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terça-feira, agosto 03, 2021

BSCA: Café especial: Cup of Excellence traz novidades na edição 2021; inscrições estão abertas


Café especial: Cup of Excellence traz novidades na edição 2021; inscrições estão abertas
 
Principal concurso de qualidade para cafés especiais do mundo amplia possibilidade de comercialização de lotes; produtores podem enviar suas amostras até 8 de setembro

 
Estão abertas as inscrições para o Cup of Excellence 2021, principal concurso de qualidade do mundo para cafés que é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Os produtores nacionais de café arábica podem se inscrever no site da entidade e enviar suas amostras, produzidas na safra atual, até 8 de setembro, para "Cup of Excellence 2021", Rua Gaspar Batista Paiva, 416, bairro Santa Luiza, Varginha (MG) – CEP: 37026-680.
 
Os lotes inscritos serão avaliados quanto a tipo, cor, aspecto, umidade, atividade de água, defeitos e qualidade de bebida na pré-seleção. Os que obtiverem nota média igual ou superior a 86 pontos, respeitado o limite dos 100 primeiros colocados, serão encaminhados para a comissão julgadora nacional, que reavaliará esses cafés. As amostras que voltarem a obter 86 pontos ou mais, observando o limite das 40 melhores selecionadas, serão classificadas para a fase internacional da competição, quando juízes do exterior definirão os 30 campeões do Cup of Excellence 2021, que serão aquelas que alcançarem nota igual ou superior a 87 pontos e ganharão o direito de serem comercializados em disputado leilão internacional, via internet.
 
Para esta edição, a organização traz novidades ao ampliar as possibilidades de comercialização dos lotes de cafés que se classificarem para a fase nacional da competição. "Além dos melhores cafés que passarem para a fase internacional, as 40 amostras seguintes na classificação, desde que tenham obtido nota também superior a 86 pontos, serão denominadas semifinalistas da fase nacional e irão para venda em um marketplace desenvolvido pela empresa MCultivo, durante 45 dias, pelo valor máximo de US$ 4,20 por libra-peso. Assim, o concurso deste ano abre a oportunidade para a comercialização de 80 cafés: 30 campeões, 10 National Winners, que são os lotes que não forem vencedores na fase internacional, e esses 40 semifinalistas", explica Vanusia Nogueira, diretora da BSCA.
 
Essa nova possibilidade de comercialização é um projeto piloto da organização desenvolvido em parceria com o Brasil, que poderá ser implantada nas competições futuras dos demais países que também realizam o Cup of Excellence. "Sempre somos referência para a implantação de novidades em café. Para viabilizar essa iniciativa, amostras desses cafés semifinalistas da fase nacional serão enviadas aos Estados Unidos, para a MCultivo, que, junto com a ACE, fará approach com uma série de importadores. Ampliar a possibilidade de comercialização desses excepcionais cafés brasileiros também foi uma forma que encontramos para contribuir com os produtores, que passaram por severas adversidades climáticas, como a estiagem no fim do ano passado e começo de 2021 e, agora, as geadas", revela Vanusia.
 
Para os cafés campeões do Cup of Excellence 2021, o preço de abertura no leilão internacional será de US$ 5,50 por lb-peso, o que equivale a *R$ 3.757,74 por saca de 60 kg. Os National Winners serão comercializados a partir de US$ 4,50 por lb-peso, ou *R$ 3.074,52 por saca, e os semifinalistas da fase nacional ficarão disponíveis no marketplace pelo valor teto inicial de *R$ 2.869,55.
 
COMISSÕES JULGADORAS
Como o processo convencional de seleção, através de uma prova presencial, não pôde ser realizado devido à pandemia, a BSCA consultou todos os juízes brasileiros que fizeram parte da fase internacional do Cup of Excellence, desde 2005, além daqueles que participaram como julgadores nacionais em 2020. Alguns dos profissionais consultados não tiveram agenda disponível para integrar o corpo de jurados. Aos que possuíam disponibilidade, a entidade realizou um sorteio virtual, com a presença de todos e que buscou abranger ao máximo a representatividade das origens produtoras, definindo o grupo que será responsável pela seleção dos melhores cafés da safra 2021 do Brasil.
 
"A seleção dos juízes para o Cup of Excellence é uma tarefa de grande responsabilidade para a BSCA, uma vez que precisamos formar um grupo muito experiente e capaz de avaliar os mais diversos cafés, das várias origens produtoras do Brasil. Nas mãos deste grupo, estarão os maiores esforços realizados por nossos produtores, durante uma safra com tantos imprevistos e incertezas, mas, certamente, serão cafés com grande qualidade. Para os trabalhos de avaliação, seguiremos rígido protocolo de prevenção à Covid-19, com todos se higienizando e mantendo o distanciamento recomendado pelas organizações de saúde", explica Vanusia.
 
A fase internacional da competição também ocorrerá de maneira diferente, repetindo a bem-sucedida experiência de 2020. "Não teremos deslocamento dos juízes do exterior para o Brasil. Os lotes que se classificarem para essa etapa serão enviados pela BSCA a grupos de especialistas em diversos países, que foram selecionados previamente para fazerem a análise final, definindo nossos campeões", completa a diretora.
 
CUP OF EXCELLENCE
Criado no Brasil, em 1999, o Cup of Excellence é o principal concurso de qualidade para cafés especiais do mundo e integra as ações do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", desenvolvido em parceria por BSCA e Apex-Brasil. Atualmente, por meio de cooperação entre a Associação e a ACE, a competição é realizada em diversos países, ampliando a procura pelos melhores grãos colhidos em cada safra para que sejam comercializados através de leilão internacional. Os preços alcançados nesses pregões vão muito além do mercado convencional. Em 2017, por exemplo, o campeão da competição brasileira alcançou o maior valor pago por uma saca de café no país: R$ 55,5 mil.
 
ETAPAS DA COMPETIÇÃO
Até 08/09/2021 - Entrega de amostras
13 a 22/09/2021 - Pré-seleção
23/09/2021 - Resultado da pré-seleção
16 a 19/10/2021 - Fase Nacional
20/10/2021 - Resultado da Fase Nacional
21/10 a 05/12/2021 - Oferta dos semifinalistas da Fase Nacional
21/10 a 14/11/2021 - Fase Internacional
18/11/2021 - Resultado da Fase Internacional e premiação aos vencedores
10 a 21/12/2021 - Venda dos National Winners
20/12/2021 - Leilão dos campeões do Cup of Excellence
20/02/2022 - Pagamento aos campeões do Cup of Excellence
21/02/2022 - Pagamento aos produtores National Winners
 
BRAZIL. THE COFFEE NATION
O "Cup of Excellence 2021" integra as ações do projeto setorial "Brazil. The Coffee Nation", desenvolvido pela BSCA e pela Apex-Brasil com foco na promoção comercial do produto brasileiro no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos grãos nacionais em todo o mundo e posicionar o país como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas.
 
A vigência do atual projeto se dá até março de 2023 e tem como mercados-alvo: i) Canadá, Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Japão, Alemanha, Espanha, Polônia, Reino Unido, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para os cafés crus especiais; e ii) Canadá, China, Emirados Árabes Unidos, Chile, Portugal e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem.
 
O projeto visa, ainda, expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros. As empresas que ainda não fazem parte podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / 99824-9845 / 99879-8943 ou do e-mail info@bsca.com.br.
 
* Dólar comercial a R$ 5,165, conforme fechamento de 2 de agosto.
 
Mais informações para a imprensa
BSCA – Assessoria de Imprensa
Paulo André C. Kawasaki
(61) 98114-6632 / ascom@bsca.com.br
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BSCA - Brazil Specialty Coffee Association
Telefones: (35) 3212-4705 / 3212-6302
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UNESP: Projeto da Unesp oferece consultoria e soluções em proteção vegetal

Um novo projeto realizado por meio da colaboração entre a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF) e a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, vai auxiliar pesquisadores, empresas, cooperativas e produtores rurais no desenvolvimento de produtos e processos na área de proteção vegetal, privilegiando a busca de inovação e a construção de parcerias estratégicas.

Intitulado Innova Defesa Vegetal, o projeto busca aplicar pesquisas desenvolvidas no âmbito da FCA/Unesp para diagnosticar doenças e não conformidades em produções agrícolas, oferecendo consultoria e soluções aos seus participantes.

O objetivo principal é gerar aumento no rendimento de culturas agrícolas, com redução das perdas causadas por problemas fitossanitários e a prevenção de eventuais impactos ambientais.

Além da diagnose de doenças de plantas, o Innova Defesa Vegetal vai atuar em áreas como a bioprospecção de agentes e desenvolvimento de produtos de controle biológico, testes de eficácia de defensivos agrícolas, testes de sanidade de sementes e seleção de fontes de resistência de plantas a patógenos.

Para mais informações sobre o Innova Defesa Vegetal entre em contato:

E-mail:  innova.defesavegetal@gmail.com

Telefone/ WhatsApp: (14) 99828-6789

LinkedIn: www.linkedin.com/in/innova-defesa-vegetal

Instagram: @innova_agro

 

 

 

 

 

UNESP: Estudo da FCA/Unesp sobre cana-de-açúcar é destaque em revista internacional da área de energias renováveis e sustentabilidade

A cana-de-açúcar é uma cultura com grande potencial para produção de bioenergia devido ao seu alto potencial de conversão de energia solar em biomassa.  Entretanto, a interação entre o ambiente de produção e a cultivar escolhida é um dado fundamental para a eficiência produtiva do cultivo. Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, respondeu a duas questões que permaneciam pouco estudadas sobre esse tema: qual a eficiência da cana-de-açúcar em converter a energia solar interceptada pelas folhas em biomassa? Como essa eficiência é influenciada pelo ambiente de produção e pelas cultivares?

Os resultados do trabalho foram publicados em julho pela revista Renewable and Sustainable Energy Reviews, uma das mais bem conceituadas na área de energias renováveis e sustentabilidade (fator de impacto 14,982, segundo o Journal Citation Reports/Web of Science, e classificada com o 3o maior índice H, relativo ao número de trabalhos publicados pela revista e suas citações), com o título de "Energy conversion efficiency in sugarcane cultivars as a function of production environments in Brazil".

O objetivo do trabalho foi avaliar a eficiência da conversão da energia solar em biomassa, bem como a energia disponível por área (hectare) e a produtividade dos colmos, em função do ambiente de produção em diferentes cultivares. Os experimentos foram realizados em dois ambientes de produção no Brasil, nos municípios de Prado Ferreira, Estado do Paraná (Ambiente Produtivo A) e Presidente Bernardes, Estado de São Paulo (Ambiente Produtivo C), utilizando três cultivares de cana-de-açúcar (SP80-3280, RB855156 e RB867515), em dois ciclos de cultivo.

"De maneira geral, observamos que a eficiência da conversão pode aumentar em 51,3% em função do ambiente de produção e da cultivar utilizada. A eficiência em converter energia solar em biomassa foi em média de 3,8% na cana planta (primeiro corte) e 3,3% na cana soca (segundo corte) em Ambiente de Produção A, e de 2,9% e 2,2%, respectivamente, em Ambiente de Produção C", explica o professor Marcelo de Almeida Silva, coordenador estudo e do grupo de pesquisa do Laboratório de Ecofisiologia Aplicada à Agricultura da FCA/UNESP. "Além disso, também registramos que a interação entre o ambiente de produção e a cultivar escolhida causa variação de 75,80% na produtividade do colmo, e a produtividade da biomassa é menos afetada pelo déficit hídrico do que a produtividade do colmo".

Em termos de aplicabilidade, os resultados demonstram quantitativamente a importância da correta alocação de cultivares nos ambientes de produção. "É fundamental ter atenção ao manejo varietal, aquele que contempla a interação com o solo, épocas de plantio e de colheita, entre outras condições, para se obter a melhor eficiência na conversão da energia solar em biomassa e explorar ao máximo o potencial produtivo de cada cultivar de cana-de-açúcar", salienta o docente.

A pesquisa foi tema da tese de Alexandrius de Moraes Barbosa, que realizou seu doutorado no Programa de Pós-Graduação em Agronomia: Agricultura, na FCA/Unesp, com bolsa Fapesp, sob orientação do professor Marcelo Silva. Atualmente, Barbosa é docente da Unoeste Também são autores do artigo Rafael Rebes Zilliani, Carlos Sérgio Tiritan (ambos da Unoeste) e Gustavo Maia Souza (Universidade Federal de Pelotas).

Para o professor Marcelo Silva, a avaliação positiva do trabalho e sua publicação pela Renewable and Sustainable Energy Reviews se deve ao seu caráter inovador e a sua metodologia, com a realização dos estudos em campo, envolvendo duas localidades (ambientes diferentes), três cultivares e dois ciclos de cultivo. "Nossa contribuição científica é no sentido da aplicação do conhecimento. Outros trabalhos nessa linha de pesquisa já foram realizados, porém em câmaras de crescimento, em vasos, com um tipo de solo, por exemplo. O produtor de cana-de-açúcar muitas vezes conhece o conceito de manejo de cultivares e ambientes de produção, isto é, qual cultivar é a mais indicada para ser cultivada em determinadas condições de solo e clima. Mas, com esses resultados, explicamos cientificamente as razões, em termos de eficiência de conversão de energia luminosa em biomassa, que levam ao melhor desempenho de determinada cultivar em determinado ambiente".

O link para o artigo na Renewable and Sustainable Energy Reviews é:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1364032121007796

 

terça-feira, julho 20, 2021

ABICS: A escalada qualitativa dos cafés solúveis


A escalada qualitativa dos cafés solúveis
 
Indústrias investem em novas plantas fabris e em produtos cada vez mais voltados à qualidade, otimizando características sensoriais ao consumidor; consumo interno cresce

 
O segmento de cafés solúveis vem intensificando trabalhos para elevar a qualidade do produto, visando à ampliação de mercados com a conquista de novos consumidores. No exterior, empresas que surfam a crista da onda em popularidade anunciam novos produtos com o solúvel, como a illycaffè, a Blue Bottle e a Intelligentsia.
 
No Brasil, as fábricas do setor, concentradas na Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), realizam investimento em novas plantas fabris e em produtos cada vez mais voltados à qualidade, otimizando as características sensoriais para o consumidor final.
 
Em processo de conclusão, uma metodologia global para avaliação sensorial do café solúvel vem sendo estruturada pela Abics, com o objetivo de apresentar a diversidade do produto, para evidenciar suas diferenças e permitir que o consumidor encontre o que mais se adeque a seu gosto.
 
Os estudos realizados até agora permitiram um maior conhecimento dos vários atributos dos diversos tipos de solúvel existentes, o que possibilitará a disponibilidade de uma categorização de qualidade, métodos de preparo e nuances. A intenção final é, assim como ocorre com os cafés in natura e torrados e moídos, gerar classificações para o café instantâneo.
 
A cafeóloga, especialista em avaliação sensorial e consultora da Abics, Eliana Relvas, aponta que o segmento de solúvel vem passando por uma revolução no mundo e também no mercado interno. Hoje, muitas empresas voltam suas aquisições para os cafés canéforas especiais e ao arábica, otimizando o processo qualitativo desde os primeiros passos do processo fabril.
 
"Há sinalização positiva de investimentos em qualidade das indústrias associadas à Abics e isso é excelente, pois, com a implantação da nova metodologia de classificação que desenvolvemos, poderemos romper a 'barreira invisível' de que o solúvel é um produto de qualidade inferior e o colocar em um patamar sensorial semelhante ao dos cafés torrados e moídos", destaca Eliana.
 
Aliado a esse fato, ela informa que várias empresas ampliam seus portfólios, inserindo o produto industrial de alta qualidade como uma opção a mais para a degustação da bebida, o que aumenta a sua aplicabilidade e momentos de consumo, uma vez que o café solúvel é base para muitos outros produtos, portanto a sua amplitude sensorial é um fator determinante.
 
"Muitas cafeterias consideradas de 'terceira onda' têm inserido sua marca no solúvel, investindo em embalagens modernas, de alto padrão e que permitem que o produto seja levado para viagem e lazer e também para o consumo em casa, através de take out ou delivery, otimizando o tempo da agitada vida, em tempos de pandemia, de quem precisa adequar seu trabalho à rotina diária do lar", revela.
 
CONSUMO INTERNO EM ASCENÇÃO
Como resultado desses esforços, o consumo de café solúvel no Brasil vem em constante crescimento nos últimos anos e o desempenho se repetiu no primeiro semestre de 2021. Segundo dados da Abics, no acumulado de janeiro ao fim de junho, os brasileiros consumiram o equivalente a 478.182 sacas de 60 kg, apresentando alta de 2,2% na comparação com as 468.083 sacas em idêntico intervalo de 2020.
 

 
"Destaca-se, nesse cenário, uma redução de aproximadamente 45% no consumo de café instantâneo importado, o que implica que o avanço no mercado interno se deu, principalmente, com o consumo do produto brasileiro, à medida que otimizamos as ações para a escalada qualitativa dos nossos solúveis", analisa Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics.
 
 
É com base nesse novo perfil de venda e consumo que a Abics intensifica os trabalhos para a conclusão da metodologia de avaliação sensorial, que elevará o padrão de qualidade do café solúvel, com o produto mergulhando em um mar de descobertas, de aromas e sabores, tão complexo quanto ao dos vinhos, caminho já percorrido pelos torrados e moídos de origens e com incríveis descrições sensoriais.
 
"Essa é a certeza que surge com a degustação nas sessões de cupping que realizamos, quando provadores das indústrias cafeeiras, da academia e de entidades do setor se surpreendem com a qualidade apresentada pelos cafés instantâneos, que apresentam notas mais delicadas, pouco amargor, boa acidez, caramelização agradável, bom equilíbrio e after taste agradável, elegante e saboroso", conclui Eliana.
 
Com esse trabalho de otimização da qualidade, as indústrias brasileiras de café solúvel esperam gerar o mesmo efeito positivo e surpreendente nos consumidores finais, trazendo-os para o versátil mundo do produto, que já oferece ampla gama de possibilidades de preparo e, agora, traz a diversidade diretamente em sua forma de consumo mais tradicional, a bebida preparada apenas com água.

Mais informações para a imprensa
Agência P1
Paulo André C. Kawasaki



Livro sobre Tecnologia de Aplicação Aérea atualiza conhecimentos sobre uso de aeronaves e drones de pulverização


AGROEFETIVA

LANÇAMENTO - Livro sobre Tecnologia de Aplicação Aérea atualiza conhecimentos sobre uso de aeronaves e drones de pulverização

Escrita por pesquisadores da empresa AgroEfetiva, a publicação estará à venda a partir do dia 20 de julho

O uso da tecnologia de aplicação aérea por meio de aviões e helicópteros agrícolas, bem como drones de pulverização, tem crescido de maneira significativa durante os últimos anos no Brasil e ajudado a alavancar o crescimento do agronegócio, mesmo em tempos desafiadores. No país, segundo dados do SINDAG - Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola, em 2020 a frota total era de 2352 aeronaves.

Para auxiliar agrônomos, técnicos, pilotos agrícolas e demais pessoas envolvidas com tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas, será lançado o livro "Entendendo a tecnologia de aplicação: aviões, helicópteros e drones de pulverização".  A publicação é assinada pelos pesquisadores Fernando Kassis Carvalho, Rodolfo Glauber Chechetto, Alisson Augusto Barbieri Mota e Ulisses Rocha Antuniassi, todos da empresa AgroEfetiva e impresso com apoio da FEPAF - Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais

A obra, que estará à venda a partir do dia 20 de julho, tem por objetivo trazer uma panorama do segmento e utilização de aplicações aéreas, além da definição dos parâmetros para a sua otimização. A obra conceitua essa tecnologia apresentando uma descrição dos fatores que interferem no processo de pulverização. O texto inclui, ainda, uma análise do mercado aeroagrícola no Brasil e a evolução recente desta tecnologia, com destaque para o potencial de uso dos drones no contexto do tratamento fitossanitário.

"Temos trabalhado há vários anos no desenvolvimento desse material sobre aviões, helicópteros e drones de pulverização. Identificamos a necessidade de um livro atualizado, com embasamento técnico e científico sobre qualidade e segurança em aplicações aéreas e, por isso, decidimos preparar esse material", esclarece o pesquisador Fernando Kassis Carvalho, da AgroEfetiva.

Ao longo dos capítulos o leitor encontrará os princípios básicos, a teoria da cobertura dos alvos, o espectro de gotas, as classes de tamanho de gotas, a seleção de pontas e atomizadores, a taxa de aplicação, as condições meteorológicas, a deriva  e os parâmetros para auxiliar no ajuste correto da faixa efetiva de deposição das aplicações, visando mais qualidade e segurança. Também são apresentadas as estratégias para a otimização da tecnologia de aplicação, incluindo uma discussão sobre a maneira correta de se analisar a relação do espectro de gotas com as características dos alvos nas aplicações.

"Nas aplicações aéreas, a escolha correta das pontas hidráulicas ou dos atomizadores rotativos (espectro de gotas) deve ser compatível com a altura adequada da aplicação, além das condições meteorológicas ideais, para haver uma aplicação com qualidade e segurança. A manutenção do sistema de pulverização também é imprescindível", acrescenta Fernando.

Para Rodolfo Glauber Chechetto, também pesquisador da AgroEfetiva e co-autor do livro, em qualquer aplicação aérea, deve-se, sempre, levar em consideração não apenas a técnica de aplicação (volume de calda e tamanho das gotas), mas também as condições meteorológicas, os riscos de deriva e o entorno das aplicações e as faixas de segurança. "As boas práticas devem ser sempre respeitadas", destaca.

Sobre a AgroEfetiva

É uma empresa de prestação de serviços especializados, atuante no mercado agrícola brasileiro e em outros países da América Latina, atendendo a demanda pelo desenvolvimento de soluções em pesquisa, capacitação e consultoria.

Seus trabalhos se concentram na área de tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas abrangendo aplicações terrestres, aéreas, equipamentos, adjuvantes e formulações, na indústria de máquinas agrícolas (principalmente pulverizadores), no mercado aeroagrícola (aviação agrícola), assim como nos diversos segmentos do agronegócio (agroindústrias, produtores rurais, canais de comercialização e cooperativas).

A AgroEfetiva conta com uma equipe de doutores pós-graduados pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Botucatu-SP, sob orientação do Prof. Dr. Ulisses Rocha Antuniassi, do Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Botucatu/SP. Seu corpo técnico possui experiência em pesquisas de campo e laboratório, bem como no desenvolvimento de atividades de capacitação, treinamento, eventos e consultorias.

Elaboram pesquisas com alto nível técnico no tema tecnologia de aplicação. É reconhecida internacionalmente por trabalhar com métodos robustos e escrevem materiais técnicos, como livros e artigos. Além disso, são reconhecidos pelos métodos didáticos e inovadores (com interação teórico-prática) utilizados nos treinamentos de capacitação de pessoal na área de tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas, aéreos e terrestres.

 

 



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Escrita por pesquisadores da empresa AgroEfetiva, a publicação estará à venda a partir do dia 20 de julho
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segunda-feira, junho 07, 2021

AGROEFETIVA: Os mitos envolvendo a pulverização eletrostática



AGROEFETIVA

SUGESTÃO DE ARTIGO - Os mitos envolvendo a pulverização eletrostática

Texto é assinado pelos pesquisadores Fernando K. Carvalho, Vitor Romani, Ulisses R. Antuniassi, Rodolfo G. Chechetto e Alisson A. B. Mota

Fernando K. Carvalho1, Vitor Romani2, Ulisses R. Antuniassi3, Rodolfo G. Chechetto1; Alisson A. B. Mota1

1Engenheiro Agrônomo, Pesquisador, AgroEfetiva, Botucatu/SP. fernando@agroefetiva.com.br

2Engenheiro Agrônomo, Botucatu/SP

3Engenheiro Agrônomo, Professor Titular, FCA/UNESP, Botucatu/SP, Brasil. ulisses.antuniassi@unesp.br

A pulverização eletrostática é uma "velha conhecida" da agricultura. O início dessa história se deu na década de 1960. De lá para cá são mais de 60 anos, mas ainda ouvimos muitas perguntas sobre o funcionamento da técnica e sua eficácia. Um dos pesquisadores mais conhecidos da área de tecnologia de aplicação, o Dr. Graham Matthews, da Universidade de Oxford, UK, trabalhou com aplicação eletrostática no Brasil em 1987, na cultura do algodão, fazendo demonstrações com um equipamento chamado Eletrodin (muito conhecido na época), que havia sido desenvolvido poucos anos antes nos Estados Unidos. Aliás, naquela época o bicudo do algodoeiro ainda era uma novidade no Brasil.

Voltando à questão da transferência de carga elétrica às gotas da pulverização (pulverização eletrostática), as dúvidas que ainda existem se devem provavelmente pelas particularidades de utilização da tecnologia. Não se pode generalizar e achar que toda pulverização eletrostática é igual. Ou que todo equipamento de pulverização eletrostática é igual. Afinal, nem todos os sistemas são iguais (aliás, isso faz toda a diferença). Por exemplo, há aqueles que unem a transferência de carga com assistência de ar (e há particularidades entre os sistemas também), a voltagem pode mudar, bem como a velocidade e uniformidade de distribuição do ar, dentre outras características. Portanto, é importante saber utilizar e conhecer cada sistema e suas particularidades.

Também deve-se entender sobre o índice de área foliar da cultura, as características da copa (ou dossel da cultura), o volume e a velocidade do ar, entre outros fatores. Além do potencial de aumentar a deposição, quando usados da maneira correta, o carregamento eletrostático mais a assistência de ar pode reduzir também o potencial de deriva comparado a uma aplicação convencional equivalente.

Em uma pesquisa feita pela AgroEfetiva em 2019, utilizando um pulverizador Uniport 3030 Eletrovortex, da Jacto, que une assistência de ar mais transferência de carga elétrica às gotas da pulverização, foram obtidos resultados positivos na deposição de calda com fungicidas na cultura do algodão. O trabalho foi feito em Campo Novo do Parecis, MT, utilizando a taxa de aplicação de 60 L/ha. Foi utilizada a ponta ATR 80-2,0 (Jacto), a 5,7 bar de pressão produzindo gotas muito finas (MF), com a máquina se deslocando a 22 km h-1. A integração das tecnologias (assistência de ar + transferência de carga) aumentou a deposição em todos os extratos da cultura (superior, médio e inferior) comparado ao sistema deligado (sem carregamento ou ar

O maior ganho em deposição, comparando a utilização da assistência de ar mais transferência de carga com uma aplicação convencional, foi no terço médio, local que possui a maior área foliar nas plantas de algodão. Esse ganho foi equivalente a 116% de aumento, seguido do terço superior e inferior, com 18,7% e 22,2%, respectivamente.

Para o bom uso da ferramenta e uma correta compreensão sobre sua real utilidade e eficácia, é importante haver um bom serviço de assistência técnica por parte dos fabricantes e técnicos e, evidentemente, nunca se deve "generalizar" a pulverização eletrostática. Cada projeto de máquina possui suas particularidades. As dúvidas existentes podem ser causadas por esses motivos. Por isso, a pesquisa e a difusão do conhecimento são tão importantes.

O artigo completo (com a descrição da pesquisa) sobre esse tema pode ser visto em:

https://www.agroefetiva.com.br/revista-plantio-direto-assistencia-de-ar-em-conjunto-com-a-transferencia-de-carga-eletrica-na-deposicao-de-fungicidas-na-cultura-do-algodao.



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: Pulverizador (Uniport 3030 Eletrovortex, Jacto) que une assistência de ar mais transferência de carga elétrica.
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Imagem de pesquisadores na cultura do algodão
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Visão interna de um pulverizador na cultura do algodão
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EMBRAPA: Ninho artificial substitui ninho queimado e é adotado por antigos inquilinos, o casal de Tuiuiús da BR-262

Foto: Walfrido Tomás

aWalfrido Tomás - O casal de tuiuiús voltou a encantar quem passa pelo local

O casal de tuiuiús voltou a encantar quem passa pelo local

Um dos cartões postais do Pantanal, localizado às margens da BR-262, no município de Corumbá, Mato Grosso do Sul, pode se tornar um monumento vivo ao ser adotado pelo casal de tuiuiús que anualmente se reproduzia no ninho original, que foi totalmente destruído pelas queimadas ocorridas em 2020. O casal de tuiuiús voltou a encantar quem passa pelo local, e têm sido visto já trazendo material para o novo ninho, como galhos e fibras vegetais mais finas. O ninho artificial foi construído para oferecer uma alternativa ao casal dessas aves símbolo do Pantanal, já que o ninho era um referencial turístico muito apreciado, que era tombado por lei do municipal. O fogo destruiu, além do ninho original, a estrutura de galhos que davam suporte a ele na piúva (nome pantaneiro do ipê) que ainda se mantém ao lado.

O ninho artificial vinha sendo monitorado desde a sua construção, em 23 de outubro de 2020. Em janeiro de 2021, os tuiuiús foram vistos nas proximidades do ninho artificial e até pousados na árvore do antigo ninho. Já em 16 de maio deste ano, houve o primeiro registro do casal pousado no ninho artificial. Além disso, Walfrido Tomás, pesquisador da Embrapa Pantanal  idealizador do projeto do ninho artificial, registrou o fato dos tuiuiús estarem trazendo material para o ninho, numa clara indicação que estão preparando o local para procriação. Isso confirma a adoção do novo ninho pelo casal, confirmando a esperança dos pesquisadores.

Construção do novo ninho

Walfrido conta que, durante o trabalho de levantamento de animais mortos pelas queimadas, realizado no ano passado, ele observou diversas vezes tuiuiús pousados em árvores próximas ao ninho que foi queimado cerca de um mês antes, e então teve a ideia de instalar uma estrutura alternativa para a um novo ninho. "Assim os tuiuiús poderiam retornar, pois essas aves são fiéis ao local de nidificação", detalhou Walfrido.

A proposta foi apresentada à Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, que prontamente adotou a ideia, e estabeleceu uma parceria com a Energisa para a instalação de uma estrutura próxima  ao local do ninho original. O Instituto Arara Azul foi também convidado a assinar o projeto, já que tem experiência com ninhos artificiais para araras azuis, na forma de caixas-ninho. Segundo o pesquisador, essa é a primeira experiência de ninho artificial com espécie: "Me inspirei nos ninhos artificiais de cegonhas, comuns na Europa, já que o tuiuiú pertence à mesma família destas aves, sendo tecnicamente uma cegonha".

O ninho construído possui estrutura que consiste de um poste de concreto de 12 metros, com uma plataforma hexagonal de metal de 2m de diâmetro no topo, em formato de taça, de forma a comportar o volumoso material que os tuiuiús utilizam na construção de ninhos. "A estrutura foi adaptada e melhorada pelos técnicos da Energisa, utilizando material disponível, que são utilizados na construção de torres de redes de energia.  Sobre a plataforma, depositamos galhos e material fino para representar um ninho, na esperança de que o local fosse reconhecido pelos tuiuiús e utilizados como base para construção do novo ninho", explica Walfrido.

Walfrido defende que o ninho artificial não tem o papel de salvar a população de tuiuiús do Pantanal, já que não representa nada em uma população que já teve mais de 20 mil ninhos ativos na planície pantaneira nos anos 1990. Para o pesquisador, o fato de ser um ninho artificial utilizado pela ave-símbolo do Pantanal, num local bastante visível às margens de uma movimentada rodovia, ele representa uma constante lembrança de que ações humanas equivocadas podem causar impactos profundos na fauna pantaneira e, por extensão, em toda a biodiversidade na região. "Assim, este verdadeiro monumento vivo deve cumprir um papel relevante na conscientização da população sobre os cuidados a serem tomados nessa relação entre homem e natureza", completa o pesquisador.

A ave

Os tuiuiús se reproduzem após o período das cheias, quando o nível da água está baixando e os peixes e pequenos invertebrados – base da alimentação dessas aves - ficam mais disponíveis nas baías e alagados, servindo de alimento para a espécie. Segundo os pesquisadores da Embrapa, geralmente os ninhos têm ovos ou filhotes entre julho e novembro e as cheias determinam a quantidade de ninhos ativos no Pantanal a cada ano.

Uma vez construídos os ninhos, os tuiuiús permanecem fiéis ao local de reprodução, o qual usam por muitos anos, sempre fazendo reparos e melhorias com a adição de galhos, capim e fibras de plantas aquáticas. Esses ninhos podem ter mais de 2m de diâmetro, e são sempre colocados em grandes árvores com galhos abertos, para facilitar que as aves cheguem ao ninho com suas asas abertas, as quais podem ter 3m de uma ponta a outra.

Ninho tombado pelo Patrimônio Histórico Natural

O ipê é uma das árvores símbolo do Pantanal, onde é mais conhecido como piúva. É uma das árvores mais altas da região e, pela sua copa aberta, é adequada para pousos e decolagens do tuiuiú, o que explica a alta frequência de ninhos nesta espécie.  A piúva onde o ninho da BR-262 estava construído fica a uns 15 m do asfalto, e era uma referência turística nos períodos de reprodução. Assim, a prefeitura de Corumbá criou, em 2011, o decreto municipal 964/2011 que tombou o ninho de tuiuiú como patrimônio. Sua perda em função dos incêndios catastróficos que atingiram 30% do Bioma Pantanal causou comoção, e o ninho artificial ora monitorado resgata essa referência para a região

Raquel Brunelli d´Avila (DRT 113/MS)
Embrapa Pantanal

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