é administrador público competente. Levy põe em prática o que ele fazia no Bradesco, para manter lucratividade do banco aumentava as tarifas bancárias ao invés de cortar os gastos. Tudo simples. É nisso que termina quando entrega o Ministério da Fazenda para um banqueiro. É como colocar lobo faminto para tomar conta do galinheiro. 


Por favor, Dilma! Você já está com popularidade em baixa. Desse jeito o seu índice de aprovação vai despencar ainda mais. Dilma, vai aqui um conselho de um idoso, tanto quanto você é idosa. Vai pra casa, vai, Dilma!


#RenuncieDilma




sábado, março 21, 2015

J. R. Guzzo: A pior subversão






Por J. R. Guzzo na Veja



Foi marcado para 15 de março, nessa jornada nacional de protesto contra um governo que rompeu relações com os governados, com a razão e com a realidade, um encontro entre o Brasil e a seguinte pergunta: se você não utilizar a liberdade de expressão para criticar o governo do seu país, então para que raios ela serve? Há um bom tempo, ou desde sempre, os atuais donos do poder no Brasil se esforçam dia e noite para impor à população uma tramoia perversa. A liberdade, dizem, só serve quando é usada para concordar com eles, ou para tratar de algum assunto que não os incomode; quando alguém se vale do direito de livre expressão para discordar do ex-presidente Lula, da presidente Dilma Rousseff e do PT, está praticando um delito.


Essa liberdade domesticada, inofensiva e sujeita à aprovação prévia das autoridades, que o governo quer empurrar à força para cima do país, não é liberdade nenhuma – não serve para nada, a não ser para ele mesmo. As manifestações de 15 de março estão destinadas a esclarecer quais são os direitos que estão atualmente em vigor – os que só podem ser exercidos mediante autorização do Palácio do Planalto e do Instituto Lula, ou os que são garantidos pela Constituição brasileira para todo cidadão que se manifesta dentro da lei.


É melhor deixar em paz os números relativos ao tamanho das demonstrações – mais ou menos pessoas na rua não alteram em nada o fato de que o Brasil vive as primeiras manifestações genuinamente populares desde o movimento das Diretas Já, há mais de trinta anos, e de que o governo está se mostrando perfeitamente incapaz de dar uma resposta decente a isso. Este é o fato real – os descontentes existem, e diante deles a trindade Lula-Dilma-PT tem provado a cada dia, pelo que diz e pelo que faz, que não consegue entender como funciona uma democracia.


O alicerce do raciocínio que levam a público, e em cima do qual vão amontoando todas as suas reações, é o seguinte: a manifestação de discordância é perigosa. É um pensamento ruim. Sempre que um governo dá a si próprio o direito de silenciar quem se opõe a ele, só tem um caminho pela frente: ir tomando decisões cada vez mais repressivas, pois o ato de repressão praticado hoje só poderá ficar de pé se for sustentado pelo ato de repressão praticado amanhã. É a receita das tiranias.


É claro que o atual governo brasileiro não tem meios práticos para criar uma ditadura no Brasil; Lula e seus dependentes sabem que não tem. Mas, ao persistirem na sua estratégia atual, estão dividindo cada vez mais o país em dois lados, e tratando como inimigo o lado que discorda. Tenta-se vender, no fim das contas, a falsificação da virtude. As forças que controlam o governo insistem em dizer que são as únicas representantes do bem no Brasil, por terem ganhado as quatro últimas eleições presidenciais; quem se opõe a elas, portanto, é o mal. Ganhar quatro eleições seguidas é enorme. Quantos regimes, pelo mundo afora, podem apresentar um desempenho igual? Mas Lula, Dilma e o PT agem como se isso lhes tivesse dado aprovação eterna, e como se o povo já tivesse decidido que eles devem ficar lá para sempre – qualquer outra possibilidade é considerada um ataque à vontade popular, e qualquer tentativa de alternância do poder recebe o carimbo de “subversão”. Afirmam sem parar que os descontentes, a começar pelos que se acham no direito de ir a manifestações de rua, são “golpistas” que babam de raiva. Comportam-se como a ditadura, que via em toda expressão de desacordo uma conspiração de “comunistas”.


É difícil achar um conjunto de provas que atestem tão claramente essa opção totalitária como as declarações que o PT faz em público, com o suporte de sua máquina de propaganda remunerada ou voluntária. O esforço mais repetido nessa catequese é o sequestro da palavra “popular”. Ela só tem validade, segundo Lula, quando é aplicada a quem está a favor. As manifestações do dia 15, por exemplo, não são “populares”; são coisa privativa de gente rica, ou de um ou outro boçal que não sabe o que é bom para ele próprio. O panelaço do domingo anterior, armado livremente pela internet nas 24 horas precedentes, foi descrito como uma brincadeira desses mesmos ricos no terraço de seus apartamentos de luxo – inclusive em São Bernardo, Vila Velha e outros notórios redutos da alta burguesia. (A propósito: ressuscitou-se a palavra “burguês”, em desuso desde os anos 60 do século passado.) O governo nega a possibilidade de que exista fora da classe “AAA” algum brasileiro indignado com a corrupção. Também não admite que um cidadão do povo possa ter valores morais; moralidade, na filosofia do PT, é apenas “moralismo”, um vício que só ocorre nas mais altas esferas da sociedade. Os 51 milhões de eleitores que votaram em Aécio Neves e contra Dilma, na última eleição presidencial, não fazem parte da população do Brasil.


Nada disso altera em um grama o que acontece no mundo das realidades. Pouco depois do panelaço das elites, a presidente viu-se enxotada por um temporal de vaias do percurso que deveria seguir durante sua visita a uma exposição em São Paulo; a cada dia fica mais complicado para Dilma andar a pé em lugares públicos do país que governa. Lula, então, parece incapacitado para exercer o direito de ir e vir. Suas aparições continuam restritas a recintos fechados e ambientes onde dá para vetar a entrada do público em geral. Ali, na segurança de plateias formadas apenas por militantes, faz discursos carregados de ameaças, insultos e rancor contra “eles” – todos os que querem dizer em voz alta que não concordam com o seu catecismo. Na última delas, num ato em “defesa da Petrobras” no Rio de Janeiro, prometeu pôr “o exército do MST” na rua. Foi ouvido, pouco depois, quando mulheres “sem terra” e com o rosto coberto por lenços invadiram um centro de pesquisas para destruir mudas de eucalipto; chegaram lá a bordo de quinze ônibus fretados por uma organização que vive de dinheiro público. É uma situação curiosa: como nem Dilma nem Lula podem sair à rua, ambos acham que ninguém mais pode. Não adianta a presidente dizer que admite o direito de manifestação, quando todos os que estão no seu bonde atacam diariamente quem quer se manifestar contra ela. Adianta menos ainda fazer advertências contra a possível “violência” dos protestos quando não foi capaz de dizer uma única palavra para condenar a selvageria que o MST acaba de praticar.


A recusa das forças do governo em aceitar que a população se exprima livremente em público não poderia ser mais óbvia, também, quando acusam os manifestantes de ser os costumeiros “golpistas” deste país. Tornou-se a última moda, nessa toada, dizer que quem discorda está querendo inventar um “terceiro turno” para as eleições do ano passado. Quem, até agora, sugeriu anular a eleição de Dilma? Ou será que o PT está querendo que, uma vez encerrada a votação, fique proibida qualquer crítica ao vencedor? Um disparate com idênticos teores de falência mental é a tese, especialmente exótica, segundo a qual quem se manifesta a favor do impeachment de Dilma está propondo um “golpe militar”. Como é mesmo? Qualquer cidadão brasileiro tem o pleno direito de falar a favor do impeachment; na verdade, pelo que está escrito na lei, tem até o direito de assinar ele mesmo um pedido legal de deposição do presidente da República. (O PT, ainda outro dia, chefiou a campanha que levou ao impeachment de Fernando Collor. No governo seguinte, defendeu abertamente o “Fora FHC”; só sossegou quando Lula foi enfim eleito.)


É realmente extraordinário que diferenças de opinião possam levar ao ódio. Mas é justamente isso que Lula, Dilma e o PT estão construindo no momento. Estimulam um Brasil onde as pessoas desprezem umas às outras, ignorem a tolerância e obedeçam a quem manda. Essa é a pior subversão.

Percival Puggina: Vigaristas a serviço da roubalheira petista





Do bandoleiro Stédile ao ex-frade Leonardo Boff, passando pelo próprio Lula, todos deturpam a realidade em nome de suas toscas concepções ideológicas. Como diz Percival Puggina, em artigo publicado no ZH, o diabo não é bom conselheiro:


Pelo menos dois milhões e meio de pessoas saíram às ruas no dia 15 de março. Diziam, em essência, quatro coisas: Fora Dilma! Fora PT! Chega de corrupção! E a que estava escrita na camiseta que eu usava: Impeachment! A desaprovação da presidente, em março, segundo levantamento da Datafolha, chegou a 62%. Em fevereiro, o mesmo instituto dizia que para 52% dos brasileiros Dilma é falsa, para 47% é desonesta e para 46%, mentirosa. Nada surpreendente quando esses números se referem a quem disse que "a gente faz o diabo em época de eleição".

Num sistema de governo bem concebido, do tipo parlamentarista, tal situação levaria ao voto de desconfiança. O governo cairia. No presidencialismo, tem-se o que está aí: uma crise institucional. Então, era preciso contra-atacar. Qual o conselho do diabo numa hora dessas? "Diz que teus opositores não gostam de pobre!", recomendaria o Maligno. Foi o que fez Lula, num discurso à porta do hospital onde a Petrobras, por culpa dele e de seus companheiros, respira por meio de aparelhos.

Disse o ex-presidente: “O que estamos vendo é a criminalização da ascensão social de uma parte da sociedade brasileira. (...) A elite não se conforma com a ascensão social dos pobres que está acontecendo neste país”. Por toda parte, o realejo da mistificação, da enganação, da sordidez intelectual passou a ser acionado por gente que se faz de séria. Colunistas chapa-branca, artistas subsidiados pelo governo, intelectuais psicologicamente enfermos se alternam na manivela do realejo, a repetir essa tese.

O líder do MST, João Pedro (quebra-quebra) Stédile, falando ao lado de Dilma no RS, enquanto eu escrevia este artigo, rodou a manivela: "A classe média não aceita assinar a carteira da sua empregada doméstica. A classe média não aceita que o filho de um agricultor esteja na universidade. A classe média não aceita que os negros andem de avião. A classe média não aceita que o povo tenha um pouco mais de dinheiro”. Suponho que na opinião dele, os patrocinadores do MST são santos cujas meias deveriam ser guardadas para fazer relíquias, apesar de esfolarem a nação e encherem os próprios bolsos e os bolsos dos ricos. Quão tolo é preciso ser para se deixar convencer de que o povo sai às ruas porque pobres e pretos andam de avião e não por estar sob um governo que se dedicou a fazer o diabo? Como pode a mente humana entrar em convulsões e a alma afundar em indignidades de tais proporções?

Leonardo Boff, foi outro. Perdeu boa parte de sua fé católica, mas não a fé em Lula, a cujo alto clero não se constrange de pertencer. Dia 16, em Montevidéu, declarou: "No Brasil há uma raiva generalizada contra o PT, que é mais induzida pelos meios de comunicação, mas não é ódio contra o PT, é ódio contra os 40 milhões (de pobres) que foram incluídos e que ocupam os espaços que eram reservados às classes poderosas". É assim que o petismo age. Deve haver um lugar bem quente no inferno para quem se dedica a esse tipo de vigarice intelectual.

Vigarice, sim. E tripla vigarice. Primeiro, porque transmite a ideia equivocada de que o PT acabou com a pobreza, quando o partido está empobrecendo a todos, a cada dia que passa. Segundo, porque a nada o petismo serviu mais do que à prosperidade material de sua alta nomenklatura e a dos muitos novos bilionários que, há 12 anos, servem e se servem do petismo. Terceiro, porque só o PT se beneficia da pobreza dos pobres, aos quais submete por dependência.O desenvolvimento econômico e social harmônico é generoso. A ascensão dos pobres, quando ocorre de fato e não por doação ou endividamento, beneficia a todos. Isso até o diabo sabe.

Felipe Moura Brasil: Em 3 frentes contra o PT, oposição pede investigação de Dilma e do Mais Médicos e punição de Thomas Traumann




Destaco três medidas da oposição para o leitor passar o fim de semana feliz.

Espero que todas sejam vitoriosas.

1) Ação contra Thomas Traumann pelo financiamento de blogs sujos do PT

A coluna Radar, aqui de VEJA.com, informa que o PSDB vai entrar com uma ação de improbidade administrativa contra o ministro Thomas Traumann, o Traumann do Brasil, porque no seu relatório interno fica provado que o governo usa “verbas publicitárias para abastecer o seu exército de blogueiros” na guerra suja da internet.

Escrevi dois posts sobre o relatório: aqui e aqui. Como eu disse no segundo, citando o autor: Adeus, Traumann. “Os robôs foram desligados” e você também.


Rubens Bueno (PPS), Mendonça Filho (DEM), o ministro relator Teori Zavascki (STF), Raul Jungmann (PPS) e Bruno Araújo (PSDB). Também participaram da reunião de quarta-feira, no Supremo, Carlos Sampaio (PSDB) e Arthur Maia (SD)

2) Pedido de investigação de Dilma Rousseff

O ministro Teori Zavaski, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ficou de pedir ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que se pronuncie sobre o agravo regimental impetrado por Raul Jungmann, do PPS, para que a presidente Dilma Rouseff seja investigada pelos desvios de dinheiro da Petrobras.

O PPS pede, com base em sólida jurisprudência e apoio de PSDB, DEM e SD, que Zavaski reconsidere sua decisão de não investigar a presidente, dada em atendimento ao pedido de Janot.

O procurador-geral poderá encontrar argumentos jurídicos para impedir a investigação, como expliquei em detalhes aqui.

Mas duas revelações recentes poderão pesar em sua decisão:

a) Pedro Barusco afirmou na CPI da Petrobras que a campanha presidencial recebeu 300 mil dólares da SBM, vindos do exterior (ver item 5: aqui);

b) O vice-presidente da Camargo Corrêa admitiu o pagamento de uma propina de 10 milhões de reais para as campanhas do PT, inclusive a de Dilma (ver item 1: aqui).

3) Pedido de investigação do programa “Mais Médicos”

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) entrou nesta sexta-feira (20) com uma representação no Ministério Público Federal contra o ministro da Saúde, Arthur Chioro, pelas ilegalidades cometidas no “Mais Médicos”. Uma das provas citadas no documento refere-se à gravação veiculada no Jornal da Band na terça (17) e repercutida com vídeo aqui no blog, na qual integrantes do governo e da OPAS acertam detalhes do termo de cooperação para mascarar a finalidade central do programa de financiar a ditadura cubana.

Caiado solicita investigação da responsabilidade de gestores envolvidos na formatação e execução do programa e ressarcimento aos cofres públicos de recursos utilizados indevidamente. O senador inclui também na representação os assessores do Ministério da Saúde, a coordenadora do Mais Médicos na OPAS, Maria Alice Fortunato, e o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, como pessoas a serem investigadas. Mas não para aí:

“Pedimos que se investigue se parte desses recursos repassados a Cuba, que já somam R$ 1,8 bilhão, retornaram ao país como caixa 2 de campanha”, acrescentou Caiado.

Na quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) já havia aprovado requerimento para convidar Chioro e seus comparsas para esclarecer esse episódio.



Felipe Moura Brasil
http://www.veja.com/felipemourabrasil

JOSIAS DE SOUZA: Em crise, PT perdeu o recato, o discurso e a rua





Quando estourou o mensalão, o PT simulou desconforto. Chegou mesmo a encenar o expurgo do então tesoureiro Delúbio Soares dos seus quadros. Hoje, no auge do petrolão, o partido não consegue exibir nem mesmo um mal-estar fingido. Perdeu inteiramente o recato.

Quando a cúpula do PT foi parar na cadeia, o partido fez pose de vítima injustiçada. Hoje, com o tesoureiro João Vaccari Neto denunciado pela Procuradoria e o mito José Dirceu devolvido às manchetes policiais, a legenda finge-se de morta. O PT perdeu o discurso.

No primeiro mandato de Lula, quando a oposição ensaiou um coro de impeachment, o PT ameaçou convulsionar o asfalto. Há uma semana, o meio-fio rosnou para o petismo e pediu a saída de Dilma. O PT perdeu o monopólio da rua.

No comando do poder federal desde 2003, o PT atravessa a mais grave crise de sua curta existência de 35 anos. A legenda chega ao seu 5º Congresso, marcado para junho, de ponta-cabeça.

Considerando-se a pauta do Congresso —da “atualidade do socialismo petista” até “a economia política pós-neoliberal”— o PT está perdido. Não é que o partido não tenha farejado uma solução para o seu problema. Em verdade, o PT ainda não enxergou nem o problema.

O PT assiste à hemorragia da recém-instalada segunda administração de Dilma Rousseff com a passividade de quem se julga capaz de ressuscitar com Lula em 2018. Erro primário. Sem Dilma, pode não haver Lula daqui a três anos e nove meses.

Pregoeiro do “nós-contra-eles”, o PT testemunha o crescimento do “quase-todos-contra-nós”. Acusa os adversários de estimularem o ódio contra o PT. Mas esquece de levar em conta que o antipetismo é uma reação ao ódio destilado pelo PT.

O manual anticrise do PT está com o prazo de validade vencido. Qualquer um que não reze pelo catecismo da legenda é um lacaio da elite branca de olhos azuis. Mas a crise moral e a ruína política que fazem a caveira do PT não carregam as digitais da oposição. Com a imagem e as práticas estilhaçadas, o PT afunda sozinho.

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